[0:05]Aos 35 anos, Camilo Castelo Branco vive o maior dilema da sua vida. Perseguido pela justiça, hesita entre fugir e entregar-se à prisão. O seu amor proibido com Ana Plácido já pôs a mulher que ama atrás das grades e Camilo sabe que é o próximo. É já conhecido como escritor e está em risco de ser enviado para o exílio. Com medo, tenta escapar à justiça, esconde-se em casas de amigos de terra em terra, adiando o inevitável. Quando desiste de fugir e se entrega, abre caminho para a grande mudança da sua vida. O ano que passa na cadeia da Relação é decisivo.
[0:48]Como se fosse uma questão de vida ou de morte, Camilo Castelo Branco escreve sem parar. Em 15 dias, termina aquele que será o seu livro mais célebre. O Amor de Perdição chega ao público em 1862 e torna-se um tremendo êxito. Os leitores choram as desventuras do amor puro que se confronta com a tragédia. Vivem como seus os amores trágicos de Simão, Teresa e Mariana. Amou, perdeu-se e morreu amando, é a história. História assim poderá ouvi-la a olhos enxutos a mulher, a criatura mais bem formada das branduras da piedade, a que por vezes traz consigo do céu um reflexo da divina misericórdia. Essa, a minha leitora, a carinhosa amiga de todos os infelizes, não choraria se lhe dissessem que o pobre moço perdera a honra, reabilitação, pátria, liberdade, irmãs, mãe, vida, tudo, por amor da primeira mulher que o despertou do seu dormir de inocentes desejos.
[2:26]Alguém poderia dizer, não há coincidências, e não há, de facto. Camilo Castelo Branco está preso na cadeia da Relação do Porto por causa de um amor impossível. Para passar o tempo, escreve um romance genial sobre o amor trágico que leva o seu protagonista à cadeia da Relação, no Porto.
[2:48]De alguma maneira, quando Camilo escolheu o subtítulo de Amor de Perdição, memórias de uma família, está a estabelecer uma identificação. Quando abrimos a novela, na introdução, encontramos logo a figura de Simão, através de um registo das cadeias da relação do Porto, em que Simão aparece com indicação da sua afiliação. Nós verificamos que ele, sujeito, eh, narrador que se assume como autor que escreve aquele texto, eh, e que escreve nas circunstâncias em que um seu antepassado também, eh, eh, circunstâncias semelhantes às que um, às que um seu antepassado viveu e que se encontra no mesmo lugar, portanto, é essa coincidência, essa duplicidade que adensa a tragédia. Coincidência que ele vai explorar, é exatamente essa, essa coincidência que o justifica que ele escreva. Ele encontra, ah, o registo, ah, da prisão de Simão Botelho, seu tio, eh, eh, e, e o que importa é que é com base numa algada coincidência de situações que ele vai contar a história de Simão Botelho. E essa história é coincidente, eh, com, com a sua. Portanto, ao denunciar a situação, eh, eh, enfim, de, de, da, da perseguição, eh, e de, da, da injustiça e ao, eh, reivindicar o direito ao amor e à paixão e à concretização disso, ele está a defender-se a si próprio. Porque ele confessa-se. Aquela narrativa é uma auto confissão. E é uma auto confissão de desespero e qualquer homem ou qualquer mulher sente nesse desespero do amor, nesse desespero do desejo, nesse desespero do, do ter e não ter, do sonhar que tem, mas não vai ter, da impossibilidade, da possibilidade de tocar e não tocar. Em 1849, num baile de Carnaval, Camilo Castelo Branco conhece o amor de uma vida. Ana Plácido, inocente de 17 anos, solteira ainda. Camilo apaixona-se nesse momento, mas de pouco vale. Um ano depois, Ana Plácido casa com Manuel Pinheiro Alves, imigrante que fizera fortuna no Brasil. Camilo vai para Lisboa determinado a fazer-se escritor, mas os planos não correm como previsto. Volta ao Porto, muda de vida e ingressa num seminário. A vocação religiosa também falha. Fica no Porto e regressa à escrita. Vai publicando furiosamente. Torna-se conhecido a partir de 1856 com a edição de Onde está a felicidade? Obra elogiada por muitos, entre eles, Alexandre Herculano. Onde está a felicidade? Camilo captou alguns dos ingredientes mais importantes na sociedade portuguesa do século XIX.
[6:11]E particularmente a importância do dinheiro, como motor da sociedade. No que estará também alguma presença do endinheiramento introduzido na província portuguesa pelo, pelos brasileiros de torna viagem.
[6:40]Ele, a partir daí capta certos movimentos que depois se vão prolongar por toda a obra. Mas que dão ao Onde está a felicidade esse papel de iniciador e de, e de uma nova orientação na ficção romanesca.
[7:05]sou o homem mais feliz do mundo. Com a fama, vem finalmente a concretização da paixão. Em 1858, a relação de Camilo e Ana Plácido é comentada da Foze até à Campanhã e torna-se um escândalo preferido das boas famílias. Isso é mesmo verdade. Verdade? Sim, essa história da Ana Plácido e do Camilo. Pá, eu acho que sim. Eu acho que ela saiu de casa abandonando o marido.
[7:38]Ana, abandona a casa do marido e vai viver com Camilo. Para escapar à pressão social, Camilo, Ana e o filho mudam-se para Lisboa. Essa mulher manchou a sua honra. É a altura de lutar e não se deixar vencer. Pinheiro Alves tenta negociar o fim da relação, disposto a receber a sua mulher de volta à casa, mas não tem sucesso. A paixão é forte e fala mais alto que os laços do matrimónio.
[8:09]Mas eu já não sei esperar. Em dezembro de 1859, o marido enganado leva o caso à justiça. Ana Plácido é acusada de crime de adultério e Camilo de copular com mulher casada. Ana é presa em junho e Camilo, depois de uma breve fuga, entrega-se a 1 de outubro. É uma novela seguida com avidez pelo povo.
[8:38]Toda a gente conhecia o que tinha acontecido com, ah, os amores difíceis do Camilo com a Ana Plácido. A sociedade do Porto, que nessa altura era um meio literário muito forte, muito importante, acompanhou isso, não é, com, com muita curiosidade, com muito interesse, às vezes uma forma um pouco doentia até, e, portanto, isso também teria contribuído para o, o sucesso do romance. Mas, no fim de contas, eh, Camilo, eh, tinha uma coisa, quer dizer, extraordinária. Eram, antes de haver publicitários, um publicitário extraordinário. Ele estava na cadeia por causa de um amor infeliz. Ah, o que é que fez a, a promoção do, do Amor de Perdição? Foi o amor infeliz, foi o facto de ela na Pláci está na cadeia naquele momento. O Camilo nisso tinha um sentido de oportunidade notável. Criou-se em torno do, do julgamento de Camilo Castelo Branco e da Ana Plácido, uma, uma espécie de, de fações, não é? Umas que eram a favor de Camilo, outras que eram a favor de Pinheiro Alves. A verdade é que mesmo nos jornais, e mesmo em termos públicos, Pinheiro Alves encarregou-se de fazer alguma publicitação do escândalo, desta relação. A verdade é que Camilo Castelo Branco, eh, acabou por conseguir dar volta a isto tudo. E o escrever o Amor de Perdição não é tão inocente assim, independentemente do aspeto literário da obra. Eu creio que provavelmente também há aqui um fator muito forte de tentar convencer os 12 jurados de que ele se perdera por amor. E a melhor forma de convencer os 12 jurados era convencer as 12 mulheres dos 12 jurados. E, e ele conseguiria isso através de uma obra como, como foi o amor de perdição.
[10:29]Escreveu o romance em 15 dias, os mais atormentados de minha vida. Tão horrorizados tenho deles memória, que nunca mais abrirei o Amor de Perdição, nem passarei a lima sobre os defeitos em edições futuras.
[10:52]Era ainda no prefácio da segunda edição que Camilo prometia não mais voltar à sua obra prima. Mas ainda o reviu três vezes, tantas quantas as edições que viu na praça.
[11:07]Em 1861, ah, Camilo está realmente, eh, entrar no auge da maturidade, e, eh, Amor de Perdição, eh, foi, eh, desde o momento da sua publicação, uma obra reconhecida como uma grande novela. Penso que na construção das personagens, eh, na verosimilhança que, de facto, o Camilo conseguiu, eh, num realismo que não é de escola, mas que surge nas falas, na apresenta, na mímica, na apresentação das personagens, eh, está, possivelmente, uma das chaves do êxito desta obra. O desenlace é, eh, extremamente conseguido, ah, é, de facto, uma obra prima camiliana. O Amor de Perdição é uma obra magnífica, mas é também uma obra de emoções muito, muito fortes. E, portanto, mesmo pessoas que não tinham grande preparação ou instrução para poder apreciar a qualidade literária do texto, aderiam apaixonadamente àquelas personagens, àquele enredo. Liam na esperança que as coisas se resolvessem, que afinal o desfecho não fosse tão trágico. O ritmo da história, o desenho das personagens tão nítido, aqueles que o Camilo construiu para que nós os amássemos e aqueles que construiu para que os odiássemos. O livro conta-nos amores trágicos de Simão Botelho e Teresa Albuquerque. Filhos de famílias inimigas, preferem morrer a desistir do amor que os une. Representam a liberdade de amar contra as exigências sociais. A narrativa de Camilo é visual, popular e comovente.
[13:02]É, no meu juízo, que é, de facto, a nossa versão da Romeu e Julieta. Aliás, Camilo, ah, conhecia bem Shakespeare e tinha até na sua biblioteca, eh, um, um, livros do, ah, de Shakespeare. E, portanto, ele é, de facto, são um rapaz e uma rapariga que se amam e o amor deles é contrariado de uma maneira violenta pelos, pelas famílias. Camilo conseguiu, ao contrário do que acontece noutros livros seus, em que ele se derrama em considerações exteriores à narrativa, ali ele não perde o fio à meada. Simão, o grande herói, é um jovem turbulento que o amor transforma. Os 15 anos de Simão têm a aparência de 20. É forte de compleição. Belo homem, com as feições de sua mãe e a corpulência dela, mas de todo avesso ao génio. Teresa é uma jovem fidalga de província que desafia o poder paterno e, por amor, recusa um casamento de conveniência com o seu primo Baltazar Coutinho. Amava Simão uma sua vizinha, menina de 15 anos, rica herdeira, regularmente bonita e bem nascida. Da janela do seu quarto é que ele a vira pela primeira vez, para a amá-la sempre. Não ficará ela em colme da ferida que fizera no coração do vizinho. Amou também e com mais seriedade que a usual nos seus anos.
[14:37]Há ainda Mariana, a jovem do povo que se apaixonará por Simão ao ponto de escolher morrer. Essa figura que tudo faz pelo amado acentua a grandeza da tragédia. Os sentimentos do coração só os posso agradecer com amizade. Eu já lhe pedi mais alguma coisa, senhor Simão. O ferrador tinha uma filha, moça de 24 anos, formas bonitas, um rosto belo e triste. Notou Simão os reparos em que ela se demorava a contemplá-lo e perguntou-lhe a causa daquele olhar melancólico com que ela o fitava. Mariana corou, abriu um sorriso triste e respondeu: Não sei o que me adivinha o coração a respeito de vossa senhoria. Alguma desgraça está para lhe suceder. A figura de Mariana é absolutamente espantosa. Essa também, eu não direi que é que seja uma mulher anjo, mas é a mulher abnegada, a mulher pura, a mulher que, para si, com um amor incondicional, muito à maneira romântica, que aparece, eu não direi em conflito, porque não há conflito, como sabemos, não é? Mas aparece em contraste com a Teresa, que suicida-se no final porque tem que acompanhar Simão. A Teresa é pintada como é pintada a heroína da época, é uma figura, eh, virginal, distante, uma, uma tímida, uma abúlica, não é, que assiste mais aos acontecimentos do que participa neles. A Mariana não, é uma mulher de armas, não é, portanto, intervém na ação e intervém de uma forma decisiva, não é? O próprio suicídio da Mariana é uma afirmação de vontade, não é, é claramente uma afirmação de vontade. Já muito mais próxima da figura das heroínas clássicas, por exemplo, do que está, eh, a Teresa, que é, eh, que se deixa morrer, não é? De uma forma um pouco, eh, desistente. Tudo acontece num crescendo dramático que anuncia a tragédia. Teresa está presa num convento e Simão tenta libertá-la. Na confusão mata Baltazar Coutinho, que disputava sem sucesso o coração de Teresa. Sou eu. Vossa Senhoria. Banha que eu deixo fugir. Eu não fujo. Estou preso. Aqui tem. Essa adesão à figura de, de, de Simão e à figura dos amorosos, é necessariamente uma clivagem e uma demarcação relativamente aos outros. E aí a todos aqueles que, a toda a sociedade que de alguma forma, ah, ah, se constituiu como obstáculo desse amor. Ah, e essa sociedade é a sociedade constituída pelos homens feitos feras. Portanto, a, a comoção do leitor relativamente a uns, eh, é acompanhada necessariamente, eh, do ódio e é mesmo a expressão utilizada, ah, no texto Camiliano, ah, pelo ódio, por esses homens feitos feras que, ah, perseguiram, ah, e impediram a concretização desse amor. Depois, também, é um cheirinho de transição. O, o Amor de Perdição é uma, é uma obra anti-ética. No fim de contas, o, o João da Cruz é um assassino, o Simão é um assassino. Ah, são pessoas que, que, para quem o indivíduo vale muito mais que a sociedade, que querem que, que, vão atrás das suas amores, das suas paixões e o resto não tem muita importância. E depois as pessoas gostam de desgraça, gostam de cheirinho a pecado.
[18:22]Depois do crime, Simão Botelho é preso. Mariana será a sua fiel companheira. Teresa, a amada, continua no convento. para de não privar de ser feliz. Temos que pensar que as pessoas não iam para Freiras, na maior parte dos casos, por vocação. Era porque os pais não tinham, por exemplo, dote para tantas filhas e metiam umas quantas no convento. Havia mães que prometiam, esta menina vingar e não morrer, vai para o convento, tanta imensa gente que estava ali obrigada e que realmente a maior parte dos conventos havia, enfim, haveria de tudo, mas pouca vergonha e que os covivia e tudo o resto também havia, não é? Havia amantes, havia freiras que tinham filhos, etc. E, e o Camilo sabia isso muito bem, não é? E retrata, porque ele tem muita graça.
[19:08]Se Simão estava no leito doente ou prostrado, Mariana, que tivera alguns princípios de escrita, sentava-se à banca e escrevia 100 vezes o nome de Simão, que muitas vezes as lágrimas de Lião. E isto assim, durante 7 meses, sem nunca ouvir nem proferir a palavra Amor. Isto assim, depois de vigílias noturnas, ora impressos, ora em trabalho, ora no caminho de sua casa, onde ia visitar o pai às 10 horas. Simão é condenado ao exílio na Índia. Embarca, mas ao saber da morte de Teresa, decide também pôr fim à vida. À Mariana só restará uma decisão.
[19:53]Se eu morrer, que tenciona fazer, Mariana? Morrerei, senhor Simão. Morrerá. Tanta gente desgraçada que eu fiz.
[20:07]Mariana é uma intrusa, de alguma forma, que ela é a força dela, é porque é desgraça completa. Quer dizer, a Teresa sofre, mas sabe que o Simão sofre por ela. Enquanto que a Mariana não. Ela sofre por alguém que não a quer, que a olha com amizade e não há nada mais duro, não é, do que uma pessoa estar apaixonada por outra que lhe oferece a sua amizade. Uma pessoa quase prefere o ódio, não é? Eu prefiro que me odeies ou não te quer ver mais, não é? Agora, eu apaixonadíssima por alguém que me oferece amizade, quer dizer, isso é um balde de água gélida, não é? De facto, esse trio amoroso resolve-se através da morte. Aquilo que não seria aceitável em vida, de acordo com os códigos éticos e morais da, e sociais da altura, eh, torna-se, eh, de alguma forma, espiritualizado e aceite, eh, na vida para além da morte. Porque ele tinha esta percepção de que as pessoas eram, o que as pessoas sentiam.
[21:03]E, e isso transformou, de facto, no, no escritor do povo, ele é um, é um dos poetas e dos escritores do povo. Exatamente por essa, por essa percepção dos nossos sentimentos, das nossas preocupações, das nossas canseiras, daquilo que são as nossas expectativas, faça ao futuro, daquilo que são as relações amorosas, porque ele foi um namoradeiro muito grande. Bom, eu suponho que a experiência do cárcere foi, ah, muito rica do ponto de vista literário para Camilo. Aliás, o Camilo dizia, eu não tenho imaginação, tenho memória. E o, o elemento autobiográfico é efetivamente fundamental na obra de Camilo e não se pode entender o Camilo sem conhecer a vida de Camilo, que é uma vida também dramática e romanesca. Porque o Camilo teve também uma vida romanesca, cheia de amores, de duelos, de conflitos, de guerrilhas, literárias e não só, não é verdade? O Camilo vivia em estado de irritabilidade permanente, com ele próprio, com os outros, de impaciência, com os outros. Eh, e viveu também uma, uma dinâmica muito curiosa que acontece em muitos autores, de vítima carrasco, não é? Eh, se por um lado castigava, eh, as pessoas que, que ele julgava, eh, que não obedeciam àquilo que, que ele entendia que devia ser, eh, e por outro lado, arborava-se em, eh, eh, arborava-se em vítima dessas mesmas pessoas. Essa dinâmica está permanente na, na sua personalidade e também, eh, na sua obra. Portanto, as polémicas são um resultado ainda disso. Eh, ele insulta, não é, insulta às vezes de uma forma tenebrosa, fazendo, eh, recorrendo ao sentido, um sentido de humor absolutamente corrosivo, não é? eh, medonho, eh, também para depois se apresentar como vítima, não é? Ele não tem controle sobre esse processo, está continuamente a queixar-se e a verberar.
[23:12]A história de vida de Camilo Castelo Branco também tem tragédia, amor e drama. Tudo servido em doses exageradas. Os seus livros não são filhos do acaso. É fácil explicar a personalidade conflituosa, a instabilidade de espírito, a inadaptação aos locais, através da infância e juventude que viveu. Ele sabe que Camilo não, quer dizer, nasceu mal, eh, ficou sem mãe cedo, sem pai cedo, aos 10 anos já não tinha pai nem mãe, era pobre, não tinha juízo, nem dinheiro nem nada e construiu-se. E fez-se um, um grande romancista, mas foi ele que fez à própria custa e com muita dor, com muito sacrifício.
[26:37]A boémia fala mais alto que os estudos de liceu e da Faculdade de Medicina. Em Vila Real, conhece Patrícia Emília de Barros, sua prima, e decide fugir com ela. Colabora com revistas e jornais, publica peças de teatro e poemas. A sua primeira mulher e a filha morrem e, em 1848, nasce a segunda filha, fruto da relação com a prima. Aos 23 anos, abandona a nova família em Vila Real e volta a instalar-se no Porto como jornalista. de uma vida um pouco boémia, por cafés, por agiador, por exemplo. E, por conseguinte, tinha, ah, um, um conjunto de amizades nas quais se movia. E, e que, naturalmente, se aplicavam em boa parte à conquista, não é? Logo nessa altura, não é?
[27:49]É, é uma evidência amorosa de Camilo, é uma série de contradições de, eh, quebras, não é, de mudanças, eh, que o tornam em si um romance.



