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XII SASPE - Semana Acadêmica Seminários de Práticas Educativas

Coordenação LIPEAD

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[0:22]Olá. Sejam muito bem-vindos, alunos e alunas, para a nossa semana, né, de semana acadêmica, eh, de práticas educativas, onde terá como tema Direitos Humanos na Educação. Nós temos aqui dois especialistas da área, a professora Maria de Fátima Scaffo, que é doutora em Memória Social pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, eh, docente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Faculdade de Formação de Professores, formação em Gestalt-terapia, tem pesquisa na área de psicologia nos temas subjetividade, formação docente, eh, tratamento e prevenção psicológica, Gestalt-terapia, violência conjugal, psicologia e educação, Memória Social e gênero. A professora Fátima Scaffo irá falar para nós sobre Direitos Humanos na formação docente. Em seguida, nós teremos o professor Jonathan Machado Dominguês. Eh, o professor Jonathan, ele é doutorando em Educação e Saúde na infância e na adolescência pela Universidade Federal de São Paulo, doutorando sanduíche na Universidade de Múrcia, é assim que fala? E pelo PDSE CAPES, mestre em Educação Científica e Tecnológica pela Universidade Federal de Santa Catarina, especialista em Educação, Gêneros e Sexualidade pela Faculdade Iguaçu e licenciado em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Eh, tendo apresentado, né, os nossos palestrantes, a gente vai convidar então a professora Fátima para iniciar a sua palestra. Seja bem-vinda, professora, muito obrigada. Obrigada pelo convite. Eh, eu queria ressaltar, eh, a importância dessa participação e agradecer cada vez mais a Eliane pelo carinho, pela longa estrada de suportes que ela me deu. Inclusive, eu faço questão de registrar, eh, os meus poucos avanços tecnológicos e a Eliane está sempre presente, agora o Paulo também nessa ajuda. Bom, como são 30 minutos e a vida é marcada por tempo, né, e algumas culturas dizem que o tempo não gosta do que fazemos sem ele. Então vamos lá. Eh, eu costumo sempre dizer que os caminhos que a gente talvez seja uma, como a Eliane falou, uma construção gestáltica, os caminhos que nos levam ao presente têm a ver com o que a gente olhou para trás e o que a gente aponta para o futuro, né? Então uma das coisas que eu tenho visto, ouvido de falas de alunos, enfim, o quanto tem sido assediado socioeconomicamente, moralmente por essa cultura violenta, machista, classista, enfim, é questionado se todos, todos nós temos, eh, direito a ter direitos, né? Quer dizer, como é que essa sociedade é construída eh de maneira que a gente possa eh ter não só em termos de de fala, de discurso, mas em termos práticos, concretos, eh para que todo mundo tenha direito a respeito, né, eh tenha direito aos direitos humanos. Eh, dentro de todas as áreas de psicologia, eu já trabalhei, trabalhei com família, eh, enfim, eh, hospital e todas essas áreas, a gente vai ver, esportes, judiciário, todas essas áreas a gente vai ver um questionamento em relação à prática, ao exercício, à respeitabilidade, ao direito do outro. Nesse trabalho, eu resolvi, nessa palestra, eu resolvi focar a educação. E aí eu tô passando para o segundo slide, tá? Eu tô falando da relação entre educação e Direitos Humanos, estou dizendo que é absolutamente fundamental. Ela, na verdade, começa em casa, mas é na escola que ela vai ter esse papel eh, mais formal, que não passa, eh, por uma tentativa, eh, de proteção somente afetiva, pai, mãe, enfim. Mas que ela vai ter que aprender olhando para o outro, eh, que o outro também tem direito àquilo que ela está pleiteando, aquilo que ela quer para si. Então o ensino fundamental, o ensino infantil e o fundamental são fundamentais, né? É, repeti o fundamental. Eu tô dizendo, insistindo que a educação, ela tem um papel crucial na promoção e na proteção dos Direitos Humanos. Que tudo isso está interconectado, né, interconectado. E, e aí eu pergunto, será que a gente aprende isso na escola? Será que, eh, eh, na escola mostra isso verdadeiramente pra gente ou é uma questão mais discursiva? Ok? Tô passando para o terceiro slide e mostro aqui eh, que esses conteúdos que a gente precisa ter, assim, essas vivências, esse olhar, né, para o campo, para a vida, eh precisa nos sensibilizar. Né? Eu tento mostrar aqui o como essa questão de direitos, essa questão de qualidade de vida que é um direito, tem sido, eh, negligenciado por vários setores da sociedade. Em especial políticos, jurídico e outras coisas mais. Então eu pergunto, a educação, o que que seria necessário desenvolver? Tá? Eu tô dizendo que uma das primeiras coisas que a educação precisa é conscientizar o indivíduo que ele pode. Por isso que eu estou falando empoderamento e conscientização, tá? Que é o outro slide. Eh, digo que a a a educação, ela é realmente uma ferramenta absolutamente poderosa. Você pode passar o outro, se você quiser, tá? Eh, e que o conhecimento dos direitos vai capacitar o indivíduo a reconhecer e resistir às violações e discriminações. Eh, eu acho que mesmo esse conhecimento, ele não, não protege totalmente o indivíduo. Mas ele dá um estofo, um suporte para resistência, às violações e às discriminações. Eh, e aí eu estou dizendo e mais, o que que é preciso, além do empoderamento e da conscientização? Eu insisto e é o outro slide, que o, o, os aspectos mais importantes que a gente tem, nesse processo de conscientização é a empatia. E por que que eu tô colocando aqui, perguntando se você já ouviu falar, se tem ideia do que significa, para depois definir? Primeiro que eu acho que a gente precisa sempre no contexto escolar, levar o indivíduo a pensar, né? Não somente passar construções, definições, conteúdos, mas, eh, para que o indivíduo possa sentir, olhar para ele mesmo, e essa imagem não é à toa, eh, é preciso que ele se perscrute, que ele se investigue, que ele saiba o quanto ele já se aproximou de determinadas coisas, que não são só discursivas, tá? Então eu digo que a empatia, que para mim é absolutamente fundamental, ela é, eu tô definindo aqui, a capacidade de reconhecer, eh, de entender, eh, de se colocar diante do outro sem um julgamento, mas entender emocionalmente aquela pessoa. E mais do que isso, ter sensibilidade às diferenças individuais. Vou sair só um pouquinho do caminho da educação, e é algo que eu vejo assim, é o humano, né? É, em especial um casal, um namoro, que o outro diz alguma coisa, a gente diz, mas você, eh, a gente não pergunta e não diz, eu estou me sentindo assim porque estou percebendo isso.

[9:14]É correto o que eu estou percebendo? E aí estabeleceu um diálogo que a Gestalt chama de dialogicidade. Ok? Porque, eh, eh, essa defesa, essa recrudece, quando você não usa a empatia, quando você não vê que o outro também pode estar no mesmo processo de defesa da integridade física, moral, psíquica, emocional e que não se permite estar com o outro. Ok? Então isso, em sala de aula, isso, no contexto formal, acadêmico, eh, eu já passei para outro slide. Eh, vai fazer com que a autoridade do professor, eh, tenha um escuta menos acolhedora, porque ele tem um tempo para passar um conteúdo, eh, com que ele veja aquele aluno lá no fundo da sala e diga, ah, não quer nada, é a cozinha, né? A gente tem essas coisas, né, esses conceitos, eh, ah, é o pessoal da bagunça que senta lá atrás e tal. E, e acabe deixando um determinado grupo de lado e não tem um comportamento prossocial, de apoio, de ajuda, eh, a gentileza de ouvir, eh, de ser mais explícito, de trazer exemplos, fica de lado e consequentemente o respeito que faz parte do processo empático também fica de lado. Vou para o outro. Eu estou dizendo que na educação, a gente precisa trabalhar valores fundamentais, como tolerância, respeito e aceitação das diferenças. Uma série de valores, né? Que as escolas, como promoção, eh, de conhecimento, ela precisa, ela tem um papel, eu torno a dizer, crucial no, na empatia, no respeito, eh, no entendimento de que nós somos únicos, que cada pessoa tem um desejo, cada pessoa tem uma forma de ser. E essa individualidade, ela precisa ser respeitada, ela precisa ser aceita. Porque o que a gente vê na atualidade é a formação de guetos, né, de corporações, de instituições, inclusive religiosas, não foi à toa que eu coloquei essa imagem aqui, eh, que acabam sendo donos de uma verdade ou promovendo a posse de uma verdade de uma maneira absolutamente acrítica. Tá? Estou dizendo que a educação, ela precisa ser, ter inclusão e igualdade e, e tô dizendo, o que que a educação pode promover? Estou no outro slide. Eh, que ela precisa ter, se vocês prestarem atenção, eh, ao, a imagem que eu tô colocando, é sempre assim, você coloca um patamar igual ou um suporte igual para os diferentes, para pessoas diferentes e a gente fala em inclusão o tempo todo. Então isso fica muito mais, eu vou me arriscar a dizer até uma palavra feia, né? Uma falácia, é uma mentira, né? Eh, eh, a escola dizer que ela é inclusiva, eh, e tratar, né, eh, diferentes, eh, sem atentar para as diferenças. Tá? Então eu tô dizendo que ela precisa dar oportunidade para indivíduos de raça, gênero, origem étnica, religião, status socioeconômico e tudo. Isso, gente, é um processo que é tão arraigado a partir de sei lá quanto tempo, eh, que há algum tempo atrás, eu gosto muito de contar experiências, eu estava passeando com umas amigas ali na praia de Caraí, e a gente estava voltando, só eu moro aqui, e elas moram pra lá. Eram dez e pouco da noite, e são três meninos correndo. Uma delas diz, vamos sentar aqui porque está parecendo estranho. Tão negra quanto eu. Um dos meninos correndo era o filho dela. Quando ela viu, ela ficou impactada de tal maneira que as outras não foram tão empáticas para entender que isso atravessa séculos e criticaram e tal, enfim. E eu comecei a trabalhar com elas naquele momento a a a empatia, tá? Então, já indo para outro slide, eu estou falando que a educação, ela não pode, não pode se limitar somente ao conhecimento acadêmico, sem afeto, sem empatia. Porque, senão, a gente não se desenvolve pessoalmente, socialmente, afetivamente, né? E tô dizendo que o acesso à educação de qualidade, ela está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento humano, a sensibilidade humana, a ampliação da sensibilidade perceptiva, né? Para que os indivíduos, eh, eh, o auxílio, né, da educação, a promoção de Direitos Humanos ocorra efetivamente. Passei para outro slide, tô falando da prevenção que a escola também é capaz de fazer, eh, a discriminação, né? Que é possível, e eu pego esse Brasil de muitos, né, eh, composto de mulheres, das mais diferentes, mulheres solo, né, eh, pessoas, eh, LGBTs, eh, eu não, eu não sei nem mais quantas tem, confesso pra vocês. Mas eu acho que todas as possibilidades, embora não concorde com o Lulu Santos, quando ele diz, eu não sei as razões dele, que qualquer amor, qualquer maneira de amor vale a pena. Eu acho que o amor possessivo, o amor destrutivo, nem é amor, né? Não vale a pena. A pessoa diz, ah, eu sou protegida porque o sujeito me ama, mas tem uma liberdade restrita em todos os sentidos, tá? Passo para a questão da participação cívica, digo, né, dos direitos, em todas as áreas, a educação tem, nós da educação temos essa capacidade, sim, de preparar as pessoas para questionar, questionar, questionar sempre, né? Eh, a gente precisa levar as pessoas a compreender os direitos civis, políticos, tudo isso é extremamente crucial, eh, para que a gente tenha uma participação mais efetiva na vida democrática. Gosto muito dessa, estou no outro no outro slide. E nesse slide, eu vou muito para o momento presente, tá? Eu acho que a gente precisa, mas assim, de uma maneira eh extremamente eficaz, né, combater a ignorância e o extremismo que a gente está vivendo. E aí eu acho, eh, quando eu digo só a educação fundamentada em princípios humanistas, pode combater essa ignorância, o preconceito e o extremismo.

[16:19]E mais, eu já vi alguns autores e pessoas dizerem que a ausência de conhecimento dá uma confortabilidade. Eh, eu não concordo porque a gente fica cada vez mais exposto a promoção de, eu eu vou também vou usar uma palavra forte, imbecilidade. E uma neutralidade, ou um afastamento do que a gente pode fazer em relação ao outro. Então eu concordo com Cícero quando ele diz que a ignorância é a maior enfermidade do gênero humano. Isso faz com que a gente seja menos tolerante com as diferenças e menos justos, né? Passei para o slide seguinte, né, eh, agradecendo ao Paulo, o acompanhamento, mas eu estou aqui, faço questão de dizer, olhando para o celular, que é a minha intervenção tecnológica é péssima, tá? Então vocês devem estar me vendo olhando para o lado, e é isso, eu estou aqui com o meu laptop para poder, eh, ter uma visão maior, né? Então, eh, eh, a outra que eu quero dizer, a gente fala, ah, em paz, eu quero paz, eu quero viver em Nárnia, eu quero desconhecer para ser feliz. Isso é injustiça, né? Isso é, eh, é injusto com o outro que precisa, eh, do lugar que a gente conseguiu estar na Universidade Federal, numa Universidade Estadual, né? Eh, fazendo pesquisa, é injusto, né, que a gente não promova, que a gente não trabalhe, eh, em especial, eh, desde lá, muito cedo, né, eh, o conhecimento e a necessidade de ter uma sociedade mais justa. Eu acho que esse é o papel da educação, né? Para que, desde cedo, se trabalhe o indivíduo, alcance desse potencial que ele tem. Coisa de professor, né, a gente coloca assim, mas como é que faz isso? A gente sempre quer saber, que é o outro slide. Eu coloco aqui, como é que a gente desenvolve isso? E aí eu tô dizendo que é crucial, eu repito crucial, né, o tempo todo. Eu estou dizendo que é muito importante que a gente forme cidadãos responsáveis, conscientes, comprometidos com esses valores, né? E aí eu digo que algumas estratégias para esse comprometimento podem ser adotadas no ambiente escolar, né? E já passei para outro slide, falando da incorporação nos currículos escolares, currículos que integrem os princípios dos Direitos Humanos, que abordem a diversidade e eu não estou falando só do currículo da criança, lá do ensino médio, não, eu estou falando da nossa formação. Né? A nossa formação de professores precisa ser continuada, ela precisa ser, porque a própria Gestalt chama de Hodierna. E outros autores também falam, presente, o que que a gente precisa ampliar, diminuir, porque caminhos a gente precisa ir agora. Então a gente precisa desenvolver projetos que, me perdoem, eu vou falar uma bobagem, faz muito parte do eu querer dentro de algo que para mim é extremamente pesado, importante, brincar, né? Eh, eu acho que algumas pesquisas vão falar sobre a sobrevivência do planeta Mercúrio no Rio de Janeiro, eh, o planeta retrógrado, eu não estou dizendo que isso é menor, mas eu acho que a gente precisa, eh, desenvolver projetos que falem de gênero, que falem de direitos, eh, que falem do resgate da humanidade do humano, tá? Então, eh, a gente precisa promover um ambiente escolar inclusivo. E o que que é isso? Criar e promover a inclusão, discutir com os alunos, discutir num sentido de promoção de debates deles, eh, que eles vejam, eh, que razões, que motivos levam a agir daquela maneira, né? A gente está vendo nas escolas bullying, né, eh, de uma maneira assim, estar recedor. Né? Então, eu eu digo que a gente precisa estabelecer políticas que combatam essa discriminação, eu citei o bullying, mas qualquer forma de violência no ambiente escolar. Tô passando para o outro. Tô falando da importância da formação de professores, ser continuada, né, que a gente precisa, inclusive, se incentivar a troca, que a gente diz, não, já sei, já estudei, na minha sala de aula, com os meus alunos, não, não pode ser somente assim, né? A gente tem experiências, sim. Eu tô falando, tudo que eu tô falando, é em função dela, mas eu tenho interlocução com diferentes setores, eh, de penitenciária, eh, de saúde, para que eu veja, assim, o quanto eu sei pouco, quanto me falta ainda ver, né, eh, que eu preciso aprender para ser útil a essa sociedade. Então, eu tô falando de atividades extracurriculares, me fazendo, né, vindo agora, uma palestra, dessa forma, online. É, que mais que eu tô falando? Sempre, né, eh, abordando Direitos Humanos em qualquer momento, qualquer coisa, brincar de roda, de escravos de Jó, a gente precisa, né, eh, trabalhar Direitos Humanos, desenvolver debates, visitas a organizações não governamentais, ver como é que isso está sendo feito, como as pessoas estão sendo expostas na saúde e, enfim. Tô falando de palestra, de workshops, não vou me alongar nisso, porque todo mundo, né, eh, é uma coisa muito atual, mas que tudo isso expira em questões voltadas porque, eh, para direitos, né, reconhecimento de direitos, próprios e do outro. Uso de multimídia, que eu tô precisando aprender, né, usar documentários, todas essas filmes, questões interativas, né, que possam trazer esse aluno a ter interesse, porque às vezes os alunos estão muito, eh, monótonos, né? Tô falando, incentiva a participação do aluno, a gente precisa ouvir o aluno, né? Para que ele possa, ao falar, né, a psicologia sempre diz que quando a gente fala, a gente pensa, né? Pensa a respeito, se distancia e se aproxima no conteúdo. Então essa consciência crítica e essa participação pode ser desenvolvida e ampliada nesse movimento, né? E eu tô dizendo que a gente pode criar conselho, nanananan, é uma série de coisas, tá? Essa imagem eu gosto muito. A diferença é que o cérebro tem isso fisicamente falando, inclusive, eh, de uma consciência crítica e uma consciência de manada. Eu não estou dizendo isso à toa. Eu vejo um descanso das pessoas, uma tranquilidade, eh, que visa não ficar ansioso, não tomar decisões para não se dispor, para não isso, não aquilo, e participar da educação não cabe isso. Participar, estar na educação, exige posicionamento, sim, exige debate, exige discussões sobre temas, mas sobretudo respeitabilidade. Tô falando de parceria com a comunidade, nossos alunos saem de comunidades, eh, quem são essas comunidades, o que que é possível fazer, eh, lá na FFP a gente fez um projeto de conscientização, eh, de, em relação a lixo. E a gente começou por uma ocorrência com um cachorrinho, que ele pisou numa borra de cigarro, eu aproveito para falar isso para todo mundo, né? A pessoa jogou o cigarro, a outra tava passeando com o cachorro, não viu, ele pisou, e a borra do cigarro comeu a patinha dele. O cachorro teve que ir, né? Quase que teve que amputação da pata. Então são coisas que aí as crianças, nossa, mas como era o cachorro do amigo, então a afetividade foi se ampliando de tal ordem que as pessoas passaram, pelo menos um um segmento, lá, um pedaço, as pessoas passaram a ter atenção a isso, tá? E inclusive eu tô pedindo para vocês multiplicarem a ideia. Então, eh, eh, cada vez mais a gente precisa ampliar, eh, o nosso olhar para o mundo real. Que mundo é esse, o que que esse aluno pode participar, no mínimo, ou o máximo, mas que ele possa fazer, se sentir cidadão, participando, ok? A outra que eu tô falando, já passei, tô preocupado com o tempo, eh, a avaliação continua, é o outro slide, Paulo. Eh, a gente precisa se avaliar continuamente, né, eh, mostrar, né, que a gente tem que aprender também, a gente não tem saberes, eh, que não possam ser modificados. É sempre alquímico, o conhecimento, né? É sempre muito legal, eh, se a gente pode pensar, não é receita de algo que a gente diz assim, ai, perfeito, né? Eh, por exemplo, meu filho, mora em Budapeste, trouxe uns chocolates para mim, agora maravilhosos, que eu falo, nossa, perfeito. E aí aquela maluquice do professor que você, assim, que mais eu acrescentaria? Nem que eu juntasse ele a uma outra coisa, colocasse num sorvete, num bolo. Eu acho que é isso que a gente, o professor precisa fazer na avaliação do, do, do próprio conhecimento. O que que a gente pode fazer mais, né? Então acompanhar é fundamental, acompanhar esse processo de consciência cidadã da gente e do outro. Que que a gente está promovendo? Que que a gente está, tá favorecendo, tá? Pro outro e pra gente. Indo para outro slide, eu tô dizendo que a escola precisa adotar estratégias que vão contribuir significativamente. E aí cada escola vai, vai perceber, porque é, o que que ela precisa, o que que ela escolhe, o que que ela hierarquiza em termos de ação, prioriza em termos de ação para que esse, eh, aluno se torne realmente agentes positivos de mudança, ok? Eu estou colocando aqui o Floresta, uma fala do Florestan, Fernandes, que eu amo de paixão e já tem essa fala tem bastante tempo, mas eu acho que ela é extremamente atual, né? Ele diz que um povo educado não aceitaria as condições de miséria e desemprego como as que temos hoje. E aí, me perdoem falar, eh, mas eu, nesse espaço, a gente precisa pensar nessas coisas. Não é só na atualidade uma questão de direito ou de esquerda, é uma questão de pessoas que não estão pensando em pessoas. Pessoas que detêm o poder e que acham que estão fechadas nos seus condomínios e que não vão sofrer nenhuma sanção. A Covid esteve aí para mostrar pra gente o quanto invadiu lares que se figuravam fechados, né? Eu estou terminando, eu acho que eu consegui, com medo danado de não fechar o tempo, dizendo uma frase também que eu amo do Millôr Fernandes, que o maior erro da natureza é a burrice não doer, né? Porque a gente ia tomar uma Neusa, uma Neusaldina ou qualquer coisa para aliviar. E que essa Neusaldina pudesse ser a educação, ok? Nem que fosse um comprimidinho pequenininho, mas que a pessoa percebesse que esse seria o caminho de não sentir dores como a gente vem sentindo agora. Eu peço, eu tenho quanto tempo? Nenhum.

[28:35]Conseguiu. Muito obrigada, professora Fátima. Conseguiu. Bom, essa coisa de gente pensando em gente, a gente deveria bater muito nessa tecla porque é esse ser que diferencia essa coisa na relação do ter, né? É, pode me dar. Tá bom. Obrigada. Muito agradeço.

[29:05]E a gente vai agora, alguém gostaria de colocar mais alguma coisa? Porque a gente está fechando, faltam 4 minutos pro nosso tempo previamente combinado, né?

[29:28]Então, eu gostaria de encerrar, agradecendo imensamente aos professores, né, Jonathan e a professora Fátima. Espero vê-los um no lugar do outro fazendo essas apresentações e disseminando essas ideias que, na verdade, é isso. E vou fechar com uma fala que eu acho que, eh, é muito, foi muito presente, né, nesse, nessa, nesse evento. Que é letra para libertar, é gente pensando em gente. Muito obrigada, tá?

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