[0:00]Storytelling, são duas palavras separadas. Se você entender isso, você vai entender, nunca mais vai se confundir. Story e Telling. Ou seja, eu tenho uma história e eu tenho vários tellings, a maneira pela qual eu vou contar essa história. Ou seja, eu tenho o mesmo fato e a partir dele eu vou ramificando em vários tellings diferentes. E é essa habilidade que se você passar a ter, você vai vender com muito mais naturalidade, porque você tem uma história, só que a depender do que você está vendendo, da sua campanha de vendas, essa história ela muda de perspectiva. Uma pergunta que faz muito é: Nossa, Flor, eu tô postando aqui o tempo todo, eu tô conversando com o meu público, tô abrindo caixinha, fazendo mil coisas na minha rede social o tempo todo, mas ainda assim eu não tenho engajamento relevante, eu não consigo vender. Por que que isso acontece assim? Isso acontece principalmente quando as pessoas estão copiando e colando muitas estratégias que elas vêm aí. Se você quer entender o que funciona ou não, eu falo o seguinte, olha só: Fica 30 dias com a mesma estratégia. Quais são os conteúdos que você sabe assim: Se eu fizer conteúdo desse tipo aqui, não falha. Isso existe? Tudo que divide opinião sempre vai ter mais retenção. E outra coisa fundamental, a capa do carrossel, se você for carrossel, para fazer carrossel, metalinguagem é fundamental. A IA, ela já é, não será, ela já é o nosso segundo cérebro. O que significa? Se ela é um segundo cérebro, eu preciso ter o primeiro. O primeiro cérebro. Isso é bom pra caramba. É a melhor definição que eu ouvi nos últimos tempos é essa. Nossa, a convidada de hoje já ajudou mais de 18 mil alunos a transformarem conteúdo em vendas. Trabalha com projetos que faturam milhões por mês e vai explicar como usar o tal do storytelling para vender com naturalidade. Eu sou Milena Nóbrega e o Hotmart Cash começa agora. Milena, bem-vinda. Bem-vinda! É um prazer ter você aqui com a gente. A gente estava ansioso por essa conversa, porque vou te falar que, eh, o seu tema é um dos temas favoritos das pessoas da nossa audiência aqui. E antes da gente entrar propriamente nas perguntas, o nosso audiência é meio viciada numa ação de engajamento que a gente faz. Às vezes você gentilmente trouxe alguma coisa para poder oferecer. Nós vamos colher o melhor comentário deste episódio, então capriche, o melhor comentário desse episódio. E o que é que você vai oferecer para o pessoal? O espetacular curso de carrossel para você aprender a criar carrosséis com narrativa do zero. Muito bem, que é um produto novíssimo, recém-saído do forno. Ele tem, na sua versão 3.0. É, mas a, a versão que você tá lançando, porque quando a gente tá gravando isso aqui, ela nem lançou ainda, ela vai lançar daqui uma semana. Então você vai receber assim, ó, quentinho saindo do forno. Vamos começar pelo começo. Se você define, eh, como alguém que fala de storytelling, se você define como alguém que fala de conteúdo, se você define como alguém que fala de Instagram, como é que você se define? Essa é uma pergunta muito interessante pra gente começar, porque quando eu iniciei, eu já via aqueles especialistas falando de marketing de conteúdo, um pouquinho mais, mas já tinha uma galera falando de storytelling, só que muito mais de marketing de conteúdo. E eu sempre pensei assim: tá, que lacuna do mercado eu posso preencher? Investigando aqui, investigando ali, eu falei: tá, todo mundo vê essas duas áreas como usar as áreas separadas, e se eu fundir as duas coisas e criar um marketing de conteúdo junto com storytelling como uma área só? Então, eu sou uma pessoa que fala de conteúdo com storytelling no único nicho, tanto que tudo que eu ensino é storyteller, storytelling para produção de conteúdo. Para mim, eu sou uma pessoa que fala de conteúdo com narrativa, no único nicho. Perfeito. E conta um pouquinho o que que é storytelling, por que que ele é tão poderoso pro nosso mercado, ainda mais atrelado com conteúdo. Storytelling são duas palavras separadas. Se você entender isso, você vai entender, nunca mais vai se confundir: Story e Telling. Ou seja, eu tenho uma história e eu tenho vários tellings, a maneira pela qual eu vou contar essa história. Então, vamos dizer que eu tenho uma história aqui, que eu vim num podcast da Hotmart. Posso contar o telling, nossa, comecei na Hotmart x tempo e agora eu estou aqui no podcast. É um telling. Eu posso ter outro telling aqui: Nossa, eu tava, enquanto eu tava vindo pro podcast da Hotmart, atrasei, teve uma chuva, mas eu não desisti, eu continuei aqui, falar sobre disciplina, o que for. Ou seja, eu tenho o mesmo fato e a partir dele eu vou ramificando em vários tellings diferentes. E é essa habilidade que se você passar a ter, você vai vender com muito mais naturalidade, porque você tem uma história. Só que a depender do que você está vendendo, da sua campanha de vendas, essa história ela muda de perspectiva. Eu tenho uma história que eu vim morar em São Paulo como social media. Só estou lançando um, um, um produto para social media? Eu vou focar no telling, no fato de eu ter começado como social media e todas as dificuldades. Mas eu também, nessa mudança de São Paulo, eu posso falar que eu comecei a fazer os meus primeiros bons lançamentos. E se eu tiver lançando um produto sobre lançamento, eu já ramifico e envolvo ele para essa narrativa.
[4:55]E é esse o poder da gente conduzir o lead para um funil com narrativa, no final ele vai chegar ali no final do carrossel, no Reels, vai tomar uma ação sem nem ter percebido que aquilo era um, um conteúdo de venda desde o primeiro segundo. Me corrija se eu estiver errado, eu costumo dizer que o mercado digital, de, especialmente de produtos digitais, de vendas de produtos digitais, é um mercado de estágio de consciência. Então, é você levar a pessoa de um nível ou inconsciente, ou mais ou menos consciente, até ele tá convencido de que tá na hora de, de comprar o produto. Você acha que você ainda é verdade, considerando as redes sociais como elas funcionam hoje? Eu acredito que o lead, ele tá em vários momentos o tempo todo. Então, vai ter aquela pessoa que, de fato, ela não sabe nada, e aí, isso vai muito do tom de voz que você tá começando a usar desde o momento do conteúdo um. Se você vai falar com o tom de voz que eu tô falando com a galera que tá iniciando agora, eu preciso o tempo todo tá educando sobre o que que é um nicho, sobre para onde vai. Por exemplo, o que que é social media? Uma pergunta que me fizeram uma vez quando eu lancei a certificação Social Media Storytelling, que hoje é o nosso, um dos nossos best-sellers aqui na Hotmart, foi assim:
[5:54]Você quer falar, quer fazer o curso para quem não é social media? Quer aprender conteúdo? Porque assim eu abriria muito o leque. Eu venderia para quem é social media, para quem não é. E a minha posição foi: Não. Eu não quero. Eu quero falar para quem quer seguir na carreira, ou já é social media ou quer fazer transição de carreira, mas que quer seguir. Quando eu falo, eu faço isso, eu pego esse leque, eu ramifico o meu tom de voz para: Olha, eu não tô te apresentando isso aqui como uma renda extra, como um hobby, eu tô te apresentando isso aqui como profissionalização, como negócio. E aí, respondendo à sua pergunta, quando a gente fala de produção de conteúdo, o lead, ele passa por diversos estágios. Só que o lead, ele pode vir mais ou menos pronto, a depender do tom de voz que eu uso nos meus conteúdos, as palavras que eu uso, uso high ticket, eu uso isso, eu uso aquilo. Então, tem público para vender para tudo, desde quem não sabe nada, tem gente que fala: precisa o que que é marketing digital? Tá começando do zero. Vai ter outro que já tá: Como é que eu vou vender com storytelling? Até essa palavra pode ser básica pra gente que tá aqui no Hotmart Cast, mas para muita galera ela tá num processo de descobrir. Então, dentro da nossa produção de conteúdo, a gente tem que primeiro escolher pra qual nível de consciência eu vou falar com as pessoas que estão dentro do, ali, na minha base, que eu quero atrair. Escolhendo isso, aí eu vou ramificar os meus conteúdos, entendendo que o tempo todo tem gente em descoberta, tem o tempo todo gente que já está funilando, e o tipo de conteúdo que eu vou usar vai influenciar mais ou menos. Se eu vou fazer uma newsletter, se eu vou fazer um vídeo no YouTube, um podcast, se eu vou fazer um vídeo curto, se eu vou fazer um carrossel, o formato que você escolhe pra falar com o público também vai influenciar no grau de consciência que ela vai ter na tomada de decisão de compra. E, Milena, uma coisa que a gente, uma pergunta que faz muito é: Nossa, Flor, eu tô postando aqui o tempo todo, eu tô conversando com o meu público, tô abrindo caixinha, fazendo mil coisas na minha rede social o tempo todo, mas ainda assim eu não tenho engajamento relevante, eu não consigo vender. Por que que isso acontece assim? Isso acontece principalmente quando as pessoas estão copiando e colando muitas estratégias que elas vêm aí. Então, tem a fulana que ela viraliza com conteúdo low-fi, a ciclana que é o high-fi. Ah, então, gente, qual que é a tendência aqui? Deixa eu aplicar um pouquinho de cada coisa. Se você quer entender o que funciona ou não, eu falo o seguinte: Olha só. Fica 30 dias com a mesma estratégia. Primeira coisa que você vai fazer, então, para você definir a sua estratégia, passo número um, é, entender quanto de volume de posts eu consigo todas as semanas cumprir, independente se eu tô numa semana boa ou numa semana ruim. Ah, eu consigo fazer quatro posts na semana. Ótimo, isso é um acordo que você tá fazendo com você e com o seu negócio. É melhor que você fale que consegue fazer quatro do que sete, numa semana consegue, noutra não. Definiu o volume de posts, primeira etapa.
[8:27]Depois que eu definir o volume de posts, você vai definir os formatos. Então, vai ser carrossel, vai ser Reels, vai ser storytelling, mas o que que vai ser? Qual que vai ser o formato que eu vou usar? Entendendo que formato não é só carrossel, não é só Reels. Dentro do carrossel, eu tenho carrossel de posicionamento, carrossel storytelling, carrossel de venda direta, carrossel de identificação, carrossel de depoimento, bem como o Reels, eu tenho Reels de analogia, Reels de. Então, se você não conhece os formatos, faz uma pesquisa de mercado, pega ali os cinco concorrentes do seu nicho, vê quais formatos estão se repetindo nele. Invariavelmente, desses cinco, pelo menos um formato vai estar presente em todos. Se está presente em todos, significa que é um formato que eu posso utilizar no meu negócio. Então, primeiro passo, volume de conteúdo, segundo passo, formato de conteúdo. Eu vou pegar esses formatos de conteúdo e eu vou distribuir ao longo da semana. Se eu falei que eu vou fazer quatro posts na semana, vai ser segunda, quarta, sexta e sábado, exemplo. Fixei ali os dias. Uma vez que eu fixei os dias, fixei os formatos, eu vou fixar as editorias. E eu vejo que tem muita névoa, linha editorial. Muita gente fala: Linha editorial. Que que são as linhas editoriais de acordo com o que eu acredito, com o meu método? Para mim, linhas editoriais, nada mais são do que as grandes temáticas que vão ser ramificações do seu produto. Legal, deixa eu pegar aqui o meu produto, o meu curso. Vou abrir lá na Hotmart. Eu tenho cinco módulos. O módulo um é storytelling, o módulo dois é comercial, o módulo três é organização e processos. Esses são os módulos do meu curso. Esses módulos, cada um desses módulos são minhas possíveis linhas editoriais. Eu pego, eu tô extraindo do meu produto as linhas que eu vou trabalhar dentro do meu Instagram. E por que que isso é importante? Porque uma vez que você faz isso, todo o conteúdo que sai no seu feed tem correlação com o produto que você vende. E isso evita que você desvie a rota. Por isso que eu sempre acredito que o primeiro passo, quando você vai começar a criar conteúdos, é ter que vender, mesmo que seja num MVP, numa fase inicial. Senão você vai estar viralizando, produzindo conteúdo, produzindo conteúdo e no final tem base crescendo, mas não tem para onde essa pessoa ir. Nem que seja um formulário ali, um respondi, no Google Forms, o que for, coloca para pelo menos você tá captando o lead para tá chegando. Para mim, na minha visão, não adianta tá produzindo conteúdo, mesmo em processo de crescimento de base, se eu não tenho nada para vender. Então, essa vai ser a estratégia que você vai fazer, é assim que você vai criar a sua estratégia de conteúdo para começar, e a partir daí, testa essa estratégia ao longo de 30 dias, repetidamente. Passou 30 dias, não tá funcionando, só que tem uma coisa, nesses 30 dias você vai ver que vai ter dia que vai performar melhor que o outro. Se não definiu segunda, quarta, sexta e sábado, no exemplo, você vai ver, não tem como escapar disso. Nesses 30 dias, supondo, toda quarta-feira o engajamento tá muito melhor que na segunda. Isso para mim é o dado. Que que significa? Se eu definir que toda quarta-feira ia sair isso, talvez o tema que a minha audiência goste seja mais o da quarta. Que que eu vou fazer passando esses 30 dias? Eu vou, provavelmente, substituir o post da segunda, ou por outro teste, ou eu vou aumentar o volume de conteúdo da quarta e vou colocar também na segunda. Eu vou repetir. E olha só, você, você acabou de dar uma aula de, de como começar e de como testar, né, para poder escolher a estratégia. Mas eu fiquei com uma dúvida enquanto você falava. Na sua cabeça, você deve ter um mínimo que as pessoas deveriam fazer para, tipo, jogar o jogo. Eu sei que isso não existe. Se tiver alguém que é incrível em um post por semana, puts, ela vai ser incrível de qualquer jeito, mas eu sei que é a minoria da minoria da minoria. Então, assim, quando você vai ensinar seus alunos, suas alunas, eh, se, o que que é o mínimo que você acha que as pessoas deveriam fazer do ponto de vista de frequência e de estratégia também, de o que que, de Reels e/ou carrossel? É muito, eu vou responder, mas primeiro quero dizer que é muito relativo, porque tem infoprodutores, pessoas crescendo, inclusive, muito rápido, exponencialmente, que postam quatro vezes na semana. Mas se você vai ver os Reels dessa pessoa, é uma alta produção. Tem uma equipe ali por trás, e aquele único Reels, ele sobressai 10, de tanto que ele viraliza. Se você tá iniciando, você sim ou sim, vai precisar de um certo volume.
[12:44]Também não é ficar postando coisa aleatória, por quê? Se eu tenho sete posts na semana, versus eu ter três na semana, eu vou ter muito mais escopo de validação. No final do, é igual o treino de academia. É funil, né? Então, assim, nossa, mas eu quero crescer base, tá. Entendi que eu quero crescer base, que eu tenho um produto pra vender, ou pelo menos um MVP de um possível produto, que que você recomenda postar? Primeiro depende do nicho, eu não gosto de dar respostas muito copie e cola. Mas, de maneira geral, a gente vê que nichos que crescem aí exponencialmente, eles trabalham muito com estudo de caso, pauta quente. Então, eles analisam, ou é um Reels de tela dividida, a pessoa tá falando, ou é um carrossel que tá viralizando muito, carrossel de pauta quente, ali, principalmente com a foto da pessoa. Só que esses estudos de caso, ele tem um quezinho de opinião. Então, não é só falando assim: você viu a estratégia que o fulano fez? Não. É a geração que não quer mais fazer não sei o que. É, desde quando virou normal, ou foi assim que o, que a disciplina virou status, lembrei aqui de um, de um post que saiu recentemente. Então, eles têm muito estudo de caso, eles têm timing, e hoje com o Cloud, eu tô usando muito o Cloud, eu criei um agente lá só para procurar notícia. Só, eu falei assim, ó, criei lá. Bom, hein? Fui no Terminal. Fui no Terminal, eu falei, olha, eu quero que você, não adianta só copiar e colar pronto, porque tem que no Terminal, mas eu pedi, ó, quero que você pegue as notícias dos últimos sete dias, não pode ser menos de sete dias. Eu quero que você pegue notícias do mundo geral, não, não é notícia ali, ah, fulano fez não sei o que, não, eu quero que você me traga Grammy, Oscar, lançamento de livro, lançamento de série. Me traz tudo de lançamento que vai ter nos próximos, nesse mês. E aí a partir disso, uma coisa que a gente faz que gera muito seguidor, se hoje é um lançamento, não sei, de Stranger Things, hoje, ontem a gente já saiu um post falando da estratégia da, da terceira, da quarta, quinta temporada. Isso pega muito, time, a gente viraliza demais assim. Então, eu tenho esse agente que eu tô amando agora, e ele me traz as notícias, traz as pautas ali, a partir disso, eu começo a escrever. Então, estudo de caso gera, eh, cresce muitos seguidores. Outra coisa que gera também agora muito, é, conteúdo de identificação. Com ou sem sazonalidade. Dia das mães, dos pais, não sei o que. E aí você vai falar pela sua audiência. Não sei se vocês já viram aqueles carrosséis que são as telas divididas. Sim, sim. Embaixo e em cima, isso é carrossel de identificação puro. E aí uma, uma vez eu fiz um carrossel que foi assim, que agora que tá em alta esse negócio de quem chuta ou não chuta, e eu fiz um ano passado que foi, eh, e se eu não quisesse ser uma CEO com 200 funcionários. E aí é um meme que eu vou repetindo e a minha, a minha audiência, é isso aí, mas como é que você vai mapear se eles querem fazer isso ou não? Fazendo pesquisa. E aí uma estratégia para fazer pesquisa, se você, nossa, mas ninguém gosta de responder pesquisa. É verdade. Mas as pessoas gostam de responder quando elas ganham algo em troca. Eu já respondi pesquisa da Arezzo pra ganhar 50 reais num sapato. É a mesma lógica no seu Instagram. Você vai entregar alguma isca, algum e-book, alguma aula, não precisa ser algo de outro mundo. E aí, você vai falar assim: Olha, fulano, você quer receber um manual para tal coisa? Legal. Só preciso que você responda com cuidado uma pesquisa que eu vou te enviar no seu Direct. Só comentou lá, começou a responder em alguma plataforma de formulário, no final ela recebe a isca, no final do formulário. A partir daí você pega esses dados, 10 pessoas responderam, são 10 seres humanos ali propícios a comprar. Joga no Cloud, joga no ChatGPT e começa a mapear, só que nessa pesquisa tem que ter o que que você gosta de consumir. Quais são os seus medos? Se eu fosse dar uma aula sobre algum tema, qual seria esse tema? E aí, a gente é viciado em pesquisa, vai sair uma essa semana. Pego todos esses dados e a partir daí eu fui criando o produto, o conteúdo. Enfim, tô falando muito, mas. Não, não, não, mas eu, eu e eu, eu fiquei com uma curiosidade enquanto você falava, assim, porque acompanhando o seu conteúdo, eu vejo que você não costuma se meter muito em, em polêmica, assim. Então, assim, você, você atua em pautas quentes, mas você não entra tanto assim. Nem quer. É uma escolha consciente, totalmente consciente. É, talvez eu tivesse com muito mais seguidores agora, porque a gente aplica isso em clientes. Mas tudo depende do tom de voz do especialista. Se você fosse se posicionar por polêmica, você tem que aguentar o tranco, que vai vir muito hater.
[17:20]E eu não sou uma pessoa que estou disposta mentalmente a isso, e nem gosto de associar a minha imagem. Eh, a gente faz, eh, análises, pautas quentes, só que a gente vai num caráter um pouco mais técnico da coisa. A gente traz o assunto e mostra como aplicar isso no seu negócio. Fiz aí um recentemente reagindo, deu, deu até certo, que eu fiz mais polêmico. Mas de maneira geral, você não precisa dar polêmica para crescer, não é que você precisa de polêmica, mas você precisa, minimamente, ver o que está acontecendo no mundo. Então, eu não me envolvo em polêmica, mas eu trago lançamento de livros, de filmes, de Oscar, de Grammy. E e você ter opinião. Então, assim, sempre que você fala, você super tem opinião. Então, assim, não é, não é que, né, você, você não, não se coloque, né? É, e talvez seja um pouco disso, né?
[18:06]Porque a tendência da galera tem sido nivelar muito o conteúdo em função de, eh, de IA, né? Então, a galera nivela, faz um conteúdo muito blé, né? E às vezes falta, falta um pouquinho de opinião e tempo, né? Até aproveitando isso. IA. Você cria, igual você tava comentando, você cria roteiros, você cria narrativas lá dentro. Como que você enxerga que a IA vai potencializar esse papel de storytelling, de criação de conteúdos, que você começou a falar um pouquinho de conteúdo, mas de narrativa, e o que que não vai substituir e que as pessoas, elas tem que se preparar pra fazer bem feito? A IA, ela já é, não será, ela já é o nosso segundo cérebro. O que significa? Se ela é um segundo cérebro, eu preciso ter o primeiro. O primeiro cérebro. Isso é bom pra caramba. É a melhor definição que eu ouvi nos últimos tempos é essa, vai, desculpa, continua, é que eu gostei muito. Com certeza. Então, e tá muito viralizando assim. Como substituir o seu copywriter, o fim da gestão de tráfego? Por quê? Gente, isso são ganchos. Se você entender que tudo você tá dentro de um funil, você vai ter uma paz espiritual maravilhosa, que nada mais vai te incomodar. Então, para você substituir o copywriter, para você substituir o gestor de tráfego, o social media, você tem que operar. Nem todos os empreendedores estão dispostos a operar. Porque eu fui criar uma dashboard no Cloud, eu passei oito horas para fazer essa dashboard pela primeira vez. Quem que tá disposto? Nem todo mundo tá disposto. Então, eu vejo que todos os profissionais do mercado digital vão dominar, vão precisar dominar, a IA, isso já é uma realidade, não é um, não é uma, ah, daqui 3 meses. Já estamos aí, né? Já estamos aí. Já, já estamos passando disso aí, você entende? Onde é que a gente vai ficar? Só que a gente vai ser, vai ser uma, nossa, uma ferramenta, assim como a gente tem um, um teclado, assim como a gente tem um computador, é uma ferramenta do nosso dia a dia. Então, para mim essa é a definição. É, e aí a grande questão do social media, que eu vejo, que eu vou puxar um pouco mais pro meu lado, o social media ele acha que ele entregando cinco packs de, de posts feitos com o ChatGPT, que ele mudou uma vírgula e um título e vai conseguir cobrar 3.000 reais porque ele aprendeu isso em algum curso que ele precisa valorizar o trabalho dele. Realidade. Não. Não mesmo, né? Não mesmo. O JP, né, que é o nosso CEO e fundador, ele fala que o, o que as, o que a inteligência artificial vai fazer por todo mundo é o que o Excel fez pela turma de finanças lá atrás. E faz sentido, né? É, é dar a ferramenta, né, pra gente poder operar, mas sem o primeiro cérebro, fica difícil mesmo. É, olha só, eu queria que você me ajudasse agora um pouquinho a identificar, eh, o que que são as coisas que você sabe que vão dar certo antes de parar pra gravar? Tipo assim, quais são os conteúdos que você sabe assim: Não, se eu fizer conteúdo desse tipo aqui, não falha. Isso existe? Existe, eu falei um pouquinho agora. Isso, você falou alguns modelos, né? Existe, porém antes, para eles alavancam muito mais quando você já tem audiência, uma mínima audiência. Então, pauta quente, estudo de caso, conteúdo de identificação, eh, o efeito descoberta. Então, um tutorial, por exemplo, quando o ChatGPT lançou, eu lembro muito bem, eu lancei um produto sobre ChatGPT final de fevereiro de 2023. Caramba, você está no primeiro. Sobre criação de conteúdo. Eu fui uma das primeiras, assim, lançou, eu já estava estudando, lancei. O que que funciona muito até hoje, independente de ser ChatGPT, Claude, o que for? Efeito descoberta. Você sabia que tem, existe uma forma diferente de, existe um caminho. É assim que eu faço para poupar x tempo. Então, você tá apresentando algo para alguém pela primeira vez, uma forma diferente de fazer, que ela até ela conhece a outra. Então, isso funciona muito, eh, deixa eu ver o que mais. Carrossel técnico, só que não pode ser aquele técnico cinco dicas, cinco formas, não, o título, ele tem que ser diferente. Quando a gente cria muito para mulheres, então, a linguagem ela parece mais próxima. Fala assim: Ah, sites que eu te, um exemplo, eu tô falando mais, sites que eu te indicaria se nós fôssemos amigas e nós somos. Então, parece muito próximo. Palestras que eu, se eu pudesse, eu te obrigaria a assistir. E aí, é um jeito que eu tô falando, como se eu tivesse com um amigo, mas é um conteúdo técnico. Era aqueles clássicos cinco dicas, cinco formas. Mas, de um jeito bem mais legal, né? É. Outra coisa que funciona muito, eu fiz um agora, nossa, acabei de postar, que foi um áudio de uma pessoa que falando que mulher não pode usar o fiadaria, não sei o que, não sei o que. E aí eu usei esse áudio, postei, e aí eu joguei só o áudio polêmico que dividiu opiniões. Tava com a Maru agora, como é que a gente responde esse hater? Tudo que divide opinião sempre vai ter mais retenção. Tudo que é algo assim, sabe? Eu tô indo, e outra coisa fundamental, a capa do carrossel, se você for carrossel, for fazer carrossel, metalinguagem é fundamental. Exemplo, a gente postou um, a gente faz muitos conteúdos. Aí teve um que a gente fez: Red flags que todo social media precisa prestar atenção. Red flags, o que que seria o padrão do mercado? Colocar uma bandeira vermelha simbolizando uma red flag. Tá. Mas e se, ao invés de eu fazer isso, eu pegar um personagem que é muito problemático? Perfeito. Eu pego o personagem, ele mesmo já tá falando que ele é uma red flag. Glow up. Aí teve, aí como é o nome dele, aquele, teve um personagem, enfim, que teve um glow up muito grande no Stranger Things. Ele ficou bonito. Aí o título é, olha como é um conteúdo técnico, só que ao invés da gente falar assim: Como melhorar seus títulos, a gente fala: Como ter um glow up nos seus títulos. E aí qual que é a foto? Um personagem que teve um glow up, que melhorou a aparência. Isso comunica muito. E, Milena, teve algum, porque você também, além de trabalhar com os seus produtos, você também já trabalhou com outras pessoas. Sim. Teve algum case muito desafiador de, de nichos diferentes, ou, como que você aplica isso que você tá falando para um, para uma realidade muito diferente, para tipos de produto diferente? Você tem alguns cases assim? Nossa, vários. Tive vários nichos complexos. Eu atendi uma vez um especialista, que o nicho dele era Day Trade. Inclusive, na época, ele era o maior do Brasil. Eu já sei quem é, mas vai, continua. É, foi um nicho muito desafiador. Primeiro, porque eu não sabia o que era Day Trade. Ele me chamou de um dia para o outro e falou assim: Você pode vir para o Rio de Janeiro? Eu lá em Natal. E eu, com aquela sede que a gente, uma coisa importante que eu sempre falo: Nunca perca a sua fome. Que uma vez que você perdeu a sua fome de fazer dinheiro, já era. E eu, com a fome de fazer dinheiro, falei: Vou. De um dia pro outro, peguei um avião, fui para o Rio de Janeiro. Gente, chegando lá, fui estudar tudo de Day Trade. Eu não sabia, eu não sabia nada. Eu não, eu nunca tinha aberto, aberto um painel, nada. E comecei a emergir. E como que eu vou falar disso, se eu não sei nem o que é isso? Só que eu tenho que, fui contratada pra falar disso de uma maneira interessante. Por isso que eu falo, social media, ele tem multi-profissões. Enfim, estudei, e aí uma forma que eu encontrei na época que funcionava muito, e aí depois disso começou a viralizar demais essa forma que era, hoje em dia é muito clichê, muito cringe assim, mas aí porque eu viralizava, que era eu colocava ele em cenas de filmes. Uhum. Então, ao invés de eu falar assim: O poder de não sei o que, sei lá, eu falava: O poderoso trade, eu colocava foto dele, uma foto do Poderoso Chefão. E aí essas metalinguagens funcionavam muito, viralizavam os carrosséis técnicos de Day Trade, por quê? Parecido com o que eu acabei de falar agora, o uso da linguagem não verbal. Perfeito. Tá aí, isso, isso é um bom caso. Você foi trabalhar com alguém cascuda e que, e que é bom de conteúdo, que, né, tipo assim, sabe, sabe fazer conteúdo e tal. Como que você faz para lidar na, na sua, na sua carreira de uma forma geral com esse tipo de perfil? Porque não deve ser moleza, porque você é jovem, eh, apesar de que isso, eu acho que é um atributo bom pra caramba, porque você tem a linguagem, tipo, você nasceu com a linguagem, mas como você faz para poder lidar com isso? Eh, eu trabalhei no G4 Educação, bem no início da minha carreira, e eu digo que o G4 Educação para mim foi uma escola não somente dos conteúdos técnicos, que eu ia para imersão de Customer Experience, não sei o quê, mas de escola de mentalidade e inteligência emocional. Eu aprendi a não levar para o pessoal. Então, sempre que acontecia, até hoje, sempre que acontece uma coisa, eu sempre penso: Ah, isso fala mais sobre a pessoa do que sobre mim. Porém, às vezes pode falar sobre mim, eu vou anotar o feedback. Então, como que eu lido assim? Eu penso muito mais, talvez, talvez a pessoa não esteja num dia bom, talvez esteja acontecendo alguma coisa, e talvez eu não precise me submeter a isso. Também existem várias, muitas variantes. Eu acredito que o problema, principalmente do social media, ali, que tá iniciando, eu vou falar social media, mas eu acho que são várias profissões, é, querer ir e desistir. É querer ir rápido, querer sair. Eu recebi um feedback negativo, não, então eu vou me demitir. Eu recebi não sei o que, nossa, essa pessoa me odeia, ela odeia o meu trabalho, eu não sirvo para isso, eu nunca mais vou ser social media. Levam muito pro coração. E uma coisa que eu sempre falo é: Gente, amanhã é outro dia. Vai dormir, descansa. Que que eu faço pra lidar com esse perfil? Tendo inteligência emocional. Essa é uma das habilidades que numa era de inteligência artificial ainda mais, você vai precisar desenvolver essa skill. Perfeito. E você começou a dar uma pincelada até no case, eh, sobre como criar o conteúdo e tudo. Mas, como desse conteúdo gerar, de fato, vendas? Você até começou a falar um pouquinho de sem ter produto e tudo, mas, eh, como não ficar só no conteúdo também, garantir que isso vai se concretizar em venda? A primeira coisa é só de eu mudar aqui as minhas, minhas linhas editoriais para os meus produtos, eu já tô garantindo que as duas coisas têm coerência. Legal. Que que eu vou fazer? Eu preciso sempre montar um calendário comercial. O calendário comercial, ele vem antes do calendário editorial. Então, vamos definir um calendário realista do trimestre, que eu sei que é difícil para muitos especialistas. Nossa. O trimestre, gente, precisa ter. Não tem como não ter o trimestre. Eu sei que a gente, eu sou uma pessoa muito de feeling. Então, eu mudo muitas coisas também no meio do caminho. Mas pelo menos um norte do que eu vou fazer, eu preciso ter. Então, eu vou definir ali um calendário, fazendo um esforço para ter o meu calendário comercial do trimestre. A partir disso, o meu conteúdo, ele é uma massinha de modelar. Ou seja, eu modelo ele pro tom de voz que eu quiser. Então, se eu tô fazendo um conteúdo aqui, eu vou lançar um produto, não sei, de carrossel, um exemplo, eu vou pegar todos os meus conteúdos na massinha de modelar, do carrossel. Então, eu vou fazer assim: Ó, esse aqui fala de carrossel, eu conecto a CTA com a, isso é um, é uma coisa para você sempre fazer, a CTA, ela sempre precisa conectar com o título. Se eu tô falando de calendário editorial, a CTA vai ser, você, e eu também ensino calendário editorial, não sei o que, não sei o que lá.
[28:38]E entender que os conteúdos, eles têm etapas. Quando eu vou fazer um lançamento, eu gosto de dividir, a minha metodologia, eu divido o conteúdo em algumas etapas. A primeira delas é a etapa de atração. Então, às vezes eu tô fazendo isso antes mesmo do lançamento, que é, renovar base, trazer gente ali que tá interessada no que eu, no futuro próximo, irei vender. Primeira etapa. Isso eu tô fazendo conteúdo diário. Se eu trabalho com perpétuo e lançamento, eu tô num eterno pré-lançamento. Esse é o fato. Então, primeira etapa, eu tô atraindo. Legal. Segunda etapa, gente, aí eu vou para uma etapa que é de antecipação. Que que é antecipação? Que qual que é a grande premissa da antecipação? Eu estou falando sem falar. É uma curiosidade. Eu tô falando que algo está por vir, mas a audiência ainda não sabe o que é. Eu gosto de falar que a antecipação é como se eu tivesse entregando pecinhas de um quebra-cabeça. A audiência não tá vendo ele montado ainda. Ela tá pegando uma pecinha, um, outra, um, outra. Em algum momento, tudo isso vai se encaixar, mas não é nessa etapa ainda. Então, nessa etapa, muitos especialistas gostam de: Tô viajando, para onde eu vou? Tô fazendo não sei o que, vou mudar meu cabelo, que que eu faço? Principalmente as especialistas mulheres. Você tá implementando, tô gravando alguma coisa, mas que que eu tô gravando? É nessa etapa. Depois dessa etapa, de fato, eu começo a captação de leads. Qual que é o erro de muita gente? Começar a captação: Gente, olha só, dia x, eu vou começar um evento, não sei o que, se cadastra aqui. E se você tivesse preparado o terreno antes para pessoa desejar participar? Isso a gente faz em todas as etapas anteriores. Captei leads, estou nesse processo de captação de leads. Aí onde mora o problema, que muitos especialistas têm um pico no primeiro dia, nos primeiros dias, e um pico no último, quando tá se aproximando a data pelo efeito de urgência. O nosso grande, o nosso grande objetivo aqui é gerar picos o tempo todo, durante todo o período de captação. Como que eu vou fazendo isso? Primeiro storytelling, criando iscas, criando funis. Então, eu vou ter um funil de quiz, vou ter um funil de analogia, vou ter um funil, eu tenho vários funis que estão sendo implementados aqui. Eles estão me gerando um pico durante todos esses 20 dias, 15 dias. E aí eu gosto de colocar uma etapa que está em paralelo a essa, que eu estou na captação. Tá. Só que junto nesse período que eu estou aqui na captação, em paralelo a ela no final, tem uma etapa que eu gosto de chamar de aquecimento. Essa etapa de aquecimento, mais ou menos uns sete dias antes do carrinho abrir, ou de um evento, de uma aula um, aula dois, essa etapa é a etapa de bombardeio. Que que significa? Enquanto eu estou captando, eu estou aquecendo o meu produto. Na minha metodologia de produção de conteúdo, a audiência já chega no, no dia do carrinho aberto, sabendo preço, bônus, módulos, depoimento. Tudo. Então, nesses sete dias é, depoimento, depoimento, depoimento. Conheça os bônus do curso x, conheça, antes de pitch, ela já sabe. Bombardeio total. Possa ser que você perca seguidores? Possa ser. Mas também quem ficar lá, vai estar. Vai estar muito consciente, muito consciente. Eu prefiro, ah, que compre. Você está coberto de razão, coberto de razão.



