[0:00]Misericórdia. Essa palavra normalmente não é usada no dia a dia pelas pessoas que não conhecem a Jeová. Até porque normalmente se fala de misericórdia quando se pensa, por exemplo, em um tribunal. Quando alguém está sendo julgado e a lei determina uma determinada pena para aquele crime que a pessoa cometeu. Por exemplo, 15 anos de cadeia. Aí, por algum motivo atenuante, o juiz, junto com ali quem tá cuidando do julgamento, determina uma diminuição da pena. E aí as pessoas neste momento dizem que se estendeu misericórdia para aquela pessoa. Ou seja, uma diminuição de pena por conta de um crime cometido, um erro grave cometido. Na Bíblia, a palavra misericórdia é bem diferente desse conceito frio que o mundo tem sobre essa qualidade tão preciosa de Jeová. E nós conseguimos entender isso quando lemos o conceito de Jeová a respeito desse assunto. Abra, por favor, sua Bíblia no livro de Segunda Coríntios, capítulo 2. Antes, vamos ler Segunda Coríntios, capítulo 1, versículo 3. Que fala um pouquinho sobre como que Jeová é chamado. Segunda Coríntios 1, 3 diz: "Louvado seja o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de ternas misericórdias e o Deus de todo o consolo. Conseguiu perceber como que Jeová é chamado aqui? O Pai de ternas misericórdias. Ou seja, Jeová demonstra essa capacidade, essa qualidade, de um modo diferente do que normalmente o mundo o faz. Como assim? Note a palavra ternas misericórdias. Parece que para Jeová, não é apenas uma questão de executar ou determinar o cumprimento de uma lei, está mais relacionado com sentimentos. E nós conseguimos perceber isso quando vemos a maneira como que o próprio Jeová se descreve na Bíblia, demonstrando essa qualidade. Abra, por favor, sua Bíblia no livro de Isaías, capítulo 49. Isaías, capítulo 49, versículo 15. É bem tocante quando lemos essa, esse versículo e entendemos que é o próprio Jeová aqui falando a respeito dele. O 15 diz: "Será que uma mulher pode se esquecer do seu bebê e não sentir compaixão pelo filho do seu ventre? Mesmo que essas mulheres se esquecessem, eu nunca me esqueceria de você. É bonito ouvir Jeová, aqui por meio do profeta Isaías, explicar como que ele se sente. Quando você vê essa ilustração na tela, você consegue imaginar uma mãe carinhosa cuidando do seu bebê. Você consegue imaginar essa mãe se esquecer do seu filho? Jamais. Eu conversei com algumas mães e todas me explicaram que quando tem um filho, tudo na vida dela mudou. Por exemplo, o seu sono ficou mais leve, agora ela é capaz de ficar mais atenta por mais tempo. Conseguiu fazer coisas que antes ela achava que não era capaz, por exemplo, ficar a noite toda em pé do lado de uma cama de hospital. Realmente as mães demonstram essa qualidade de forma muito mais abrangente. E é a maneira como Jeová se descreve, ele diz, como a mulher não vai sentir compaixão ou misericórdia pelo seu filho. Aí Jeová reforça a ideia dizendo que mesmo uma mulher imperfeita, apesar de todo o amor que ela demonstra, por conta da imperfeição que existe, e, né, do mundo desnatura que a gente vive, pode ser que uma mãe simplesmente abandone o seu filho, mas Jeová jamais faria isso. Mostrando que Jeová realmente se preocupa com a gente e demonstrar essa qualidade em pleno grau, em pleno sentido. Imagine que ela levante no meio da noite e o seu filho está aos prantos precisando de sua ajuda, seu bebê, 3 da manhã, frio. Ela trabalhou o dia inteiro, não aguenta mais. O que é que ela vai fazer? Meu filho, chega de chorar, mamãe não vai te atender agora. Vai dormir que meu expediente encerrou. Você consegue pensar uma mãe falando isso para seu bebezinho que nem entende o que ela está falando? Claro que não, né? Ela deixa o seu sono de lado, seu cansaço de lado, ela se levanta e vai lá cuidar do seu pequeno filho. Quer ele esteja precisando de alimento, precisando de limpeza ou algo assim. É assim que Jeová é descrito aqui. Ele vê alguém com necessidade, assim como quando um bebê precisa de sua mãe em determinados momentos, e age para ajudar ou para remover aquela situação ruim. É assim que Jeová é descrito. Ele não pode simplesmente ficar parado e ver alguém sofrer. Ele precisa fazer algo. E Jeová realmente o faz. A Bíblia está repleta de exemplos de como que Jeová, como que se compadeceu de seus servos, demonstrando essa qualidade em pleno grau, em pleno sentido. E nós conseguimos perceber a extensão do amor, do carinho de Jeová envolvidos nisso, quando vemos, por exemplo, quando ele lida até com as pessoas que não servem a ele. Olhe, por favor, o Salmo 51, e veja como que Jeová trata aquelas pessoas que talvez até nem fazem conta da existência dele. Salmo de número 51, versículos 1 em diante. Diz assim: "Mostra-me favor, ó Deus, segundo o teu amor leal, segundo a tua grande misericórdia, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente do meu erro e purifica-me do meu pecado. Pois eu tenho consciência das minhas transgressões, e meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, acima de tudo contra ti, fiz o que era mal aos teus olhos. Assim, tu és justo quando falas e é certo no teu julgamento. Conseguiu perceber as palavras de um homem arrependido, um homem imperfeito. Jeová certamente demonstra misericórdia para com todos. E a maneira como Jeová criou a Terra e os ciclos que sustentam a vida, nós conseguimos também perceber isso. Jeová faz chover sobre o terreno dos justos e dos que não servem a Jeová. Jeová dá sol para as boas pessoas e para aquelas não tão boas. Jeová é imparcial. Demonstra essa qualidade para com todos. E especialmente quando alguém comete um erro e se arrepende de coração, Jeová está ali pronto para perdoar, pronto para ajudar. Ele encara aquela pessoa, não como alguém que cometeu algo contra ele, pessoalmente. É melhor você pensar em Jeová nesse momento como aquela mãe que vê seu bebê chorando, precisando de ajuda. É dessa maneira que Jeová encara um pecador arrependido, um bebê que precisa de ajuda, conforme destacado lá em Isaías 49, 15. E quando nós observamos a maneira de Jeová agir e olhamos, por exemplo, como que Jesus, quando esteve na Terra, imitando de modo perfeito a personalidade de seu pai, a gente consegue perceber como que ele demonstrou essa qualidade em outros aspectos da vida. Vamos ver um exemplo? Abra sua Bíblia, por favor, no livro de Mateus, capítulo 20. E veja como que Jesus demonstrou essa qualidade na circunstância de que ele curou um cego. Mateus, capítulo 20, versículo 30. O relato diz assim: Mateus 20, 30. O 30 em diante, nós vamos ler até o 34. Então, dois cegos, sentados à beira da estrada, ouviram que Jesus estava passando por ali e gritaram: Senhor, Filho de Davi, tem a misericórdia de nós! Mas a multidão censurou, mandando que ficassem calados. Contudo, gritaram ainda mais alto, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem a misericórdia de nós! Então Jesus parou, chamou-os e perguntou: O que vocês querem que eu faça por vocês? Respondeu-lhe: Senhor, faça com que nossos olhos se abram. Jesus teve pena e tocou nos olhos deles. Eles recuperaram imediatamente a visão e o seguiram. Esse relato é muito tocante. E quando você vê a ilustração que vai aparecer na tela, dá para imaginar aqueles dois homens suplicando de longe, gritando para Jesus pedindo ajuda. E o relato conta que até as pessoas não queriam que isso acontecesse, né? Para eles não incomodar Jesus. Quando você olha mais de perto para esse relato, você consegue perceber como que Jeová e Jesus demonstraram misericórdia nesse momento. Como assim? Fazer uma cura para Jesus não era algo automático. Não era simplesmente, tá bom, você está curado, você agora, você agora, não, não era assim. Note que Jesus sentiu pena daqueles homens. O que esse relato quer dizer? Dá para imaginar que esses cegos que estavam lá na beira da estrada eram mendigos, provavelmente. Porque eles estavam ali na estrada com o objetivo de pedir esmolas para poder ter algo para si. Naquela época, nos dias de Jesus, não é como é hoje, por exemplo, aqui no Brasil, em que alguém com uma deficiência, com uma cegueira, pode se aposentar e ter ajuda ali do governo para ter algum sustento. Na época não tinha nada disso. Se a família daqueles homens não tivesse condições financeiras de sustentá-los, que parecia ser o caso, porque eram dois cegos que estavam juntos, um talvez tentando ajudar o outro de como podiam, eles estavam fadados ali a serem mendigos e sobreviver da ajuda dos outros, do que as pessoas davam para eles. Provavelmente as roupas estavam rasgadas, eles estavam descalços, sujos. Era a situação daqueles homens. Você consegue perceber agora quando o relato diz que Jesus sentiu pena daqueles homens? Ele conseguiu sentir a dor deles, tudo que eles já tinham sofrido na sua vida por terem aquela deficiência tão debilitante que causava tanta aflição para eles. Por isso, Jesus fez questão de perguntar, o que vocês querem que eu faça para vocês? Ora, será que Jesus não percebia que eles eram cegos? É claro que sim. Jesus dignificou aqueles homens, como até mostrando para as pessoas em volta, eles são importantes, precisamos dar atenção para eles. Jeová dá atenção para eles, nós vamos ajudar esses homens. De novo, Jeová se colocou aqui em imitação a seu pai como uma mãe carinhosa que cuida de seu bebê em necessidade. Nesse momento, os dois homens cegos que foram curados. Que belo exemplo para todos nós imitarmos da bondade e misericórdia de Jeová demonstrada por seu filho Jesus. Quer ver outro exemplo? Abra sua Bíblia, por favor, em Marcos, capítulo 6. Este relato é interessante porque mostra uma circunstância em que Jesus demonstrou esta qualidade para dois grupos de pessoas diferentes. Os seus amigos e aqueles que ele não conhecia. Marcos, capítulo 6, versículos 31 em diante. Marcos 6, do 31 ao 34, diz assim: E ele lhes disse: Venham comigo, vamos sozinhos a um lugar isolado para descansar um pouco. Pois já havia muitos que iam e vinham, e eles não tinham folga nem para tomar uma refeição. Conseguiu perceber o que estava acontecendo aqui? Jesus junto com seus apóstolos, estava desde cedo pregando, ensinando as pessoas. Provavelmente os apóstolos ajudando a trazer deficientes até Jesus para que ele pudesse curar aquelas pessoas. Muitos iam, vinham, ajudavam um, traziam outro e passou o dia. E eles não tiveram folga nem para tomar uma refeição. Sabiamente, Jesus disse: Vamos descansar um pouquinho. Olha o que aconteceu depois disso, a partir do 32. Por isso, partiram no barco para um lugar isolado para ficarem sozinhos. Mas as pessoas os viram partir e muitos ficaram sabendo disso e fluíam para lá a pé de todas as cidades, chegaram primeiro que eles. Pois bem, ao desembarcar, ele viu uma grande multidão e teve pena deles, porque eram como ovelhas sem pastor e como ele as ensinou muitas coisas. Conseguiu perceber mais uma vez como Jeová demonstrou essa qualidade, a misericórdia? Quando você olha na ilustração que vai aparecer na tela, dá para perceber eles chegando lá na beira do mar. Algumas pessoas ali doentes já, na margem, esperando, ansiosos para que Jesus pudesse curá-los. Aí você imagina Jesus dizendo para eles: Gente, já está escurecendo, é perto do fim da tarde. Meus discípulos estão cansados, precisam tomar uma refeição. Eu também estou cansado. Que vocês acham de você ir para casa e amanhã a gente começa cedinho? Você consegue imaginar Jesus fazendo isso? Não dá, né? E é justamente o que ele não fez, né? Ele curou a todos aqueles que precisavam de ajuda e pregou, falou a respeito de Jeová para as pessoas. Ele não podia deixar os interesses das pessoas em segundo plano. Ele preferiu deixar os interesses dele em segundo lugar. Talvez os discípulos foram descansar um pouquinho, mas não Jesus, ele estava ali disposto para ajudar as pessoas. Que belo exemplo para todos nós, não é? Quando ver alguém com necessidade, alguém que está realmente precisando de ajuda, como aquelas pessoas que eram, como diz a Bíblia, empurradas de um lado para o outro, como ovelhas sem pastor. Eram oprimidas pelos líderes religiosos, que ao invés de ensinar a respeito de Jeová, oprimiam as pessoas com cargas pesadas. Jesus sentia, percebia isso, sabia da angústia daquele povo. Por isso que ele passou a ensinar muitas coisas para eles, além de curar as doenças daqueles que estavam ali debilitados. Irmãos, que magnífico exemplo para nós, quando lidamos com pessoas que têm necessidades. Quando podemos fazer algo para ajudar. E sabe, essa ideia de fazer o possível para ajudarmos uns aos outros, é algo sempre que foi destacado na palavra de Deus. Parece até que o apóstolo Paulo tinha essa ideia em mente quando ele escreveu aos Coríntios. Abra, por favor, sua Bíblia em Segunda Coríntios 1, 4. E veja como que esse raciocínio está embutido dentro dessa ideia, em Segunda Coríntios, capítulo 1. Versículos 3 e 4. Quando diz assim: Segunda Coríntios 1, 3 e 4. Louvado seja o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de ternas misericórdias, o Deus de todo o consolo, que nos consola em todas as nossas provações, para que com o consolo que recebemos de Deus, possamos consolar outros em qualquer tipo de provação. Conseguiu perceber a dica que o apóstolo não dá? Nós vimos que Jeová sim, o pai de ternas misericórdias. E ele emenda, né? Para que, assim como nós somos consolados por Jeová, fazemos o mesmo para os outros, para os outros irmãos, para as outras pessoas no campo. E não é verdade que nesse período de pandemia que a gente está vivendo, quantas oportunidades a gente tem para colocar isso em prática. É verdade que a gente não está indo fisicamente lá no salão do reino, e a ideia não é ficar indo muito na casa dos irmãos, visto que nós queremos nos proteger, proteger nossos irmãos também do risco da contaminação. Mas isso não significa que nós não podemos fazer coisas por eles. Por exemplo, neste período, muitos irmãos têm feito arranjos, por exemplo, para trabalhar juntos no ministério de campo, por telefone, por videoconferência. Outros escrevem cartas. E algo especial que a gente pode fazer pelos irmãos lá da nossa congregação é essa ajuda, a personalidade que podemos dar. Se você percebeu, por exemplo, que alguém não estava na reunião, já que você está craque agora em fazer ligações, né? Que tal mandar uma mensagem para esse irmão? Será que está tudo bem com ele? Que tal gastar um tempinho para bater um papo, ver como estão as coisas? Será que está precisando de alguma coisa em sentido material? Talvez você se lembre de alguém lá no seu grupo de saída de campo, por exemplo, um irmão que é sozinho na sua família e faz a vontade de Jeová. Ele talvez se sinta mais sozinho do que outros que têm toda a família que servem a Jeová. Que tal reservar um tempinho da sua adoração em família, um dia, e convidá-lo para participar junto com você e sua família? Vai ser muito bom para todos vocês. São coisas bem simples que não gasta dinheiro, gasta um pouquinho de tempo apenas. Mas que, com certeza, são maneiras de nós imitarmos a Jeová e demonstrar essa qualidade tão desejável. A misericórdia, ajuda para os nossos irmãos. Veja, vemos alguém com necessidade e fazemos algo para ajudar. Tem um outro aspecto ainda que nós podemos aplicar essa qualidade que pode acontecer às vezes. Visto que somos imperfeitos, pode acontecer de a gente fazer algo para alguém e acabar ofendendo esse irmão. Ou talvez alguém faça algo para a gente e a gente se sinta ofendido. E nesse caso, como que nós podemos temperar esse assunto com essa qualidade tão desejável, de modo a imitarmos a Jeová e a Jesus? Abra, por favor, sua Bíblia no livro de Mateus, capítulo 18. Mateus 18 explica o que nós podemos fazer. 18, do 23 em diante. Mateus 18, 23. Nós não vamos ler todos os versículos, mas o versículo 23 diz assim: É por isso que o Reino dos Céus pode ser comparado a um rei que queria ajustar contas com os seus escravos. Então, temos aqui um personagem, um rei que foi ajustar contas com os seus escravos. E aí ele chama um dos seus escravos. Lá no 24, ele disse, começou a ajustá-los e trouxeram um homem que lhe devia 10.000 talentos. E o homem não tinha como pagar o rei. Aí ele implorou de joelhos, pedindo mais tempo para pagar a dívida, que ele ia conseguir o dinheiro, ia fazer negócios e ia conseguir pagar. O rei, muito bondoso, decidiu não apenas, é, esperar mais tempo para que ele pagasse a dívida. O homem disse: Olha, esquece essa dívida. Esquece esses 10.000 talentos. Olha, quanta bondade daquele homem, né? Cancelou a dívida, 10.000 talentos, uma quantia muito alta. Aquele homem ficou todo, né, todo feliz. Imagine ele saindo lá do da casa do, do rei, né, todo feliz. Puxa, minha dívida foi perdoada. E aí ele encontrou o seu colega que devia para ele apenas 100 denários. Lá no versículo 28 você encontra isso. Ele encontrou um dos seus co-escravos que lhe devia apenas 100 denários. O que ele fez? Movido por toda aquela compaixão, perdoou o homem? O relato não fala isso. Na imagem mostra o que ele fez. Ele pegou aquele homem pelo pescoço, querendo até estrangular ele, você tem que me pagar. E até queria mandar prender o homem, a família, até que ele pagasse a dívida. Que acha dessa situação? A gente fica até revoltado quando lê isso, né? Como que pode uma coisa dessa? Não podia ter feito isso. Mas sabe, irmãos, não é verdade que isso pode acontecer com a gente? Esse rei pode ser comparado a Jeová, que acerta a conta com seus servos. Nós podemos ser esse homem que devia os 10.000 talentos, porque nós somos imperfeitos, não é verdade que nós cometemos muitos erros? Mas às vezes, pode acontecer de um irmão cometer um erro contra a gente, que é os 100 denários lá da ilustração de Jesus. E como a gente vai reagir? Pegar o irmão pelo pescoço e dar uma estrangulada nele? Dá vontade, né? Mas não é para fazer isso não. Se vamos imitar a Jeová e a Jesus, nós vamos demonstrar a qualidade da misericórdia. Nós vamos pensar bem antes de querer ajustar as contas com o irmão. Pelo contrário. Será que, quando olhamos para todas as coisas erradas que nós mesmos fazemos para Jeová, os 10.000 talentos, não é um, não tem aí bastante crédito para perdoar os 100 talentos que talvez alguém está devendo para a gente? Dá para perdoar e dá o que pensar, não é? Realmente, se imitarmos a Jeová, podemos pensar bem nessa ilustração de Jesus, e quando isso acontecer, nós vamos então demonstrar essa qualidade. E sabe, irmãos, apesar de o mundo hoje ser tão frio e as pessoas quererem, né, estarem só preocupadas com a gratificação imediata, quererem seus direitos, exigirem. Jeová e Jesus explicam que a gente, para ser feliz, precisa ser generoso. Precisa demonstrar interesse pelos outros, deixar os nossos interesses em segundo lugar. Eles até nos garantem que isso pode nos tornar pessoas mais felizes agora. É verdade, quando a gente faz mais pelos outros, nós também é que somos beneficiados. Jesus explicou isso em Lucas, capítulo 6. Abra, por favor, sua Bíblia e veja como que nós, servos de Jeová, seremos beneficiados se demonstrarmos essa qualidade, assim como Jeová e Jesus. Lucas, capítulo 6, versículos 36. Note que raciocínio lógico diz aqui: Sejam sempre misericordiosos, assim como o seu pai é misericordioso. Por que nós devemos ser assim? Versículo 38. Pratiquem o dar e lhes será dado. Derramarão na dobra de sua roupa uma boa medida, comprimida, sacudida e transbordante. Pois com a medida com que vocês medem, medirão a vocês em troca. Aqui diz que se nós demonstrarmos essa qualidade, praticarmos o dar, se derramaria na dobra de nossa roupa uma boa medida. Imagine um israelita, um judeu indo na feira para comprar cereais, por exemplo, comprando aveia, cevada. E aí ele usava a dobra da roupa, esticava. Na imagem dá para perceber como ele fazia isso. Usava a própria dobra da roupa para colocar os cereais lá dentro. E aí era uma, um, uma boa maneira, né, de carregar os cereais até em casa. Mas qual que seria o tamanho dessa medida? Aí diz que seria uma medida excelente, grande. Imagine um israelita que é comerciante e queria ali agradar o seu cliente. Então ele pegava lá uma medida bem cheia e colocava na veste do seu cliente. Aí depois disse que a medida seria comprimida. Talvez querendo agradar ainda mais o cliente, ele disse assim: "Ó, dá uma apertadinha que cabe mais". E ele fazia isso. E aí depois ele a medida seria transbordante. Depois de apertar, colocava mais um pouco e saía como que derramando os grãozinhos ainda. Que generosidade aquele comerciante estava demonstrando, né? É assim que nós seremos tratados por Jeová e por Jesus, se imitarmos essas excelentes qualidades deles, e fizermos para os outros o que gostaríamos que fizesse para nós. É assim que vamos ser tratados por Jeová. Teremos uma medida excelente, apertadinha, socado, transbordante. Seremos muito beneficiados por Jeová. Certamente, irmãos, diferente do conceito frio que o mundo tem dessa qualidade maravilhosa de Jeová, nós, como servos dele, não queremos ser frios e calculistas como as pessoas do mundo. Queremos deixar os interesses dos outros à frente dos nossos. Sempre que pudermos fazer algo para ajudar, vamos fazer isso.

Discurso: Imite a misericórdia de Jeová
Tesouros da Verdade
26m 27s3,664 words~19 min read
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