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[0:00]A estrutura analítica do projeto, o EAP, é a base da gestão de projetos tradicional. E esse vídeo é um guia completo que vai te equipar com tudo o que você precisa saber para elaborar a estrutura analítica do seu projeto. Então se você quer aprender de uma vez por todas como fazer uma EAP, fica comigo até o final do vídeo. E aí, beleza? Eu sou o Andro Barbosa. Montei esse vídeo com muito carinho, com tudo que você precisa, da teoria à prática, incluindo a utilização da inteligência artificial. O meu objetivo é que ao final desse vídeo você possa incluir com segurança, elaboração de EAP na sua lista de habilidades. Beleza? Então bora pro vídeo. Pensamento analítico. Se a EAP é a base do projeto, pensamento analítico é a base da EAP. Segundo o Fórum Econômico Mundial, no relatório The Future of Jobs desse ano, pensamento analítico foi a habilidade mais importante selecionada pelos empregadores. Mas qual é a essência do pensamento analítico? A essência do pensamento analítico é, obviamente, analisar. Analisar significa separar o todo em partes menores para melhor compreender o todo. Além de analisar, o pensamento analítico faz uso de outras operações, como comparar, classificar, para ao final sintetizar, que é juntar as partes novamente no todo, mas agora com um entendimento muito maior e muito mais completo. Melhorar a sua capacidade analítica vai te ajudar a escrever melhor, a argumentar melhor, enfim, a pensar melhor. Mas como é que o pensamento analítico se conecta a EAP? Estrutura analítica do projeto. Segundo o PMI, a estrutura analítica do projeto em inglês, Work Breakdown Structure ou WBS, é uma decomposição hierárquica do escopo total a ser executado pela equipe do projeto, a fim de alcançar os objetivos e criar as entregas necessárias. E escopo é a soma de todos os produtos, serviços e resultados que têm que ser entregues como um projeto. Resumindo, a WBS descreve o que o projeto vai entregar. Essa decomposição, ela pode ser apresentada de várias formas: de uma forma gráfica, como se fosse um organograma, com uma lista numerada, ou como uma tabela, não importa. O que importa é que a EAP respeite algumas regras, e a mais importante e principal regra é que 100% do trabalho do projeto esteja representado na EAP. E presta muita atenção nesse ponto porque ele é muito importante. Trabalho do projeto significa as entregas, o resultado final, não as atividades. O conteúdo da EAP também pode ser apresentado de várias formas. Você pode quebrar o projeto por entregas, e aí você vai ter as entregas e subentregas, ou você pode organizar o projeto por funções, e aí cada função terá as suas entregas, ou você pode quebrar o projeto por fases, e cada fase terá as suas entregas. Ou você pode misturar um desses três formatos, todos eles são válidos. É importante destacar que os elementos da EAP não estão em ordem de importância, não contém recursos, custos, tempos associados, dependências. Mas apesar de não conter esses itens, a EAP vai ser a base da execução de todas as técnicas de planejamento do projeto, por isso que ela é tão importante. E agora que a gente já viu toda a base teórica, como é que a gente sai de um projeto para a EAP? Decomposição do projeto. A técnica de decomposição consiste em analisar o projeto, quebrando ele em partes menores. Você pode fazer a decomposição de cima para baixo, que é o top down, você pode fazer a decomposição de baixo para cima, que é o bottom up. Você pode usar um modelo, um template já estabelecido, ou mesmo utilizar um padrão da indústria, ou juntar todas essas formas, não importa. Mas será que existe alguma técnica que vai te ajudar a decompor o projeto em partes menores? Na década de 60, a consultora Barbara Minto criou um método de comunicação que prega que as ideias, elas devem ser apresentadas seguindo um formato de pirâmide. O seu livro, O Princípio da Pirâmide, esse azulzinho aqui na estante, ele é um best-seller mundial e é utilizado por inúmeras consultorias no mundo todo. Eu vou deixar o link desse livro na descrição, ele já foi traduzido para o português. Mas o que que o princípio da pirâmide tem a ver com a decomposição do projeto? É que para suportar o princípio da pirâmide, ela criou um outro princípio, conhecido como MECE, que significa Mutuamente Exclusivo, Coletivamente Exaustivo. Em outras palavras, nada faltando, nada repetido. Vamos ver um exemplo como é que esse princípio funciona. Digamos que você quer planejar um churrasco. Então, um dos itens desse seu projeto vai ser comida. Você pode quebrar comida em dois sub-itens: carnes e acompanhamentos. Dentro de carnes você vai ter fraldinha, linguiça e coração. Dentro de acompanhamentos, farofa, molho à campanha e pão de alho. Você garante que essa sua EAP, ela é coletivamente exaustiva, se estas forem todas as carnes e todos os acompanhamentos que você vai servir no seu churrasco. E se sua farofa tiver bacon, para garantir que a sua EAP seja mutuamente exclusiva, você vai ter que pegar esse bacon e colocar junto das carnes e não debaixo do acompanhamento. Sacou? Em quantos níveis você pode decompor a EAP? Em quantos níveis você quiser. Não existe um limite teórico de quantos níveis você pode decompor um projeto. Em quantos níveis você deve decompor a EAP? Bom, aí a resposta é depende. Porque quanto maior a decomposição, mais detalhes e maior controle você terá sobre o escopo do projeto. Porém também será maior o seu esforço para criar, manter e atualizar a EAP. Você e o seu time do projeto são os responsáveis por definir qual é o nível de decomposição adequado para o seu projeto. Existe uma rule of thumb, ou melhor prática, que indica que você deve decompor a EAP até que os itens de último nível, que são conhecidos como pacotes de trabalho, possam ser realizados entre 8 e 80 horas ou entre 4 e 40 horas.

[6:55]É uma prática extremamente válida, porém para ser aplicada no final do planejamento, porque no começo do planejamento você não vai ter as informações necessárias para poder aplicar essa prática. E agora que fechamos a parte teórica e conceitual, vamos ver como é que fica isso tudo na prática. Então, se você tá curtindo o vídeo, deixa aquele joinha, ou deixa um comentário porque isso me ajuda muito a decidir qual é o próximo roteiro que eu vou elaborar aqui pro canal. EAP na prática com IA. Obviamente, eu poderia fazer um exemplo sem a utilização da inteligência artificial. Porém, hoje em dia, na prática, você vai acabar utilizando IA. E eu vou utilizar um framework para construção do prompt. Eu vou deixar na descrição alguns links sobre esse assunto, mas o foco desse vídeo não é em técnicas de elaboração de prompt. Feitos os disclaimers, vamos começar. Vamos elaborar a EAP para um churrasco. Nesse exemplo eu vou utilizar o framework Race. Race vem de role, que é papel, action, que é ação, context, que é contexto e expectation, que é expectativa. Eu estou utilizando a versão gratuita do chat GPT, mas funcionaria para qualquer outro LMM. O meu prompt ficaria assim, ó: Como um churrasqueiro profissional, elabore a EAP para um churrasco. A EAP deve ter obrigatoriamente três níveis de decomposição, seguir o princípio MES e ser apresentada no formato de tabela. Garanta que somente substantivos serão utilizados na definição dos itens da EAP. Vamos ver como é que ficou o resultado. O resultado ficou muito bom.

[8:39]A IA trouxe uma EAP bem estruturada e bem completa, porém tá faltando um ponto aqui e não foi culpa da IA. A IA gerou a EAP com base numa única palavra, que é churrasco. Tá faltando contexto, tá faltando o C do framework. Tá faltando a especificação do escopo do projeto. Vamos refazer o prompt e incluir a especificação do escopo do projeto para ver como fica o resultado. Como um churrasqueiro profissional, elabore a EAP para um churrasco. O churrasco será para 20 pessoas da minha família, por um período de 4 horas, na área compartilhada do meu prédio. Deve incluir opções vegetarianas, eu serei o churrasqueiro e não haverá contratação de equipe de apoio. A EAP deve ter obrigatoriamente 3 níveis de decomposição, seguir o princípio MES e ser apresentada no formato de tabela. Vamos ver como é que fica o resultado. Como vocês podem ver, a inclusão da especificação do escopo do projeto como contexto no prompt trouxe uma EAP muito mais adaptada à nossa realidade. Obviamente, a EAP não tá perfeita. Tem alguns itens importantes que eu tiraria e outros que estão faltando. E essa é a deixa para falarmos da última técnica, que é crucial para a elaboração de uma EAP. Opinião dos especialistas. Um gerente de projetos nunca deve ser o único responsável por elaborar a EAP. A EAP é um trabalho do time do projeto. Você deve pegar essa versão inicial gerada por inteligência artificial, copiar para alguma ferramenta e facilitar uma sessão com as principais partes interessadas para que elas possam revisar e ajustar a EAP do seu projeto. A EAP é a ferramenta mais importante da gestão de projetos tradicional e a base de todo o planejamento. Então, se você quer melhorar a sua capacidade de gestão de projetos, pode assinar o canal e ativar o sininho que você não vai se arrepender. E eu vou deixar dois vídeos no card para você continuar os seus estudos: o primeiro que vai te ajudar a mapear os resultados e benefícios do seu projeto, e o segundo que vai te mostrar como se tornar um gerente de projetos completo. Beleza? Curtiu? Então, até o próximo vídeo. Valeu!

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