[0:00]Hoje o meu partido, o PSD, tomou uma decisão importante ao definir o seu caminho para a eleição presidencial. Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país. Eu não vou discutir essa decisão, mas isso não significa ausência de convicção. Ao longo dos últimos dias, o que eu vivi foi algo que me marcou profundamente. Eu recebi manifestações de apoio de lideranças políticas, de economistas que ajudaram a construir momentos importantes do Brasil, de pessoas da sociedade civil, de cidadãos comuns. E todas, todas essas vozes apontavam na mesma direção. Existe sim, no Brasil, um desejo forte, talvez ainda silencioso, mas muito real, por mais equilíbrio, por mais sensatez, por mais respeito. Um desejo por uma política que não precisa gritar para ser ouvida, que não precisa dividir para existir. Que não trate quem pensa diferente como inimigo. O Brasil está cansado, muito cansado de uma disputa que aprisiona o debate entre os extremos, e com toda a franqueza, a decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país. Eu acredito num outro caminho. Eu acredito num centro liberal, democrático de verdade. Não como uma posição de conveniência, mas como compromisso com a conciliação, com o diálogo, com a construção de soluções reais. Um centro que olha para o futuro, não fica olhando para os conflitos do passado. Foi isso que juntos nós começamos a construir. Mesmo que a gente não tenha uma candidatura formalizada, nós ajudamos a mostrar que existe espaço e, mais do que isso, necessidade de um projeto nacional sólido, responsável e equilibrado. E eu fico, sinceramente, muito emocionado com cada apoio que eu recebi. Isso não termina aqui. A política é dinâmica e jornadas como essa não se encerram com uma decisão partidária. Essa jornada continua na sociedade, continua nas ideias, continua naquilo que a gente planta. Se não for agora, vai ser logo ali, adiante. Mas o Brasil vai, sim, reencontrar o caminho do equilíbrio. Vai reencontrar o bom senso, vai recolocar a política no seu devido lugar, o de servir as pessoas e não de dividi-las. E eu sigo comprometido com isso, leal ao Brasil, hoje, amanhã e sempre.

EDUARDO LEITE CRITICA ESCOLHA DE RONALDO CAIADO PARA PRESIDÊNCIA: "BRASIL ESTÁ CANSADO"
TMC News Br
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