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ANA E MANU TÊM EMBATE MARCANTE E MÁGOAS VÊM À TONA! | A VIDA DA GENTE | CENAS MARCANTES

Globoplay Novelas

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[0:00]Porque essa casa aqui deveria ser minha. Essa vida deveria ser minha e a Júlia é minha filha. Obrigada pelo convite, mas na verdade eu já tinha falado para Júlia que eu não vou poder ir porque Justamente, Manuela, por quê? Porque eu tenho trabalho nesse dia. Domingo? No final da tarde? Ana, por favor. Por favor, digo eu, Manuela. Meses já se passaram e nada justifica que você continue desse jeito. Pra você. Pra você talvez. Agora não cabe a você julgar o que eu sinto. Eu não tô julgando nada. Ao contrário, você que tá me julgando, aliás, você tá me condenando por conta de um erro que eu cometi. Um erro destruiu muita coisa, Ana. A minha confiança, por exemplo. Desculpa. Mas isso ninguém consegue destruir, a não ser que você queira. Se coloca no meu lugar. É impossível. Porque eu já disse e repito que no seu lugar eu jamais teria feito uma coisa dessas. Caramba, Manuela, você fala de um jeito que parece que eu matei. Mas você matou! Você matou a nossa amizade, você matou a minha confiança, você matou o amor que eu sentia pior ainda. Pra nada! Por mero capricho! Capricho? Do que que você tá falando? Eu tô falando de você ter destruído a minha relação com o Rodrigo pra nada. Porque nem coragem de bancar essa decisão você teve! Quando eu decidi ficar com o Rodrigo lá atrás, Ana, todo mundo dizia que seu coma não tinha mais volta. Mas ainda assim foi difícil bancar a decisão de me casar com ele e eu banqui! Você sabe por quê? Porque eu sou adulta! Porque eu não daria um passo numa decisão desse tamanho envolvendo a Júlia pra depois amarelar e voltar pra trás. Eu não amarei coisa nenhuma. Eu banqui porque eu amava o Rodrigo com todo o meu coração, Ana. De um jeito que você não faz ideia, de um jeito que você não vai entender nunca, porque você não sabe o que que é isso, Ana. Amor. Você usa as pessoas, Ana. Você é o centro do universo. E até a atenção exagerada que a mamãe sempre te deu a vida inteira que você dizia detestar, hoje eu me pergunto se não te cabia muito bem. Já que pelo visto, eu não vou levar em consideração o que você tá falando, Manuela, você tá magoada, isso. Magoada? Magoada é pouco, eu tô destruída há meses tentando refazer a minha vida e por essa razão você não tem direito de se fazer de vítima e vir até aqui falando que o fato de eu ter me afastado de você é uma injustiça. Desculpa. O que que eu posso fazer para você me perdoar? Se afastar de mim, Ana. Me deixar em paz. Isso você pode fazer. E começa também a tomar cuidado com as outras pessoas, com o que elas sentem, porque pelo visto, Pelo visto o quê? Pelo visto você continua fazendo a mesma coisa. Só que a vítima dessa vez é o Lúcio. Que história é essa, uma de vítima? Tudo tem limite, viu, Manuela, e eu não vou admitir que você fale da minha relação. Da sua que? Da sua o que? Da sua o que? Da sua relação? Relação? Relação implica em duas partes.

[2:56]Uma percebendo a outra, uma cedendo em nome da outra. Você não tem e nunca vai ter relação com ninguém. Sedução é uma coisa, e nisso eu admito. Nisso eu concordo com você. Você é muito boa. Em flertar, em encantamento, em namoro. Agora seu repertório para por aí. Você sabe por quê? Porque para ter uma relação precisa existir respeito mútuo. E você não respeita ninguém, nada a não ser sua própria vontade.

[3:32]Se o tom da conversa é esse, desculpa, mas eu vou embora. Isso. Muito bom, vai embora. Vai embora! Nem com uma conversa difícil você é capaz de bancar. É isso mesmo que você faz! Vai embora, foge, dá as costas, vai embora e deixa que os outros depois arrumam o caos que você deixou. Escuta aqui!

[3:52]Quem você pensa que é pra subir aí nesse seu pedestal e vir me falar de coragem? Quando, na verdade, Na verdade o quê? Do que que você tá falando? Da sua covardia. Do seu golpe baixo, de ter deixado a minha filha no momento que ela mais precisava de você. Eu fui embora porque eu precisava, porque eu não tinha condições naquele momento. Ah, não tinha condições. Coitadinha, né? Não tinha condições de agir feito a adulta que você diz que é para ajudar a própria filha? Eu não deixei a Júlia sozinha, ela também é sua filha. Claro, agora que te interessa, eu também sou a mãe dela. Olha aqui, é melhor a gente encerrar essa conversa. É melhor pra quem? É melhor pra quem? Melhor para você, porque é muito fácil você apontar o dedo na minha cara como se você fosse íntegra, como se você fosse certa. Ah, você me desculpa, né, mas perto de você, Perto de mim, o quê? Você, Manuela, você é o centro do universo. Você deu as costas pra minha filha no momento que ela mais precisou de você. Você deixou ela se desestabilizar, deixou ela sofrer, me rejeitar, porque assim, assim você se afirmava a mãe verdadeira, não é? A mãe perfeita! E ainda de quebra, destruiu qualquer possibilidade de entendimento entre mim e o Rodrigo. Você me acusa de ter amarelado? De ter voltado na minha decisão? Mas fique sabendo que eu não fiquei com ele por sua causa, porque você minou essa relação quando se recusou a fazer uma ponte entre mim e a Júlia. Sabe por quê? Pra se vingar. Se vingar do fato do Rodrigo ainda me amar. Cala a boca, Ana, cala a boca! Eu não sou obrigada a ficar ouvindo isso tudo na minha cara. É obrigada sim, porque essa casa aqui deveria ser minha. Essa vida deveria ser minha e a Júlia é minha filha. Não é sua filha, você ouviu bem? E a minha história com o Rodrigo, ela foi abortada duas vezes. A primeira pela minha mãe, e a segunda por você, que impediu que a gente tentasse.

[6:03]Quer saber? Não adianta, Manuela, não adianta. Mesmo que a gente não fique juntos, mesmo que o mundo inteiro impeça, o amor que a gente sente um pelo outro vai continuar existindo.

[6:29]Para! E ouve. Ouve o que você acabou de dizer.

[6:38]Você acabou de dizer que o seu amor pelo Rodrigo continua existindo ao mesmo tempo que você vem até aqui com esse convite de casamento idiota na mão. Eu não quis dizer isso em relação ao Rodrigo, Manuela, não.

[6:55]Você nunca quer dizer nada, não é? Você é sempre bem intencionada.

[7:03]Deixa eu te falar uma coisa, Ana. Que de boas intenções o inferno tá cheio. E sendo assim, libera o Lúcio, vai. Ele é um cara bacana, ele não merece ser usado por alguém como você.

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