[0:00]O cérebro na palma da mão. Você já perdeu a cabeça com o seu filho e disse coisas que se arrependeu depois? Pois é, a neurociência explica o porquê isso acontece. Eu sou a Fernanda Ali, fundadora do portal educacional Filosofia Positiva.
[0:24]O Dr. Daniel Siegel é professor clínico de psiquiatria da UCLA. E ele diz que uma das experiências mais gratificantes para ele tem sido estudar a ciência do cérebro e aplicá-la na experiência de criar os filhos. E o modelo do cérebro que ele usa para ensinar os pais é muito útil para entender como é que o nosso cérebro opera. Então, se você colocar o seu dedão aqui na frente da palma da mão e colocar os outros dedos em cima, isso se torna um modelo muito útil, um que você pode enxergar na sua frente e ver o que está acontecendo no seu cérebro. E quando a gente entende isso, daí a gente pode mudar o que o cérebro faz. Então, deixe-me explicar como funciona as estruturas básicas do cérebro. Começa assim: Aqui a gente tem a coluna vertebral, que é representado pelo braço e pelo punho. Daí, entrando aqui no crânio, a gente tem o sistema límbico que trabalha junto com o tronco cerebral. E ajuda a regular a ansiedade, as emoções, o jeito que você lida com a resposta de lutar, fugir ou desmaiar. E essa área aqui, ela fica abaixo do córtex. E o córtex é toda essa parte superior do cérebro que nos permite perceber o mundo à nossa volta. A pensar, a raciocinar. E essa parte aqui, bem na frente, com o cérebro se orientando aqui dessa maneira, é na verdade a parte que regula o sistema límbico e o tronco cerebral. E essa regulação, ela é importante por quê? Que às vezes podemos ter várias coisas acontecendo na nossa vida, né? A gente pode estar cansado, preocupado, ou alguém cutuca a gente numa certa emoção vulnerável, e daí a gente vai perdendo a paciência e a gente, ó, surta. E em vez de estar sintonizado e conectado com o que os outros estão pensando e sentindo, a gente perde toda a nossa flexibilidade de resposta e até perdemos o raciocínio moral e agimos de maneira aterrorizante com os outros, incluindo os nossos filhos. Agora, você pode se conectar e manter ativa essa parte superior do cérebro, que ela é mais sofisticada. E quando estiver mais calmo, você pode reparar o erro com seu filho. O qual também você pode ensinar esse modelo da palma da mão. E as crianças tão novinhas, com 5 ou 6 anos, elas já conseguem entender as suas emoções, perceber quando as suas emoções estão surgindo. Vindo do tronco cerebral para o sistema límbico, e agora elas estão no comando. As crianças me contam quando elas estão prestes a perder a paciência e elas precisam de um momento para esfriar a cabeça. Se elas conseguem nomear o que elas estão sentindo, então elas conseguem assumir o controle. E agora quem tá no controle é o cérebro pensante, o raciocínio. E esse é o poder que esse modelo tem. Ele pode ser usado por nós, pelos nossos filhos, para nos ajudar a fazer sentido na comunicação emocional que temos no nosso dia a dia. E tem mais uma coisa interessante sobre o corpo humano. Quando o feto é formado, o primeiro órgão a funcionar é o coração. A gente até consegue escutar os batimentos cardíacos através da barriga da mãe. E depois que o bebê nasce, o último órgão a ser formado em sua total plenitude é o cérebro.
[4:08]E se a gente fosse entrar dentro do cérebro de uma criança ou de um adolescente, a gente viria lá dentro uma estrutura que ainda não terminou a sua formação, porque o cérebro, ele termina a sua formação completa por volta dos 25 anos. Não que o cérebro não pare de aprender, se desenvolver e criar novas conexões que a gente chama de plasticidade, mas o cérebro de uma criança e de um adolescente está assim, ainda. Em completa reforma. E dependendo das experiências e do tipo de conexão que essas crianças e adolescentes têm, elas vão desenvolver paredes fortes, estruturas completas e vai desenvolver um cérebro na sua total potencialidade. Visite o site filosofiapositiva.com.br e acompanhe no Instagram Filosofia Positiva Oficial e no Facebook Filosofia Positiva Brasil.



