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A HISTÓRIA POR TRÁS DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER || VOGALIZANDO A HISTÓRIA

Vogalizando a História

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[0:00]Não adianta compartilhar mensagem de parabéns as mulheres no dia 8 de março e não valorizar a luta delas nos outros dias do ano.
[0:00]O Dia Internacional da Mulher não é uma data comercial, mas sim para que se lembre da luta política e social que já é travada por elas há vários anos.
[0:00]1975 foi o ano internacional da mulher, para celebrar as conquistas que elas conquistaram com o passar do tempo.
[0:00]E nesse mesmo ano, foi oficializado o dia 8 de março como dia Internacional da Mulher.
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[0:00]Não adianta compartilhar mensagem de parabéns as mulheres no dia 8 de março e não valorizar a luta delas nos outros dias do ano. O Dia Internacional da Mulher não é uma data comercial, mas sim para que se lembre da luta política e social que já é travada por elas há vários anos. 1975 foi o ano internacional da mulher, para celebrar as conquistas que elas conquistaram com o passar do tempo. E nesse mesmo ano, foi oficializado o dia 8 de março como dia Internacional da Mulher. Mas essa data já é celebrada desde o começo do século. A data é 8 de março, porque nesse dia, em 1917, cerca de 90.000 mulheres foram às ruas na Rússia para protestar contra a guerra e a fome. Lembremos, a Rússia nessa época estava lutando a Primeira Guerra Mundial, enfrentando uma série de problemas sociais. Esse protesto feminino foi chamado de Paz e pão e foi o início para a revolução russa que aconteceu em outubro daquele ano. Essa data ficou conhecida como a celebração da mulher heroica trabalhadora. Só que a luta das mulheres já acontecia inclusive antes disso. A Mary Woolstonecraft já chamava a atenção para a igualdade entre os gêneros lá no século XVIII, na época do iluminismo. Mas foi no século XX que protestos varreram o mundo chamando a atenção para essa causa. No dia 26 de fevereiro de 1909, aconteceu uma grande passeata em Nova York, contou com a presença de aproximadamente 15.000 mulheres protestando por melhores condições de trabalho. Na época, as jornadas de trabalho podiam chegar até 16 horas, seis dias por semana e as condições de trabalho das mulheres eram bem piores que as dos homens. Importante a gente lembrar no incêndio na Triangle Shirtwaist Company, onde 146 pessoas morreram. Entre elas, 125 mulheres. Não era incomum o dono da empresa trancar as pessoas dentro de uma sala para evitar que elas matassem tempo fora do trabalho. Um incêndio aconteceu e as pessoas não conseguiram sair lá de dentro. Foi uma tragédia. Há quem defenda que esse incêndio foi criminoso, que o dono da empresa atiou fogo de propósito, porque as mulheres estavam protestando. Mas não foi isso, foi um incêndio acidental. Claro, houve negligência e imprudência por parte do dono da empresa. Esse incêndio só escancarou o que as mulheres já vinham criticando, as más condições em local de trabalho. Isso já tinha sido debatido na Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, que aconteceu em 1910 na Dinamarca. Contando com a presença de 100 mulheres de 17 países. Foi nessa conferência que a Clara Zetkin propôs que um dia do ano deveria ser reservado para que protestos ou manifestações acontecessem, chamando a atenção para a causa feminista. Principalmente na busca da igualdade de direitos. Na época, a proposta não era um dia fixo, mas sim um dia no ano. O primeiro dia da mulher foi celebrado em 19 de março de 1911. Só anos depois que a data ficou fixa no dia 8 de março. E os protestos não pararam por aí. Apesar de muitos países, elas terem conquistado o direito ao voto e a participação política como candidatas a cargos públicos, a luta das mulheres ainda continua. Principalmente por igualdade salarial e o fim da violência. Para conhecer um pouco mais sobre lutas de direitos ao redor do mundo, só se inscrever no Vocalizando a história e acompanhar o nosso canal. Olha o nosso podcast no Spotify, estamos no Instagram e no TikTok também. Quem quiser pode conferir também o nosso PicPay. Um beijo.

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