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REGULAÇÃO NERVOSA CARDIOVASCULAR - SISTEMA CARDIOVASCULAR 10

Facilitando a Medicina

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[0:06]Eu sou Cleberson da Veck e a gente vai para mais uma aula do sistema cardiovascular.
[0:06]Hoje a gente vai dar mais um passo, o que se refere a regulação desse sistema circulatório.
[0:06]Nos vídeos passados já falamos da regulação local, da regulação humoral, e hoje vamos partir para a regulação nervosa.
[0:06]E para ficar mais didático, vamos dividir essa parte de regulação nervosa em duas, para a gente poder entender legal.
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[0:06]E aí, pessoal do Facilitando Medicina? Eu sou Cleberson da Veck e a gente vai para mais uma aula do sistema cardiovascular. Se você gostou, já vai deixando o seu joinha e se inscreva aí no canal. Hoje a gente vai dar mais um passo, o que se refere a regulação desse sistema circulatório. Nos vídeos passados já falamos da regulação local, da regulação humoral, e hoje vamos partir para a regulação nervosa. E para ficar mais didático, vamos dividir essa parte de regulação nervosa em duas, para a gente poder entender legal. O sistema de regulação local e humoral, eles têm total influência sobre o fluxo sanguíneo. Já o que se refere à regulação nervosa, ela vai estar totalmente ligada à regulação ou controle da pressão arterial. O sistema nervoso autônomo vai estar totalmente direcionado nesse controle nervoso. E como já citamos nas aulas lá do sistema nervoso, o sistema nervoso autônomo, ele é dividido em parassimpático e simpático. O parassimpático vai estar relacionado às alterações cardiovasculares.

[1:29]Já a parte do sistema simpático vai estar enervando vasos de todo o corpo, com exceção dos capilares e das metartériolas. E qual vai ser as alterações dessas ações do sistema nervoso autônomo, ou dessa regulação? Geralmente isso vai promover a vasoconstrição. A nível da microcirculação, essas alterações vai diminuir, ou seja, vai diminuir o lumen dos vasos, como as arteríolas. Isso vai aumentar a resistência vascular e, consequentemente, aumentar a pressão arterial. Já em relação à macrocirculação, os grandes vasos, como as veias, isso vai diminuir também o lumen desses vasos, vai ocorrer a vasoconstrição, e obviamente, vai aumentar o retorno venoso. Se existe um maior retorno venoso ao coração, ou seja, mais sangue chega ao coração, obviamente, mais trabalho ele vai receber, e isso vai levar a um maior débito cardíaco. E agora chegamos à parte principal, que é o centro vasomotor. Ele quem é encontrado no bulbo e vai ser o centro de comando, se assim a gente pode dizer, da regulação nervosa. E ela vai possuir algumas áreas, como a área sensitiva, a área vasoconstritora e a vaso dilatadora. São três áreas, é bem fácil, espero que você entenda. A primeira área é a área sensitiva. Ela que vai receber informações dos vasos e vão repassar para as outras áreas. A outra área que podemos citar é a área vasoconstritora. Ela que vai efetivar o serviço. Ela possui neurônios que inervam os vasos e vão promover essa vasoconstrição. Então, se maior é o estímulo dessa área vasoconstritora, maior vai ser a contração desses vasos. E aí vem para regular essa vasoconstrição, a área vasodilatadora. Ela que vem como recompensa para evitar os excessos da área anterior que citamos, a área vasoconstritora. A área vasodilatadora, ela vem para dar um equilíbrio. Fala assim: 'Área vasoconstritora, dá um espacinho aí que está em excesso'. Então, ela vem para equilibrar o sistema. Também podemos dizer que a regulação nervosa pode ser de atuação rápida. Tem uma atuação aguda sobre a pressão arterial. Isso geralmente ocorre em um acidente, uma hemorragia. E o que vai ocorrer? Na microcirculação, como citamos nas arteríolas, vai diminuir o lumen desses vasos, promove a vasoconstrição. E também lá nos, na macrocirculação, como as veias, também vai diminuir o tamanho ou o diâmetro desses vasos e vai promover a vasoconstrição. Aí raciocina um pouco comigo. Se eu diminuo a quantidade de líquido em uma superfície, para continuar tendo a mesma pressão, eu preciso diminuir a área. Trazendo para o nosso estudo, para ficar mais claro. Se no nosso corpo, por exemplo, nos vasos, eu tenho perda de sangue. Para não ter tanta diferença na pressão, eu preciso diminuir o tamanho dos vasos para recompensar essa perda de sangue. E por isso, ocorre essa vasoconstrição, como recompensa, para dar como uma homeostase, ou uma regulação, ou um equilíbrio, para que não seja totalmente prejudicado. Porém, se isso não resolve, o corpo, obviamente, entra em alerta e começa a favorecer o fluxo sanguíneo em órgãos vitais, como o cérebro, o próprio coração e os pulmões e outros órgãos mais vitais ou principais, se assim a gente pode dizer. Existem casos que essa hemorragia pode ser tão letal, que ocorre a isquemia cerebral. Os vasos periféricos chegam a ser totalmente obstruídos, para que o sangue, o sangue existente no corpo, seja totalmente direcionado para o cérebro. Porém, existem casos onde o, o sangue já não é tão presente. Ocorre tanta perda de sangue que leva ao choque hipovolêmico, onde o coração já não consegue fazer a sua função e ocorre a falência.

[7:08]Relembrando, o que citamos do da parte da isquemia cerebral. Isso ocorre geralmente quando a pressão é menor de 50 milímetros de mercúrio. É muito baixo. E a questão do choque hipovolêmico, que citamos que o coração já não exerce sua função, geralmente isso ocorre em pacientes ou pessoas politraumatizadas. Outra parte da regulação ou controle, podemos citar a reação de Cushing. Ela que ocorre, geralmente, quando a pressão do líquido espinal na caixa craniana aumenta. E esse aumento da pressão desse líquido da caixa craniana vai promover uma obstrução dos vasos. Essa pressão endrocraniana, do líquido espinal, vai se igualar à pressão arterial e obstrui os vasos, já não flui sangue, ou não tem fluxo sanguíneo nessa área. Dessa forma, entra em ação a região vasomotor para recompensar o que está acontecendo. Já a região vasomotor vai aumentar a pressão arterial. Dessa forma, existe a pressão dos vasos que vai de dentro para fora e isso facilita com que o retorno arterial volte a ocorrer em normalidade. Então, pessoal, com isso a gente termina essa parte inicial da regulação nervosa. No próximo vídeo vamos falar dos baroceptores, dos quimioceptores e a função dos rins nessa regulação. Valeu!

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