[0:00]Louvado seja Deus pelo privilégio de mais uma vez partilhar com você é a preciosa palavra de Deus. Eu quero ser bastante breve na minha fala com você hoje e eu quero considerar dois textos da Bíblia. O primeiro deles está no livro de Provérbios, no capítulo 27. Versículo primeiro, e esse texto diz assim: Não te gloriés do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz. O segundo texto que quero compartilhar com você, está na carta de Tiago. Abra comigo, por favor, na carta de Tiago, no capítulo de número 4, versos 13 a 17. Está escrito o seguinte: Atendei agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por um instante, e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância, semelhante a essa, é maligna. Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando.
[2:21]Eu estou absolutamente seguro de uma coisa. Você e eu, quando começamos o ano, fizemos o nosso planejamento para este ano. Planejamos trabalhos, investimentos, viagens, alguns férias, passeios, muitos com a agenda completamente lotada, com negócios bem elaborados, com planejamento familiar bem feito.
[3:03]Porém, de repente surge uma crise, uma pandemia, que abala a saúde pública e traz um terremoto na vida econômica do Brasil e do mundo. E todos os nossos planos, estão necessariamente necessitados de serem reprogramados, repaginados, refeitos. Viagens canceladas, congressos e conferências cancelados ou adiados.
[3:47]Viagens internacionais canceladas ou adiadas. Certamente, essa pandemia retrata que nós todos somos absolutamente vulneráveis e dependentes. Por isso o texto diz, não te gloriés do dia de amanhã. Você e eu não administramos o amanhã. Você e eu não temos as rédeas do amanhã nas nossas mãos. O amanhã não nos pertence. Por isso, o texto diz, não te gloriés do dia de amanhã. Porque não sabes o que trará à luz. Pense comigo que nós não tivemos nenhum prognóstico, nenhum profeta, nenhum estudioso, nenhum historiador, afirmando que em 2020 teríamos uma pandemia que botaria as nações de cócoras. Diante de um vírus que já ceifou mais de 150.000 pessoas em todo o mundo. Você e eu não sabemos o que vem amanhã. Porque somos vulneráveis, não somos autossuficientes, somos absolutamente dependentes de Deus. O que é curioso é que nós temos no mundo um grande tripé que sustenta a esperança humana. O primeiro deles é o poder econômico. O homem confia às vezes no dinheiro que tem, achando que o fato dele ter dinheiro vai resolver o seu problema. Vai atendê-lo na hora da sua necessidade. Vai socorrê-lo na hora da sua aflição. Há poucos dias, li um relato dramático da filha de um dos homens mais ricos da nossa geração que morreu contaminado por esse vírus. E ela dizia que o que foi curioso é que seu pai que tinha tanto dinheiro, morreu por aquilo que é gratuito para todo o mundo. A falta do ar para respirar. O dinheiro não tem a solução. Imediata e eficaz para os grandes dramas da vida. O segundo tripé é a ciência. Alguns acham que a ciência é a verdadeira luz que vindo ao mundo vai iluminar todos os homens. Alguns acreditam que a ciência é o grande alicerce que vai dar fundamentação à humanidade. E a ciência com todo o seu avanço, com todas as suas conquistas, com todas as suas descobertas, e com todos os benefícios que trouxeram e hão de trazer à humanidade, não puderam resolver de pronto e eficazmente a grande crise que assola o mundo. O terceiro tripé, é o poder político. As grandes nações, as ricas nações, as poderosas nações, com os seus comandantes, presidentes, ministros, reis, que governam com tanta força, com tanto poder, com tanto militarismo, com tantas armas bélicas, com tanto poder de decisão e de ação, também não puderam resolver este problema que assola a humanidade. Sabem por quê? Porque o homem é vulnerável, dependente e não autossuficiente. É por isso que esse texto de Provérbios 27:1, e o texto de Tiago 4:13 a 17, é tão oportuno para nossa reflexão nessa conjuntura. E eu gostaria que você começasse a observar comigo que nós corremos à luz do que o texto diz de Tiago, e eu peço que você esteja com texto aberto em Tiago. Quando ele trabalha no verso 16, o problema da jactância, e o problema da, das arrogantes pretensões. Nós erramos contra isso. E erramos em dois aspectos. No falso entendimento de quem somos nós, e no falso entendimento das nossas ambições. Porque às vezes julgamos que a vida está em nossas mãos e que o tempo está a nosso favor. Achamos que nós estamos no controle. Nós vivemos numa geração humanista. Nós vivemos numa geração que põe o homem no centro. Que idolatra o homem. Esta é o antropocis, antropocentrismo idolátrico. Onde o homem se vê no centro do universo e tudo em gira em torno dele, por ele e para ele, e ele é o grande supremo comandante. E basta o arauto de um vírus que você não pode ver a olho nu para botar todos esses valores por água abaixo.
[9:45]Nós temos tantas vezes a presunção de fazer planos. Sem incluir o propósito e a vontade de Deus nesses planos. Eu quero lhe dizer que não é pecado, não é errado, aliás, é necessário fazer planos. Não é disso que Tiago está dizendo. O que Tiago está aqui denunciando e nós precisamos refletir sobre isso nessa hora, não é fazer planos. É fazer planos sem incluir a permissão de Deus ou a vontade de Deus nesses planos. É achar que você é o timoneiro da sua alma, que você é capitão das suas decisões, que você é quem tem as rédeas nas mãos. Que você faz, que você viaja, que você compra, que você vende, que você tem lucros, que você vai e permanece tanto tempo aqui, ali, acolá, de acordo com o seu querer e com a sua vontade. Pois a sua vida e o seu tempo não estão nas suas mãos, estão nas mãos de Deus. Então, veja comigo que nós podemos ter uma, à luz do versículo 16, uma pretensão em três áreas. A pretensão do tempo. Hoje, ou amanhã. Veja comigo, versículo 13, hoje ou amanhã. Esse é o, é a pretensão do tempo. Tanto hoje, quanto amanhã, é a pessoa pensa que tá na mão dele. Amanhã eu vou, vou fazer isso. Amanhã eu vou viajar. Amanhã eu vou comprar. Amanhã eu vou vender. Amanhã eu vou ter lucro. Calma. Põe a Deus nisso. Porque você nem sabe se estará vivo amanhã. A sua vida não lhe pertence. Você não administra o seu futuro. Segundo, pretensão com respeito às escolhas. Iremos, passaremos. Essa é a questão da decisão. Eu vou fazer essa escolha. É o que o texto diz, nós iremos para a cidade tal. E nós passaremos lá um ano. Nós temos um plano, nós temos um projeto. Nós temos todo um estudo de caso onde nós vamos fazer conforme o nosso querer, conforme a nossa vontade. Porque nós tomamos decisões e realizamos as nossas ações e somos soberanos nisso. Essa é a vã pretensão, pretensão que Tiago chama a de pretensão arrogante. E ele chama de jactância maligna. Porque exclui Deus. Exclui Deus. Mas também, as pretensões, elas podem tocar na área das habilidades. Veja você, no versículo 13 ainda, diz que nós negociaremos e nós teremos lucros. É o homem que toma decisão, é o homem que acha que vai acontecer, vai fazer, vai ter resultado, vai ter lucro, porque ele que planejou isso. E veja você que o arauto chamado COVID-19 é suficientemente forte para colocar todas essas arrogantes pretensões e jactâncias malignas ao chão. E tirar toda essa altivez do homem, esvaziar sua bola e mostrar para ele que ele é vulnerável, dependente e não autossuficiente. Pois bem. Como nós podemos nos proteger dessas vãs pretensões, dessas arrogantes pretensões ou presunção. Primeiramente, eu acho que nós precisamos reconhecer e ter consciência da nossa ignorância. Olha o versículo 14 comigo. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Ponto. Ponto. Com todo o nosso saber, com todos os nossos prognósticos, com toda a nossa provisão de tempo, com todos os nossos estudos, com toda a nossa ciência, com toda a nossa perícia, o texto é categórico, vós não sabeis o que sucederá amanhã. Fomos pegos de surpresa. Fomos apanhados nessa rede da ignorância.
[14:59]E o mundo está em pânico. E as nações estão completamente aturdidas. Por quê? Porque nós temos que admitir a nossa limitação do saber com respeito ao futuro. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Segundo lugar, ter consciência da nossa fragilidade. Olha comigo o versículo 14. Que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por um instante e logo logo se dissipa. Note você a fragilidade da vida, a vulnerabilidade da vida. Morre o idoso, morre o adulto, morre o jovem, morre a criança. Morre o rico, morre o pobre. Morre o doutor, morre o analfabeto. Mora o homem que mora no palácio, morre o homem que mora na palafita. Mora o homem piedoso, morre o homem ateu. A morte é democrática e ela chega a todos. Ela é o sinal de igualdade na equação da vida, ela chega a todos. Porque, porque não importa a saúde que você tem, não importa o dinheiro que você tem, não importa o conhecimento que você tem, não importa o lugar que você mora, não importa o cargo que você ocupa, você e eu somos frágeis e vulneráveis.
[16:51]Mas ainda, terceiro lugar, como nos proteger desta presunção. Primeiro, saber da nossa ignorância. Segundo, saber da nossa fragilidade. Terceiro, saber da nossa total dependência de Deus. Olha o versículo 15 comigo. Em vez disso, deveríeis dizer: Se o Senhor quiser, nós viveremos. Como também faremos isso ou aquilo. Então, deixa eu, eu lhe dar um conselho. Não é clichê. Não é clichê. Não é jargão religioso. Nós, se não temos este hábito, santo, bíblico, correto, devimos começar a ter. Usar esta expressão: Se Deus quiser ou se Deus permitir, eu irei, eu pregarei, eu viajarei, eu negociarei, eu passarei tanto tempo na cidade tal. Eu terei lucros, eu casarei, eu trabalharei, se Deus quiser. Se Deus permitir. Nessa conjuntura social onde o nome de Deus tem sido banido da imprensa, tantas vezes, da mídia, tantas vezes, das cortes, tantas vezes, do Parlamento, tantas vezes, dos palácios, tantas vezes, das universidades, tantas vezes, das escolas, tantas vezes, do teatro, tantas vezes, da literatura, tantas vezes, é necessário reinserir a realidade de Deus, porque nós somos dependentes. Se ele não quiser, não viveremos. Se ele não quiser, não faremos. Se ele não quiser, não viajaremos. Se ele não quiser, não teremos trabalho. Se ele não quiser, não teremos lucros. É dele que vem o nosso sustento, é dele que vem totalmente o nosso, o nosso, a nossa proteção e cuidado para viver, para fazer e para acontecer. Se ele não quiser, nada disso vai acontecer.
[19:21]Veja você, no versículo 16, ele mostra a necessidade de compreendermos que o nosso destino não está em nossas mãos. Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Quando você faz um plano e não inclui a permissão de Deus ou a vontade de Deus nesses planos, Deus chama isso de jactância. E uma jactância arrogante. É de você achar que você está no controle, você tem o poder, você tem a força, você tem o domínio. Isso é jactância e arrogância demoníaca. Isso é excluir Deus da sua pauta, da sua agenda, da sua vida, da sua família, das suas decisões. Isso é contrário ao cristianismo. Mas veja você que no versículo 17, ele estabelece algo interessante: Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando.
[20:41]Diante da vulnerabilidade da vida, diante da brevidade da vida, porque a Bíblia compara aqui a nossa vida a de uma maneira interessantíssima, como neblina. E você às vezes está andando por uma estrada e tem uma neblina, de manhãzinha, daqui a pouquinho o sol brota, e a luz do sol chega, e o calor chega, e a neblina se dissipa, e ela vai embora. A Bíblia compara a nossa vida como um corredor veloz, como a agulha de um tecelão, ou como um breve pensamento. Ou como uma flor que viceja, floresce, depois murcha e seca. A Bíblia compara a nossa vida como um corredor veloz. Então, diante desse fato de que você e eu somos vulneráveis, diante desse fato que você e eu não temos capacidade de tomar decisões e levá-las a cabo por nós mesmos, nós deveríamos viver a vida com mais antenas ligadas a quem tá perto de nós. Se alguém chegar precisando de socorro, de ajuda, de uma mão estendida, não deixa para depois. Mesmo sabendo que você deve fazer o bem, não deixa para amanhã. Então, o que o texto está dizendo o seguinte: Aproveite as oportunidades, viva cada dia. Todo dia viva na dependência de Deus. Todo dia é dia de fazer o bem. Todo dia é dia de investir no próximo. Todo dia é dia de investir no reino. Todo dia é dia de você pensar além de você mesmo, também no outro. Porque essas pessoas que estão com essas vãs pretensões e arrogantes pretensões, elas estão pensando nelas. Eu faço, eu viajo, eu passo tanto tempo, eu vou ter lucros, eu vou comprar. O eu, o eu, o eu sempre no centro, e ele fazendo para ele, e ele trabalhando para ele, e ele tendo lucro para ele, e ele deixando as oportunidades passarem de fazer o bem. Você, com esta crise, está aprendendo algumas lições tão importantes. Primeiro, você e eu precisamos de muito menos para viver. Muito menos do que você imagina. Você pode aprender a viver uma vida mais modesta, para ter mais condições de socorrer o necessitado da sua porta. De você não deixar de fazer o bem, porque tudo que Deus bota na sua mão, não é apenas para você comer todas as sementes, você precisa semear também essas outras sementes, lançar o seu pão sobre as águas. E na medida que você vai fazendo o bem, Deus vai multiplicando a sua sementeira, para que mais outras pessoas possam ser alcançadas. Então eu quero concluir.
[23:48]E ao concluir, eu quero dizer a você duas coisas. Primeiro, o perigo que é desobedecer a vontade de Deus quando você já a conhece. Esse é o alerta do último versículo. Versículo 17. Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando. A omissão é um grave pecado. Ele não está falando de alguém que desconhece a vontade de Deus. Está falando para alguém que conhece a vontade de Deus. E mesmo conhecendo-a, não obedece. Mesmo sabendo que precisa fazer o bem, porque fazer o bem é a expressa vontade de Deus, ele deixa de fazer o bem e nisso, nessa omissão criminosa, ele está pecando. Segundo ponto, preste atenção comigo. É a obediência à vontade de Deus, o versículo 15. No verso 15 diz: Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, nós não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Se Deus quiser, nós passaremos por essa crise. Se Deus quiser, o Brasil se recupera economicamente. Se Deus quiser, os nossos empresários não vão quebrar e vão se recuperar. Se Deus quiser, os nossos empregados vão continuar trabalhando e botando pão sobre a sua mesa. Se Deus quiser, Deus há de proteger você e a sua família. Se Deus quiser, as nações vão ser poupadas desta grande pandemia e dessa grande calamidade. Se Deus quiser, se Deus quiser, nós viveremos. Se Deus quiser, a igreja vai ser mais viva. Se Deus quiser, a igreja vai ser mais quebrantada. Se Deus quiser, um grande avivamento vai varrer a igreja evangélica brasileira e mundo afora. Se Deus quiser, tempos novos onde vir da parte de Deus, tempo de refrigério, para a glória do seu nome. Se Deus quiser, Deus está no trono e nós somos totalmente dependentes dele. Que Deus abençoe o seu coração.



