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Parnasianismo Brasil [Prof. Noslen]

Professor Noslen

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[0:33]Muito bem, pessoal, chegamos de novo para mais uma aula, e essa aula vai ser sensacional, aula de Parnasianismo.
[0:33]Parnasianismo no Brasil, nós já falamos lá de Portugal e agora vamos falar do Brasil.
[0:33]Bom, primeiro, o Parnasianismo iniciou no Brasil com a obra chamada Fanfarras, de Teófilo Dias, em 1882.
[0:33]1882, Teófilo Dias, com a obra Fanfarras, deu início ao Parnasianismo no Brasil.
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[0:00]Fala, pessoas, tudo certo com vocês? Cheguei de novo, feliz e contente para mais uma aula de literatura. E agora, agora vem Parnasianismo no Brasil. O que que rolou no Brasil durante o Parnasianismo? É agora a hora.

[0:33]Muito bem, pessoal, chegamos de novo para mais uma aula, e essa aula vai ser sensacional, aula de Parnasianismo. Parnasianismo no Brasil, nós já falamos lá de Portugal e agora vamos falar do Brasil. Pois bem, primeira coisa que a gente precisa pensar aqui. Quando eu falo de Parnasianismo, eu estou falando de literatura. Estou falando de um processo que é mais na ordem da poesia, beleza? Nós já vimos isso lá no Parnasianismo em Portugal, falei isso para vocês. O que que rolou aqui no Brasil em relação ao Parnasianismo? Bom, primeiro, o Parnasianismo iniciou no Brasil com a obra chamada Fanfarras, de Teófilo Dias, em 1882. 1882, Teófilo Dias, com a obra Fanfarras, deu início ao Parnasianismo no Brasil. Lembrando sempre que as escolas literárias acontecem no Brasil sempre na sequência de Portugal, porque eles pegam a ideia da Europa e trazem para o Brasil. E aí, obviamente, tem as características próprias daqui, mas com base na característica da escola literária que rola na Europa. Muito bem. Chegando aqui, qual que é a ideia dos escritores parnasianos? Eles buscavam um sentido para a existência humana. E aí, por meio do que? Da perfeição estética. O grande lance do Parnasiano é a perfeição estética, certo? Essa perfeição estética, ela vai trazer, então, dentro da escrita do Parnasiano, uma preocupação com a estética da poesia, com a forma de escrita. Não tanto com o conteúdo. Por isso, é dito a arte pela arte. É por isso que o Parnasianismo é conhecido pela arte pela arte. A preocupação com a estética, com a beleza, com aquilo que é voltado para a poesia, a construção da poesia e não, no caso aí, ah, preocupado com o conteúdo que está se trazendo, beleza? Então, Parnasianismo é a arte pela arte, preocupação com a poesia nesse sentido. As principais características Parnasianas são quais? Vamos lá. Primeiro, essa arte pela arte, preocupação com a estética, com a beleza, também, o objetivismo e o universalismo, certo? Dentro da poesia, na maneira de trabalhar essa poesia, o cientificismo e o positivismo faz parte do Parnasianismo. São os pensamentos científicos da época, certo? A o pensamento filosófico da época que vai impactar na maneira de escrever no Parnasiano. Os temas são baseados na realidade, isso é importantíssimo, certo? Ou seja, objetos, paisagens, elementos, eh, fatos históricos, mitologia grega e cultura clássica, tudo isso vai ter dentro do Parnasianismo no Brasil. A busca pela perfeição, então, a métrica perfeita, o soneto perfeito, as rimas perfeitas. Tudo isso faz parte do Parnasiano, beleza? Tudo isso é característica própria do Parnasianismo. Também tem a sacralidade e o culto à forma. Então, tem um pouco de religiosidade, elementos religiosos no meio, isso é importante de lembrar. A preocupação com a estética, metrificação, versificação, muito certinha, muito organizada. A utilização de rimas ricas e palavras raras, isso é importante também, dentro aí, da estrutura da poesia. A preferência por estruturas fixas, no caso, o soneto, como eu já falei para vocês, e a descrição visual bem detalhada. E aí, você vai entender que a poesia parnasiana, quando você lê, ela é tão detalhada, tão descritiva, que você consegue desenhar aquilo que está sendo retratado na poesia. Então, por exemplo, tem lá o vaso chinês. Se você pegar a poesia do vaso chinês, você consegue desenhar aquele vaso chinês, de tanta riqueza de detalhes que tem na poesia. Você consegue construir o vaso chinês, beleza? Tranquilaço, isso? Show de bola, né? Nossa, que legal esse professor. Então, quer dizer que eu posso construir um, um desenho a partir da poesia? Sim. Tanto que eu fazia isso em sala de aula com os meus alunos de primeiro ano do Ensino Médio, do segundo ano do Ensino Médio. Eu trazia uma poesia Parnasiana para eles e eles tinham que desenhar aquilo, e era muito legal porque saiu muitas coisas desenhadinhas ali, muitas imagens formadas, de tão detalhado que é a poesia parnasiana. Beleza? Muito legal. Dentro disso, quais são os principais autores do Parnasianismo? Os principais autores são chamados de A tríade Parnasiana. São três, né? Tríade, três, três, três, muito bem. Tríade Parnasiana, são três. Quem são eles? Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia. Esses são os três principais poetas Parnasianos. E aí, é a tríade Parnasiana. Então, se você ver na prova lá, tríade Parnasiana, eu estou falando de quem? Estou falando do Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, beleza? Esses três aí. Muito bem, falando um pouquinho de cada um, rapidamente, para você ter uma noção geral. Quando eu falo do Alberto de Oliveira, ele é considerado um mestre da estética, certo? Lá de 1857, 1937, foi o tempo que ele viveu aí, certo? E também ficou conhecido como o mais perfeito dos poetas Parnasianos. Ele era o mais perfeito de todos. É, destacava em seus poemas a perfeição formal, bem como a métrica rígida e a linguagem esmerada, bem, bem certinha. E, obviamente, né, é enquadrado no Parnasianismo aí, a partir do segundo livro, que é Meridianais, beleza? É o seu segundo livro aí. Show de bola, maravilha. Esse é o Alberto de Oliveira. O Raimundo Correia, é de 1859 a 1911, ele viveu aí. É enquadrado na escola do Parnasianismo, a partir do livro Sinfonias, certo? Antes disso, ele atuava mais como um romântico aí, com influência muito do Castro Alves e Gonçalves Dias, beleza? Esse é o Raimundo Correia. É, ah, os seus temas preferidos aí, dentro do Raimundo Correia, são perfeição formal dos objetos, né? Cultura clássica, aquela coisa toda. O uso diversos impressionistas para cantar a natureza, e aí como marca ainda, a poesia de meditação, beleza? E também tem pessimismo e desilusão, são características próprias do Raimundo. Tranquilo? Bem de boa. Sossega. E eu tenho daí também o Olavo Bilac para finalizar a tríade Parnasiana aí, desses grandes poetas Parnasianos do Brasil, certo? O Olavo Bilac, que viveu de 1865 a 1918, certo? Teve sua carreira inteiramente dentro do Parnasianismo, ele é inteiramente Parnasiano. É, usava uma linguagem bem elaborada, com inversões de estrutura gramatical, certo? Que é o hipérbato, né? Colocar o sujeito depois do verbo, aquela coisa toda, isso também faz parte aí da escrita do Olavo Bilac, certo? Eu tenho a busca pela perfeição métrica, como todos os outros. E a produção literária dele está na obra Panóplias, certo? Via Láctea também, Sarças de Fogo, Alma Inquieta, As Viagens e Tarde, beleza? Esse é o Olavo Bilac. Então, veja que esses três caras constrói todo esse Parnasiano dentro do Brasil, certo? Esses são os caras que fazem com que o Parnasianismo aconteça de verdade aqui dentro. E eu posso falar mais um pouquinho ainda em relação ao Parnasianismo. Se eu pegar e tirar, é, elementos próprios da produção parnasiana, eu vou fazer até já um, um pequeno adendo, já, quase entrando no Simbolismo, que é a próxima escola literária. Quando eu falo do Parnasiano, você tem que pensar o seguinte, o Parnasiano trabalha uma poesia descritiva, chamada de arte pela arte, ele tem uma coisa alienada, ou seja, associal, fora da sociedade, não se preocupa com temas voltados para a sociedade. Ele se preocupa com a estética, com a beleza. É uma arte artificial, porque ela é pensada, ela é construída nos mínimos detalhes. Além disso, não há religiosidade, certo? Retrato belo artístico e é fruto do racionalismo da época. Então, ele é tão racional que ele trabalha com elementos, com objetos, com coisas, certo? É de origem clássica, por isso que tem lá um retorno, uma retomada das coisas greco-romanas, beleza? É, objetiva, desenvolvida na poesia, certo? E o seu momento histórico que ele está vivendo aí, é um processo industrial e científico. Por isso que aparece também os pensamentos científicos dentro disso. A gente vai ver que depois a gente vai fazer um quadrinho desse também lá no Simbolismo, para vocês entenderem um pouquinho o paralelo entre os dois. Mas é só para você já começar a pensar no Simbolismo, que é um outro processo. Professor, eu queria saber mais, eu achei muito legal o Parnasianismo. Não esquece, passa lá em www.professornoslen.com.br, beleza? Lá tem tudo aprofundadinho para você também de literatura. Bom, mas é óbvio que a nossa aula não acaba, não acaba assim, de uma hora para outra, acabou a aula. Não, tem muita coisa. Que muita coisa que tem? Tem nossa paródia. É, tem nossa música do Parnasianismo, obviamente, a música vem junto com o meu amigo Joãozinho, do Literabr, que é a hora de, daquele momento mais relax, que a gente pega tudo o que eu falei para vocês aqui, e condensa no conteúdo da canção, para você ficar aí com tudo na cabecinha, bem guardadinho, bem de boa, beleza? É, muito bem. Muito bem, então, está na hora. Joãozinho, vem para cá e solta o som. João, quer falar da música? Não. Let's play rock and roll. É o Parnasianismo, que prega a arte pela arte, em poemas descritivos, ignorando a realidade. E se o que importa é perfeição? É Parnasianismo, então! E se o que importa é perfeição? É Parnasianismo, então! E tem Alberto de Oliveira, e tem o Raimundo Correia, mas o maior desses estetas chamado o Príncipe dos Poetas, e autor de Profissão de Fé É Olavo Bilac, yeah! Autor de Profissão de Fé É Olavo Bilac, yeah! Entra no quarto, fica quietinho, faz um poema bem bonitinho, usa soneto metrificado, verso perfeito, bem martelado. Pode até ser sobre um vaso. O Parnasianismo é assim.

[10:47]É o Parnasianismo, que prega a arte pela arte, em poemas descritivos, ignorando a realidade. E se o que importa é perfeição? É Parnasianismo, então! E se o que importa é perfeição? É Parnasianismo, então! E se o que importa é perfeição? É Parnasianismo, então! E se o que importa é perfeição? É Parnasianismo, então!

[11:22]E aí, está curtindo mesmo? Então, vai lá no canal Literabr. Obviamente, passa na nossa plataforma, professornoslen.com.br. Também tem aqui, olha só, vale lembrar vocês de uma coisa muito legal: tem Spotify dessas músicas. É, Literabr Spotify também tem, é, que coisa louca. Também tem @professornoslen no Instagram, @literabr no Instagram. E, obviamente, ah, tem você aqui para fazer parte da família do Olavo. Tamos juntos. Espero que vocês tenham gostado dessa aula de literatura, com as paródias do João junto aqui, com o Professor Gabriel junto. Tamos juntos, misturado. Não esquece de clicar no negocinho, clica na aula anterior. Tamos juntos, um abraço. Até a próxima, fui!

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