Thumbnail for A reclamação é a materialização da desesperança | Italo Mundo Afora Ep. 3 by Italo Marsili

A reclamação é a materialização da desesperança | Italo Mundo Afora Ep. 3

Italo Marsili

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[0:00]Esse lugar aqui, a arte escrita nessas ruínas, elas fazem com que o nosso coração se abra e uma resposta apareça diante desse tanto faz, diante dessa desesperança.

[0:13]A contemplação do amor, ela é anterior e fundamental para que eu possa ser um homem ou uma mulher virtuosa. Não tem um humano que não serve, entre outras coisas, para ajudar os outros seres humanos a alcançarem esse lugar, de amor, de felicidade, de esperança. Para tomar cuidado para não escorregar aqui, né, no meio do caminho. Caraca! A gente tava gravando ali. Aí de repente eu vejo ela chegando, eu falei, opa, será que encontraram a gente aqui em cima, no meio da neve? Esse é um motivo da alegria, sim, a gente foi criada com uma coisa que transcende, que é eterno, que vai fazer com que a gente dure para sempre. Esse é a grande virada de chave para fazer algo relevante na vida, é conseguir falar com Deus com o mesmo amor e com a mesma confiança, mesmo quando você tá só fazendo merda. Tá tocando mais um. Alo. Próximo episódio.

[1:16]Isso aqui já tem muitos e muitos e muitos e muitos séculos. Conseguem imaginar o coração e o espírito das primeiras pessoas que chegaram nesse lugar e começaram a construir. Aqui atrás de mim há um arco, que é o arco da Capela de São João. E tudo em ruínas, perfeitas ruínas. Esse lugar aqui, a arte, vamos colocar assim, né, a arte inscrita nessas ruínas. Elas fazem com que o nosso coração se abra e uma resposta apareça diante desse tanto faz, diante dessa desesperança, diante da esperança, desesperança, etc, de todos esses pares. De ordem, da desordem, mas olha, aqui parece haver uma voz. Uma voz. A beleza, não tô perguntando, tô afirmando, a beleza sem dúvida.

[2:14]Mas a ruína. A ruína sem dúvida, mas há uma certa ordem. Há o sagrado sem dúvida, mas há também a degradação desse sagrado no tempo.

[2:34]Aqui parece haver um remédio a essa indiferença contemporânea. Uma ruína viva, o que é um paradoxo, né? Um castelo que já não defende mais nada, mas aquela muralha parece que que que defende alguma coisa na minha alma. Porque evoca uma uma abertura, evoca uma lembrança, evoca uma percepção, eh, me chama, tá instalado num lugar específico. E veja, deixa, com toda a calma do mundo, a gente deixa essa semente fermentada no nosso coração. A gente vai percebendo que a na nossa alma há um tanto de pedras que são, estão sendo desfeitas. Há um tanto de vestígios de capelas outrora, eh, construídas, há um tanto de proteção que já não não protege tanto, mas que que a planta tá lá. E que talvez seja um pouco, né, o a intenção vital encontrando uma resposta pessoal, pessoal, né? Eu, Ítalo, enquanto eu encargo pessoal para fazer dessas ruínas de novo, né, um templo ou um palácio ou um forte ou uma cidade que encontre ali, eh, vida e vida mesmo, né? Encontre motivos para celebrar, motivos para para para se constranger, motivos para sonhar, motivos para chorar, motivos para sorrir, motivos, enfim, para para viver. Vamos dar uma volta lá e vamos tentar entrar aqui no clima desse desse sítio aqui.

[4:10]Qual é o exercício para fazer a fixação dessa percepção em relação ao ontem, ao depois? Porque às vezes você conversa com uma pessoa que ela tem realmente essa fragilidade. No momento da conversa, tem aquela enchida de ânimo e fala: uau! Só que aí chega no dia seguinte, baixa de novo. Então como manter isso fixo, né, de uma forma que seja perene no tempo? Eu acho que é o seguinte, eh, são os exercícios. Eu tenho, não sei se alguém fez o eixo, um curso que eu, tudo bem. Tem um exercício lá do eixo, cara, que é que é, em primeiro lugar, eu acho que é uma observação que a gente tem da gente, tá?

[4:41]E aí a questão é a seguinte, você se olha no espelho, você vai contando a história. E aí é isso, você começa a pensar sobre a seriedade do eu. E a proposta do exercício é: quando você estiver notando que está chegando ao final das tuas memórias, sabe? Tipo, cheguei no não tem mais muito o que lembrar, eu já lembrei, né? Você chega no final dela e você pensa assim, ó, você olha para o espelho sério e você lembra, você fala assim, ó: e se tivesse acontecido tudo ao contrário do que aconteceu? Ou seja, minha mãe me veio, você lembrou, minha mãe me abandonou, mas imagine que ela não tivesse me abandonado, né? Ah, fulana quis quis namorar comigo, uma paixão, mas imagine não quisesse, imagine, aí você começa a pensar no inverso de tudo. Você vai chegar a uma conclusão muito bizarra, que frustra um pouco aquelas, aquela coisa que a gente conta assim, de que, ah, eu sou aquilo que me aconteceu. Você chega a uma conclusão muito esquisita, que tu continua sendo você. Se tudo tivesse acontecido exatamente o inverso do que aconteceu. Tem alguma coisa em você ali, que não mudaria absolutamente, que segue sendo a mesma. Teu nome segue sendo o mesmo, você segue sendo, você é a mesma pessoa, independente daquilo que te aconteça. Então, pronto, o que dá para fazer é um exercício real, real de meditação acerca do eu. Quando eu falo do eu, não é do egoísmo, porque quando você faz esse exercício, se abre uma outra coisa, que é o inverso do egoísmo. Tu repara que o outro tem um eu também. É um eu imutável, um eu real, um eu sólido, um eu verdadeiro, independente da história que ele esteja contando que tenha acontecido com ele. E que esse eu, ele deve tender a uma certa perfeição da felicidade, e que você tem uma certa responsabilidade, podemos chamar assim, diante de todo mundo que está presente ao teu redor. Para isso serve o ser humano, o ser humano serve, entre outras coisas, para ajudar os outros seres humanos a alcançarem esse lugar de amor, de felicidade, de esperança. Quer dizer, se a gente olha para os outros e só vê neles, sei lá, competição, comparação, etc, do ponto de vista negativo, a gente está defraudando muito o ser humano, a nossa própria natureza, não é o outro, a gente mesmo. Ou seja, é como se fosse um copo que foi feito para guardar Coca-Cola, como se ele tivesse sempre quebrado. Ou seja, eu ponho Coca-Cola ali e a Coca-Cola vaza, eu ponho Coca-Cola, a Coca-Cola vaza, ou seja, não serve para nada aquele copo. Então, o ser humano que está na vida dos outros, ou o ser humano que está presente no mundo e não percebe os outros eus como coisas ou pessoas que devem tender a uma perfeição, que é a perfeição do amor, perfeição da esperança, perfeição da entrega, fala: olha, eu tô funcionando, se eu sou assim, né? Se eu não estou olhando para os outros assim, eu estou funcionando muito abaixo, muito abaixo da existência humana. Esse hábito de reclamar, ele mata o espírito, ele mata o espírito. O que que é a reclamação? A reclamação é a sentença, ou seja, você sentenciou assim, eu não acredito mais que as pessoas podem mudar, né? A reclamação, ela é a materialização da desesperança. O que que é reclamar de alguém? O que que é tu reclamar da tua mulher? É tu não acreditar mais que ela pode mudar naquilo. Porque se você acreditasse que ela pode mudar naquilo, você não estava reclamando, você estava ajudando, você estava olhando com amor, você estava conversando, você estava rindo. Não é isso? Então quando a gente reclama, a gente pode ter certeza, a gente está sendo, a gente está sendo menos humano. Porque a gente matou uma coisa que é própria do ser humano, que é olhar para uma pessoa e fazer assim, cara, essa pessoa tem ontem e tem uma amanhã. E esse amanhã, ele pode ser assim, ó, completamente diferente nesse aspecto, dependendo do, não era dependendo das decisões que ela tome.

[8:35]Lequinha, é a primeira live que a gente faz junto. É a primeira live que a gente faz junto da vida. Tá muito frio, Lequinha, muito frio. Devia estar aqui, tá interessante essa viagem, Lequinha, vou te falar, tá interessante. Para tomar cuidado para não escorregar aqui, né, no meio do caminho, porque

[8:58]Aí meu pé tá enfiado aqui na neve, aqui, ó, aqui, ó.

[9:56]Tá bom, aqui é frio mesmo. A gente tá fazendo um programa chamado Mundo Afora. Tu ia participar. Aí você senta ali, tu pergunta alguma coisa e aí a gente grava, né? Uma coisa curta, porque tá um frio do cacete.

[10:13]A gente tava gravando ali. A gente tá aqui no alto da Serra da Estrela, um lugar chamado Torre. E tá um frio danado, né, Bruna? Tipo, tá com a sensação térmica bem baixa. A gente tava gravando. Aí de repente eu vejo a ela chegando, eu falei, opa, será que encontraram a gente aqui em cima, no meio da neve? A Bruna estava aqui. E que bom, Bruna, obrigado. Você mora aqui em Covilhã, né? Você falou que me segue desde o iniciozinho, né, desde 2017. Sigo você, a Mila e a Sâmia. Que bom. A família toda. Estava falando com a minha irmã agora. Eu vi. Maravilha. O que você manda aí? Como é que a gente consegue chegar com tanta coisa ruim acontecendo e ter essa tranquilidade? Às vezes parece que eu sou muito fraca perto de coisas simples, sabe? O primeiro ponto é, o nosso corpo ele tem certos desejos e puxa a gente para certos lugares, né? Então, por exemplo, a fome, é o cansaço, né? E a gente embaralha essa essa demanda física no meio do peito, nos afetos. Repara se não é assim, quer dizer, a fome é só você ir lá e comer que resolve, né? E se você não tiver o que comer, você não vai comer e pronto, deveria ser assim, mas não é assim que a gente faz. A gente fica afetado com essa coisa, né? E aí, o que afeta, é que isso, que essa que é a sutileza, que acho que vale a pena a gente pensar, o que afeta a gente não é exatamente a fome, porque a fome é uma coisa assim muito orgânica. O que afeta a gente é o que está embaralhado no nosso peito, no nosso peito, ele se embaralha. Mas que eu queria que a gente meditasse o seguinte, eh, esse esse desejo do nosso peito, ou essas demandas do nosso peito, que em geral vem de incômodos físicos ou incômodos afetivos, né? Elas são pra gente um sinal, tá? E aqui que eu acho que tá a meditação para a alegria vir. Elas são pra gente um sinal ou são o sinal propriamente humano, ou são aquilo que o ser humano tem propriamente, eh, de toque de estar tocando no na finalidade da sua vida, tá? Em que medida que eu quero falar isso, né? Os cachorros ou os bichos, eles sentem fome e eles não se incomodam nunca, eles não se embaralham nunca. Eles vão direto para o alimento, ou se não tem alimento, eles ficam esperando o alimento passar, né? Esses são os bichos. A gente não é assim, graças a Deus. Quando a gente tem uma demanda física, olha só, quando a gente tem uma demanda física, algo na gente puxa a gente para o alto e a gente tenta entender o sentido daquilo. Não é só uma fome, não é só um desconforto. E aí que a gente se embaralha. Então, o que acho que é o motivo da alegria que está o ponto, acho que o motivo da alegria é a gente valorizar todos esses encontros. Eu sei que parece maluquice o que eu tô falando, né? Não, mas o motivo da, mas essa, essa coisa assim, o motivo dessa alegria constante é valorizar qualquer coisa como um chamado e um sinal para eu poder ir limpando essa coisa que tá no meio do meu peito, distinguindo ela pouco a pouco. Destrinchando, entendendo que no meio dessa confusão, desse barulho, dessa bagunça, dessa, desse incômodo, tem uma coisa que me puxa para cima, me puxa para o alto, me puxa para a transcendência. E é isso que me faz ser humano e não um bicho, é isso que me faz ser um ser humano e não uma máquina, é isso que me faz ser um ser humano e não Deus, porque em Deus está tudo distinto, claramente. A gente é propriamente esse animal que tem essas coisas embaralhadas dentro do peito e os incômodos, as tristezas, as aflições ou sei lá, as confusões ou sei lá, as coisas do tipo, elas são, elas são o sinal que faz com que a gente, com que a gente possa contemplar essa grandeza do que a gente foi chamado para ser. Esse é o motivo da alegria, não importa onde a gente estava, com concentração na nossa casa que a gente acabou de mudar, tem dois meses, é, em qualquer canto, é, não importa. A gente está sempre sendo convocado para olhar para uma coisa que não está só aqui, não está só embaixo, aqui na Terra. Esse é o motivo da alegria, sim, a gente foi criada com uma coisa que transcende, que é eterna, que vai fazer com que a gente dure para sempre. É uma contemplação que não vem do dia para a noite, mas guardar isso na cabeça e no coração, sobretudo, vai dando paz pra gente pouco a pouco. Sua filhinha chegou ali, ela tá te chamando, vamos lá. Ah, tá tirando o sarro. Ela tá rindo, uau, tá rindo alto. Uau!

[14:38]Os pacientes, seus filhos, vocês mesmos, vocês vão ouvir uma coisa sempre sobre as possibilidades superiores, assim, então, quando a pessoa tá bem, quando a pessoa tá moral, quando a pessoa tá, sei lá, eh, né, com com ânimo, vou botar assim, eu tenho um ânimo de mudança, eu tenho um ânimo de estar bem. Eu não tô fazendo cagadas muito grande na vida, essa pessoa, ela se sente digna de falar com Deus.

[14:58]Quando você tá assim, na lona, fazendo besteira ou fez uma besteira, as pessoas fizeram besteira ou não tão bem, aí a pessoa não se sente digna de falar com Deus, não é isso? Percebe como isso é estúpido? Você que merece falar com Deus, ou é Deus que a sua infinita bondade te ama e te criou, e tá sabendo disso tudo, cara. Isso é o, esse é a grande virada de chave para fazer algo relevante na vida, é conseguir falar com Deus com o mesmo amor e com a mesma confiança, mesmo quando você tá só fazendo merda. Imaginar-se perfeitinho uma das grandes soberbas que vai destruir a tua possibilidade de de de evolução no mundo na na vida. E no caminho da santidade, vamos colocar assim, no final das contas. Percebe isso ou não? Não é o teu mérito que faz com que você comungue com Deus, é a própria bondade de Deus, que fez com que você viesse a existência e que te sustenta, pô. A nossa interação com Deus, ela tem que ser independente, independente da do que a gente percebe como movimento da alma. Inclusive, preste atenção nisso aqui, é isso que faz você ter relação com Deus. O movimento da alma, ele é duvidoso. O movimento da alma, é uma água turva. Quando a gente só tem o corpo e alma, parece assim: corpo é terra, alma é luz, é cristalino. Isso é que mata a coisa. Não é isso, assim, ó, espírito é luz, corpo é terra, e água e e alma é uma água barrenta, confusa.

[16:46]Essa confusão do tempo é a nossa possibilidade da glória. A gente se a gente se revolta com isso, mas não é essa, é justamente essa confusão no tempo que faz com que a gente possa se redimir, né? Isso, graças a Deus, a gente está na Terra e não no céu. E no céu você tem as alegrias da alma e o amor, você não tem mais esperança no céu. O céu não tem esperança, porque não é mais necessário, você já tem a posse do amor, tá, ou não? E você tem uma alma já limpa, é bonito pra cacete isso. Isso é muito bonito. E aqui, aqui a gente tem tudo, a gente tem esperança, tem corpo, tem desesperança. Tem, tem um monte de coisa aqui. Aqui é muito maneiro também, só que assim, aqui é, aqui é assim, impreciso, né? Não é como navegar, aqui é tipo, putz. Independente dos movimentos da alma, independente da tua situação vital, você continua olhando para Deus e amando a Deus loucamente. Mesmo estando na lona, tua esperança, ela vai se acendendo, você continua iluminando todo mundo ao teu redor. E uma hora tu volta junto. Sabe? Sacou? Sacou?

[18:19]Eu acho que pra mim queria fazer uma pergunta sobre a identificação. Tá, cara, ótimo. Bacana. É, o professor Victor tem um módulo de filosofia que fala sobre a ética das virtudes, sim. E a crise na cultura. Tá. E eu queria saber como viver essa ética. Tá bom, cara. Que entender a teoria daquilo é é importante, mas como botar em prática? Que que, que que acontece, Luciano? Assim, como professor, né? A gente muitas vezes começa falando sobre as virtudes, né? Mas antes de falar sobre a virtude, quando eu tô falando sobre a prática, quando eu falo sobre a minha prática, a prática humana, o ato humano, o ato humano, ele sempre se dirige, sempre se dirige a eus. E a coisas, beleza? Não é?

[19:15]Então, eu estou sentado numa coisa que é um barco, não é isso? As coisas materiais, elas se decompõem, não é? Quer dizer, olha que coisa interessante, esse barco, ele está passando no Douro. né? A gente começou lá no iniciozinho, lá perto, né, do do início da foz e estamos nos encaminhando, né, pra Sória, pra Espanha. A gente não vai chegar lá, espero, né? Então, tem um outro componente que tá, que tá relacionado às coisas, que é o tempo, beleza? Então, as coisas elas estão aqui nesse mundo e elas se decompõem, elas se degeneram. E a unidade que marca a degenera, aquilo que marca a degeneração ou a decomposição das coisas, é o que a gente vulgarmente chama de tempo, beleza? Então, o homem, ele tá inscrito nessa relação, na relação com coisas e dentro das coisas, ou, é, aqui eu vou, vou abreviar, né? Mas dentro das coisas existe um componente, que é o componente tempo, beleza? E com os eus. Então, olha só, quando eu tô falando da minha relação com os outros eus, eu posso falar em primeiro lugar da minha relação com o Luciano, que é a relação do eu com um eu externo a mim, que é ele. Beleza? E eu posso falar na minha relação com o eu consigo próprio, como diria o jogador de futebol, deu comigo mesmo, deu com eu mesmo, beleza? Quando eu tô falando da minha relação, da das coisas, da do conjunto de atos, beleza? Que indicam o melhor relacionamento de mim comigo mesmo, existe um modo próprio, né, de eu me relacionar comigo mesmo, tá? Eu posso me relacionar comigo de um modo muito relaxado, ou eu posso me relacionar comigo de um modo muito, é, duro, muito incisivo. Ou eu posso me relacionar comigo mesmo do modo exato, preciso, excelente. E existe, existe uma série de disciplinas, uma série de conhecimentos que fazem com que eu me relacione comigo mesmo do modo mais excelente. Quando eu alcanço, ou o nome da virtude que faz com que eu me relacione perfeitamente, ou de modo excelente, comigo mesmo, chama-se fortaleza, beleza? A virtude da fortaleza, ela diz respeito ao melhor relacionamento de mim comigo mesmo. Quando eu tô me relacionando com o Luciano, o que que é um relacionamento excelente meu com ele? Um relacionamento que eu dou a ele aquilo que é próprio para que ele seja mais ele, né? Isso chama-se justiça. Atenção, uma coisa importante também, Deus é uma pessoa, não é? Deus é pessoa, tem característica de pessoa. E existe um relacionamento meu com Deus. Isso é a virtude da religião, a religião é uma virtude. A religião, ela é tributária a justiça, ela está inscrita dentro da virtude da justiça. Maneiro, né? Exato, é maravilhoso, exato. Beleza? Então, aqui é, a gente, a gente já explicou o relacionamento com as, é, com as pessoas, eu comigo mesmo e eu com os outros eus. E depois tem um relacionamento com as coisas, né? Então, por exemplo, eu tô sentado numa coisa material, né, no nessa nesse banquinho aqui, sei lá, né? Se eu pego, por exemplo, e começo a, sei lá, ficar arrancando assim, ó, ficar, não é como o meu dedo aqui, ó, eu fico com o meu dedo aqui arrancando, o, o couro desse, não é couro, né, mas enfim, arrancando, né? Estra uma coisa material por nada, eu tô agindo sem nenhuma temperança, eu tô destruindo ou tô me relacionando inadequadamente com as coisas materiais. A virtude que rege o meu relacionamento com as coisas materiais é aquilo que a gente chama de temperança, beleza? Então, existe uma ética da temperança, existe um modo de eu alcançar a temperança, beleza? Que rege isso tudo. Como é que é o relacionamento, o relacionamento mais excelente com as coisas materiais? E depois é o seguinte, tem outro componente, que é o tempo, né? A gente tá há já um tempo navegando. E existe um modo exato, existe um momento exato de fazer as coisas, né? Existe um momento exato, nem antes, nem depois. É, o momento exato de ter um filho, o momento exato de casar, o momento exato de de entrar numa profissão, o momento exato de largar uma profissão, o momento exato, é, de, sei lá, abraçar alguém, o momento exato de investir teu dinheiro, o momento exato de sacar esse dinheiro. Né? É claro que a gente nunca vai, a gente nunca sabe exatamente qual é o momento exato, mas as pessoas que de fato se exercitam na virtude da prudência, essa é a virtude da prudência, elas em geral acertam melhor o timing da ação, o tempo da ação, isso é a virtude da prudência. Então a gente já entendeu as quatro virtudes humanas, elas sempre se relacionam, ou seja, existe um modo excelente de eu me relacionar com os outros eus, um modo excelente de eu me relacionar com as coisas e no tempo. Beleza? Tá. E daí? Porque aí que está a minha questão. Se eu não tenho anteriormente uma outra coisa, tudo isso que eu chamo de virtude, pode não me levar a um relacionamento, pode não me, não me fazer com que eu seja uma pessoa excelente mesmo. Eu posso perverter, eu posso, ou seja, agir dominando as coisas materiais, agir no tempo, mas não de modo excelente, não, não para aquilo que é mais adequado. Se eu não tenho antes um exercício, e aqui que está o ponto, se eu não faço antes um exercício, de hierarquizar o que é melhor e o que é pior, se eu não tenho um exercício do amor, eu nunca vou conseguir chegar na, eu nunca vou conseguir instalar a virtude no meu coração ou em mim. Ou seja, se eu não tenho exercício de hierarquia na minha cabeça, do amor, o que que é mais amável e o que que é menos amável, para que eu possa exercer a virtude do melhor modo, para que eu possa saber exato, o que que é o, o que que é melhor para você, o que que eu posso te dar que é melhor para você, o que que eu vou, como é que é o melhor modo de eu me relacionar comigo?

[25:05]Se eu não tenho exercício de hierarquia na minha cabeça, do amor, o que que é mais amável e o que que é menos amável, para que eu possa exercer a virtude do melhor modo, para que eu possa saber exato, o que que é o, o que que é melhor para você, o que que eu posso te dar que é melhor para você, o que que eu vou, como é que é o melhor modo de eu me relacionar comigo? Se eu não tenho exercício de contemplação, veja bem, o que que a gente está falando de hierarquia? Eu tenho que saber o que que é mais e o que que é menos, o que que é mais amável e o que que é menos amável.

[25:28]Para que eu possa exercer a virtude do melhor modo, para que eu possa saber exato, o que que é o, o que que é melhor para você, o que que eu posso te dar que é melhor para você, o que que eu vou, como é que é o melhor modo de eu me relacionar comigo? Se eu não tenho exercício de contemplação amorosa, daquilo que é mais amável, a contemplação do amor, ela é anterior e fundamental para que eu possa ser um homem ou uma mulher virtuosa, agora vamos lá, eu preciso então, como tudo, tudo que é hierarquia e proporção, eu preciso de um referencial, concorda? Não é? Para que eu possa exercer a virtude do melhor modo, para que eu possa saber exatamente o que que é, o que que é melhor para você, o que que eu posso te dar que é melhor para você, o que que eu vou, como é que é o melhor modo de eu me relacionar comigo?

[26:10]Se eu não tenho um exercício de contemplação, veja bem, o que que é a gente, a gente tá falando de hierarquia. Eu tenho que saber o que que é mais e o que que é menos, o que que é mais amável e o que que é menos amável. Né? Para que eu possa exercer a virtude do melhor modo, para que eu possa saber exatamente o que que é, o que que é melhor para você, o que que eu posso te dar que é melhor para você, o que que eu vou, como é que é o melhor modo de eu me relacionar comigo?

[26:43]Se eu não tenho um exercício de contemplação amorosa, daquilo que é mais amável, a contemplação do amor, ela é anterior e fundamental para que eu possa ser um homem ou uma mulher virtuosa. Então, eu preciso então, como tudo, tudo que é hierarquia e proporção, eu preciso de um referencial, concorda? Não é? Para que eu possa exercer a virtude do melhor modo, para que eu possa saber exatamente o que que é, o que que é melhor para você, o que que eu posso te dar que é melhor para você, o que que eu vou, como é que é o melhor modo de eu me relacionar comigo?

[27:14]Se eu não tenho um exercício de contemplação amorosa, daquilo que é mais amável, a contemplação do amor, ela é anterior e fundamental para que eu possa ser um homem ou uma mulher virtuosa, agora vamos lá, eu preciso então, como tudo, tudo que é hierarquia e proporção, eu preciso de um referencial, concorda? Não é? Para que eu possa exercer a virtude do melhor modo, para que eu possa saber exatamente o que que é, o que que é melhor para você, o que que eu posso te dar que é melhor para você, o que que eu vou, como é que é o melhor modo de eu me relacionar comigo? Se eu não tenho um exercício de contemplação amorosa, daquilo que é mais amável, a contemplação do amor, ela é anterior e fundamental para que eu possa ser um homem ou uma mulher virtuosa.

[27:59]Não é? Para que eu possa exercer a virtude do melhor modo, para que eu possa saber exatamente o que que é, o que que é melhor para você, o que que eu posso te dar que é melhor para você, o que que eu vou, como é que é o melhor modo de eu me relacionar comigo?

[28:15]Se eu não tenho um exercício de contemplação amorosa, daquilo que é mais amável, a contemplação do amor, ela é anterior e fundamental para que eu possa ser um homem ou uma mulher virtuosa.

[28:31]Não é? Para que eu possa exercer a virtude do melhor modo, para que eu possa saber exatamente o que que é, o que que é melhor para você, o que que eu posso te dar que é melhor para você, o que que eu vou, como é que é o melhor modo de eu me relacionar comigo?

[28:46]Se eu não tenho um exercício de contemplação amorosa, daquilo que é mais amável, a contemplação do amor, ela é anterior e fundamental para que eu possa ser um homem ou uma mulher virtuosa.

[29:01]Não é? Para que eu possa exercer a virtude do melhor modo, para que eu possa saber exatamente o que que é, o que que é melhor para você, o que que eu posso te dar que é melhor para você, o que que eu vou, como é que é o melhor modo de eu me relacionar comigo?

[29:16]Se eu não tenho um exercício de contemplação amorosa, daquilo que é mais amável, a contemplação do amor, ela é anterior e fundamental para que eu possa ser um homem ou uma mulher virtuosa.

[29:32]Não é? Para que eu possa exercer a virtude do melhor modo, para que eu possa saber exatamente o que que é, o que que é melhor para você, o que que eu posso te dar que é melhor para você, o que que eu vou, como é que é o melhor modo de eu me relacionar comigo?

[29:47]Se eu não tenho um exercício de contemplação amorosa, daquilo que é mais amável, a contemplação do amor, ela é anterior e fundamental para que eu possa ser um homem ou uma mulher virtuosa.

[30:03]Não é? Para que eu possa exercer a virtude do melhor modo, para que eu possa saber exatamente o que que é, o que que é melhor para você, o que que eu posso te dar que é melhor para você, o que que eu vou, como é que é o melhor modo de eu me relacionar comigo?

[30:18]Se eu não tenho um exercício de contemplação amorosa, daquilo que é mais amável, a contemplação do amor, ela é anterior e fundamental para que eu possa ser um homem ou uma mulher virtuosa.

[30:33]Não é? Para que eu possa exercer a virtude do melhor modo, para que eu possa saber exatamente o que que é, o que que eu posso te dar que é melhor para você, o que que eu vou, como é que é o melhor modo de eu me relacionar comigo?

[30:48]Se eu não tenho um exercício de contemplação amorosa, daquilo que é mais amável, a contemplação do amor, ela é anterior e fundamental para que eu possa ser um homem ou uma mulher virtuosa.

[31:04]Não é? Para que eu possa exercer a virtude do melhor modo, para que eu possa saber exatamente o que que é, o que que eu posso te dar que é melhor para você, o que que eu vou, como é que é o melhor modo de eu me relacionar comigo?

[31:19]Se eu não tenho um exercício de contemplação amorosa, daquilo que é mais amável, a contemplação do amor, ela é anterior e fundamental para que eu possa ser um homem ou uma mulher virtuosa.

[31:34]Não é? Para que eu possa exercer a virtude do melhor modo, para que eu possa saber exatamente o que que é, o que que eu posso te dar que é melhor para você, o que que eu vou, como é que é o melhor modo de eu me relacionar comigo?

[31:49]Se eu não tenho um exercício de contemplação amorosa, daquilo que é mais amável, a contemplação do amor, ela é anterior e fundamental para que eu possa ser um homem ou uma mulher virtuosa.

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