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Como é fabricada a bateria de carros #Boravê

Manual do Mundo

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[0:00]Depois do sucesso da nossa bateria de batatas, a Moura convidou a gente para descobrir como são feitas as baterias de carro, na maior fábrica de baterias da América do Sul.
[0:28]E sempre que a gente pensa em bateria e meio ambiente, acende um alerta vermelho na nossa cabeça.
[0:28]Eles têm um programa de logística reversa, em que eles recebem baterias antigas para reciclar.
[0:28]Eles recolhem as baterias usadas para que elas não sejam descartadas como lixo comum e depois elas são recicladas aqui na fábrica.
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[0:00]Depois do sucesso da nossa bateria de batatas, a Moura convidou a gente para descobrir como são feitas as baterias de carro, na maior fábrica de baterias da América do Sul. Bora ver!

[0:28]E sempre que a gente pensa em bateria e meio ambiente, acende um alerta vermelho na nossa cabeça. Mas aqui tem uma preocupação em relação a isso. Eles têm um programa de logística reversa, em que eles recebem baterias antigas para reciclar. São vários postos de coleta espalhados pelo país. Eles recolhem as baterias usadas para que elas não sejam descartadas como lixo comum e depois elas são recicladas aqui na fábrica. E para fazer uma bateria de chumbo, precisa principalmente de três ingredientes: chumbo, ácido sulfúrico e plástico para selar a bateria. Aqui na Moura eles têm mais de 60 anos de experiência em produção de baterias e tem muita pesquisa e tecnologia. Eles fazem bateria também para ônibus, caminhões, no breaks, telecomunicações, energia eólica e solar e até trens. E diferentemente do que acontece em outras fábricas, aqui a gente vê reciclagem logo no início e não no fim. O chumbo tirado das baterias antigas, por exemplo, é misturado com o chumbo novo e derretido em alta temperatura nessas panelas. Depois ele vem para lingoteira, onde cai em uma forminha, esfria e sai parecendo uma pirâmide. E esses daqui são os lingotes de chumbo. Cada peça dessa pesa 35 kg, eu não consigo levantar e fica parecendo barra de ouro, né?

[1:56]Aqueles pedaços de plástico que a gente acabou de ver vem aqui para essa máquina e se transformam nisso daqui, ó. Um monte de bolinha, ai! Polipropileno e vai ser misturado com plástico novo ali naquela máquina para virar uma caixinha de bateria nova. Essas bolinhas ficam guardadas nessas sacas imensas. Depois elas passam por esses tubos e vão para uma injetora de plástico. Aqui esse polipropileno vai ser aquecido para derreter e ele vai cair numa forma para ganhar formato de tampa ou de base da bateria. Aqui mesmo ele já é resfriado e já sai no formato. Olha que legal! Prontinho. Só colocar o chumbo e ácido sulfúrico.

[2:42]E a tampa aqui tem um diferencial. Ela já nasce junto com o borne, que é essa peça de metal que a gente usa para conectar a bateria no carro. O borne entra na máquina e a tampa é moldada em volta dele. E por fim, o ácido sulfúrico. O ácido sulfúrico é o único que não dá para ser reciclado. E o que que eles fazem aqui? Pegam esse líquido, neutralizam para ele deixar de ser ácido e compactam. Ele fica parecendo um tijolo, e aí dá para fazer o descarte correto. E como a parte interna da bateria é feita? Aqueles lingotes de chumbo são colocados aqui nessa máquina e são derretidos. Eles são transformados nessa tripa aqui de chumbo de mais ou menos 12 mm de espessura que vai entrar nessa máquina aqui, chamada laminadora. Ela passa por seis prensas que vão apertando, apertando, apertando até a tripa sair com 0,75 mm mais ou menos de espessura. Essa lâmina então é enrolada e se transforma numa bobina gigante de chumbo de meia tonelada. Agora a bobina vem aqui para essa máquina e ela vai ser toda furada, vai ficar completamente furada, parecendo uma tela de galinheiro. Olha só.

[4:01]A bobina de chumbo ficou toda gradeada. Uma tela, realmente. Só que ela não trabalha sozinha, não. Isso daqui, ó, é o principal, é o material ativo. No caso, isso daqui vai servir para ser uma, uma placa negativa, é mais escura. A placa positiva a massa fica um pouco mais clara. E o que é que é botado aqui nessa grande batedeira de bolo que se chama maçeira? É colocado óxido de chumbo em pó, água e alguns aditivos. Se a massa for ser negativa, é um tipo de aditivo. Se for ser positiva, é outro tipo de aditivo. Para formar as placas, a pasta é colocada sobre a grade, que serve para a sustentação, e aí elas são cortadas do tamanho certo e vão para uma primeira secagem.

[4:58]Nesse forno, o material é aquecido a 400° C. Aí os operários transferem tudo para esse forno gigante. Que as placas vão ficar lá por 5 dias secando. Agora uma super dica. Para você que fica nervoso quando acaba a bateria do carro, não sabe que modelo, número de amperes. Ai, meu Deus, que dor de cabeça. A Moura criou um serviço incrível que vai resolver os seus problemas, é o mourafacil.com. É só entrar no site, selecionar a cidade e o modelo do seu carro, a Moura já te mostra qual o modelo certo para você. Sabe do melhor? Você consegue receber lá no local que você tá em até 50 minutos. A Moura te leva a bateria, instala e testa no seu carro. E chegou a hora de montar tudo. Ó, a placa negativa, ela vai ser envelopada aqui nesse plástico grosso, microporoso, para não entrar em contato com a placa positiva. Nessa máquina, as placas são ordenadas de forma alternada, uma positiva e uma negativa. A quantidade de placas dentro de um elemento vai determinar a quantidade de carga que esse elemento tem. Quanto mais plaquinhas dessas aqui, maior a corrente que a bateria vai estar gerando. Ou seja, mais amperes, mais elétrons vão ser capazes de passar.

[6:23]Toda bateria tem seis espaços aqui dentro para caber exatamente seis elementos, seis conjuntos das placas positivas e negativas. Isso porque cada conjunto gera 2 volts. Como essa, esses elementos estão ligados em série, no total, a gente vai ter 12 volts sendo gerados aqui por essa bateria. E não dá para eles ficarem soltos lá dentro, né? Eles precisam ser soldados. Como que isso é feito? Eles aproveitam que tem chumbo ali em todas as placas e todos os elementos, encostam um no outro e jogam calor. O chumbo derrete, quando ele esfria, está grudado. Isso porque só o chumbo resiste ao ácido sulfúrico. Se a gente fosse usar algum outro material, o estanho, por exemplo, que é um material que o Iberê ensina a usar no Manual do Mundo, ele não resistiria. O próximo passo é passar para uma máquina que vai testar a parte elétrica para ver se não tem nenhum curto acontecendo lá dentro, para saber se os envelopes estão funcionando direito. E para essa solução que está aqui dentro não vazar, a gente não pode simplesmente encaixar essa tampa aqui. Essa tampa precisa ser selada. Como isso é feito? É feito aqui nessa máquina que está aqui atrás. As bordas de plástico são aquecidas até derreter e grudar uma na outra. Elas ficam completamente vedadas e não deixam nada, nadinha sair daqui de dentro. Finalmente chegou o ácido sulfúrico. Dentro da bateria ele funciona como um condutor de íons. Cada bateria vai ser ligada em série, manualmente aqui, ó, por meio desse cabo, para depois receber uma super carga do retificador. Antes de ser carregada pela primeira vez, ela ainda não funciona. Só depois de sair daqui é que ela vira uma bateria de verdade. Quando o ácido é colocado lá dentro, as reações começam. Só que essas reações são exotérmicas, ou seja, elas geram calor. E para a pobre da bateria não fritar, ela precisa tomar um banho de piscina, ó, para não deixar a temperatura ultrapassar os 40 graus Celsius. Esse processo demora 24 horas para cada bateria, em alguns casos pode ser feito em 12. São várias fases de cargas que ela recebe. E todo esse processo aqui é só para transformar o eletrodo positivo em dióxido de chumbo e o negativo em chumbo esponjoso. Tudo isso para ter diferença de elétrons entre um e outro para gerar corrente. E depois desse tempo carregando as energias, a nossa bateria sai daqui e vai para outro setor receber mais um pouquinho de solução ácida para nivelar. Tomar um banhão para tirar o ácido que está ali na sua carcaça e aí sim, ganhar uma roupinha nova para ir para a rua. Ah, e eu já ia esquecendo. Antes da bateria sair e colocar a roupinha, ela passa aqui nessa super máquina para passar por dois testes de qualidade. O primeiro para saber como a bateria se comporta na hora em que o carro dá a partida e outro teste para saber como a bateria se comporta com o carro funcionando.

[9:35]Nossa bateria está pronta, vestida, ó, no grau para ir para sua casa. Uma última dica.

[9:44]Ó, quando você for colocar sua bateria no carro, pode tirar a embalagem, gente. Ela precisa respirar, senão ela vai super aquecer e vai estragar. Não vem com essa, não, de que vai colocar a bateria com a embalagem no carro só para ficar limpinha, tá? Bateria é para usar. Ai!

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