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O início do nosso sistema solar | O UNIVERSO | HISTORY

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[0:12]Uma gigantesca nuvem de gás e poeira flutua sinistramente por um ramo longínquo da Via Láctea.
[0:12]As temperaturas são muito baixas, as partículas se movimentam muito, muito lentamente, ela só está ali.
[0:12]Mas havendo uma supernova por perto, uma estrela em explosão, ela pode fazer uma onda de choque atravessar essa nuvem molecular, dando início ao seu colapso gravitacional.
[0:12]Esse colapso é o primeiro passo de um longo processo que levou o local que agora chamamos de sistema solar à existência.
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[0:04]Tudo começou em um momento há quase 4,6 bilhões de anos.

[0:12]Uma gigantesca nuvem de gás e poeira flutua sinistramente por um ramo longínquo da Via Láctea. Há mais de 400 graus abaixo de zero. Enquanto está ali sozinha, quase nada acontece numa nuvem molecular. As temperaturas são muito baixas, as partículas se movimentam muito, muito lentamente, ela só está ali. Mas havendo uma supernova por perto, uma estrela em explosão, ela pode fazer uma onda de choque atravessar essa nuvem molecular, dando início ao seu colapso gravitacional. Esse colapso é o primeiro passo de um longo processo que levou o local que agora chamamos de sistema solar à existência. 0 700 milhões de anos. Nossa missão agora será percorrer a linha do tempo dos primeiros 700 milhões de anos. Época na qual o sistema solar se formou e se estabilizou. Vamos começar observando como o sol e os planetas estão atualmente. A prova do nosso passado está à nossa volta. Os quatro planetas da parte interna do sistema solar são feitos de rocha e metal, os quatro planetas da parte externa do sistema solar são gigantescas bolas de gás. É claro que vários processos estiveram envolvidos e eles nos esclarecem sobre como viemos parar aqui. Aprendemos essa história segundo a opinião dos cientistas sobre o que aconteceu desde o momento zero, o verdadeiro início do nosso sistema solar. A explosão da supernova, além de semear a gigantesca nuvem de gás com elementos pesados como ferro e urânio, produz um solavanco que impulsiona a nuvem para o futuro com frentes de onda comprimindo o gás que a compõe para formar uma massa crítica. Essa massa começa a entrar em colapso com a força da gravidade e não se pode detê-la, ela é rápida. Ela é irreversível. É como o carrinho de uma montanha russa chegando ao ponto mais alto e descendo velozmente do outro lado. A nuvem em colapso, destinada a se tornar o nosso sistema solar, torna-se um parque temático virtual de movimentação caótica. Um parque de diversões como Knott's Berry Farm é um ótimo lugar para vivenciar o tipo de movimentação que ocorreu nos primórdios do sistema solar. A gravidade, as colisões, momentum, forças. E todas essas interações ocorridas no início do sistema solar podem ser vistas aqui nesses vários tipos de brinquedos. Essas interações se intensificam na nuvem que rapidamente se desmancha, onde gás e poeira contraem-se em densos bolsões. Cada um deles será o viveiro de uma estrela. Quando a gigantesca nuvem molecular começou a entrar em colapso, uma porção de outras proto estrelas e uma porção de outros sistemas solares foram formados ao mesmo tempo. Portanto, o nosso sol, de fato tem várias estrelas irmãs que se formaram quase que ao mesmo tempo que ele. Os primeiros estágios da criação do nosso sistema solar nada tem de excepcionais. Hoje testemunhamos a mesma coisa ocorrendo na constelação de Orion. Onde uma gigantesca nuvem molecular se estende por centenas de anos luz. Em alguns pontos, bolsões em colapso estão agora formando grupinhos de estrelas jovens que aquecem o gás das redondezas.

[3:52]Os vários movimentos produzidos num parque de diversões podem ser comparados à movimentação de matéria cósmica que se junta para formar o sistema solar. O mais básico desses movimentos é o circular. Como um carrossel celestial. Quando a nebulosa pré-solar entra em colapso, começamos a notar sua rotação. Um giro que, na verdade, sempre esteve ali desde o início. A galáxia toda está em rotação. Tudo na galáxia gira, tudo está em rotação em relação a todo o resto. Portanto, a rotação faz parte da física do colapso estelar. O que ocorre a seguir lembra uma patinadora rodopiando quando recolhe os braços. Ela gira mais rápido. Quando a gravidade atrai o gás da nuvem, a nuvem não só gira mais rápido como também, inevitavelmente, vai se achatando na forma de um disco.

[4:56]Podemos ver algo semelhante na Terra em locais como a fábrica de vidro de Joe Cariati na Califórnia, onde a astrônoma Laura Denley observa o processo. Joe começa com uma bola de vidro incandescente. Bom, nós estamos pegando uma massa sólida, redonda e estamos girando. Ela vai se achatando porque é muito mais fácil para esse vidro líquido se acomodar no mesmo eixo ao longo do eixo de rotação em vez de lutar contra isso ou contra o impulso angular e vir mais para perto. É assim também no nosso sistema solar. Se existissem planetas se formando, todos estariam no mesmo plano. Esse disco lembra muito o nosso sistema solar.

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