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O Erro Invisível Que Está Te Travando no Powerlifting (NÃO É O SEU TREINO)

Léo Veloso

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[0:00]No vídeo de hoje eu quero trazer um tema que ninguém comenta, mas que pode estar travando seus resultados muito mais do que você imagina. Hoje a gente vai falar de mentalidade, mais especificamente sobre autoconsciência. Você pode estar seguindo um treino de elite, uma ótima planilha de treino, ter bons equipamentos, talvez até mesmo os importados da SBD. E até um treinador muito experiente, com diversos títulos e medalhas, mas se não entende como você funciona e sobre o que a gente vai conversar aqui hoje, cara, nada disso vai adiantar. Então fica comigo até o final e bora resolver isso de uma vez por todas. Fala galera, beleza? Aqui quem fala é o Leo Veloso e para quem não me conhece, eu sou atleta e treinador de powerlifting, posto conteúdos sobre treino de força aqui no meu canal e no meu Instagram toda semana. E aqui na descrição você pode estar encontrando os meus programas de treino para você iniciar uma boa periodização e começar uma evolução de verdade. Agora sem mais delongas, bora então para o conteúdo. É um tema um pouco diferente que a gente vai abordar aqui, a gente não vai estar falando sobre estratégia de periodização, sobre dica de execução em si, mas cara, conversar sobre um pilar muito forte como mentalidade, a sua importância para nós atletas de powerlifting e até mesmo aspirantes atletas, como talvez você que esteja me assistindo. Isso acontece muito porque, diferente de alguns outros esportes, eu sinto que o powerlifting, a rotina de um atleta profissional e amador é muito similar em relação ao treino, em relação à demanda do treino. Então, por exemplo, a gente tem atletas de elite como exemplo, Taylor Atwood, que treina quatro vezes na semana. E a gente tem atletas amadores que nem sequer competem, né, de forma frequente, que às vezes treinam até mais do que ele. Então você repara que não é uma coisa como, por exemplo, um futebol, onde um atleta profissional, sei lá, deve jogar 8 horas por dia e um amador ele joga só nos finais de semana. Então o tratamento que nós temos com o esporte, com o treino de força, com o powerlifting, seja né, nível amador ou profissional, ele tende a ser quase que o mesmo. E é por isso que cuidar da mentalidade e alinhar as expectativas é tão importante. Enfim, quando a gente fala sobre autoconsciência, a gente tem que entender o que ela é. É basicamente a sua capacidade de observar suas emoções, seus sentimentos, a maneira que você se comporta, como que você lida, como que você escolhe, como que você toma suas decisões, e perceber como tudo isso impacta diretamente no seu treinamento e nos seus resultados. No powerlifting pode significar, por exemplo, saber identificar quando que você realmente está desmotivado ou quando você está estagnado, reconhecer alguns padrões de autossabotagem que fazem você não atingir sua máxima performance, e até mesmo ter clareza do seu objetivo, do seu propósito, o que você realmente quer no esporte. Enfim, atletas que realmente se conhecem e realmente têm uma boa mentalidade, conseguem tomar decisões melhores no treino, fora do treino, nas escolhas alimentares, durante, antes da competição e por aí vai. Então, pra gente começar aqui, vamos iniciar com algo mais simples, mas ao mesmo tempo muito poderoso e aí a gente pode colocar em um formato de lista para ser um pouco mais fácil de entender, pode ser? O primeiro item da lista é autorreflexão. A gente vai falar sobre reflexão e responsabilidades. Eu quero que você se pergunte três coisas. A primeira delas é o seguinte, quais são as minhas responsabilidades hoje? E sempre que eu penso nisso, eu lembro do atleta Taylor Etwood, que eu até comentei anteriormente, que é um atleta que ele não é treinador, então ele não vive de powerlifting, ele trabalha, na verdade, com uma outra área, se não me engano é alguma coisa de computação, programação, não tô lembrado. Ele tem uma família, tem mulher, tem filhos. Ele ainda treina powerlifting, compete em alto nível, então assim, o cara tem uma vida teoricamente normal. E ainda assim consegue ter aquela performance, aquela evolução. Mas isso só acontece por quê, inclusive veio, né, parte da ideia desse vídeo veio disso. Eu assisti um vlog dele muito legal, que ele tava mostrando lá o seu diário de treino, um caderninho que ele tem, e aí ali, logo nas primeiras páginas, estava sobre as responsabilidades dele e as suas prioridades, e tava lá, lista, né? Família, trabalho, treino, esse tipo de coisa. Então não se engane, todos atletas de elite, sem exceção, trabalham muito a mentalidade e tem tudo isso que eu vou falar aqui com vocês na ponta da língua. Enfim, pensa quais são as suas responsabilidades e a tarefa é o seguinte, liste todas elas e coloque o quanto de energia que elas exigem. Então, por exemplo, o trabalho, faculdade, né, os estudos, relacionamento, saúde mental, lazer, treino. Liste todas elas e coloque o tempo que você reserva para cada uma dessas coisas e com isso você já vai ter uma noção completamente diferente de como que a sua rotina é, em vez de viver apenas no modo automático. Dessa maneira, você consegue redistribuir o que você acha que é necessário, de acordo com as suas prioridades, ou simplesmente entender melhor como que a sua rotina funciona. Porque o que eu vejo de gente reclamando que, ah, eu não consigo treinar bem por conta do meu trabalho, por conta dos meus estudos, né? Tem que dar atenção no relacionamento, tal, mas cara, às vezes é só uma questão de você se organizar. Exemplo, tem uma rotina mais corrida no trabalho na sexta-feira, sexta-feira eu chego cedo e saio tarde. Talvez seja um dia que seria legal você tirar um day off, porque você não joga, de repente, o seu dia de treino mais pesado para um dia que você tem mais tempo de livre, mais tempo disponível, talvez um dia de folga, um dia que você saia mais cedo no serviço, entende? São coisas que às vezes é só você pensar. E também muitas vezes redistribuir o tempo, talvez você tá colocando mais tempo em alguma coisa que não é sua prioridade e isso está afetando você. Segunda pergunta que é muito importante, o que mais me preocupa na minha jornada no powerlifting? Exemplo, eu tenho medo de não conseguir bater pés, eu tenho medo de me machucar, eu tenho medo de falhar, medo de ser julgado. Qual que é a sua maior preocupação? E a solução prática para isso, após você refletir, é transformar a sua preocupação em uma meta específica. Então, exemplo, a sua maior preocupação é você não conseguir evoluir o seu supino que está estagnado. Em vez de ficar pensando dessa maneira, ou então falando, quero melhorar o meu supino, coloca uma meta específica. Quero sair dos 100 kg de supino e ir para 110 kg de supino até dezembro de 2025. Para isso eu tenho, sei lá, 8 blocos de treino e a cada três blocos eu quero tentar uma carga máxima e evoluir pelo menos 2,5 kg ou 5 kg nessa fase. Isso é só um exemplo, tá, você tem que alinhar com o seu treinador, mas entende como é diferente a abordagem, em vez de você focar então em algo negativo, ou algo subjetivo, de apenas quero melhorar isso, eu quero virar não sei o que, eu quero melhorar a minha técnica, sabe, coloca coisas específicas, metas específicas. E a terceira pergunta também que é muito importante é o seguinte, estou usando o meu tempo de maneira eficiente? Isso tem muito a ver também com a nossa primeira pergunta. Então se o seu dia tem 24 horas, quantas horas esse dia você realmente está focando no treino? Quantas horas você fica no trabalho, você fica estudando, você fica no seu relacionamento? Quantas horas você fica no seu celular sem fazer nada, apenas rolando o feed do Instagram? Entendendo então quais são as suas responsabilidades, né, que a gente falou no item um e tudo mais. Agora você pode fazer uma leitura mais real da sua rotina, e mais precisa exatamente de quanto tempo você está levando para cada tarefa e aí você vai perceber que algumas tarefas não são, na verdade, suas prioridades e responsabilidades e você ainda tá nem mandando muito em cima dela. Talvez seja a hora de você tomar uma atitude. Porque não adianta você treinar forte, se dedicar e dormir 4, 5 horas por noite, porque você fica no celular. Uma coisa completamente diferente é você dormir pouco, porque sua rotina te obriga a dormir pouco devido aos seus afazeres de trabalho, família, etc. Agora outra coisa é porque você fica vendo meme no Instagram, ou vendo vídeo do Leo Veloso, por exemplo. Inclusive, se você está vendo esse vídeo em vez de estar dormindo, durma e amanhã você continua o vídeo.

[7:01]Então assim, o seu desempenho, o seu evolução no powerlifting, ela é reflexo do que você faz fora da academia também. Não tem como a gente diferenciar, o nosso corpo, a nossa recuperação, ela é a mesma, ela é afetada. Então toma bastante cuidado com isso, beleza? E agora a gente vem então para o nosso segundo item. Após ter feito essas perguntinhas, eu quero que você pare e pense o seguinte: experiências passadas, o que já deu certo para você? Autoconsciência também se trata de você conseguir reconhecer alguns padrões que deram certo no passado, identificar isso, saber realmente fazer uma boa leitura. Então você lembra, por exemplo, de um bloco de treino ou um ciclo de treino específico que você se sentiu imparável, que estava dando tudo certo, você sentia muito forte, muito preparado, muito disposto nos treinos? Pois é, agora pare e pensa o que você estava fazendo durante esse ciclo. Como que era o seu sono, como que era a sua alimentação, como que era a sua rotina? Como que era a sua relação com o treino? Será que naquela época você não estava se divertindo mais com o treino e agora você fica treinando com muita cobrança e pressão? Enfim, começa a anotar esses padrões, começa a investigar isso, a relembrar isso. Dessa maneira, você pode realmente criar uma lista do que funcionou para você no passado, do que você fazia que dava certo. E esses elementos que você listou, eles não podem ser exceção. Precisam se tornar a base do seu planejamento. É claro que a gente sabe que a nossa vida ela muda, a nossa rotina muda. Então antes você podia dormir 8 horas e hoje você só consegue dormir 6 horas, por conta dos estudos, trabalhos, etc. Tá tudo bem, mas com certeza deve ter algo ou mais de algo, na verdade, algumas coisas que você fazia antes que te ajudaram muito nesse momento que você se sentia imparável e que você pode retornar a fazer. Até porque se você não aprendeu com o seu histórico de treino, os seus blocos que você já fez, que você acertou, que você não acertou, cara, você só vai continuar cometendo os seus próprios erros. Você tem que entender o que tá dando certo, ou melhor, o que deu certo e o que deu errado. Terceiro ponto, fonte de energia, de onde que vem, digamos que a sua força. Exemplo um: você rende melhor em algum horário ou dia específico. Assim como eu falei anteriormente, vamos supor que você, de repente, tirou um dia de folga no sábado e é um dia que você se sente completamente forte, descansado, porque não precisa pensar no trabalho, tem mais tempo livre, consegue realmente ir para a academia e aproveitar. Não faz muito sentido nesse treino você colocar, sei lá, o seu terra mais leve da semana, não concorda? Ou então você se sente completamente energizado treinando pela período da manhã. Cara, você acorda disposto, tem ótimo treino, e se você deixa para treinar à noite, depois do serviço, você não rende nada. Que sentido faz você não se organizar para treinar de manhã e continuar aquele loop infinito de treinar à noite, porque você ficou com preguiça ou porque você não se organizou e está prejudicando o seu treino e você sabe que isso te prejudica. Tem que pensar nesses aspectos. Exemplo número dois, música. Vamos supor que você é uma pessoa que funciona muito bem com música, você consegue elevar o seu nível de hype na hora certa, você consegue performar bem, até porque a gente sabe que música tem efeito ergogênico. Então vai lá, cria uma playlist específica, talvez para a semana mais pesada, para as top sets, talvez até uma playlist específica para aquecimento, para antes do treino, para as back offs, para os acessórios, por incrível que pareça, funciona, porque lógico, seu nível de hype não vai ser o mesmo durante o treino todo. Você provavelmente não vai querer escutar aquele rockzão que te faz ficar extremamente hypado durante a sua série de aquecimento com a barra. Então, pensar nesses detalhes também pode ser legal e claro que aqui vai vários outros exemplos. Mas eu só quero tentar exemplificar para você pensar um pouco fora da caixa, sabe? Justamente, né, no que estava dando certo, o que funcionou para você nos últimos blocos, o que estava te dando também essa força, digamos assim, o que estava te tornando imparável e você sentia que estava funcionando, que combina com você, para você tentar fazer de novo. O nosso item número 4 também é de suma importância, aqui a gente vai estar falando sobre positividade versus negatividade. Muitas pessoas acabam se sabotando com pensamentos negativos, vão enfrentar um PR, né? Vão enfrentar uma barra, um peso que nunca levantaram e começa a pensar, ah, não vou conseguir, tô com medo de falhar, acho que vou me machucar, não sei se, não sei se é uma boa ideia, não sei se eu tô pronto. Esse tipo de coisa só reforça você realmente a não conseguir, vai minando a sua confiança. Então você precisa começar a criar um ritual de visualização positiva antes de fazer os seus levantamentos mais pesados. Talvez pensar nas últimas vezes que você bateu PR, em feedbacks positivos que você recebeu do seu treinador, elogios dos seus amigos, pensar na medalha que você está tentando conquistar, durante essa sua preparação. Enfim, você tem que pensar em algo positivo para realmente ativar o seu sistema de confiança. E dessa maneira, trocar os pensamentos negativos e as autofalas negativas por positivas. Então, em vez de pensar que eu não vou conseguir, você tem que pensar, vou fazer isso o melhor que eu conseguir, com a minha melhor técnica, com a melhor velocidade, vou fazer isso que parecer fácil. Em vez de pensar que você não está preparado para isso, pensa o oposto, você se preparou para isso, afinal, você está treinando há meses, há anos por esse momento. É a sua hora, você merece isso. Então são pequenos detalhezinhos que fazem uma completa e tremenda diferença, inclusive nos campeonatos. O que eu vejo de gente com pensamentos negativos e por isso indo na barra já derrotado, é absurdo. E uma coisa também que eu acho muito legal é aplicar também as visualizações e mentalizações geral de uma maneira diferente de apenas antes da série. Você pode fazer, por exemplo, um horário separado, às vezes, eu tô ali trabalhando e tal, tenho um tempo livre e simplesmente fico sentado, fecho os meus olhos e começo a mentalizar, visualizar o meu próximo treino pesado, ou a minha próxima competição, eu levantando as cargas, e isso também já começa a me despertar aquela sensação, aquela emoção que a gente tem quando a gente bate um PR, quando a gente atinge um objetivo, quando a gente consegue cumprir o proposto e já começa a ficar mais animado, mais hypado, isso é legal também.

[12:07]Você tem, você também pode exercitar isso, não apenas durante o treinamento, mas fora, porque quanto mais positivo você pensar, quanto mais você mentalizar, visualizar, parece que quando você chega na barra, é só mais uma vez de fazer, você já fez isso inúmeras vezes antes. É sério, funciona demais, demais mesmo. Quinto item, feedbacks e críticas, outro ponto muito importante. Aceitar feedbacks e críticas realmente exige muita autoconsciência e a gente precisa tentar separar um pouco as coisas, principalmente de levar para o lado pessoal. Eu sei que tem vezes que as pessoas elas vão falar alguma coisa, realmente, sem nenhum embasamento e não faz sentido escutar elas, principalmente se você treina, sei lá, numa Smart Fit. Mas você tem que também saber identificar quando esses feedbacks estão frequentes e estão vindo de alguém que é relevante, como por exemplo, um parceiro seu da sua equipe de treino, ou então o seu próprio treinador, ou um atleta mais experiente, alguma coisa assim, tem coisas que vem pro bem, e a gente precisa saber separar realmente o lado pessoal. Então tenta diminuir um pouco o seu ego, né, deixa ele menos inflado e tenta talvez aceitar um pouco melhor o que as pessoas estão querendo dizer, desde que você saiba que, lógico, a intenção delas é verdadeiramente boa. E aí começa a pensar em soluções para isso. Por exemplo, você subestima muito a sua força. Você vai lá, coloca aqui na barra 100 kg e fala que seria um RP9 e na verdade, tá todo mundo falando que foi um RP6. Pô, de repente, vai lá, senta com o seu treinador, tenta alinhar metas mais realistas. Pede talvez para ele te orientar quais cargas colocar também, não se basear unicamente em RP, eu faço muito isso com meus atletas. Ou talvez é o tremendo oposto, você se sentiu um RP6, falou que foi um RP6, mas seu treinador, os outros atletas, seus amigos estão falando que foi um RP9, cara, saiu muito pesado, mas você não quer aceitar aquilo, não quer aceitar que fez um overshot. Cara, você precisa solucionar isso, justamente, tendo menos ego. Até porque uma coisa também muito legal quando a gente estava falando, lembra de ciclos passados, o que funcionou no passado e tal. Eu, o Leo, quando tava gravando esse vídeo, já fui meio que refletindo aqui também e eu lembro que os meus melhores blocos de treino, os momentos que eu mais me senti forte, que eu mais evoluí, era momentos que eu não dava overshot. Então a gente começa a pegar alguns padrões por aí. Hoje em dia, eu, o Leo, raramente dou overshot, se vocês verem às vezes até uns undershots, digamos assim, ou seja, fica um pouco abaixo do proposto e eu sei que isso me faz muito bem. Aumenta muito minha confiança, deixa minha recuperação boa, não estraga a periodização. E eu só fui começar a ter esse pensamento recebendo críticas, aceitando as críticas, às vezes eu fazia os exercícios e as pessoas falavam, cara, você é um RP9, eu, putz, você é um RP8. Claro que no primeiro momento a gente fica um pouco bravo, parece que a pessoa está falando para é para provocar algo assim, mas cara, às vezes não, então, né, também tem que saber filtrar. Sexto item, agora ação e melhoria contínua. Então, receber essas críticas, coletar esses feedbacks, entender o que você precisa melhorar, é só o meio do caminho. A gente precisa da parte prática também, como que você vai fazer isso? Uma coisa que às vezes acontece, tem gente que é muito pessimista e muito insegura. Vai para a barra já parecendo que tá derrotado, ou nem tenta brigar às vezes no levantamento, já meio que desiste, fala que tá tudo ruim. Às vezes faz um movimento bom e fala que não gostou, que a técnica ficou horrível, que não era, né, a força que ela tinha, não tá num dia bom, nem nunca tá num dia bom, todos os dias são ruins, enfim, esse tipo de gente. Às vezes pode ser você, e aí é só meio que recebendo, né, feedbacks e críticas construtivas para perceber, mas vamos supor que você percebeu. Como que você pode melhorar? Qual que é a solução prática? Pense nisso. Um bom exemplo é o que a gente conversou agora também anteriormente, né, visualizações, mentalizações, autofala positiva, automotivação. Então você para com esse pensamento negativo e começa a falar positivamente, fala que você consegue, fala que você ficou bom. Você vê ali o vídeo que você gravou e mesmo que você talvez não tenha gostado, você começa a falar, não, ficou bom, sabe? Pô, o RP era 6, senti 6. Ah, técnica, né, bateu amplitude. Estendeu o joelho, foi um movimento validado, para ser ainda uma competição. Começa a ver coisas positivas também. A técnica, principalmente, é algo que eu sinto que as pessoas às vezes se prendem muito e na maioria das vezes você precisa de tempo para evoluir a técnica. Então não adianta o que você pensa, o quanto que você detesta ela, você não vai melhorar de uma sessão para outra, na maioria das vezes. Você precisa apenas ficar mais forte, ter mais prática técnica. Então foca também nesses pontos positivos. Outro exemplo, talvez você guarde muitas frustrações e decepções para você mesmo, isso acaba te moendo um pouco por dentro. Quando você falha, quando algo não sai dentro do proposto, o seu tempo de luta é muito grande, que chega a atrapalhar as outras sessões, o restante do bloco, esse tipo de coisa. Vamos supor que você falhou no seu agachamento, falhou em algum levantamento e você realmente está muito triste. Legal, você tem até 24 horas para sofrer esse luto, digamos assim, eu sempre falo isso para os meus atletas, depois disso é vida que segue, você esquece, você deleta isso da sua cabeça. Até porque tá tudo bem você ter essas emoções, sentimentos, não tem como você também ficar feliz ou ficar indiferente porque as coisas não saíram dentro do proposto, não, pô. Você está se dedicando todo dia, indo para a academia, treinando, você quer evoluir. Às vezes você percebe que não evoluiu, ou estagnou, ou até mesmo regrediu em algum momento específico que às vezes pode acontecer e está tudo bem não ficar bem nesses momentos, mas você tem que saber fazer, né, uma transição para depois esquecer isso. Então, até 24 horas de luto. Outra coisa, converse mais com seu treinador ou com um atleta, amigo seu, seu parceiro de treino, alguma coisa assim. Talvez você precise conversar, falar, pô, hoje realmente não foi um bom dia, mas cara, vou tentar melhorar, eu acho que isso aqui não encaixou, qual que é a sua opinião? Tô realmente frustrado, tô realmente triste, sabe, tá tudo bem, você às vezes não precisa ficar guardando isso só pra ti, porque para algumas pessoas isso realmente pode acabar consumindo muito, prejudicando muito o desempenho dos treinos. E algo que ninguém fala, mas, pô, é sério, pode acontecer. Nossa, como você está forte, sabe o que você pode fazer para ficar ainda mais forte? É só deixar um like aqui embaixo e se inscrever. É sério, isso ajuda muito mesmo o crescimento do canal e eu agradeço demais. E nos links aqui da descrição do vídeo, você vai estar encontrando também os meus programas de treino totalmente periodizados, assim como também as nossas lojas parceiras, onde você pode estar usando o cupom Veloso para um desconto exclusivo. Agora sim, pode voltar para o vídeo, valeu. Enfim, vamos lá para a conclusão, então, e o planejamento para o nosso futuro. Vamos colocar tudo isso que a gente já falou na prática de uma maneira que eu acho que é inteligente e realmente eficiente. Que também não adianta você querer abraçar o mundo e melhorar tudo de uma vez, não é bem assim que funciona. A gente vai fazer o seguinte exercício, ó, vamos lá. Liste três coisas que você quer melhorar ainda esta semana, crie uma estratégia diferente para cada uma das coisas listadas e no final da semana, revise o que você fez, revise como foi sua evolução e veja se você conseguiu já solucionado, de repente, alguma coisa, ou se você ainda precisa insistir e talvez você vai modificando a lista ao longo do tempo, ao longo do seu bloco de treino, por exemplo. Primeiro, eu quero criar metas realistas de números, realmente o que eu quero atingir. Ao longo do tempo eu fui sentindo que eu fui me desapegando um pouco de números no powerlifting, o que é algo positivo, mas não da maneira que eu fiz, que foi, eu acho, muito exagerada, ao ponto de eu nem me importar muito mais se eu tô atingindo tal número ou não, apenas quero ficar evoluindo, ficando mais forte. Então, talvez eu criei isso por uma insegurança, talvez com medo de frustração e eu preciso voltar, porque eu sei que criar metas é algo muito motivador e reacende aquela chama que a gente tem no esporte. Outra coisa que eu coloquei na minha lista, né, o item número dois, voltar a utilizar mais visualizações e mentalizações durante o meu treino e até antes do treino. É algo que eu fazia muito, é algo que eu gosto muito de fazer, principalmente em preparação, mas agora, como eu tô longe de competição, eu acabei ficando um pouco mais relaxado. Então é algo que eu quero melhorar e provavelmente eu tenho que sentar e colocar talvez um horário do meu dia para fazer isso, ou até mesmo, às vezes, colocar uma anotação ali no app de treino meu e colocar, pô, visualiza antes dessa série, só pra me lembrar, me obrigar a fazer isso. Não sei, vou pensar, mas começa a entender, assim, o que que eu quero dizer com criar, né, realmente planos para conseguir cumprir o que você quer cumprir. E o terceiro item que eu coloquei aqui é reduzir o uso do celular durante o treino, que eu sinto que às vezes fico um pouco desfocado depois que sai a série principal, não me dedico tanto nos acessórios por conta do celular. Eu não consigo reduzir ele completamente, porque eu utilizo ele para gravar vídeo para vocês, para o Instagram e tal, mas, por exemplo, eu não preciso fazer uma, a minha série e postar ela imediatamente no Instagram. Eu posso, de repente, usar meu celular para gravar as séries, olhar o meu treino e apenas após finalizar o treino, postar no Instagram, para não me distrair. Entende como são coisas simples, mas que podem fazer diferença? Então, essas vão ser as minhas metas para essa semana, para eu melhorar e já tô criando aí um plano para isso. E você, quais que são as suas, quais que são os seus planos? Se você quiser e se sentir à vontade, compartilha aqui também nos comentários, pode ser legal. Enfim, tudo isso aqui que eu falei, eu sei que pode parecer ali papo de coach, e talvez até seja e tá tudo bem, mas eu acho que psicologia no esporte é de suma importância, é algo muito, muito subestimado e negligenciado. Então eu precisava trazer isso para vocês, porque eu realmente acho que é um grande diferencial e muitas das vezes a gente fala de treino, periodização, execução, variação, e às vezes, cara, não é isso que você está precisando para evoluir. Então, se esse vídeo fez sentido para você, por favor, deixa um like aqui embaixo, se inscreve no canal e deixa aquele comentário, beleza?

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