[0:00]não tá tomando. Você ia ficar me chamando para beber, mano. É? Você tá de boa? Agora sim, eu parei de beber ontem, mano. Eu parei de beber ontem. Ô, rapaziada, vou te falar um bagulho. Não, é meu meme, viado. É meu meme. Mano, eu tô de boa. Mano, dezembro, começou dezembro, aí eu comecei a beber.
[0:15]Muito. Não tava bebendo porque eu tava gravando a série lá da Netflix, tá ligado? Que eu falei pra vocês que eu tava como? Muito foda. Muito foda. Acordando cedo, dormindo cedo e os caralho, fé em Deus. Cuidando do corpo pra caramba. É. Falei assim, chegou dezembro, vou chutar o balde. Mereço, né? Mano, sim, porque eu fiquei maior tempão sem beber, comecei a chutar o balde em, em dezembro, mano. Comecei a beber muito. Aí vem Natal, vem ano novo, janeiro, meu aniversário. Carnaval. Carnaval. Tipo assim, vamos supor, dezembro, janeiro, fevereiro, tenho 90 dias, certo? Se for botar no lápis, eu bebi 80. Caralho. Aí tu acha justo? Não acho, com o meu corpo, com a minha mente. Não é maneiro? Aí ontem, aí o TZ arrumou uma cervejinha, como é que fala? Light. Light que não tem, é, carboidratos. Sei lá o que que é. Sem glúten, 26 calorias. Recebam com muito carinho o nosso convidado de hoje, MC Cabelinho e TZ da Coronel. Vai embora! É tipo pah! É tipo pah! Chave. Aí sim, cara. Como você tá, meu irmão? I'm good, bro! I'm good. Essa caneta aí é do momento, mano. Que que é isso? Tem um desses sobrando aí não? É, cara, puta que pariu. Cadê? Quer ver? Não, o Wizard vai ter que mandar para vocês agora, mano. Eu vou querer uma, maneirinha, né? Eu também, da hora. Eu vou postar o bagulho. Você viu, irmão? Muito chave. Achei bala. Ô, essa toquinha é do Shrek mesmo? Bicho é que alguém da minha trancista, da Cíntia, ela mandou fazer pra mim, é de crochê, tá ligado? É meu presente de aniversário. Ó, tô usando só de marolinha mesmo. Puta que pariu, que foda, mano. Que presente da hora. Maneiro, né? Você é fãzão, né? Eu gosto do Shrek, eu gosto do Shrek. Muito. Eu gosto. Também. Isso aqui, meu Deus, toda oportunidade. Se eu pudesse, todos meus aniversários era do Shrek, mano. Sério, mano? Puta, mas eu sou muito fã dele, mano. Eu assisto mesmo, o dois lá. Melhor filme, pô. É, né? Show de bola. O burro é monstro. Fala pra caralho. Vocês têm um amigo pique burro, assim? Sempre tem. Te fala muito? É, sempre tem um que fala pra caralho. Pergunta tudo. Sim. Tá chegando, não? Shrek. Ô, vocês vieram de buzão porque trouxeram a tropa aí. Claro, nós tem que trazer a tropa toda, tá ligado? Não. Tipo, o Cabelinho tá na conexão ali, nós, mano, o bagulho é nós trazer o nosso cri a todo. Tu leva os seus, eu levo os meus, nós vai de ônibus mesmo, gastando a onda. Não é não, Cabelinho? Mas o que que é essa conexão de vocês aí? Eu tô ligado que vai rolar um trampo, mas essa conexão vem desde quando? Pô, essa conexão vem desde maior tempão, né não, Cabelo? Desde a primeira vez que nós. Onde vocês se trombaram a primeira vez? Eu tava pensando aqui, eu já sabia que você ia perguntar isso. Essa é a pergunta. É, mas foi lá no, no estúdio lá do, do Wall, lá do Long lá, na época. Foi mesmo. Eu encontrei o TZ. Quando eu vi o TZ a primeira vez, ele tava deitado num sofá dormindo. Cansado de estúdio? Cansado e embrazadão.
[2:51]Aí eu conversei, falei com ele: "E aí, cara, suave? Tranquilo? Pá, prazer". Aí começamos a trocar ideia. Ele tinha lançado aquela do. Anota placa. Anota placa. É. Nossas, tinha explodido na época. Aí foi quando a gente se conheceu e acabamos que a gente gravou um som esse dia. E de lá pra cá, nós sempre se manteve se falando, tá ligado? Mas, mas agora pra fazer um trampo junto é diferente. É, não é uma música, é um trampo completo, é um trampo todo. Então tem que estar numa intimidade boa, tem que tá numa troca da hora, tá ligado? Porque vocês resolveram fazer esse trampo juntos? Que ideia? Quem puxou? É, vocês tava, tipo assim, oh, mano, vamos, não, não vamos mostrar como é que faz aqui o barato.
[3:37]Acho que desde quando a gente gravou o Poesia 13 junto, que a gente viu que fez aquele dueto, tá ligado? Igual é lá, não tem. Zero um primeiro. Aí ficou bom pra caralho. E a gente, e o TZ tinha me chamado também pra, pra uma, pra uma participação no EPE dele que ele lançou. Ela sabe que eu sou. Como é o nome dessa, TZ? Fé blindada. Fé blindada. A gente gravou. Então, e a gente continuou se vendo no estúdio. Chegou uma hora que ficou muita música, tá ligado? Nós falou: "Mano, vamos tacar um álbum", tá ligado? Ah, foi assim. Sendo que nós tá prometendo o álbum já maior tempão. Meus fãs já tão bolados. Os fãs enchem o saco? Os fãs já tão bolados. Eles já nem têm mais esperança, já, pô, os caras só brincou com o nosso sonho. Venda de sonho. Venda de sonho do caralho, pô. Mas foi no final do ano agora que vocês falaram: "Mano, vamos, vamos juntar então essas músicas, criaram novas"? Como que foi? Pô, tipo, desde quando nós falamos da ideia do álbum, nós já vem trabalhando pro álbum, mas nós não tava levando tão a sério, né? É. Aí depois que nós, mano, agora o bagulho é focar, mano. Bora, bora. Aí nós focamos maneiro, tá ligado? Sempre quando a gente falava que ia lançar o álbum, ele tinha um projeto pra lançar. Aí quando ele podia, eu não podia. Você também tava enrolado? Tava enrolado, tá ligado? Até que chegou uma hora que a agenda bateu. Mas eu acho que foi num, num tempo certo, tá ligado? Tudo fluiu e a gente também conseguiu trazer o Rommel da nossa gravadora pra tá com nós no disco, tá ligado? Tipo, ele trouxe o Raflu, eu levei o Vinicinho e fizemos duas faixas com eles, tá ligado? Então, tipo assim, eles vão tá duas vezes no nosso disco. Foda. Sem contar que também o Pose vai tá, Oruam e o Ret. Não foi numa viagem que vocês fizeram que saiu esse álbum aí, que vocês tava tudo junto? Você, TZ, Oruam? Foi o quê? Vocês tava viajando? Vocês fizeram esse som? Não, isso foi lá na casa do Pose. A gente tava lá na casa do PZ. Ah, tá. Não, o TZ não tava no dia, ele tava gravando clipe. Tava no futebol, brinca muito. Ah, não. Os caras, mano, o papo é que era do futebol, começa oito horas, nove horas. Peladinha quente rolando. "Cabelinho, mano, brota aqui, gravar a música!" Da manhã ou da noite? Da noite. Pô, mano, papo reto, tô gravando um bagulho aqui, mano. Daqui a pouco eu broto. Vá. Você falou que tava gravando. Você tava jogando bola. Se ele falasse tava jogando bola você não ia ficar bravo? Não, tem que dar papo reto, pô. Tem que dar papo reto. Mas eu achei que ele tava gravando clipe, tá ligado? Não. Não tava, tava jogando bola. O cara joga tão bem que parece clipe, né, mano?
[6:05]Já me alegrava os cortes aí, mano. Jogava lá no Instagram depois. Você viu, não, um lençolzão De La Cruz tomou para mim lá no futebolzinho. Vocês nem viram. Depois eu mostro pra vocês. Não jogo bola, não, mano. Não jogo bola, não. Você é bola, TZ? Joga bem? Ô, jogador nato. Ataque? Caro. E ruim. Eu olhei para os amigos para confirmar. Aí a tropa. Mano, nenhum confirmou, mano. Caralho, ninguém, ninguém nem, nem desconfirmou e confirmou. Ó lá, o Tio Frô tá falando o tatilte. Mano, bota um X1, mano. Caralho. Bota X1? Bota X1, mano. Aí, é negócio desse desafio aí. Você já vai no box se alguém te desafiar no X1? Box, futebol, culinária. Caralho. Culinária também? Tá cozinhando? Pritas. Toca no seu preferido, filho, vai. Qual que é o seu prato que você fala: "Esse aqui eu sei fazer". Não, cara, vamos trocar essa ideia. O prato do TZ. Você faz qualquer coisa que vocês falar, mano. Quer comer arroz com feijão na, na de cria? Arroz com feijão, bá. Strogonoff, você manda? Strogonoff? Só jogar. Qualquer coisa, mano. Você coloca cogumelo ou não no strogonoff? Pô, cogumelo não, aí já é demais, tá ligado? Não. Não, não. O bagulho é quando já tá muito bagulho de chefe assim, restaurante. Cogumelo o quê? Champignon? É a mesma coisa. Horrível. Pô, agora vai querer colocar milho também, não dá no strogonoff. Tem gente que coloca milho? Tem. Tem. As vezes, já comi milho também, não sei. Sabe o que você não pode falar nada? De comida, né? Vai começar? Vai falar do cachorro quente de novo? Sim, coloca purê no cachorro quente. Pô, mas vou te falar, irmãos. Vocês colocam ovo de codorna, azeitona, um pombo. Uva passa. Uva passa. Mano, vou te falar, purê é gostosinho. É bom. Aí, ó, já. Já te convenci. É bom mesmo. É bom mesmo. É, mano, que quer? É marola, né? Você quer uva passa? Uva passa não dá não, tá doido, viado. Não gosto, não, uva passa. Eu gosto de uva passa. É bom. Mas que mais você sabe cozinhar? Eu gosto de um pouco. Mano, você faz de tudo um pouco, tá entendendo? Lasanha, pá, empadão. Caralho, empadão, pô. Quando tu é da, sobrevive na selva, tu aprende tudo, ô, meu. Isso é verdade. É verdade. Cabelinho também sabe cozinhar. Sabe, Cabelinho? Você sabe cozinhar o que que você sabe fazer? Não, cara. Tipo assim, fazer arroz, fritar um hambúrguer, é. Não vai morrer de fome. No rio também, né? Não, não, não. Tu sabe cozinhar? Não. Fazer um misto quente, um café. Um bom café eu faço. Sabe fazer café? Café, cozinhando. Café, chá, miojo. Porra, porra. Porra, já, pô. Miojo com pouca água. Olha quantas opções eu já falei. Verdade. Vê se não dá pra, pra sobreviver. E dá pra fazer um almoço. Arroz. Macarrão. Feijão que é foda. Medo da panela explodir, eu não consigo. Mas tem panela elétrica de feijão hoje já, cara. Tudo explode, viado. Não explode. Confia em mim. Você fazer um feijão da hora. Mas, quando tu.
[8:50]Eu fico com medo desses caras. Quando tu faz feijão, tu taca os bagulhos dentro? Tipo assim, beterraba. Beterraba no feijão? Caralho, nunca comi beterraba cozida no feijão. A beterraba no feijão não. Tu bota, tipo, dentro do feijão cozinhando junto. A beterraba já fica naquele pique. Quando tu vai tirar o feijão, já faz a salada. Nunca comi o feijão com beterraba. Nunca. Juro por Deus, minha mãe e minha avó fez, faz a vida toda isso, cara. Será que você dá só lá no rio? É porque aqui vocês comem feijão branquinho, né? Não é feijão preto igual lá do Rio. É, e ó o nome. O nosso feijão é feijão carioca. E não é. E não é o preto. Tipo, não sei se o jeito que o Cabelinho tá falando é dentro do feijão. Mas o jeito que eu tô ligado é só a beterraba, só cozinha junto com o feijão, tá ligado? Mas não como. Ah, tá, cozinho junto com o grão, mas não ponho no caldo ali. Entendi. Ah, tá. No caldo não. Se o Cabelinho come, se o pai assim mesmo. É, não, eu não tô sabendo. Nunca prestei atenção, mas parece mesmo. Eu acho que é assim, tá ligado? Não. Mas e aí? Tudo bem? Mas é que eu junto, é que do jeito que você falou. Aí. Aí, não vai comer não? Na beterraba aí, cara. Não, mas pô, eu que eu nunca fui na panela de feijão e encontrei beterraba. É isso que eu tô querendo dizer. Agora comer junto, tranquilo, pô. Eu gosto de beterraba. Mano. Que que você ia falar? Mano, eu ia falar, mas os caras. Quer ver, ó. Eu gosto de colocar as coisas no feijão. Ninguém ia aparecer. É mesmo, viado. Os caras, é. Esse é o bagulho que eu não tinha noção disso, cara.



