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A Origem da PNL. História Revelada em Detalhes.

Lucas Naves

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[0:00]Programação neurolinguística, nome grande, não é? Nome grande. Quer dizer que através da nossa linguagem, a gente pode programar a nossa neurologia. Por que é que ela tem esse nome? Porque foi a junção de um programador de computadores com um linguista. A linguagem dos computadores, a linguagem da programação, com a linguagem palavra, semântica, linguística, através da nossa linguagem verbal ou não verbal, a gente pode mudar os nossos padrões neurais, nossa mente, nosso cérebro. Tudo começou nos anos 70, na Universidade de Santa Cruz, Califórnia. Onde um jovem chamado Richard Bandler, que era um matemático, estudante de computação, começou a fazer uns trabalhos de transcrições de vídeos do grande Doutor Fritz Perls, pai da Gestalt-terapia. E ele começou a transcrever essas vídeo-aulas e começou a ficar muito interessado pelo jeito provocativo, às vezes até um pouco irônico da Gestalt-terapia. Foi aí que ele, e o seu amigo chamado Frank Pucelik, se juntaram e formaram um grupo chamado Meta dentro da universidade de Santa Cruz. Onde nesse grupo Meta, eles estudavam e praticavam Gestalt-terapia, e várias outras coisas que eles estavam pesquisando e estudando. Então, alunos e colegas ali da universidade, eram os cobaias, onde eles faziam as terapias. E aquilo começou a ter muito resultado, e começou a gerar um burburinho na universidade. Ainda era um pouco desorganizado aquilo, mas já estava funcionando. Então, eles se juntavam numa sala e faziam aquilo. John Grinder era um professor de linguística da universidade, um pouco mais velho, e já tinha tido experiência nas Forças Especiais dos Estados Unidos, com base na Europa. Era uma pessoa já muito qualificada e um professor de linguagem. Foi aí que ele viu os dois jovens praticando Gestalt-terapia e achou aquilo incrível. E pensou que aquilo precisava de ter um, um modelo. Precisava de organizar aquele conhecimento que eles estavam criando. Então, começaram a andar juntos: Richard Bandler, Frank Pucelik e John Grinder. E eles começaram a trazer conhecimentos de outros autores. Foram estudar Francine Shapiro da EMDR, movimentos dos olhos, foram estudar com Alfred Korzybski, um filósofo, pai da Teoria da Semântica Geral. Estudaram psicodrama do Moreno. Estudaram Pavlov, do condicionamento clássico. Carlos Castaneda, um antropólogo, xamã. Gregory Bateson, o antropólogo. E aí eles começaram a formar o que seria a PNL, juntando vários conhecimentos que estavam espalhados e compilando eles. Na verdade, a PNL sempre existiu, ela só não tinha um nome. Se você pegar o trabalho de Napoleão Hill, quando entrevistou os maiores nomes da sua época, no início do século passado, cientistas, músicos, engenheiros, eh, empresários, ele fez uma modelagem das pessoas mais prósperas, não fez? Se você parar para pensar, o homem das cavernas já usava a PNL. Dependendo do trovão que desse, aquilo era uma âncora que significava hora de ir para a caverna fazer fogo. Então, a PNL a princípio, ela não criou nada de novo. Ela observou como funciona o ser humano, e ela chamou isso de PNL. Então, ela sempre existiu, ela só nominalizou. Obviamente, depois eles tiveram criações, eles pegaram aquilo tudo, juntaram e criaram técnicas, exercícios, livros. Mas como diz o Laí Ribeiro, não tem nada de novo no mundo. Tudo é uma melhoria daquilo que já existe. Muito do que você vai ver na PNL, você vai falar assim: nossa, mas na Bíblia diz algo semelhante, não é mesmo, com outras palavras. E aí, por algum motivo, o Frank Pucelik, ele saiu do grupo, foi fazer outras coisas. E ficou o Bandler e o Grinder, e criaram Programação Neurolinguística. O primeiro livro de PNL foi publicado em 1975, chamado a Estrutura da Magia. Ou seja, magia é uma metáfora. Como estruturar o pensamento dos maiores terapeutas dos anos 70? Eles estavam interessados em descobrir como eles faziam o que eles faziam. A PNL, apesar de não ser terapia, é usada na terapia e surgiu num berço terapêutico, isso é inegável. Então, Virginia Satir, era uma psicóloga que trabalhava com terapia sistêmica, familiar, só não se chamava constelação ainda. Curioso, né? Porque depois o Bert Hellinger chamou de constelação familiar. E muita gente acha que ele foi o criador. Talvez do nome. Mas percebe que antes dele já havia um movimento sistêmico, a Virgínia Satir, por exemplo. O Moreno no psicodrama, por exemplo. Então, vão se dando novas roupagens às mesmas coisas, não é mesmo? E a Virginia Satir era uma das psicólogas mais procuradas dos Estados Unidos. Eles tiveram acesso a ela e passaram meses entrevistando, observando ela trabalhar para compor esse livro. Eles pensavam: se alguém fez, eu também posso fazer. Se eu aprendi o que a Virgínia Satir faz, sistematizar o que ela faz, eu posso fazer igual ao que ela faz ou até melhor. Mesmo ela tendo anos de experiência. E digo mais, eu posso aprender coisas que nem ela sabe que sabe. A hora que eu contar para ela e falar: Virgínia Satir, você faz isso, isso, isso. Pode ser que ela olhe e fale: é mesmo? É tão intuitivo que eu nem sabia. A Virgínia Satir tinha qualidades diferenciadas enquanto terapeuta, ela era uma excelente perguntadora. Ela sabia perguntar, ela sabia fazer perguntas que ia no cerne da questão. Ela tinha outra qualidade, a terapia não tinha hora para acabar, tinha hora para começar. Enquanto não via resultado, ela não liberava a pessoa. Então, era, era um aprimoramento constante, testa e opera, testa e opera, o que a gente chama de Modelo TOTS. Então, eles aprenderam muito com a Virgínia Satir. Aprenderam muito com o Fritz Perls. Há quem diga que eles começaram a fazer Gestalt-terapia melhor que o Perls. Foi aí que o John Grinder era amigo de um antropólogo chamado Gregory Bateson, considerado um gênio. Bateson era amigo pessoal do Milton Erickson. Milton Erickson, psiquiatra, considerado o maior hipnoterapeuta de sua época. E o Milton Erickson era um gênio contador de histórias. Vinham pessoas de todos os lugares dos Estados Unidos se tratar com Erickson. E ele, com seu jeito simples, conseguia fazer uma hipnose conversacional, e conseguia sugestionarr as pessoas de uma maneira tão lúdica, tão metafórica, que às vezes não precisava nem de transe. Só que o Erickson não sabia muito bem ensinar aquilo. Muito embora, dava palestras, seminários, no meio acadêmico, era muito conhecido no meio acadêmico, tinha livros escritos, eh, mais para área, ele não era conhecido mundialmente. Ele era conhecido muito no meio acadêmico. Foi aí que eles conheceram o Erickson, foram até Fênix, onde ele estava atendendo na casa dele, e ficaram nove meses, entre idas e vindas, estudando, como ele faz, como ele hipnotiza, como ele conversa. E ali foram aprendendo os padrões do Erickson, e foi criado o modelo Milton Erickson de linguagem. Certo? Foram estudar o Noam Chomsky, que é um conhecedor de gramática, conhecedor da linguagem transformacional, e através dos estudos dele, criaram o meta modelo, que é, como extrair crenças, como quebrar crenças, como extrair informações perdidas num diálogo, como fazer as perguntas certas na hora certa, como objetificar um diálogo e extrair as informações necessárias. Então, eles aprenderam perguntar, sugestionarr, entrevistar, observar. Eles até cogitaram o primeiro nome da PNL se chamar Modelagem da Excelência Humana, porque o objetivo deles era: vamos pegar as pessoas melhores de cada área e vamos sistematizar. E tem até uma frase que eles diziam: o que nós fazemos? Nós pegamos o que as pessoas fazem de melhor, sistematizamos e tornamos esse modelo replicável, ensinável. Nós pegamos o que as pessoas fazem de melhor, sintetizamos e tornamos isso um modelo replicável, ensinável. Já parou para pensar que muitas pessoas excelentes rodeiam a sua vida? Excelentes em sua área.

[10:23]Talvez alguém da sua família saiba fazer uma comida maravilhosa. Sabe fazer um bolo diferente. Talvez você tem um amigo que sabe fazer uma marcenaria que é um negócio doido. O outro sabe dançar, o outro sabe tocar, o outro sabe palestrar, o outro sabe curar as pessoas. Então existem vários gênios. Gênio não é só o Albert Einstein, não. Ele foi um gênio reconhecido. Existem muitas genialidades, e elas podem ser modeladas, sistematizadas. Então, um PNLista é um observador da realidade. Bom, a partir de então, publicado a estrutura da magia, que é um livro dificílimo de leitura, diga-se de passagem, muita gente vai começar a estudar PNL. Ah, eu vou começar pelo primeiro livro. Toma uma tortada na cara, porque é um livro, como se, escrito como se ele fosse uma tese de mestrado, de doutorado, é uma linguagem difícil. Depois, eles vieram escrevendo outros livros, como Sapo e Príncipes, ressignificando, atravessando. Até que nos anos 80, os dois se separaram. Grinder formou a ITA, o seu instituto, e o Bandler, The Society. E foram formar os seus treinadores. Eu tive o prazer de estudar com os dois. E hoje, inclusive, o John Grinder, ele fez o novo código da PNL, que ele começou a desenvolver nos anos 80, mas que terminou de desenvolver nos últimos anos, onde ele faz uma releitura da PNL que eles criaram e aprimoramentos, corrigem falhas e melhoram o modelo todo. Então, existem vários livros de PNL. O meu livro, que é o que está aí, a proposta dele é ser um manual. Existia o manual de PNL do Joseph O'Connor, que é um livro bem antigo e que fez muito sucesso, mas ele é da década lá de 80, então já está desatualizado. Então, a gente vem atualizando a coisa toda. PNL é o estudo da estrutura da experiência subjetiva. Eish, ficou acadêmico agora, hein? PNL é o estudo da estrutura da experiência subjetiva. Vamos resumir? Cada pessoa tem uma subjetividade, uma experiência subjetiva. A PNL quer estudar o seu mapa, a sua história, a sua subjetividade. Ela quer entender por que você faz o que você faz. Correto? PNL também é como nós gerenciamos as informações que nos chegam, visuais, auditivas ou cinestésicas. Já percebeu que nós somos como se fosse um para-raio de inputs? A gente está vendo, ouvindo e sentindo, a gente está captando o tempo todo informações, não é? Como a gente gerencia essas informações que chegam? Passa por uma estrutura de linguagem, passa por uma nominalização, passa por uma resposta. Então, a PNL é como nós organizamos o visual, o auditivo e o cinestésico que nos chega. Robert Dilts, um dos desenvolvedores da Neurolinguística, apesar de não ter o título de criador, poderia até se considerar, porque ele começou junto com os caras ali, veio um pouquinho depois e ajudou a desenvolver a PNL, para ele, PNL é tudo o que funciona. Funcionou? PNL. Então, é curioso quando aqueles terapeutas fazem, falam assim: eu faço terapia sem PNL. Como você faz essa terapia? Ah, eu falo isso, eu digo aquilo. PNL. Funciona? PNL. Se funcionou, teve estrutura linguística. Então, quando falam assim: qual a base da PNL? Aí você responde: qual a base da comunicação? PNL é comunicação. Qual a ciência da PNL? Tem muitas técnicas de PNL que são científicas, algumas são experimentais, mas eu consigo explicar na neurociência por que aquilo funciona. A PNL não se propõe ser ciência, é o estudo do subjetivo. Como que eu vou chamá-la de ciência se ela é, se ela é comunicação? Qual a ciência, a prova científica que a gente está se comunicando aqui agora, entende? Então, a PNL, ela está mais para filosofia, ela está mais para arte do que para ciência. Mas, ainda assim, eu consigo aplicar PNL e explicar com a neurociência por que que aquilo está funcionando. Então, quando disserem assim: ah, mas a PNL não é toda científica. Você fala: mas a psicologia também não é. Algumas coisas são científicas, outras não. É subjetivo. A psicanálise, algumas coisas são ciência, outras não. É o estudo do inconsciente, do simbólico, do subjetivo. Então, está muito mais para uma filosofia sobre a psiquê do que um método cartesiano. E nem por isso é melhor ou pior. Ok? E ainda bem que a PNL é assim, senão ela seria quadrada, e ela é sensorial, ela é do sentir. Ok? PNL, então, é o manual da mente, é tudo aquilo que funciona, é como nós gerenciamos as informações que nos chegam. PNL é uma tecnologia avançada de comunicação. Você vai perceber que os maiores treinadores do mundo estudaram PNL. Os maiores coaches do mundo estudaram PNL. CEOs, empresários, vendedores. Então, o que que a PNL faz? Com que você seja melhor naquilo que você já faz. Se você é um professor, você vai ser o melhor professor. Se é um terapeuta, você vai ser o melhor terapeuta. Se você é um músico, você vai ser o melhor músico. Você vai se destacar mais naquilo. Tony Robbins é um PNLista, ele estudou com os caras. Embora hoje ele não use por questões jurídicas, de processos que eles tiveram, ele não usa o termo mais, PNL. Mas ele faz PNL descaradamente. Ele deu tão certo na PNL que ele ficou mais famoso que a PNL. Né? Você vai lá num país qualquer do mundo, fala assim: você conhece PNL? Não, mas você conhece Tony Robbins? Conheço. Por isso que gerou, gerou atrito com os criadores, pô, o cara ficou mais famoso que o negócio que a gente criou. Mas deveriam aplaudir, porque, pô, deu certo nesse cara. Olha o que ele se tornou, ele usou tão bem que ele virou uma referência mundial na área dele. Certo? Então, maravilhoso. Então, para que que serve a PNL? A PNL serve para eu me comunicar melhor, para eu entender mais a sua comunicação. Então, eu vou aprender sobre como eu me comunico, sobre como o outro se comunica. PNL também é usada para reprogramar a minha mente e a mente do outro. Através de ferramentas, exercício, através da linguagem. Eu não posso mudar minhas crenças? Eu não posso mudar meus significados? Consequentemente, eu mudo minhas escolhas, consequentemente eu mudo meus comportamentos. PNL é manipulação? Depende do intuito. A intenção da PNL não é manipular, ela não quer te induzir a nada. Mas se ela pode te tornar uma pessoa que se comunica melhor, o seu poder de persuasão aumenta ou diminui? Agora, se você vai usar isso para manipular alguém, aí já tem a ver com o caráter, valores. Entendem a diferença? A linha tênue entre eu ser mais persuasivo e eu ser mais manipulador. Então, a PNL vai servir para comunicação. A PNL vai servir para modelagem. Como você calibrar a sua acuidade sensorial para que você perceba detalhes que ninguém está percebendo. Para que quando você fizer um curso, você seja o aluno que aprenda melhor que todos os outros, porque você sabe organizar aquele conhecimento de uma melhor forma. Então, PNL também é sobre aprendizagem. Os melhores campeões de memória são PNListas. Eles usam PNL para memorizar números, cores, símbolos, músicas. Você, depois de fazer um curso de PNL, você vai ver que ela está presente em tudo, em toda a comunicação, até mesmo no silêncio. Porque é impossível não se comunicar. Tudo comunica alguma coisa. Vamos resumir o que que eu falei aqui, olha só. Como a minha memória está boa. PNL é o manual da mente. É tudo aquilo que funciona. É a habilidade de aprender habilidades. Essa eu não tinha falado, ó, mais uma para você. PNL é a habilidade de aprender habilidades. É a habilidade de aprender habilidades. Vamos pensar sobre isso. Quer dizer que se só tiver um curso para você fazer na vida, faz PNL, porque você vai se tornar autodidata. Você se torna um modelador. Então, você pode aprender qualquer coisa. Porque ela, se ela é a habilidade que aprende habilidades, quer dizer que você tem a ferramenta para aprender qualquer coisa. Tem muita coisa que eu aprendo porque eu tenho um método de, de aprendizagem. E às vezes eu não, não preciso estudar com a pessoa X, Y, Z. Eu tenho um método que eu vou descobrindo, eu chego na conclusão. Certo? PNL é uma tecnologia avançada de comunicação. É o estudo da estrutura da experiência subjetiva. É a modelagem da excelência humana. É a forma como nós organizamos as nossas percepções através da linguagem da mente. Para que que ela serve? Para se conhecer melhor, para ressignificar o passado, para reprogramar sua mente, para tomar melhores decisões, para eliminar crenças limitantes, para modelar pessoas de sucesso, para desenvolver inteligência emocional, para aumentar sua capacidade de aprender, para descobrir melhores escolhas na vida, para atingir a melhor versão de si mesmo. Nossa, Lucas, tudo isso, então não é só comunicação? É o gerenciamento do meu emocional, da minha inteligência emocional. É eu trabalhar com as minhas crenças limitantes, e no final de tudo, para que eu tenha melhor capacidade de escolha, para que eu saiba escolher melhor.

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