Thumbnail for Café Filosófico | Bell Hooks e a educação antirracista | 28/05/2023 by Café Filosófico CPFL

Café Filosófico | Bell Hooks e a educação antirracista | 28/05/2023

Café Filosófico CPFL

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[0:34]Desde os homens caçadores das primeiras eras, eram eles quem podiam oficialmente trabalhar, estudar, votar e filosofar. Por muito tempo, a vida pública e intelectual foi quase exclusivamente do homem. Ainda que as mulheres exercessem sua intelectualidade, raramente iam para as capas dos livros e tantas foram desacreditadas e desacreditados. Assim, a história do mundo vem sendo contada de forma parcial. As intelectuais de hoje buscam resgatar do apagamento suas antecessoras para junto a elas, criar um mundo onde a segregação por gênero, cor, lugar de origem e classe social não determine mais quem deve ou não participar e contar a história do mundo.

[1:27]Filosofia substantivo feminino. Tema desta série do Café Filosófico. Bell Hooks é uma das principais pensadoras e ativistas do feminismo negro e da educação antirracista. Ela consegue romper a tradição de um mundo acadêmico formal, segregador e inacessível, especialmente para uma mulher negra, e constrói teorias a partir da sua própria experiência de vida. Com a constante preocupação de produzir conhecimento acessível, útil para transformar outras histórias. A vida e a obra de Bell Hooks são indissociáveis e fizeram dela essa autora tão singular e, ao mesmo tempo, tão universal. Bell Hooks é uma das mais importantes intelectuais do nosso tempo, desde a década de 80 até o início do século XXI, da primeira década do século XXI. Ela já publicou mais de 30 livros, entre o primeiro livro que ela publica que é um livro de poesia, até livros infantis. Os livros relacionados à crítica e à produção cultural, nesses livros, né, que ela vai tratar da, da produção cultural, cinema, literatura. Nas análises que ela faz sobre feminilidade, masculinidade, né, tem livros pensando sobre masculinidades negras, sobretudo. Nos esforços que ela também protende alargar determinados conceitos ou concepções, como a ideia de amor, ou a ideia de espiritualidade, ou, a concepção de autoestima, tem um livro dela também que não foi traduzido ainda no Brasil, que é Rock My Soul, eh, povo negro e autoestima, em que ela vai alargar também a concepção de autoestima. Nas análises que ela realiza sobre pertencimento e lugar, nas teorizações sobre feminismo. A maneira como Bell Hooks, de certa forma, ela tece as suas relações, né, suas experiências íntimas, os seus afetos, como é que ela tece, traz e, de certa forma, essas relações, para produzir modos de teorização, que é a maneira como, quando a gente vai ler Bell Hooks, a gente tem a impressão de que ela tá falando no nosso ouvido e tá falando para mim. Esse modo de produzir em que a escuta de si tá mesclada a escuta do outro, que, que produz efeitos de, de intimidade. Apesar da sua singularidade, inegável singularidade, e aí aqui, é impossível, eh, pensar, né, pensar Bell Hooks também sem se perguntar sobre as condições de possibilidade que possibilitam esse tornar-se Bell Hooks. Não é possível ler Bell Hooks sem se implicar de alguma forma. Uma cultura de dominação é antiamor. Exige violência para se sustentar. Escolher o amor é ir contra os valores predominantes dessa cultura. Muitas pessoas sentem-se incapazes de amar a si mesmas ou a outras, porque não sabem o que é o amor. Martin Luther King diz-nos que o fim é a reconciliação. O fim é a redenção. O fim é a criação da comunidade amada. Ao escolher amar, começamos a nos mover para a liberdade, a agir de maneiras que libertem a nós mesmos e a outros.

[5:18]Essa ação é o testemunho do amor como a prática da liberdade. Você lê Bell Hooks e tem uma convocatória. Como é que você vai usar a sua voz, o seu lugar, o seu corpo, a sua mente, a sua inteligência, o que você tem, a sua história, a sua trajetória para transformar o mundo. E o nosso tema aqui hoje, que vai tratar de Bell Hooks, né, e educação antirracista, é importante dizer que esse é um recorte, eh, na obra de Bell Hooks, ao mesmo tempo, é um recorte, mas também é panorâmico. E eu gostaria de conversar aqui com vocês, endereçando três questões. Primeiro, quais são as condições históricas que favorecem a constituição da singularidade do projeto de educação, de, antirracista de Bell Hooks. E aqui por condições históricas eu estou dialogando sobretudo com Foucault, quando Foucault vai dizer que condições históricas não diz respeito apenas das condições materiais ou institucionais, mas também diz respeito às condições epistemológicas.

[6:37]Que que, que diz respeito das condições de produzir conhecimento, circular conhecimento. Que que favorece que uma intelectual negra como Bell Hooks, ah, que já tá produzindo desde a década de 80, se constitua. Na segunda questão que vai também orientar que é a nossa conversa, bem, se a gente está falando de uma educação antirracista, quais são os fundamentos teóricos, né, e epistemológicos, né, presentes na concepção de educação antirracista de Bell Hooks. E qual seria, né, a potencialidade, eh, desse projeto não apenas para pensar a educação stricto sensu, mas sobretudo para pensar os projetos, eh, de educação dos feminismos. Que medida o projeto antirracista de educação da Bell Hooks vai de certa forma provocando também uma pedagogia feminista? Vou colocar uma pedagogia feminista negra.

[7:30]A terceira pergunta aqui que orienta a nossa conversa: em que medida a abordagem da Bell Hooks converge ou se distancia de propostas, experiências, práticas que já vêm sendo realizadas historicamente no Brasil? E em que medida, eh, ouvir a Bell Hooks hoje é, é de uma certa forma, aí uma convocatória para que nós leiamos, estudemos, eh, intelectuais negros, indígenas nesse país que já tem produzido há décadas, e no mesmo período de Bell Hooks, em período similar de Bell Hooks, década de 80 e 90, também pedagogias antirracistas.

[8:21]Começando pelas condições históricas. Eu vou começar aqui pela um pouco a trajetória familiar e acadêmica, já que a gente tá falando de uma pensadora que as teorizações são produzidas rentes às experiências, rente ao corpo, rente ao que se vive. É importante a gente retomar aqui, ah, essa, essa trajetória um pouco familiar. Glória Jean Watkins, esse é o nome de batismo de Bell Hooks. Ela, ela usa Bell Hooks como um pseudônimo para homenagear a bisavó materna, que era considerada na família uma mulher sem papas na língua, uma mulher que, eh, construiu a sua própria história.

[9:16]Que de certa forma, nas condições de possibilidades ali daquele tempo e lugar, enfrentou as, o patriarcado e as relações de poder. E ao escolher esse nome, é, Bell Hooks reivindica também um legado, né? Ela, ela reivindica esse legado de insurgência. Quer dizer, nascer mulher negra nos anos 50, eh, numa, numa sociedade de segregação racial, significa vir ao mundo num tempo e espaço em que as condições de existência para as mulheres negras, em especial, estavam limitadas. A, ou ao trabalho doméstico na casa das outras pessoas, ou o trabalho doméstico interno, casar, né? Aquelas mulheres que, de certa forma, como Bell Hooks se expressavam um desejo pelo conhecimento. A Bell Hooks, desde de criança, ela se mostra uma, uma menina, uma criança interessada nos livros, na leitura e indagar. Uma mulher, ela vai reivindicar o legado da avó, sem papas na língua e questionadora, outro destino: era ser professora. Que concepção de professora se tinha naquele contexto? Ser professora era, na verdade, abdicar de uma vida familiar sexual e viver para cuidar, né, para ter uma vida e cuidado dos alunos. Não, não se relaciona, não relacionava a ideia de ser professora, a ideia de ser uma intelectual. O negócio é ser professora. Porém, o desejo dela desde criança era ser escritora. É na escola que ela vai ter pela primeira vez o seu intelecto valorizado. E essa escola, ela era majoritariamente constituída por, por mulheres negras. E ela vai narrar isso no ensinando a transgredir, como que essas mulheres eram mulheres que incentivavam, eh, eh, os estudantes negras e negros nessa sociedade segregada, né, justamente pelo racismo, estimulavam o intelecto, a autoestima. E aí eu vou abrir um parênteses aqui, a concepção de autoestima para Bell Hooks significa dizer que a autoestima é a confiança que nós temos na nossa capacidade de pensar e confiança na capacidade que nós temos de criar saídas para a vida. Confiança de que nós merecemos desfrutar dos frutos do nosso trabalho. As práticas educativas, elas podem ser práticas de potencializar a autoestima, mas podem ser práticas de derrubar as pessoas para sempre. Não é à toa que nas experiências de pessoas negras e pessoas marginalizadas, a escola tem sido e os espaços acadêmicos, espaços de traumáticos. Mas Bell Hooks encontra nesse momento, é, nessa escola, esse prazer. No próximo bloco, quando ela chega na universidade, a primeira coisa que ela percebe, cadê as mulheres negras nos programas?

[12:39]Que vida poderia ter uma mulher negra, nascida na década de 50 nos Estados Unidos? Quem ela poderia querer ser? A pensadora Bell Hooks encontrou nos seus primeiros anos escolares o prazer e o reconhecimento intelectual. Conheceu ideias que a desviaram do seu destino pré-determinado por uma sociedade racista e machista. Quase todos os professores da escola Booker T. Washington eram mulheres negras. O compromisso delas era nutrir nosso intelecto para que pudéssemos nos tornar acadêmicos, pensadores e trabalhadores do setor cultural. Aprendemos desde cedo que nossa devoção ao estudo, a vida do intelecto, era um ato contra hegemônico, um modo fundamental de resistir a todas as estratégias brancas de colonização racista.

[13:47]Naquela época, ir à escola era pura alegria. Eu adorava ser aluna, adorava aprender. A escola era o lugar do êxtase, do prazer e do perigo. Ser transformada por novas ideias era puro prazer. Mas aprender ideias que contrariavam os valores e crenças aprendidas em casa era correr um risco, entrar na zona de perigo. Nos Estados Unidos, entre 1876 até 1965, né, predominou as chamadas leis do Jim Crow, né, que eram as leis em que ali nos estados do sul, especificamente, né, havia segregação racial, que separava, né, pessoas negras e brancas nos assentos dos bancos, eh, nos trens, nos bebedouros e também nas escolas, né? Então, foi justamente a luta dos direitos civis, que a, que começa a acontecer ali na década de 50, né, justamente a luta pelos direitos civis, que a gente acompanha, né, com Martin Luther King. Que vai tensionar, né, essa, essa, o processo de segregação, porque, obviamente, se a gente tá falando de processo de segregação, essas escolas e todos os, o, o, os serviços também, né, que estão oferecidos para a população negra, são serviços, ah, desiguais. E é justamente nesse momento em que tá, acontecendo o processo de segregação das escolas, que a Bell Hooks, ah, tá saindo dessas escolas segregadas com as professoras negras e vai para o High School, que seria o nosso equivalente aqui do ensino médio. E aí, nesse momento, ela vai narrar que essa transição mudou também a relação que ela tem com as, com a escola, e aí ela nos narra como que isso acontece. A escola mudou radicalmente com a integração racial. De repente, o conhecimento passou a se resumir a pura informação. Não tinha relação com o modo de viver e de se comportar. Já não tinha ligação com a luta antirracista. Quando entramos em escolas brancas, racistas e desagregadas, deixamos para trás um mundo onde professores acreditavam que precisavam de um compromisso político para ensinar crianças negras. Essa transição das queridas escolas exclusivamente negras para escolas brancas, onde os alunos negros eram sempre vistos como penetras, como gente que não deveria estar ali, me ensinou a diferença entre educação como prática de liberdade e a educação que só trabalha para reforçar a dominação. Bem, uma educação que trabalha para reforçar a dominação, ela toma como princípio um sujeito universal abstrato, que é um homem, eu estou falando abstrato porque abstrato mesmo, né? Um homem branco, ocidental, europeu, capitalista, cristão. Bell Hooks tá narrando quando, ah, a sua existência, a sua experiência, eh, de ser uma mulher negra, eh, naquele contexto, deixa de ser algo que tá implicado na própria produção do conhecimento.

[17:16]O conhecimento deixou de ser algo que interpela, que movimenta, que cria para ser apenas alguma coisa que a gente, que o Paulo Freire já tinha dito que é um conhecimento, uma educação bancária. Eu deposito conhecimentos, saberes que eu suponho que sejam universais e necessários, alguém decora, deglute esse conhecimento e devolve.

[17:47]Então, essa educação bancária, é, a Bell Hooks vai vivenciar nesse momento, né, nas escolas, eh, com o processo de segregação, mas também na universidade. É, é na década de 70 que a Bell Hooks se desloca do Sul, do Kentucky, para a Califórnia, para fazer a graduação dela, eh, na, em Stanford, para estudar inglês. 1970, no auge dos, do movimento feminista nos Estados Unidos, no, no auge que está se constituindo os estudos de mulheres nos Estados Unidos, é importante dizer que esse estudos de mulheres nos Estados Unidos, nesse momento, tá sendo dado majoritariamente por pessoas brancas. Então, ali na década de 70, quando ela está entrando na universidade, a Bell Hooks também vai, é, encontrar uma situação similar. Esse modo também de ensinar na universidade, que é também essa educação bancária. Então, quando ela chega na universidade, a primeira coisa que ela percebe, cadê as mulheres negras nos programas? E quando as mulheres negras apareciam nos programas ou nos estudos de mulheres, era para falar da famigerada força da mulher negra. A mulher negra não sofreu com as opressões de gênero. O problema da mulher negra é apenas a questão racial. E não é por acaso que na graduação o livro que Bell Hooks vai escrever, o trabalho de graduação que Bell Hooks vai escrever é um livro sobre a história das mulheres negras dos Estados Unidos. Que é o Ain't I a Woman, que foi, é traduzido e eu não sou uma mulher, que é o título do discurso de Sojourner Truth, que é uma mulher negra do século XIX, se perguntando já no século XIX, como, como que as relações de raça e gênero afetam a existência das mulheres negras. E é justamente sendo uma professora, professora universitária em que ela vai tentar buscar outros modos de estar em sala de aula. O pensamento da Bell Hooks está associado, não pode ser dissociado a um, a uma condição histórica que é a emergência ali dos feminismos negros nos Estados Unidos na década de 80 e 80 e 90, e também não só nos Estados Unidos, mas na América Latina e no Brasil. Por que eu estou chamando a atenção para isso? Porque nos, nos desses últimos anos em que a produção de escritoras e feministas estadunidenses como Angela Davis, Patrícia Hill Collins e Bell Hooks, chegou no Brasil, é, a gente, dá-se a impressão de que aqui no Brasil não estava sendo produzido nada. Estava, estava sendo produzido e com muita densidade, com muita qualidade. Também a gente não pode deixar de perguntar por que as, as estadunidenses foram publicadas antes, por exemplo, de intelectuais como Sueli Carneiro, Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez. Porque escrever sobre mulheres negras nos Estados Unidos naquele momento era um nicho de mercado. Um nicho de mercado que naquele momento estava sendo dominado por pessoas brancas e escrevendo sobre experiências de mulheres negras. As intelectuais negras, escrever e publicar e reivindicar, é, também sobre quem é, ah, de certa forma, pode falar sobre essas experiências. É, na década de 70 e 80 ali nos Estados Unidos, esse debate tá sendo colocado no mercado editorial, dentro do campo, dentro das universidades, eh, nos estudos, ah, de mulheres, esse debate está acirrado, e está acirrado junto com uma discussão que também, ali, 80 e 90 vai se dar nos feminismos, que é a própria concepção de experiência. A própria teorização sobre experiência. O que, o que é a experiência? E aí toda a teorização entre a experiência numa perspectiva essencialista, então só quem pode falar sobre as mulheres negras são as mulheres negras. Essa era a crítica, né, que ia se fazer. Ou a, a experiência como um locus de produção de conhecimento, em que não é que só quem tem que falar sobre as mulheres negras, pessoas trans são pessoas trans, mas que uma mulher negra, falando sobre a sua experiência, é diferente um homem branco falando sobre a experiência de uma mulher negra.

[22:31]Produ, tem a possibilidade de, de, de escrever de uma maneira diferente. E o que a gente tava vendo hegemonicamente, eram trabalhos produzidos por pessoas brancas que reforçavam inclusive estereótipos, né, sobre as mulheres negras. Quando a gente vai lendo a produção, né, estudando lá a produção, a, a produção das feministas negras dos Estados Unidos na década de 80 e 90, não é por acaso que todas elas, ali na década de 80 e 90, vão fazer referências a intelectuais do século XIX. Elas vão recuperar Mary Church Terrell, Anna Julia Cooper, que são mulheres do século XIX negras que estão produzindo conhecimento para as feministas negras estão produzindo e também inventando uma tradição, uma linhagem e um legado. Então, escrever e publicar faz parte dessa luta. Essa interpelação, justamente, ali na década de 90, feita pelas mulheres negras e latinas sobre o, a noção de experiência, vai, vai, vai de certa forma, transformar os feminismos ali, que inclusive vai dar o título do nome de um, de um livro da Bell Hooks, que é o segundo livro dela, que é Teoria Feminista do Margem, da Margem para o Centro. Que é a de, se a discussão racial, até então, na produção dos feminismos e sobretudo dos feminismos, eh, numa perspectiva marxista, socialista ou liberal, eh, vai desconsiderar, ou tratar com menos importância a dimensão racial. As mulheres nos Estados Unidos, negras e latinas, vão colocar no centro. Essa é uma dimensão da Bell Hooks, é um ethos, mas também se transforma em um modo de fazer teórico, mas se transforma numa práxis. Numa práxis, numa práxis na relação que se estabelece com os espaços. Que interessa é que as mulheres negras e as mulheres latinas nos Estados Unidos, lá nos Estados Unidos e no Brasil, no mesmo período, estão fazendo, estão dizendo o seguinte, não é possível olhar para as experiências das pessoas humanas, das pessoas, de um modo geral, e em especial, né, sobre as mulheres negras, né, e não brancas, que as questões raciais, eh, vão, eh, de classe também, vão, vão produzir efeitos sobre elas. É impossível produzir teorizações sem essa metodologia como um ethos. Tem uma coisa que a branquitude sabe e poder gosta, é escolher uma preta ou um preto único para representar todo mundo. Nós somos múltiplas e nós somos múltiplos. Nós somos muitas pessoas e nós não temos apenas uma, duas ou três intelectuais. Temos muitas intelectuais lá e aqui. E é justamente essa multiplicidade que favorece a gente construir um mundo, é, um mundo em que a presença do outro não nos seja uma ameaça. Se a gente tá pensando em relações de poder.

[25:56]No próximo bloco, um feminismo que vai se tornando apenas uma disciplina acadêmica para Bell Hooks perdeu o seu propósito político.

[26:13]Racismo, feminismo, desigualdade social, são todos temas de estudos e teses nas universidades. Mas antes disso, são vivências dos negros, das mulheres, dos pobres no seu cotidiano. A intelectual feminista e antirracista Bell Hooks guiou sua produção de conhecimento para criar essa via dupla entre teoria e prática. Transformar a vida, com suas dores e exclusões em conhecimento, e criar conhecimento para transformar vidas.

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