[0:30]Queremos acolher a todos que estão se conectando aqui conosco, eu estou vendo o nosso, nosso palestrante, nosso assessor já está aqui conosco, Padre Luciano Massulo, seja bem-vindo em nosso meio online, queremos dar as boas-vindas a toda a nossa comunidade acadêmica aqui da PUC do Rio Grande do Sul, a comunidade externa que estão se conectando aqui conosco. Eu sou o Malone Rodrigues, sou o líder do projeto de meditação aqui lá da universidade. E para nós é uma grande alegria, é, fechar esse ciclo de palestras de roda de conversa e meditação com um grande amigo. Então, antes de passar a palavra para o Padre Luciano, eu vou apresentá-lo, ele é presbítero da arquidiocese de Porto Alegre, pároco da paróquia São Pedro, possui graduação em filosofia e teologia pela PUC do Rio Grande do Sul, é mestre em liturgia pelo Instituto de liturgia de Barcelona, professor de liturgia da Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana, é o padre referencial do setor de liturgia do Rio Grande do Sul, do Regional Sul 3 da CNBB, e é autor dos livros Sacramentos, Teologia e liturgia e pastoral e também do livro Introdução à liturgia. Padre Luciano, bem-vindo entre nós, é, e a palavra está com o senhor. A gente pede que as pessoas, que todos os que estão conectados, deixem seus microfones desligados. É, ao final vocês vão poder fazer perguntas, vocês podem mandar pelo chat, que a gente vai organizando. Agora sim, Padre. Muito bem, boa tarde, Malone. Boa tarde, pessoal. Sejam todos bem-vindos. Fico muito honrado com a presença de todos vocês aqui para me darem atenção nessa tarde, nós tratarmos de mais um tema aí dentro da dinâmica da meditação, né? É, compartilha-se em primeiro lugar, como é bonito a gente ouvir o currículo, né? Quando alguém apresenta o currículo, nosso, ele soa tão bonito, né? Às vezes você dá por conta aí de algumas coisas que vai acumulando ao longo da vida, né? Muito obrigado, Malone. Lembrei de algumas coisas. Muito bom. Pessoal, a proposta aqui é nós conversarmos sobre a relação de, é, meditação e oração, oração cristã, né? Então, começo assim dizendo que eu não quero dar uma aula, não é esse o objetivo, nós não estamos aqui por uma, por um estudo do tema, mas apenas provocar, provocar algumas reflexões, algumas ideias para que a gente possa também interagir e pensar um pouquinho sobre a nossa prática de meditação, sobre a nossa prática de oração e como as coisas se relacionam, se interligam entre si, tá bem? Então também se alguém precisar, né, eh, perguntar alguma coisa, me interromper, não tem problema. Vocês se bem à vontades aí, só abrir o microfone, falar, que eu paro a apresentação e colocamos toda a atenção naquele que quiser fazer, eh, alguma pergunta, alguma contribuição, enfim, discordar de algo que eu esteja dizendo, tá bom? Padre, perdão, Padre, só um, um aviso que eu, que eu me chamaram aqui atenção. Aqueles que fizeram a sua inscrição pelo sistema da PUC, vocês podem, eh, vão receber um certificado. É, durante a palestra do padre, eu vou colocar ali no bate-papo um link para que vocês possam fazer o check-in para receber o certificado. Eu acabei não sinalizando no início. Desculpa, Padre. Eu vou tentar compartilhar a tela aqui que eu quero. Vamos ver se eu consigo, né? Sempre é um desafio esses programinhas aqui. Vamos ver se agora vai dar certo. Espera aí.
[4:33]Vamos rezar juntos para que dê certo, compartilhar aqui.
[4:43]Deu certo, né? Deu certo. Ótimo. Agora vamos ver se eu consigo passar adiante ele.
[4:52]Deu sim. Muito bem, pessoal. Então, meditação e oração cristã, né? Relação entre ambas. É, eu gostaria de começar essa nossa conversa, esse nosso diálogo, fazendo uma pergunta. Depois de toda essa vivência que vocês tiveram, né, sobre meditação, pergunto, será que é possível meditar sem rezar? Vamos pensar aí um pouquinho, é possível meditar sem rezar? Depois de tudo que nós ouvimos, tudo que foi compartilhado conosco aí ao longo desse tempo da prática de vocês também de meditação, será que é possível meditar sem rezar?
[5:48]O que é meditação? O que é meditação?
[6:03]A palavra meditar, né, ela surge, ela tem uma raiz latina, meditatium, que significa ponderar, né? Ponderar. O significado talvez mais comum do uso dessa palavra está ligado também ao latim, a palavra meditare.
[6:26]E meditar significa colocar no centro, voltar-se para o centro, pensar muito, refletir, ruminar, né?
[6:41]Então, atacando aqui a questão etimológica da palavra, né, meditação, eh, vem disso, né? Ponderar, colocar no centro, centralizar, focar, pensar bastante, mergulhar na reflexão, né? Ruminar. Esse é o significado então de meditação.
[7:05]O que é oração? Ora, oração do latim or, que significa, tem relação, né, com boca, com fala, e a gente acaba entendendo oração, sobretudo para nós cristãos, como comunicar ao sagrado, ou seja, orar é comunicar-se com o sagrado, com o divino.
[7:30]É, para nós, comunicar-se com Deus, né? Então a oração é a elevação da alma a Deus, Dom de Deus que vem ao nosso encontro. Na verdade, oração é uma relação pessoal e viva dos filhos no nosso caso, do cristianismo, né, com o pai, né?
[7:49]E se é a relação dos filhos com o pai, entra aqui também a pessoa de Jesus, ou seja, nós nos relacionarmos em Jesus com o pai, né? Então, oração elevação da alma a Deus.
[8:06]A segunda pergunta.
[8:12]É possível meditar sem rezar?
[8:19]Ora, pela definição etimológica da palavra meditar, aquilo que significa meditar, a gente pode dizer que parece ser perfeitamente possível meditar sem rezar. A gente até poderia dizer que um ateu, né, um ateu consegue perfeitamente centrar-se, ruminar, focar, né?
[8:44]Então é possível meditar, centrar, se, ruminar, focar, né, e aí, de fato, nós temos muitas práticas meditativas em nosso tempo que que abdicam completamente de qualquer noção do sagrado, né?
[9:05]É o meditar voltado para o próprio ser humano. Então, medita-se, centra-se em si mesmo. E muitas vezes com finalidades que, inclusive, nem são muito cristão, muito cristãs, né? Mas é possível, sim, é possível meditar sem rezar. Mas entro disso, eu lanço uma outra pergunta, que acho que para nós cristãos é fundamental. É possível rezar sem meditar? Ou seja, é possível a oração cristã verdadeira sem que haja verdadeira meditação? E vamos ficar aqui com os conceitos que nós vimos, né, do que é rezar e do que é meditar. Eu fui fazer aí uma busca, né, uma pesquisa a respeito disso, e me dei por conta de que se nós levamos em consideração aquilo que o catecismo da igreja diz, eh, parece que rezar sem meditar é impossível. Ou seja, é impossível elevar verdadeiramente a alma a Deus, sem que para isso a gente passe necessariamente por um processo de meditação. Nós só conseguimos dialogar, comunicar perfeitamente com Deus, quando nós somos capazes também de meditar a presença desse Deus. Quero insistir ainda no catecismo, né, ele fala aí de três formas de oração. Então a tradição da igreja vai falar que existem três formas, três modos de, de rezar. É o primeiro deles é um método vocal. Então nós rezamos, né, expressamos, falando a Deus aquilo que sentimos, aquilo que, que temos necessidade, nossas alegrias, nossas tristezas. O modo meditativo, eu volto nele depois, e o modo contemplativo, né, que é, então, observar, é, contemplar as maravilhas, aquilo que Deus coloca em nossa vida. É, isso são apenas maneiras de oração. O mais importante é o que vem agora. É o catecismo vai dizer que o traço comum entre esses três métodos de oração, e aqui é meditação, tá bastante relacionado com a ideia da reflexão ainda, né, o traço comum é o recolhimento do coração. E o que é que é este recolhimento do coração? O recolhimento do coração, na verdade, é meditação. Então, tanto faz, se a oração é vocal, se a oração é reflexiva, traduz-se aqui meditativa, ou se a oração é contemplativa, aquilo que de fato faz disso uma oração é a capacidade da meditação. Ou seja, a capacidade de centrar-se, não em si mesmo, mas centrar-se em Deus, centrar-se no sagrado. Portanto, a gente pode dizer a partir daqui que toda, toda a oração verdadeiramente cristã, ela é fruto da meditação. Nasce da meditação. Claro que a tradição cristã ocidental, ela define a meditação como reflexão orante da palavra, como centrar-se na palavra, na palavra de Deus.
[12:25]É, e nesta, neste centrar-se na palavra, ou seja, nessa reflexão a respeito da palavra de Deus, a tradição vai dizer que interagem então alguns, alguns aspectos da vida humana. O primeiro deles é a inteligência, ou seja, a meditação cristã, ela supõe que nós somos seres inteligentes, racionais. Então nós meditamos sobre aquilo que nós ouvimos, meditamos sobre aquilo que nós vemos, meditamos sobre aquilo que nós celebramos, meditamos sobre a realidade que está à nossa volta e meditamos porque somos capazes de pensar sobre. Então a inteligência, na meditação, como nós entendemos na tradição cristã, a inteligência não é abdicada, não, a inteligência é necessária para que haja verdadeira meditação. Depois, ainda, colocamos, né, dentro desse conjunto, a emoção.
[13:52]A emoção. Nós meditamos o que sentimos.
[13:58]E o nosso sentir, o nosso sentir humano não é sempre igual. Então, o meu estado, né, de ânimo, o meu sentimento interfere de forma direta na minha capacidade de rezar e meditar. E também o desejo, ou seja, o meu desejo dentro do meu processo de meditação, do fazer essa oração, né? Ele vai influir diretamente aquilo que eu quero, o que eu espero, no como eu rezo. Mas tem uma finalidade, qual é a finalidade da meditação na nossa prática cristã? A finalidade é o discipulado. Ou seja, a minha meditação, a minha oração, o meu diálogo para com o divino, né? A minha necessidade de entrar em comunicação com o sagrado, é para imitar uma pessoa, não uma ideia. É para imitar alguém, para seguir alguém. Este alguém é, é Jesus. Portanto, a meditação na nossa compreensão, ela não é um fim. Ela não tem um fim em si mesmo. A meditação é caminho, é meio. Eu medito, faço dela a minha forma de oração, é minha oração, a meditação verdadeira, para que eu possa chegar a alguém, que eu possa encontrar este alguém que é o Senhor. Na compreensão cristã, meditar é colocar-se em diálogo pessoal, íntimo e profundo com Deus. Então, percebam, né, pessoal, que existe aqui algumas diferenças, que a gente já começa a se dar por conta entre a meditação dentro da compreensão cristã e as práticas de meditação, sobretudo relacionadas aqui com o Oriente, né, com, não com o Oriente cristão, mas, enfim, com as práticas, muitas que nós conhecemos, né, do budismo, do hinduísmo, enfim, existe uma diferença, a diferença está naquilo que é o fim da minha meditação. Por isso que meditar é colocar-se em diálogo pessoal, íntimo e profundo com Deus. O próprio Antigo Testamento, o livro dos Salmos, né, vai dizer que feliz é o homem que tem o seu prazer na lei do Senhor, na sua vontade, medita de dia e de noite. Portanto, meditamos o que? Meditamos a palavra, meditamos aquilo que o Senhor quer nos dizer, aquilo que Deus quer nos revelar, né? Esse é o fruto da nossa meditação.
[16:27]O que é que nós temos aqui no Ocidente, quando nós pensamos em oração, quando nós pensamos mesmo em meditação, qual é a nossa prática? A nossa prática é muito falar e pouco escutar. Talvez muitos de nós fomos sido educados, eh, num método de oração em que temos que dizer muitas coisas, como se Deus precisasse ouvir tudo aquilo que nós, eh, temos dentro do nosso coração, né, como se Deus tivesse esquecido de nós. Lembro de um exemplo de um professor de teologia que dizia que muitas vezes a nossa imagem de Deus é que ele está sentado lá em cima no seu trono adormecido, e nós, então, pela prática da oração, pela insistência das palavras, temos que cutucar Deus para que ele acorde e nos atenda. E, de fato, no Ocidente nós nos habituamos a isso. Falamos muito, mas escutamos pouco, meditamos pouco. As celebrações, as orações, muitas vezes parece ter um fim, eh, no próprio homem. Nós esvaziamos nossas celebrações, né? Esvaziamos de sentido, elas não conectam, não religam, religião, religar o ser humano ao divino.
[17:43]Nós ficamos celebrando ideias, celebrando nós mesmos, rezando coisas do nosso dia a dia. E por isso, não conseguimos, não conseguimos, eh, nos esvaziarmos, né, de todas as nossas dificuldades, de todos os nossos problemas para ir ao encontro de Deus. Temos muito ruído em nossa oração e às vezes pouco silêncio, e a prática da meditação nos convida exatamente ao contrário, né? É preciso silenciar, tirar o ruído, voltar-se para Deus, ouvir Deus, deixar Deus falar, deixar Deus revelar, para que a gente possa, então, nos encontrarmos com ele e com nós mesmos também.
[18:29]Quando nós olhamos para a pessoa de Jesus, né, nós vemos o convite do Senhor constante à contemplação, né? Contemplação dos sentidos, sobretudo. Jesus em sua palavra vai dizer, olha, olhai os lírios do campo, olhai os pássaros do céu, escutai todos vós, e aí Jesus trazia a palavra, né? Portanto, Jesus é um, é um homem, né, Deus feito homem que é um grande exemplo de contemplação. Ele nos convida a olharmos para aquilo que Deus coloca, que Deus apresenta, que Deus cria, que Deus manifesta à nossa volta. E a gente pode dizer, então, que para nós cristãos, a meditação é fruto da contemplação dos sentidos.
[19:19]O que é que nós meditamos dentro da compreensão cristã? Contemplamos, meditamos aquilo que os sentidos contemplam. Meditamos a obra da criação, tudo aquilo que Deus fez, que está à nossa volta, as maravilhas, né, que Deus criou. Portanto, a criação é sempre um objeto de contemplação e por ser objeto de contemplação, a criação é fruto, é, é um, é um dos aspectos em que nós colocamos nossa meditação. Depois, ainda, nós contemplamos a palavra proclamada, nós ouvimos a palavra, e ao ouvir a palavra, sou convidado a meditar aquilo que escutei. Assim como medito o que vejo, medito também aquilo que escuto. E talvez de toda a prática cristã, é que mais interage em nossa vida é, de fato, a prática da meditação da palavra de Deus. Existem diversos métodos de oração que são integrais aí no nosso dia a dia, que contemplam essa dimensão da palavra. É preciso ouvir a palavra, ruminar a palavra, centrar-se na palavra, escutar a palavra, meditar a palavra. Mas sobretudo a partir do Concílio Vaticano II, a igreja no nosso tempo, o Papa Francisco tem nos convidado muito a isso, né? É preciso também contemplar e meditar os sinais dos tempos. Ou seja, aquilo que Deus diz em cada momento da nossa história. Não dá para imaginarmos que a nossa contemplação, a nossa meditação, deve ser apenas voltada para aquilo que já aconteceu, para aquilo que já foi criado, para aquilo que o Senhor já disse, mas é preciso voltar-se também para aquilo que a história está nos mostrando, que Deus está nos revelando neste momento. Claro que da meditação nasce nossa ação no mundo. Nós não podemos imaginar que vamos ficar apenas no contemplar, meditar. Isso tem que de alguma forma provocar a minha interação para com o mundo em que eu estou inserido. Portanto, por detrás, por detrás da prática da nossa meditação, tem que necessariamente estar um desejo de manifestar este amor que nós experimentamos de Deus, no mundo em que nós nos encontramos.
[21:48]Se nós nos voltamos de todo para a oração que é própria da igreja, aquilo que nós chamamos de liturgia, a gente percebe uma dinâmica pedagógica dentro do método de oração litúrgico. Primeiro nós ouvimos a palavra. Deus fala e a comunidade, a assembleia, a igreja, nós cristãos, escutamos a palavra. Depois nós vemos os sinais, né? Então a realidade simbólica que envolve nossa oração, nossa celebração, nós vemos, né, tantos elementos simbólicos dentro de um espaço sagrado. Nós ouvimos, né, ouvimos os cantos, ouvimos a palavra, nós cheiramos o incenso, nós tocamos quem está do nosso lado, nós beijamos o livro, beijamos a mesa, né? Enfim, todos os nossos sentidos interagem, né? Depois a liturgia nos convida a meditar, ou seja, uma vez que os sentidos se apropriaram daquilo que é revelado, então agora nós temos que meditar sobre aquilo que nós vemos e ouvimos. Depois somos convidados a responder em forma de preces, e por fim nós experimentamos. E aí vem a realidade sacramental, aquilo que na teologia a gente vai chamar de contemplação por excelência, daquilo que nós ouvimos, daquilo que nós meditamos, nós agora experimentamos esta presença de Deus em nossa vida. Isso aqui é próprio da nossa oração, na oração cristã, na oração da igreja, né? E aí, pessoal, nós vamos constatar que o silêncio, o silêncio não é um adendo, o silêncio não é um aspecto da nossa oração. A igreja vai insistir na sua tradição de que o silêncio é parte integrante da oração cristã. Não existe verdadeira oração cristã se não existir o escutar, o ouvir. E para isso é preciso silenciar, é preciso meditar. Se não há silêncio, se não há meditação, não há verdadeira oração cristã.
[24:02]A oração da igreja convida-nos a abster-se dos ruídos externos para permitir que Deus preencha o nosso interior. Então, é preciso sim, é, entrarmos, né, focarmos em nós mesmos, na presença de Deus diante de nós, tentar aqui, é, como que aliviar a mente, né, de tantas coisas que estão presentes no dia a dia, das nossas preocupações, para que a gente possa se voltar totalmente para Deus.
[24:33]Claro que sem verdadeiro silêncio interno não há silêncio externo. Então não adianta eu me colocar aqui num ambiente onde não há nenhuma presença de ruído, se interiormente, né, se interiormente eu estou ruidoso, ou seja, eu estou barulhento. Se eu não consigo silenciar dentro de mim. É preciso dizer que na oração cristã o menos, o menos sempre é mais. Então, quanto menos possibilidade de ruído nós temos à nossa volta, mais capacidade de concentração, de oração, de meditação nós temos. Quanto menos ruído externo, quanto menos ruído interno, quanto menos coisas me incomodando, mais capacidade de me centrar naquilo que é importante na oração, eu tenho. A gente pode dizer que a oração cristã nos convida a que tenhamos menos palavras e mais palavra, a palavra de Deus. Hoje, na nossa prática cristã, nós somos convidados a meditar em diversos momentos do dia, sobretudo os ministros religiosos. É, vários Salmos, vários textos da palavra de Deus. E a experiência humana nos mostra que quando nós nos voltamos para uma única frase, quem sabe, ainda uma única palavra, que seja Maranata, Vem, Senhor Jesus. E vamos repetindo essa palavra diversas vezes, um versículo bíblico diversas vezes, uma outra palavra bíblica diversas vezes. Quando nós fazemos às vezes um único refrão, a nossa oração, como, aliás, tem entrado muito ultimamente na liturgia cristã a ideia dos refrões meditativos, né? Aquilo que em outra tradição a gente chama de mantra. Quando nós repetimos uma mesma palavra diversas vezes, ruminando essa mesma palavra, vem, Senhor Jesus, vem, Senhor Jesus. Nós conseguimos, de fato, fazer desta palavra, uma única palavra, nossa oração. Menos distração, mais atenção. Menos ruído, mais silêncio. Menos agitação, mais concentração. Só conseguirá criar comunhão com Deus, comunicar, quem for capaz de mergulhar de forma profunda, meditar seu mistério, sua presença, sua criação, sua vontade.
[27:20]Não adianta nós imaginarmos que vamos criar comunhão com Deus, unicamente pela via da participação num sacramento, ou seja, eu vou lá, comungo, sou batizado, faço parte de uma vida sacramental, se eu não for capaz de mergulhar naquilo que o sacramento está me oferecendo, não existe comunhão. Não existe comunicação perfeita. E este mergulhar se dá pela prática da meditação. Cito aqui o Papa Francisco, e com isso também aos pouquinhos eu vou terminando aqui essa primeira parte. Papa Francisco dizia, é preciso descobrir o silêncio pacificador e regenerador da meditação da palavra, que conduzirá a uma meta rica de beleza, de esplendor e de alegria.
[28:23]Claro que para nós cristãos a meditação está focada em algo, no caso aqui o Papa Francisco traz a palavra. Meditar a palavra, meditar o evangelho, redescobrir o silêncio, a capacidade de meditar, para que a gente possa, de fato, mergulhar na beleza, na beleza e no esplendor e na alegria que é Deus. Qual é o perigo? Dois perigos aí que a igreja já apontou para a prática da meditação e que vale a pena a gente observar, né, para não cair nisto, né? Um deles é a pseudognose.
[29:00]Que considera o corpo, a matéria como algo ruim. Então, a meditação é uma forma de sairmos do corpo, sairmos da matéria, mergulharmos, assim, numa realidade totalmente transcendente, né? Porque tudo que tem aqui é ruim. Isso não faz parte da nossa tradição cristã. O que tem aqui não é ruim, o que tem aqui é bom, é obra de Deus. Talvez nós, seres humanos, tornamos um pouco este jardim que Deus criou ruim, mas o que Deus criou é bom. E Deus viu que tudo que ele fez era bom, diz a escritura. Então, a nossa meditação não procura fugir do mundo. O outro perigo, constante aí nas práticas de meditação, que nós somos convidados a observar, é o messalianismo. Que é fazer da meditação uma experiência puramente psicológica, né? Entrar em êxtase, ou seja, viver o momento de satisfação psíquico, onde nós nos abstemos aí de todas as preocupações, enfim, estamos agora completamente centrados, né? São dois perigos aí que a igreja já nos adverte, né? A meditação, como eu disse antes, ela deve levar para o amor, ou seja, para a caridade. Ela deve nos interpelar também, a nos preocuparmos com aquilo que são as realidades do mundo em que a gente vive e como a gente pode ajudar a transformar, transformar este mundo. Pessoal, uma preparação é de estudo, eu pensei em algumas conclusões que poderia servir aqui para o nosso diálogo, para a nossa forma de, eh, de pensar um pouquinho a respeito desta relação, né, de oração e meditação. Então, a primeira delas, né, acho que a necessidade de nós colocarmos a nossa oração cristã, ainda que seja a nossa celebração cristã, eh, de volta no seu lugar. Entender que oração, entender que celebração é diálogo. E diálogo supõe escuta e escuta precisa de silêncio. Portanto, é preciso silenciar, meditar a vontade de Deus em nossa vida quando rezamos. Oração não é apenas repetição de palavras, né? Durante muito tempo na nossa tradição aqui do Ocidente, a gente insistiu muito em orações memorizadas, né, decoradas. Então parece que a oração cristã é aquilo que a gente sabe de cor, de memória, mas o simples fato de dizer um pai nosso, uma Ave Maria, isso não necessariamente é oração. Se nós não meditarmos o que estamos dizendo, não estamos rezando. Práticas devocionais como o rosário, também nos convidam a meditar os mistérios.
[31:52]O próprio, a própria finalidade da oração do rosário é a contemplação, a meditação dos mistérios que a vida do Senhor que está por detrás daquela Ave Maria que soa quase como um mantra, quase como um refrão meditativo de fundo, enquanto na verdade a minha atenção está focada no mistério que está sendo celebrado, vivido, contemplado em cada dezena. É preciso lembrar que é sempre Deus quem age nas celebrações, não somos nós. Portanto, é preciso estar atento a ele, focado na presença de Deus, contemplar sua presença, sua ação e meditar. Segunda conclusão, práticas individuais de meditação que são inseridas dentro da oração e que precisam ser valorizadas por nós. Por exemplo, a liturgia diária da palavra, né, contemplar depois meditar o texto da palavra de Deus de cada dia. Seja o evangelho, seja a leitura. A liturgia das horas, já falamos bastante sobre isso no outro encontro, liturgia das horas é um, um, um ótimo método de meditação da palavra. O ofício divino, muito insistido aí na igreja nos últimos tempos, eh, o rosário, através da meditação dos mistérios, a própria lectio divina, né, dentro daquele método, ler, ouvir, meditar, rezar, contemplar, agir. Terceira conclusão, acho que a meditação pode ser um grande caminho para o ecumenismo e também para o diálogo inter-religioso. A própria experiência de Tezé, né, mostra como os jovens de hoje se sentem convidados a uma prática de oração mais profunda, sobretudo através da meditação. Olhem o que é Tezé, né? Com poucas frases bíblicas, transformadas em oração, sendo repetidas, repetidas, repetidas diversas vezes em forma de canto, que de tanto repetir a palavra, acaba entrando, entrando na mente e no coração de quem reza, né? A nossa mente vai concordando com a nossa voz, aquilo que nós vamos dizendo pela oração, vamos repetindo, vamos começando também a pensar o que estamos dizendo. Depois, ainda, o diálogo inter-religioso, olha as práticas de meditação que existem no hinduísmo, no budismo. Ora, se nós queremos ensinar a rezar, acho que é preciso também aprender. É, então, olhar, né, olhar para outras experiências de oração que estão aí à nossa volta, de outras tradições religiosas e aprender com eles também. E por último, penso, né, que a meditação deve ser uma proposta de crescimento da própria vida cristã. Na medida em que aprofundamos a capacidade de meditar, de centrar-se em si e em Deus, aprimoramos a nossa identificação com o Senhor. Se eu medito profundamente cada aspecto da vida, da vida do Senhor, da sua obra da criação, da vontade de Deus em minha vida, é claro que eu vou me identificando com ele, né? Vou me identificando com ele também. Muito bem, pessoal, como eu disse, eu não tinha a ideia aqui de fazer uma aula, era apenas trazer alguns aspectos assim para nossa reflexão, para o nosso pensar a respeito dessa relação entre meditação, que é uma prática aí que cresce cada vez mais, e a nossa tradição cristã, a nossa oração cristã. Malone.
[35:53]Obrigado Padre Luciano, eh, aqui na universidade a gente tem um, um grupo, né, de meditação cristã, o Maranata. No mesmo veio, né, que tem aí na paróquia, que também busca pelo silêncio e pela repetição da palavra, Maranata, Maranata. Buscar essa, esse cultivo da interioridade para fazer um caminho, né, e na universidade a gente busca muito o caminho de comunidade, de criar comunidade. Que às vezes na correria acadêmica, é, o aluno chega, vai para aula e depois vai embora. E com esse grupo a gente busca muito tem esse objetivo, né? Além de meditar, silenciar, criar comunidade, criar escuta. É, pessoal, vocês podem mandar, então, as perguntas aqui pelo bate-papo, a gente já tem algumas perguntas, e aí enquanto o padre vai refletindo, vai respondendo ou tentando responder, vocês podem, podem enviar. Não quero fazer propaganda aqui, né, de nada. É, mas tem um, um Frei que é padre aqui na arquidiocese de Porto Alegre. Ele, ele gravou um tempo atrás um material, um subsídio, né, onde ele propõe, são palavras às vezes, né? Como, por exemplo, Maranata. E vai repetindo diversas vezes, cantando, né, cantando, sempre cantando. E fica se repetindo muitas vezes, enquanto se repete, vai se meditando o sentido da palavra, né? E às vezes são pequenas frases, né, como, por exemplo, eh, queremos ver Jesus, queremos ver Jesus, né, cantado. Formas de rezar que certamente nos ajudam muito a centrar a nossa oração. Legal. Então uma das perguntas que a gente tem aqui que é, como criar um ambiente cristão para a prática da meditação? E quais elementos são necessários para ter nesse ambiente, que estrutura, que seria imagens, velas? Uhum. Existe uma experiência bíblica, né, muito interessante, do povo de Israel, do povo de Israel. É, quando Moisés encontra Deus na sarça ardente, o que é que tem na sarça ardente?
[38:22]Volta, não tem nada. Tem a sarça que está ardendo em fogo e só. E ali Moisés encontra Deus. É, quando as tábuas da lei são dadas, né, ao povo de Israel, no peregrinar para a terra prometida, sempre, quando o povo acampa, se há uma tenda, chamada tenda da reunião. E dentro daquela tenda, ali dentro da tenda está a arca que contém as tábuas da lei, e a arca que contém as tábuas da lei é a presença de Deus. E nada mais. Quando a arca é roubada, a tenda está completamente vazia. E é no vazio, ou seja, na ausência que o povo de Israel encontra Deus. A experiência do povo de Israel de Deus não é feita através de imagens, é sempre através da palavra, o ouvir. Deus se manifesta através da palavra. Nós é que fomos incluindo, né, muitas imagens, muitas imagens. Cuidado, porque as imagens às vezes podem ser dispersivas, podem ser ruidosas. Então eu diria assim, um ambiente, quanto mais desprovido, mais convida à oração, mais convida a meditação. Hoje a gente tem aí um, um, uma tendência arquitetônica chamada minimalismo, né, que vai além do que vai além da arquitetura, mas que está influenciando também muito a construção dos nossos templos católicos modernos. Inclusive hoje em vários países da Europa, aqui no Brasil ainda chegou pouco isso, né? Eh, a gente olha, entra numa igreja e a igreja ela está desprovida, como a imagem da tenda. Ou seja, ela nos convida a centrar no que realmente importa, é uma experiência muito diferente do barroco, né, pessoal? E o barroco está muito presente em nós ainda. Às vezes a nossa forma de rezar é muito barroca e teve seu valor no seu tempo. Então, o barroco era quanto mais, melhor. Eu acho que a oração no nosso tempo convida quanto menos, melhor, nos centrar no que realmente importa. O senhor estava falando de, de igrejas, estruturas, tem uma pergunta que vai um pouco nessa linha. É, Padre, o senhor acredita que os nossos templos católicos, as igrejas ajudam a, na meditação? E aqueles que não, não conseguem fazer isso, como que a gente poderia fazer? Pergunta capciosa, né? Vejam bem, pessoal, assim, é, durante muito tempo, a nossa celebração, ela não era compreendida, né? Não era compreendida para boa parte do povo. Então, os vitrais, as pinturas, as imagens, para elas estava focado todo o, o centrar-se da assembleia. A comunidade que estava ali, ela olhava, ela olhava os vitrais, ela olhava as pinturas, as imagens, focava nisso e meditava em torno disso, contemplava, é, este era o mistério que se revelava. A nossa celebração hoje, a liturgia pós-concílio Vaticano II, ela é capaz de ser ouvida, experimentada, sentida. É, então, os nossos espaços hoje, muitos deles são herança de um outro tempo. E eu diria que muitas vezes dispersivos, às vezes, né? Dispersivos, ruidosos. Claro que hoje nós temos aqui uma, uma outra teologia, uma outra compreensão do mistério que nós celebramos, e ele requer também novos espaços. Eu diria assim, Malone, é um tempo de transição, não dá para desvalorizar aquilo que recebemos por herança, mas temos que começar a pensar em espaços, acho que como esse espaço que vocês criaram aí na PUC. É, esse espaço de meditação, é, ele, embora não esteja voltado necessariamente para meditação cristã em si, mas esse espaço de meditação que vocês têm, é um bom espaço para a celebração do mistério da nossa fé. Porque convida a centrar. Exato. Que bom. É, a gente, pessoal, não vai dar pra gente fazer, eh, eu não vou poder fazer todas as perguntas que vocês estão enviando, mas a gente vai passar pro padre. Depois a gente responde e nós já vou contar aqui em primeira mão, nós vamos ter um e-book, todos os vídeos do roda, dos rodas de conversa já estão no YouTube. Nós vamos fazer um e-book, um material com os vídeos, com texto, e dessas perguntas que vocês estão nos enviando, também conteúdo. Eu queria só salientar, dar também, é, uma boa noite para, falou em herança, né, Padre? Aí eu não pude deixar de olhar ali pelos nossos irmãos portugueses, que estão lá de Portugal aqui conectados conosco, saudá-los e também a quem está fora do Grande do Sul. É, nós perdemos algumas coisas com a pandemia, mas ganhamos outras, né? Nós temos essa oportunidade de se conectar pessoas, é, além fronteiras. E aí tem mais, vamos tentar fazer duas, mais duas perguntas, Padre. Vou te mandar mais uma aqui. É, acho que é um pouco mais simples, né? Que instrumentos eu devo ter nas minhas mãos quando eu vou meditar? Poxa, que, falei um pouco disso durante a, durante a conversa ali, né? Mas, eh, o grande instrumento para nossa meditação cristã é a própria palavra. A palavra de Deus é o grande instrumento, né? É, não preciso meditar um capítulo de um dos livros bíblicos, né, o que, o que dizer ainda um livro inteiro, né? Talvez um versículo, quem sabe, ainda uma única frase, talvez melhor, uma única palavra. Maria diz: faça-se, faça-se, faça-se. De fato, a gente consegue perceber onde está o centro, né, o centro na palavra e meditar a palavra de Deus. Esse é o instrumento. O outro instrumento, né, o outro instrumento e aqui talvez uma, uma meditação relacionada com a contemplação, e aí valeria a pena um pouquinho nosso aprofundamento, é a própria iconografia. Sobretudo a iconografia oriental, né? Os ícones. Os ícones são verdadeiros, belíssimos exemplos assim, eh, tanto é que a gente nem fala, né, numa imagem, a gente fala em escrever um, um ícone, né? O ícone, ele é um, propriamente uma catequese. Então, contemplar e meditar aquilo que nós vemos no ícone. E sem dúvida, também, outro instrumento valioso, a própria criação, contemplar o que Deus fez e ser capaz de meditar as obras, né, as obras, as maravilhas de Deus na vida de todos nós. Então, a última pergunta, então, Padre, bem, essa é bem, bem provocante. É, que nem o senhor comentou, né, quanto o menos é melhor, que menos estímulos são gratificantes. Mas, então, por que que ainda tem essa, essa motivação, esse intuito da gente sempre construir templos tão grandes? Tem ainda essa motivação?
[45:54]Acho que lá para Santa Catarina, lá para aqueles lados lá, ó. Vejam bem, então, pessoal, assim, é, uma coisa, né, é aquilo que a própria reflexão da igreja sobre si mesma vai acontecendo ao longo dos séculos, com o passar do tempo, e o que a própria igreja vai se dando por conta, né? E se nós prestarmos a, bastante atenção assim, nos últimos 5 anos, as falas do Papa Francisco aí, o pessoal de Portugal, eh, me dê a devida licença, né, mas a nossa prática de igreja aqui no Brasil tem se insistido muito justamente no contrário, no pequeno. Pequenas comunidades, pequenas comunidades, onde se possa viver de verdade o evangelho, né? Não quero dizer com isso que a experiência do macro, ou seja, como é bom nós irmos, por exemplo, a Aparecida e fazer parte de uma celebração onde estão ali 15 mil pessoas, né? Ah, isso enche, nos ajuda a nos sentirmos parte de algo que é tão grande, né? Ou então, quem pode ir lá em Fátima, fazer a experiência da procissão luminosa à noite, que, que riqueza é isso, né? Isso é fantástico. Mas não é nessas experiências que nós vivemos o nosso encontro cotidiano com Deus. Isso são momentos assim de oásis, né? Eles vêm enriquecer, mas é na prática diária que isso acontece. Então, é ali na pequena comunidade, é, num templo, às vezes, muito mais pequeno onde eu consigo encontrar como parte de uma família chamada igreja. Por isso, na nossa prática, assim, hoje, né, vivencial, a igreja já não constrói mais grandes catedrais, grandes basílicas como outro tempo, né? Isso são exceções. E às vezes também um pouquinho sonhos de alguns colegas meus, como é que a gente diz, mega, mega maníacos, não, como é que é? Isto, isto, isso aí. Não sei se eu respondo, Malone, isso? Responde, responde. Padre, então, assim, eh, queria te agradecer. Eu faço menção aqui, então, aos nossos alunos que estão conectados, aos colaboradores da universidade, professores que estão aqui conosco, nossa gratidão. É, e antes assim de deixar, então, a palavra final do Padre, eu queria fazer, então, um convite, que vocês acompanhem, eh, a nosso, a nossa Instagram da Pastoral PUC RS. Por ali nós divulgamos as atividades da nossa universidade. Nós já estamos nos encaminhando, então, para o final do semestre, né? Então, não teremos mais atividades formativas de meditação, mas os grupos de meditação online continuam acontecendo. Nós temos o grupo de meditação cristã, que acontece todas as sextas-feiras às 4 horas pelo Zoom. Tem alguns integrantes que estão aqui, os fervorosos, ali como a Jenice. Eu tinha visto a Helo também. É, então quem quiser pode entrar em contato pelo e-mail ou pelo WhatsApp que a gente envia o link para poder participar. É, Padre, te agradecer em nome do Centro de Pastoral. Nosso parceiro, o Padre Luciano teve, esteve com a gente na jornada de meditação, é, trabalhando esse eixo mais da, da meditação cristã. Queria te agradecer e deixo contigo, então, as tuas últimas palavras, o teu agradecimento aí com as pessoas. Essa palestra vai estar no YouTube, depois de, em torno de 10 dias. Eu vou colocar, então, pessoal, depois do link de, quem ainda não fez o seu check-in para garantir o seu certificado, eu vou colocar o link da lista de dos últimos três rodas de conversa que nós tivemos. Quem quiser rever ou olhar de novo vai ficar ali à disposição. Padre, a palavra com o senhor. Está bem. Agradeço muito a oportunidade. Espero ter contribuído, né, ter ajudado aí a nossa, a nossa reflexão sobre a relação essa entre oração e meditação. E queria encerrar aqui, pessoal, com um versículo bíblico, né? Está lá no Evangelho de São Mateus, versículo 6, é uma recomendação que Jesus dá. Antes de lerem, lembrar assim que o Papa Francisco tem insistido muito nessa ideia de que cada, cada família é a igreja. Cada família é uma comunidade de fé, é a igreja. Cada casa é um templo. Cada mesa é um altar, né? E cada um de nós, né, cada um de nós pode encontrar Deus, que se revela, que se manifesta nas coisas simples do nosso dia a dia. E dentro disso, né, encerro aí com a palavra de Jesus, que certo dia disse assim: tu, porém, quando quiseres rezar, vai para o teu quarto. Fecha a porta e reza ao Pai, ao Pai que está em silêncio, que está em segredo. E teu Pai que vê o que está em segredo, que está em silêncio, te recompensará de forma plena. Um convite do próprio Senhor à nossa meditação. Muito obrigado a todos. Obrigada.



