[0:00]Olá, meu nome é Flavia Masson, eu sou farmacêutica e essa é a Farmacologia Rápida e Fácil. Como eu ainda não consigo lançar as vídeo aulas de farmacologia completas, assim como eu tenho as vídeo aulas de microbiologia e de parasitologia aqui no canal, Eu decidi trazer esse formato de vídeo em que eu vou tentar em até 10 minutos te explicar temas e conceitos de farmacologia de forma rápida e fácil. Esse tipo de vídeo é ideal para você assistir antes das suas aulas na faculdade e antes das suas provas como forma de revisão. Espero que seja muito útil para você e para os seus colegas de faculdade e vamos começar pelo início afinal. Quem é farmacologia na fila do pão? Vamos lá.
[0:39]Basicamente a farmacologia é o estudo das preparações, usos, efeitos e mecanismos de ação das drogas. Hum, drogas Flávia. Sim, drogas. Apesar de popularmente a gente só chamar de drogas as drogas ilícitas, droga é toda substância química que tem um efeito fisiológico no nosso organismo, seja esse efeito benéfico ou maléfico. Seus medicamentos são drogas. A cafeína do seu cafezinho, é uma droga. O álcool da sua cervejinha de fim de expediente é uma droga. Só que logicamente por estarmos num curso de saúde, a gente vai focar nas drogas que tratam, curam, previnem ou diagnosticam doenças. Essas drogas podem ser naturais, obtidas da natureza, sintéticas, produzidas em laboratório, ou ainda semi sintéticas, quando eu pego uma molécula da natureza e faço modificações em laboratório. Apesar de existirem exceções que nós vamos ver mais para frente, basicamente as coisas na farmacologia funcionam como se fossem uma chave e uma fechadura. Quando você coloca uma chave que encaixa em uma determinada fechadura, isso vai desencadear uma ação. Nesse caso a ação foi o cadeado abrir e isso acontece o tempo todo no nosso organismo. Imagine que a chave são as drogas e o cadeado são os receptores. Quando essa droga que está passeando do lado de fora da célula, encontra esse receptor que na maioria das vezes está preso à membrana da célula, ela pode encaixar e isso vai desencadear uma ação dentro da célula.
[2:05]Por exemplo, uma droga se liga a um receptor e o ativa. Isso leva o receptor a transformar uma outra molécula que estava dentro da célula.
[2:17]Isso já pode ser o suficiente para causar uma alteração importante nessa célula ou ainda, a transformação dessa molécula vai levar a outra alteração, depois a outra, depois a outra, enfim, nós chamamos isso de cascata de reação. Mas nem sempre a ligação de um ligante em um receptor ativa esse receptor. Essas ligações podem levar a uma ativação ou ainda uma desativação de uma função regulatória da célula. Então, como já vimos, o meu ligante pode ativar um receptor, ou seja, vai desencadear uma alteração nele e a partir dessa alteração o receptor vai fazer alguma coisa. Nesse caso, dizemos que o nosso ligante é uma molécula agonista. Ela ativa, bota pra quebrar. Ela é um momento. Ou ainda, o meu ligante pode simplesmente se ligar ao receptor, mas não ativá-lo, e sim bloqueá-lo, ou seja, o ligante não vai provocar nenhuma alteração no receptor, vai simplesmente funcionar como uma rolha que bloqueia a ligação de outros ligantes. Só pra azucrinar mesmo a vida dos outros. Nesse caso, dizemos que o nosso ligante que inativou o receptor é um antagonista. Então, basicamente é assim que as células se comunicam entre si e como os medicamentos se comunicam com as nossas células. Quando esses ligantes, essas substâncias químicas são produzidas dentro do nosso organismo, pelo nosso próprio organismo, nós chamamos de substâncias endógenas, endo vem de dentro. Por exemplo, nossos hormônios. E quando se originam do lado de fora do nosso corpo, não é feito pelo nosso próprio organismo, nós chamamos de exógenos, como por exemplo, os fármacos. Eita, Flávia, pera lá, que que é fármaco, é a mesma coisa que droga? Não, as definições são diferentes, mas é fácil entender. Vamos lá. Como eu falei, drogas são quaisquer substâncias químicas que causem alguma alteração no funcionamento do organismo, com ou sem benefício. Já os fármacos são drogas que tem uma estrutura química já definida, ou seja, sabemos direitinho como é a molécula e graças a muitos estudos científicos, sabemos seus efeitos no organismo. E para fechar com chave de ouro, para ser considerado fármaco, tem que ter um efeito benéfico no organismo, ou seja, todo fármaco é droga, mas nem toda droga é fármaco. Hum, então Flávia, fármacos são medicamentos. Um, calma, calma, calma, medicamento ainda é outra coisa. Vamos lá. Medicamentos já são considerados produtos finais feitos a partir de fármacos, ou seja, são produzidos para fins comerciais com finalidade terapêutica. Então, todo medicamento é um fármaco ou mais de um fármaco junto, mas nem todo fármaco chegou nesse produto final realmente que é o medicamento. Mas lembre-se que isso não é feito de qualquer jeito, você não pode simplesmente produzir medicamentos no seu quintal e sair por aí vendendo. A fabricação deve seguir uma série de normas exigidas pela Anvisa, que é a nossa agência de vigilância sanitária. Os medicamentos ainda podem ser categorizados em três tipos de acordo com o processo de fabricação. Alopáticos, homeopáticos e fitoterápicos. Os medicamentos alopáticos são aqueles que seguem o princípio da alopatia, a cura pelos contrários. A ideia é utilizar medicamentos que vão ter o efeito contrário ao sintoma, então, por exemplo, eu estou com febre, ou seja, a temperatura do meu corpo está elevada. Por isso eu usaria um medicamento que tem como efeito diminuir a temperatura do meu corpo, ou seja, o efeito contrário do meu sintoma, febre. Nas drogarias, a maioria dos medicamentos segue o princípio da alopatia. Agora, a homeopatia segue uma linha diferente, ela vai fazer a cura pela semelhança. A ideia é utilizar medicamentos que vão imitar sintomas que o paciente tá tendo, só que de uma forma não agressiva, levando uma reação do próprio organismo pra curar o paciente. Também existem várias outras particularidades na homeopatia, a gente vai ver isso mais pra frente. E por fim nós temos os fitoterápicos que são medicamentos alopáticos. Eles usam o princípio da alopatia da cura pelos contrários. A diferença é que esse tipo de medicamento utiliza plantas medicinais inteiras ou partes delas como o princípio ativo. Mas que é diferente do seu chá medicinal, porque passam por todo um processo industrial. Quando nós queremos desenvolver um novo medicamento, nós queremos muito que ele tenha algumas características e essas características giram em torno de três pontos principais. Segurança, afinal, queremos que ele nos traga mais benefícios do que malefícios. Seletividade, afinal, queremos que a droga afete alvos específicos e não saia atirando pra todo lado. Queremos que a chave entre em uma fechadura específica, lembra? Eficácia, afinal, queremos que o medicamento funcione. Se quiserem, eu posso fazer um vídeo específico sobre todo esse processo de criação de medicamentos que é muito interessante. Deixa aqui embaixo nos comentários e antes de seguir para o final do vídeo, não esquece de dar o like e seguir o canal, afinal eu tô dando isso tudo aqui pra vocês gratuitamente e com muito amor. A farmacologia então, ela é como uma mãe que tem muitos filhos. Alguns deles são: A toxicologia, que estuda os efeitos adversos das substâncias nos organismos. A farmacognosia, que estuda os princípios ativos naturais, sejam eles de origem animal ou vegetal. A farmacotécnica, que estuda a fabricação de medicamentos através de formas farmacêuticas. E elas, as icônicas irmãs farmacocinética e farmacodinâmica, que ajudam todos os outros irmãos a crescerem e nós vamos dar um grande mergulho nelas nas próximas aulas. Na farmacocinética, nós vamos ver o que o nosso corpo faz com o medicamento a partir do momento que ele entra até o momento que ele sai e eu te adianto que o nosso corpo faz da vida deles um inferno. E na farmacodinâmica, nós vamos ver o que o medicamento faz no nosso corpo, afinal o medicamento é o protagonista da vida dele e ele tem uma função a cumprir. Espero vocês no episódio 2 de farmacologia rápido e fácil pra gente adentrar no mundo da farmacocinética e da farmacodinâmica. Se esse vídeo te ajudou, não esquece de dar o like, segue o canal e também segue a gente lá no Instagram e no TikTok, beijo, tchau, tchau.



