Thumbnail for Aula 01 - Sistema Financeiro Nacional - Banco do Brasil - Curso Banco do Brasil by Willian Capriata

Aula 01 - Sistema Financeiro Nacional - Banco do Brasil - Curso Banco do Brasil

Willian Capriata

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[0:00]Fala, pessoal, sejam todos bem-vindos. Aula sobre o tópico um aqui, Sistema Financeiro Nacional, estrutura do Sistema Financeiro Nacional, órgãos normativos e instituições supervisoras, executores e operadoras. Basicamente, nós começamos aqui falando um pouco sobre o Sistema Financeiro Nacional, e eu sempre começo essa aula de uma maneira muito parecida, mas que é importante para você não errar lá na frente. Quando eu falo aqui de sistema, eu tô querendo falar de algo que existe somente no meio de computadores, ou seja, em meio eletrônico. Por que que eu falo isso? Porque, por exemplo, né, sistema financeiro nacional. Então, quer dizer que é algo que existe, existe no meio eletrônico e que cuida das finanças do país como um todo. E mais pra frente nós iremos ver outros sistemas, né? Por exemplo, sistema de pagamentos brasileiro, sistema especial de liquidação e custódia, então você já sabe que não é um órgão físico. Não existe um prédio chamado Sistema Financeiro Nacional, é simplesmente algo que tá ali no computador. E o que é que eu gostaria que vocês entendessem a respeito aqui do sistema financeiro? Basicamente, ele tem duas funções e essas duas funções é importantíssima, que é intermediação financeira e prestação de serviços de gerenciamento de recursos. A intermediação financeira, o nome mesmo já diz. Então, basicamente, você tem aqui de um lado uma pessoa que ela é chamada de agente superavitário. Tá? Por que que eu vou dar esse nome? Você já vai entender, tá? Então, agente superavitário. E eu tenho de outro lado aqui uma pessoa que ela é chamada de agente deficitário. E aí eu já explico também o motivo desse nome. Beleza? Vou até colocar um chapéu nessa aqui para ficar um pouco diferente. O agente superavitário, ela que é aquele tipo de pessoa que, por exemplo, tem um salário de R$ 5.000. Então, salário, R$ 5.000, e ela tem um gasto de somente R$ 3.000. Se ela gasta menos do que ela recebe, então ela tem dinheiro sobrando, tá com R$ 2.000 sobrando todos os meses. Então, por isso que a gente fala superávit. E mais pra frente, quando eu for falar, por exemplo, de política fiscal, vocês também vão saber a respeito disso que, por exemplo, ah, o governo apresentou superávit primário, significa que o governo ele conseguiu arrecadar mais do que ele gastou. E aqui, o agente deficitário é o déficit, você já deve imaginar, vai ser o contrário. Então, a pessoa, ela, digamos, tem um salário de R$ 5.000, só que ela gasta R$ 8.000. E aí ela fica negativa em três. E aí, inclusive, te pergunto, né? Como é possível uma pessoa gastar mais do que arrecada? Ela faz isso principalmente por meio de crédito, né? Cartão de crédito, empréstimo pessoal. Então, ela pode chegar num banco, por exemplo, ah, vou pedir aqui um CDC, vou pedir aqui um crédito consignado. É, um crédito pessoal, ela pega esse empréstimo, gasta mais do que ela tem, ou muitas vezes, né, a pessoa, ela olha o limite do cartão de crédito dela, fala, puxa, recebo 5.000, mas meu limite é 10. Né? Aí a pessoa, ela pensa que ela tem 10, na verdade. Aí ela vai lá e gasta tudo, parcela tudo, quando vê, tá gastando todo o salário, somente com parcelas. Então, essa pessoa, ela apresenta déficit, ela gasta mais do que ela tem. E aí, por que que isso tem a ver com intermediação financeira? Porque aqui no meio, vai existir um banco, né? Esse banco, ele é chamado de instituição financeira, então sempre que eu falo IF, eu tô falando de bancos de maneira geral. Tá? Então, pensa no Banco do Brasil, pensa no Santander, Itaú, Bradesco, são bancos. E esse banco, ele basicamente vai fazer isso, ele vai pegar o dinheiro dessa pessoa, e ele vai depois emprestar pra essa outra pessoa que tá precisando de recurso. Só que, em contrapartida, o banco, ele paga para essa pessoa uma determinada taxa, né? Então, vai pagar uma taxa de juros. E nesse outro caso, quem vai pagar um juros pro banco é a pessoa que pegou o empréstimo. Então, a gente tem aqui a nossa primeira, nosso primeiro exemplo de intermediação financeira. O banco, ele pega esse dinheiro sobrando, empresta para essa outra pessoa. E aí ele paga uma taxa de juros para essa pessoa que deixou o dinheiro no banco. E essa pessoa, ela tem quais formas, por exemplo, de guardar o dinheiro em um banco? Ela pode deixar guardado, digamos, num CDB, ela pode deixar guardado, digamos, numa poupança. Ela pode simplesmente deixar na conta corrente. Conta corrente é chamado de depósito à vista, só que aí não rende nada, não vai ter rendimento nenhum na conta corrente. E aí vamos supor que ela deixou aqui na poupança. A poupança, o rendimento da poupança, ele depende da Selic. Eu ainda vou explicar isso mais pra frente, mas é só para você ter uma antecipação. Se a Selic, ela está acima de 8,5% ao ano, a poupança, ela rende 0,5% ao mês, mais a taxa referencial. Não precisa anotar nesse momento, ainda tem aula exclusiva sobre isso, tá? Mas só para você já ir entendendo. Então, ó, Selic acima de 8,5% ao ano, a Selic é a taxa básica de juros da economia.

[5:03]A poupança, ela rende 70% da Selic mais a taxa referencial se a Selic estiver abaixo de 8,5. Ok, então o banco foi lá, pagou 0,5% para essa pessoa, e o agente deficitário, ele vai pagar uma taxa de juros pro banco muito maior do que isso daqui, obviamente. Né? Porque vamos supor que essa pessoa aqui, ela pegou um empréstimo chamado de crédito pessoal, ou mesmo utilizou cartão de crédito. Então, tem taxas de juros aí, pessoal, vamos supor uma, uma taxa de um cartão de crédito, que bate 14% ao mês tranquilamente, tranquilamente, 14% ao mês. Então, olha só, a taxa que o banco paga pra você que deixou seu dinheiro lá, e a taxa que o banco cobra para emprestar o dinheiro de quem, é, para quem tá precisando, realmente, desse curso. Então, você começa a ver o quê? Existe uma diferença entre a taxa que o banco capta os seus recursos, ó, onde que ele capta o recurso dele? Ele capta aqui com essa pessoa, superavitária. E a taxa que o banco aplica os recursos dele, que é quando ele empresta para aquela outra pessoa. A diferença entre a taxa de captação e aplicação, ela recebe o nome de spread bancário. Então, pode anotar isso daqui, tá? Spread bancário. Anota assim, ó: a diferença entre a taxa de captação e a taxa de aplicação recebe o nome de spread bancário.

[6:47]Muitas vezes, mais para frente, quando a gente for falar, por exemplo, de título público, pode aparecer pra você, ah, o spread entre as, entre as taxas dos títulos. Então, o spread significa diferença, diferença significa um menos o outro. Então, por exemplo, se eu pego aqui a diferença entre a taxa que ele capta e que ele aplica, é a mesma coisa que eu falo, a diferença entre o valor aqui de 14% menos 0,5%. Então, isso é o spread. Fazendo uma conta grotesca aqui, né, porque porcentagem eu tenho que fazer umas outras alterações, mas isso pouco importa, eh, eu diria que essa diferença é de 13,5%. Então, assim, o spread bancário, ele vai ser esse valor aqui que o banco, ele tá ganhando por emprestar o recurso e captar o recurso. Detalhe, o spread bancário, ele não é o lucro do banco, não é o lucro do banco. Por quê? Porque o banco, ele ainda vai ter que pagar funcionários, vai ter que pagar, sei lá, possíveis ações judiciais, ele tem vários e vários outros custos. Então, o spread bancário não é o lucro do banco. Simplesmente a diferença entre a taxa que ele capta e a taxa que ele aplica. Perfeito. Beleza. Essa função do sistema financeiro nacional, é chamada de função de intermediação financeira. Então, falei da primeira função. Essa segunda função, que ela é chamada de prestação de serviços de gerenciamento de recursos, ela diz respeito às facilidades que estão dispostas aos cidadãos, graças à atuação das entidades que compõe o Sistema Financeiro Nacional, tais como as instituições financeiras (IF's). Então, presta atenção. Quais facilidades estão dispostas a você como cidadão por conta da existência de um banco? Então, pensa comigo, ó. Se não existe esse banco, você não teria, por exemplo, eh, opção de você guardar seus títulos, né, valores mobiliários, não teria, eh, cartão de crédito, não teria cheque, não teria seguro.

[9:12]Vários, né, vários produtos não estaria disponível para você. Então, se a prova, ela pergunta para você sobre a prestação de serviços de gerenciamento de recursos do sistema financeiro nacional, você vai dizer o que? Olha, são as facilidades que estão dispostas a mim por conta da existência de banco. E aí você tem o principal exemplo que estão esses quatro aqui abaixo, né? Então, por conta de existir banco, eu posso pagar meus tributos, né? Eu posso guardar os meus ativos, eu posso ter cartões de crédito e cheque, eu posso ter seguro, e por aí vai. Então, essa segunda função que diz respeito ao sistema financeiro nacional. Perfeito. Beleza. Essa introdução que eu gosto de fazer aqui para vocês sobre o sistema financeiro, é uma aula bem tranquila mesmo. E aí logo aqui do lado, nós temos, né, o exemplo da intermediação financeira. Isso daqui eu já passei para vocês, beleza, mas aqui é só um resuminho para você relembrar. E temos a composição do sistema financeiro nacional e nesse momento eu já quero passar alguns pontos que eu acho importante você já fazer anotação. Presta atenção no seguinte, ó. Aqui talvez esteja difícil para você ler, mas aqui nessa linha, nessa primeira linha, nós chamamos esses três órgãos aqui de cima, de órgãos normativos, tá? Órgãos normativos. O que que significa um órgão ser normativo? Significa, ó, que ele dita as normas, ele dita as regras. Então, não é um órgão executivo, não é um órgão que coloca a mão na massa, não é um órgão que faz determinada coisa, ele simplesmente dita as normas. Então, por exemplo, só para você ter uma ideia, o Conselho Monetário Nacional, ele dita as normas e diretrizes da política campial. É ele que executa a política cambial? É ele, por exemplo, que vai fazer operações no mercado de câmbio com o objetivo de aumentar a taxa de câmbio ou diminuir a taxa de câmbio? Não, ele dita as normas, ele fala, olha, isso pode ser feito, só que não sou eu que faço. Então, quem que faz? Aí, quem faz, nesse exemplo que eu dei, seria o Banco Central. Então, temos esse, essa primeira linha com os órgãos normativos e essa segunda linha que são chamados de órgãos executores ou supervisores. Tanto faz aparecer essa ou outra palavra para você, tá? Executora ou supervisora é a mesma coisa. Por quê? Porque ele faz os dois, ele supervisiona e ele também executa. E aí, nós temos aqui o Banco Central.

[12:35]O Banco Central, ele basicamente faz o quê? Ele vai supervisionar quem, ó, bancos e caixas econômicas, cooperativas de crédito, instituições de pagamento. Ele também faz a supervisão de IP's, né, que são essas instituições de pagamentos, faz aqui, é, supervisão também de administração de consórcios, corretoras e distribuidoras e demais instituições não bancárias. Presta atenção no que eu estou falando, tá?

[13:14]Ó, corretoras e distribuidoras. Mais pra frente você vai ver o seguinte, ó, eu vou falar para vocês de comissão de valores mobiliários e aí você talvez pense o seguinte. William, você falou que CVM, ó, valores mobiliários, o que que são valores mobiliários? Valores que podem ser trocados de mão. Né? Então, por exemplo, uma ação, quando eu compro uma ação, eu posso, se eu quiser, depois vender essa ação, então essa ação que tinha a minha posse, depois vai passar a ter posse de outra pessoa. Então, é um valor mobiliário, pode ser trocado de mão. Eu sei que quem fiscaliza esse mercado é a CVM, a Comissão de Valores Mobiliários. E eu sei que dentro da CVM, né, ali no âmbito da fiscalização dela, tem as corretoras de valores, que é por onde eu faço a compra e a venda, por exemplo, das ações. Então, por que que o Banco Central fiscaliza uma corretora? Porque uma corretora, ela também é considerada uma instituição financeira, então isso eu vou falar mais pra frente para vocês também. Mas o Banco Central, ele fiscaliza também corretoras e distribuidoras, assim como a CVM também fiscaliza corretoras, tá? Aqui tá bolsa de valores, bolsa de mercadorias e futuros e também essas corretoras. Pode até colocar aqui, corretoras de títulos e valores mobiliários. Então, ela é fiscalizada pelos dois. Perfeito. Só que não tem problema, isso aqui é introdução, pessoal. Eu ainda explico tudo isso mais pra frente com calma. Eu sei que é muita informação a princípio, você fala, puxa, um monte de coisa já de início, mas é porque depois eu vou falando tudo e aí vai, vai sedimentando bem aí na sua cabeça, você vai entendendo muito bem. Beleza, aí desse lado, temos aqui o Conselho Nacional de Seguros Privados, que basicamente ditas normas para Susep. Né? Susep, ela fiscaliza seguradoras, resseguradoras, entidades abertas de previdência complementar e sociedades de capitalização. E o que muda aqui, né, que aqui é o Conselho Nacional de Previdência Complementar. A Previc, né? Então, ele dita as normas para Previc, e a Previc, ela fiscaliza entidades fechadas de previdência complementar. Então, a grande diferença de uma pra outra é: aqui entidades abertas, aqui entidades fechadas. Perfeito. Com isso, nós finalizamos aqui nossa aula introdutória, nossa primeira aula. E, pessoal, como que você vai estudar? Qual que é a melhor maneira de você estudar para você não ficar perdido? Por exemplo, você vai estudar todo esse módulo um aqui, aí você vai fazer o quê? Você vai fazer um resumo desse módulo, então, conforme eu vou falando aqui, você vai fazendo suas anotações, isso é importante. Por quê? Porque a pessoa, ela aprende com, como ela está ouvindo, então, eu tô falando aqui, você tá me ouvindo, você tá aprendendo um pouco. Você tá vendo, você tá aprendendo mais um pouquinho, só que quando você escreve e quando, possivelmente, né, se você tiver a oportunidade de você tentar explicar isso daqui pra alguém, aí você consegue utilizar as quatro, eh, técnicas melhores para você, realmente, conseguir guardar um conteúdo na memória. Então, por isso que eu falo que é importante, terminou aqui um módulo, faz um resumo inteiro desse módulo, né? Passa tudo a limpo as anotações que você fez e faz o exercício de fixação. Feito isso, você consegue guardar esse conteúdo de fato e aí você avança para o módulo seguinte, faz a mesma coisa, módulo dois, faz resumo, exercício de fixação e por aí vai. Depois, quando você chegou no último módulo, o que que você faz? Passa tudo a limpo de novo. Eu sei, é um trabalhão você fazer isso, mas isso é importante para você, realmente, conseguir fixar os conceitos, não ter problema na hora da prova. Então, passa tudo a limpo de novo e aí depois você começa a se exercitar somente com questões. É dessa forma que você precisa fazer, perfeito?

[18:24]Galera, vocês têm que lembrar que vocês estão estudando para o concurso do Banco do Brasil. Então, se você não fizer isso, se você pegar e falar, ah, nem vou fazer esse resumo aqui que o William tá pedindo, não, ah, acho que não tem necessidade. Pessoal, pode ter certeza, vai ter gente que vai tá fazendo, então faça, faça. Tá, sem preguiça. Então, faça esses resumos sim. Galera, gostou desse vídeo aí? Se inscreve no canal também e precisando de material, lembra, é só acessar aqui o meu site profcapriata.com.br, clicar na aba material, ou então aqui na descrição do vídeo, ok? Aguardo vocês na próxima aula. Tchau, tchau.

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