[0:00]Quando você fala sobre a importância da virgindade, então, de uma mulher, para que ela se case, seja com, sei lá, 20, 20 e poucos anos, mas virgem, isso é um absurdo, isso é o machismo, isso é o patriarcado querendo controlar o corpo da mulher. Mas espera aí, esse tipo de putaria faz muito mais mal a uma mulher, me desculpem, do que se ela for se casar aos 13 e 14 anos, desculpa.
[0:29]Senhores, minha vida está tranquila demais. Eu tô sem problema, então eu resolvi entrar nessa controvérsia sobre o casamento da menina de 12 anos com um homem de 35, que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais indiretamente teria reconhecido. Na verdade, o que houve ali? Um homem e a mãe da menina foram inocentados da acusação de estupro de vulnerável, porque o tribunal reconheceu que havia uma relação de afeto, muito semelhante a um casamento, entre esse homem e essa menina. Então eu vou falar sobre isso aqui, a minha opinião é extremamente polêmica e controversa desde sempre, por quê? Porque ela desagrada e irrita tanto aos conservadores quanto aos progressistas. Então, nesse vídeo aqui, provavelmente você vai ser chamado de um monte de coisa absurda. Mas enfim, se você tiver um mínimo de inteligência, que tá ficando cada vez mais raro hoje em dia, você vai conseguir acompanhar meu meu raciocínio e vai ver que ele faz sentido, você pode até não concordar. Mas enfim, algumas coisas já tem que ficar claras de antemão. Se você, que é um conservador, acha mesmo que os progressistas estão preocupados com a proteção de crianças, meu filho, tu tá vivendo em outro mundo. Tu não tem acompanhado o que, né, os acontecimentos dos últimos anos no nosso país e no mundo, onde muitas vezes situações que claramente violam os direitos das crianças são apoiadas por essa mentalidade progressista, pós-moderna, que vem em tudo opressão. Esse mesmo pessoal que acha um absurdo um adolescente se casar, acha normal uma criança dizer que é um menino que nasceu no corpo de uma menina, ou uma menina que nasceu no corpo de um menino e defendem que eles têm que tomar hormônio. Não interessa se no futuro essas pessoas vão ter problema de depressão, vão querer tirar a própria vida, enfim, não interessa, porque esse pessoal não está preocupado em proteção de crianças e adolescente. Esse pessoal tá preocupado é com o avanço da agenda, então é muito inocência achar que esse pessoal tá aí, ah, tá preocupado com a vida da adolescente que se casou. Vamos acordar, né, gente? Então, eles não são, eles não são a favor da proteção das crianças. Nesses casos específicos, eles são contra o quê? Casamento, contra família, é isso. Porque para eles essas instituições são opressoras, são arcaicas, são, enfim, capitalistas, etc, etc. Isso aí, basta você ler a obra do Marx e do Engels que você vai entender que a família era um óbice para eles, a constituição da sociedade que eles, né, deliravam em construir. Então vou dar minha opinião aqui e para piorar, ainda vou falar de forma bastante objetiva, para tornar a turnina mais complexo. Mas enfim, senhores, então vamos lá. Primeiro, do ponto de vista da esfera legal, em termos de lei, existe alguma discussão a ser feita nesse caso? Não. A decisão claramente viola a lei brasileira. A lei brasileira estabelece que qualquer tipo de relação sexual com um menor de 14 anos, consentida ou não, é considerado uma relação com o não consentimento e, portanto, o estupro de vulnerável, tanto no caso de um homem como no caso de uma mulher. Ponto, do ponto de vista legal, não tem nem o que discutir aqui. Agora, do ponto de vista jurídico, que foi o caso da decisão dos desembargadores, cabe discussão? Aí cabe, e é o que eu vou fazer aqui nesse vídeo, como eu falei, de forma objetiva. Porque uma coisa é a esfera legal, aquilo que a lei determina, outra coisa é a esfera jurídica. E o ordenamento jurídico, ele compreende, isso é uma questão um pouco técnica, mas ele compreende muito mais do que a lei, ele compreende também o quê? Os costumes, as decisões dos tribunais interpretando a legislação, e etc. Então, o conceito de ordenamento jurídico, ele é mais amplo do que o conceito legal. E a decisão dos desembargadores claramente foi uma decisão levando em conta o ordenamento jurídico, e não a, enfim, a questão meramente legal. Então, no primeiro ponto, tá, para ser bem objetivo aqui. Vamos começar essa discussão, evoluindo de etapas para etapas, certo? Vamos começar daquilo que são fatos indiscutíveis. Você pode até não gostar, você pode até não concordar, mas paciência, eu vou falar inicialmente aqui de fatos, até que nós ingressemos numa esfera onde os fatos vão ser interpretados, vão ser analisados, aí já é uma esfera mais dialética. Mas primeiro, vamos começar com fatos e aí a gente vai avançando nessa discussão, certo? Então, primeira coisa, dentro da esfera biológica, certo? O que é que a menstruação significa no corpo de uma mulher? Que eu tô falando de um fato. Significa basicamente que ela está apta à reprodução. Queira você ou não concordar com isso aí. Qual que é a média da menstruação de uma menina hoje? Não sei exatamente, o que eu sei é que ela é, ela ocorre mais cedo do que há décadas atrás. Tanto é que a festa de 15 anos geralmente era uma festa que, com, coincidia geralmente com a menstruação da moça, quando ela realmente estaria apta a se relacionar, porque ela poderia ser mãe, etc, etc. Excepcionalmente, eu já ouvi falar de meninas com 8, 9 anos que estão menstruando. Certamente isso não deve ser algo muito natural. A gente vive uma sociedade onde o estilo de vida, a alimentação, a exposição dessas meninas cada vez mais a conteúdos nas redes sociais, de forma precoce, enfim, tem gerado aquilo que muitos médicos chamam de puberdade precoce no caso das meninas. Mas então, do ponto de vista biológico, nós temos que a menstruação prepara o corpo da mulher para a reprodução, e isso aí, em média, vamos colocar, vai, acontece com 11, 12 anos por aí, talvez um pouco mais em alguns casos, um pouco menos. Então, isso é um fato. Agora, para onde esse fato biológico nos conduz? Nos conduz para uma discussão que muitas vezes não agrada a mentalidade romântica, conservadora, da nossas sociedades, conservadora por um lado e bastante progressista por outro, como eu vou falar aqui. Que nos leva às seguintes conclusões. Vocês acham mesmo que em sociedades primitivas, as meninas quando entravam em fase de reprodução, elas já não se relacionavam logo? Imagina em sociedades que precisavam ali crescer, se reproduzir, clãs bastante primitivos onde a quantidade de pessoas era importante para a subsistência. Aqui eu tô falando de uma coisa bem biológica ainda, né? Vocês acham mesmo que, ah, quando a menina tivesse lá 20 e poucos anos, que ela já tivesse ido para a faculdade, que ela já tivesse uma vida profissional consolidada, vocês acham mesmo que era nessa idade que essa menina iria se relacionar? Deixa eu dizer uma coisa para vocês, tá, não era. Tá bom? Eu sei que isso pode chocar muita gente aí, mas muito mais cedo as meninas começavam a se relacionar. Então, essa consequência biológica, que é um fato, a menstruação, o corpo da mulher preparado para poder, enfim, reproduzir. Dentro de uma esfera sociopsicológica primitiva, era utilizado dessa maneira, não tinha todo esse, tanto é que em algumas sociedades até hoje, meninas mais ou menos nessa idade se casam. Significa que necessariamente elas vão ter relação sexual? Não. Em alguns casos, sim. Isso acaba acontecendo, principalmente em alguns lugares do Oriente, mas em geral não é isso que acontece. Agora, para não ir nem tão longe ainda nessa esfera sociopsicológica mais antiga. No Brasil, por exemplo, até o século 19, era muito comum moças de 13, 14 anos não apenas serem casadas, mas já serem mães. Se você vai ler os registros de casamento dessa época, a própria literatura brasileira dessa época, os testemunhos de pessoas mais antigas, você vai perceber que muitos, por exemplo, da, por exemplo, bisavós de muita gente que tá me ouvindo aqui agora, meu filho, tu acha que ela casou com o quê? Com 18 ou 19 anos? E olha que 19 anos hoje em dia é considerado uma idade nova, né? Mas com 19, 20 anos, depois que ela já tinha ido para a faculdade, que ela já tinha se formado. E como eu repito, né? 19 anos hoje é considerado uma idade, meu Deus, né? Muito nova. Mas enfim, vocês acham que a sua bisavó se casou ou se juntou com um homem quando ela tinha 19 anos? Rapaz, eu cheguei a ouvir testemunho de pessoas que as avós se casaram com 12, 13 anos. E começaram a ter filhos. Por quê? Não era uma sociedade, e aí é que a gente vai entrar num ponto agora interessante, com as mesmas complexidades da sociedade atual. Então não existia essa problemática que eu, eu assumo que existe hoje, e eu vou falar sobre ela, em relação ao casamento de mulheres mais novas. Vejam, nós estamos falando aqui de casamentos. Poderia até não ser aquele casamento formalizado, até porque o casamento cartorário não é uma coisa tão antiga, né? Geralmente era a Igreja Católica que fazia esse tipo de registro, ou a própria comunidade ali, quando as pessoas sequer registravam na igreja, mas enfim, então não era uma sociedade tão complexa como a que a gente tem hoje, e, portanto, não era algo tão problemático que uma mulher, uma moça ali, por volta dos 12, 13, 14 anos, se casasse. Talvez não tão nova, né? 12 anos, mas ali 13, 14, isso acontecia muito. Agora, você vai me perguntar, tá, Duarte, mas será que a complexidade da sociedade atual é a mesma dessas sociedades? Como eu acabei de falar, não é, meu filho, e eu reconheço, então, que, obviamente, isso vai impactar no que diz respeito ao casamento de uma moça de 13 ou 14 anos hoje. Não tenho nenhuma dúvida disso. Reconheço que a, a, a situação é bem diferenciada. Se você me perguntar, ah, Duarte, você teria coragem, então, de dar uma filha sua de 12 anos, 13 anos para casamento? A minha resposta é: depende, filho, depende, porque se a gente tivesse falando de uma sociedade primitiva, ou de uma sociedade como eram as sociedades até o século 19 e tal, a situação era uma. Agora, hoje, dependeria do quê? Em primeiro lugar, qual que era o dote que esse cara daria pela minha filha? E aí, muita gente ignorante vai achar o seguinte, ah, tá vendo, tá falando de vender a filha. Isso era uma coisa que acontecia antigamente, né? O pessoal que fica assistindo novela da Globo e não entende as coisas. Ou então é uma coisa que essa própria mãe lá poderia estar fazendo em Minas Gerais, etc. Não, meu filho, porque ao menos dentro do contexto que eu tô falando, e que geralmente é o contexto de um dote, o dote é uma proteção para a mulher contra um eventual percalço ou acidente que aconteça com o marido, ou mesmo o marido eventualmente desistir do casamento, etc. Era uma garantia para que essa mulher não ficasse desamparada em caso de um eventual separação do marido. Pronto. Então, meu filho, se o sujeito fosse um sujeito de índole, de caráter e desse uma garantia firme e sólida para minha filha de que ela iria ter um bom dote, excepcionalmente eu não veria problema. Agora, qual que é o grande problema hoje? Primeiro, dote já não existe mais. Segundo, um homem que realmente garantisse que ficaria com a minha filha, enfim, a vida inteira, que não trairia, e que sustentaria, e que apoiaria, e que construiria efetivamente uma família com ela. Hoje em dia não dá para confiar. Então eu admito que essas coisas todas se somando tornam muito mais complexo um casamento de uma moça nessa idade do que há 100 anos atrás, do que há 200 anos atrás. Então, é um fato que hoje, sim, é uma exceção, uma menina hoje com 12, 13, 14 anos. Embora ela, muitas vezes, tenha a estrutura biológica para poder se casar, porque ela vai poder ser mãe, etc., ela não tem a estrutura psicológica ou mesmo sociológica, muitas vezes, a maioria não tem essa estrutura. Sim, vai ter que passar por um processo de educação, por um processo de amadurecimento, a sociedade mudou, a complexidade da vida urbana é muito maior do que a complexidade da vida no campo, até hoje em dia, né? A vida no campo, ela é muito menos complexa do que a vida nas sociedades urbanas. Então, eu concordo que isso aqui, uma, algo como foi reconhecido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, é a exceção. E ainda assim, eu sou a favor apenas quando os pais aqui decidem. Há um tempo atrás eu fiz um vídeo aqui, uma situação parecida que foi uma moça, eu não vou me lembrar de onde, de 16 anos, que aí na ocasião que causou mais estranheza era a idade do marido dela, né, acho que 60 e poucos anos. Enfim, e eu dei essa mesma opinião. Se os pais dão o consentimento, se a adolescente não vai forçada, violentada, você não tá vendo ali, se não está vendo ali nenhum tipo de tráfico de pessoas, ou algo do tipo, eu não vejo problema. Eu sei que todo mundo se desagrada com essa opinião, todo mundo fica revoltado, mas aqui entra num ponto fundamental que eu quero colocar nessa discussão, e é quando a hipocrisia de muitas pessoas, inclusive de alguns conservadores, tá, mas aqui principalmente dos progressistas, elas vêm, essa, essa hipocrisia vem à tona. Porque vejam, para muitos é um absurdo, como pode uma menina de 13, 14 anos se casar? Isso é um absurdo, é abuso de menores. E aí o pessoal faz um escândalo, né? Porque o casamento é algo abominável, como eu falei, o casamento, família, imagina se um adolescente dessa idade tem estrutura para casar. Não, ela precisa, ela precisa primeiro o quê? Progredir academicamente, profissionalmente, ela precisa se tornar uma mulher independente, que depois vai ficar com esse discurso que não precisa de homem para nada, etc. Que não quer ter filho, etc. Então, eles vêm com esse discurso, que é um absurdo que uma menina se case. Agora, esse mesmo pessoal não vê problema nenhum em ficar discutindo com um adolescente, aborto, uso de camisinha, promiscuidade. Adamare, né, com todos os defeitos que ela possa ter eventualmente, né? No governo passado, ela lançou uma campanha que à época era mais ou menos algo, conscientizando as adolescentes a iniciarem a sua vida sexual mais tarde, porque isso poderia, eh, prevenir contra gravidez indesejada, contra doenças indesejadas, uma série de problemas que, obviamente, atingem as meninas hoje em dia. E isso foi considerado um absurdo pelos progressistas, é um absurdo, é o Estado interferindo na família. Vocês percebem a hipocrisia desse pessoal que não vê nenhum problema em crianças irem ao museu e andarem de mãos dadas com um homem nu, que sempre trazem à tona essa discussão sobre a idade do consentimento. Quem vocês acham que acaba, muitas vezes, incentivando essas adolescentes a adotarem uma vida de promiscuidade, ir para baile funk, ficar grávida de um monte de homem que elas nem sabem quem vai, quem vai ser o pai do, do, do filho ou da filha delas. Então, vocês vejam que isso é uma puta de uma hipocrisia, porque esse pessoal não tá nem aí. Quem é que lembra daquele filme, eh, eh, eh, Sound of Freedom, que aquilo ali era teoria da conspiração, quando a damares e outras pessoas denunciavam abusos e violências que aconteciam contra crianças ali no Nordeste, era tudo teoria da conspiração, né?
[15:24]Aquilo ali, ah, isso, teoria da conspiração da extrema direita. Quando você fala sobre a importância da virgindade, então, de uma mulher, para que ela se case, seja com, sei lá, 20, 20 e poucos anos, mais virgem, isso é um absurdo, isso é o machismo, isso é o patriarcado querendo controlar o corpo da mulher. Mas espera aí, esse tipo de putaria faz muito mais mal a uma mulher, me desculpem, do que se ela for se casar aos 13 e 14 anos, desculpa. Se você acha que um casamento com um homem que seja digno, com um homem que seja sério, embora eu reconheça, né, que hoje em dia isso tá ficando muito complicado também, né? Enfim, por outras questões, mas se você reconhece, se você acha que é um casamento viável para uma moça de 13 ou 14 anos, vai ser mais prejudicial a ela do que uma vida de promiscuidade, uma vida de, enfim, todo tipo de conduta que a vá levar a um aspecto destrutivo. Desculpa, tu tem mais é que se lascar, bicho.
[16:21]Porque a tua burrice já chegou num nível de manipulação que você não consegue mais nem entender aspectos lógicos, porque, ah, as mulheres antigamente eram todas oprimidas, imagina uma mulher de 13, 14 anos que já tinha, sei lá, dois, três filhos, iria, quando chegasse aos 20 e poucos, já teria lá seus 10 filhos, etc. Isso era muito opressor para as mulheres, isso era um absurdo, imagina, né? Agora, hoje em dia as mulheres, tudo tomando remédio, cheia de problema de cabeça, indo a psiquiatra, psicólogo, com problema de ansiedade, depressão, tudo insatisfeitas, isso então é que é normal, isso é que é bom, as meninas tudo aí grávidas aos 13, 14 anos, de pessoas que elas nem sabem muitas vezes quem é o pai do filho ou da filha. Quer dizer que isso é que é bom? Meninas cheias de doenças, cheias de problema. Então entenda uma coisa, meu filho, eu, obviamente, reconheço que dentro da situação atual, o casamento de uma moça de 12, 13 anos é exceção. Mas, ao mesmo tempo, defender uma putaria institucionalizada, como é o que o progressismo defende, por mais que eles vão, né, eles neguem que não é isso, a gente só quer dar liberdade para as mulheres poderem exercer a própria sexualidade, como os homens sempre exerceram. Aí você vê as consequências, né? O número de mães solteiras no Brasil só aumenta, o número de mulheres, né, e homens também, porque as mulheres sendo, enfim, prejudicadas e desequilibradas na sociedade, isso desequilibra os homens também. Enfim, o número de pessoas que frequentam consultórios psicológicos, tem depressão, tem ansiedade, tem mais um monte de coisa, só aumenta a cada ano. Então, me desculpem, a gente tem que ter o bom senso de entender. Tudo bem, se deve ser exceção à regra, algo como isso que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais reconheceu, também deveria ser exceção, se é para pensar no bem-estar psicológico e espiritual dessas crianças, no bem-estar físico, que elas tivessem envolvimentos promíscuos. Que elas fossem incentivadas a abortar, usar camisinha, ia fazer um monte de coisa que hoje não tem nenhum problema. A menina vai para o baile funk, dança a noite toda de shortinho no, no meio de um monte de homem muito mais velho do que ela. Ninguém vê problema nenhum. Discute-se em escolas de ensino fundamental, uso de preservativo, e etc, etc. Ninguém vê problema nenhum. Mas aí, quando fala em casamento, é sempre um absurdo. Então entenda, esse pessoal não gosta é de família, esse pessoal não gosta é de casamento. Tanto é que hoje, como eu falei no início, se você fala para uma moça de 18 ou 19 anos se casar, é um absurdo, que ela ainda é muito nova. Ela tem que buscar a carreira dela, ela tem que buscar a independência dela, etc. Porque não dá para ficar dependendo de homem nenhum. Então, esse é o discurso na essência. Não pensem que é para proteger criança, coisa nenhuma. A ideia é simplesmente inviabilizar famílias, e eles estão conseguindo fazer isso com sucesso. E agora, inclusive, né, com o apoio dos conservadores que não entendem esse aspecto do que eu tô falando, porque eles acham que não, realmente os progressistas se preocupam com as crianças. Eles se preocupam coisa nenhuma, meu filho. E se você, que é um conservador, não consegue entender essa excepcionalidade também do que eu falei, desculpa, você tá mergulhado numa visão romântica, totalmente fora da realidade, meu filho. Uma visão que, por um lado, torna as crianças seres extremamente protegidos e quase que uma propriedade do Estado, e por e de outro lado, expõe essas crianças a males terríveis, por meio de uma institucionalização do próprio Estado, né? Quem não lembra aí da famigerada cartilha gay, há alguns anos atrás, que deu aquele problema todo, e as pessoas não entendem essa relação paradoxal. Então, você precisa ter bom senso, meu filho, e entender o que que é uma exceção, o que que é uma regra, a fim de que você não seja enganado. Enfim, eu sei que esse vídeo já ficou longo demais, mas como eu disse, eu ainda fui bastante sucinto aqui em relação a esse assunto. Como eu falei, cara, para mim hoje, casamento de uma moça nessa idade é algo excepcional. Agora, como regra, nem o casamento e nem a putaria. E eu digo mais, entre o casamento e a putaria, a putaria ainda faz muito mais mal do que um casamento, né? Mas as pessoas não estão prontas para esse discurso, né, principalmente hoje, numa geração de tanto delírio. Afinal de contas, o movimento de única peça pode definir um jogo inteiro. Até a próxima, senhores, e que o eterno nos dê sabedoria.



