Thumbnail for O FIM DO DÓLAR? Os dados que revelam tudo o que está acontecendo! by Targen Investimentos de Resultado

O FIM DO DÓLAR? Os dados que revelam tudo o que está acontecendo!

Targen Investimentos de Resultado

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[0:00]Então é o fim do dólar? Essa narrativa circula faz anos e volta com força toda vez que o dólar cai um pouco ou que temos algum conflito surgindo nas manchetes. Em 2008, depois da crise financeira, várias manchetes afirmavam o fim da hegemonia do dólar. Será que isso é verdade? Quando a gente olha para onde o dinheiro institucional realmente está indo, o que os fluxos do dinheiro global estão mostrando, e para onde as reservas mundiais estão se movendo, os dados contam uma história completamente diferente. Em 2020, depois de trilhões impressos, o dólar vai acabar. 2022, mesma coisa, com a inflação disparando, o dólar vai acabar. E sabe o que o dólar fez nas três vezes? Se recuperou forte. E quem vendeu o dólar acreditando no colapso iminente, sabe exatamente o que aconteceu com o próprio patrimônio. Por isso, hoje nós vamos ver o que os dados estão mostrando sobre a força do dólar hoje, para onde o dinheiro institucional está correndo quando busca segurança, e no final eu vou separar o que é tendência estrutural, de longo prazo, do que é colapso imediato. Porque confundir os dois é o erro que o mercado pune mais rápido. Então, já se inscreve no canal, ativa o sininho, e se isso fizer sentido para você, manda para aquele amigo que está ouvindo essa narrativa por aí. Agora, deixa eu te mostrar o primeiro dado. O DXY é o índice que mede a força do dólar contra seis moedas que realmente importam para o mercado global, incluindo o euro, iene, libra e franco-suíço. Não mede contra o real, não mede contra moedas emergentes, contra as moedas que realmente mexem o dinheiro grande do mundo. E aqui vem o ponto crítico: quando o dólar se fortalece contra essas moedas fortes, ele eventualmente se fortalece contra moedas fracas também. Muitas vezes, nós vemos inclusive o DXY antecipando esse tipo de movimento, ele sobe primeiro contra o euro e o iene, e depois contra o real. Agora, olha a tendência desde 2008: alta de longo prazo, com quedas prolongadas no meio, 2015-2016 foi uma, 2018 a 2019 foi outra. E sabe o que aconteceu nessas janelas? O real parecia forte, o Ibovespa renovava máximas históricas. Todo mundo falava de o Brasil soberano, de hora de vender dólar. E era exatamente o oposto que você devia ter feito, era a melhor janela de compra, quem entendeu o sinal do DXY, comprou dólar a preço descontado enquanto a narrativa mandava vender. E a tendência recente de queda encerrou em janeiro de 2026. O SDBRL ainda não refletiu esse movimento, mas o sinal já está no gráfico. E esse é o ponto crítico, o DXY antecipa. Quando o SDBRL se mover, a janela de entrada, provavelmente, já vai ter se fechado. Agora, o segundo índice que poucos acompanham é o TWI. Enquanto o DXY mede o dólar contra seis moedas, o TWI mede contra uma cesta muito maior de moedas, ponderada pelo comércio internacional. Ou seja, é a força efetiva do dólar no mundo, em comércio. Se o DXY é o termômetro do mercado financeiro, o TWI é o termômetro do comércio global, essa é a ideia. E ele mostra a mesma coisa: tendência de alta de longo prazo, quedas temporárias que todo mundo confunde com colapso e reversão recente. Ou seja, o dólar parou de cair e voltou a subir contra as moedas globais. Quanto tempo dura essa alta? Quando o SDBRL vai refletir? Ainda não sabemos, mas a direção já está clara nos dados. Então, fica comigo até o fim aqui, porque a força de índice é só metade da história, e aqui vem a pergunta que separa narrativa de realidade. Se o dólar realmente tivesse em colapso, para onde o dinheiro institucional estaria correndo? Para o euro, para o yuan, para o ouro? O dado mostra exatamente o oposto, e esse é o sinal que a maioria ignora porque contradiz o que todo mundo quer acreditar hoje. Deixa eu te mostrar para onde o dinheiro grande está correndo, ou para onde ele corre quando busca proteção. Quando um grande fundo de pensão ou um banco central precisa alocar bilhões, ele não olha a manchete, ele olha o prêmio de risco. Prêmio de risco é o quanto de retorno extra um investidor exige para comprar a dívida de um país. É literalmente o preço do medo, por assim dizer. Quanto maior o prêmio, maior o risco percebido. E esses são os números hoje: Estados Unidos em 0.66%, França em 1.48%, Alemanha em 1%, Japão em 1.56%. E o Brasil? O Brasil está em 13.97%. 20 vezes mais arriscado segurar dívida brasileira do que americana. Muitos vão dizer que isso é retórica, mas não, pessoal, isso aqui é o dado, o gráfico da Bloomberg está aí e não me deixa mentir. É o preço real que o mercado está cobrando para assumir risco Brasil versus risco americano. E aqui vem o ponto, se o dólar estivesse realmente em colapso, esse prêmio não seria o menor entre todos os países desenvolvidos. Seria o maior, o capital institucional não está fugindo do dólar. Pelo contrário, quando o risco aumenta, ele corre para a moeda mais segura e ainda é o dólar. E aqui entra um segundo dado, a participação do dólar nas transações globais. Toda vez que alguém no mundo compra ou vende qualquer moeda, o dólar está envolvido em 89% dessas transações. Em 2013, eram 87, subiu de lá para cá. Isso significa que se você está na China e quer comprar euro, provavelmente você vai ter que passar pelo dólar no meio do caminho. Se está no Brasil e quer comprar iene, passa pelo dólar. O sistema financeiro global ainda está funcionando em dólar e não está diminuindo, está aumentando nos últimos 13 anos. Outra prova importante, quando um país acumula dólares, euros, ienes, ele está fazendo uma espécie de seguro contra uma crise. É onde ele corre se a moeda local desabar, é o cofre de emergência do país. E em que moeda os bancos centrais estão deixando os seus ativos? Pois é, 56% das reservas globais ainda estão em dólar. Euro tem 20% e iene tem 5.8%. E o yuan, que todo mundo dizia que ia destronar o dólar, fez pico em 2.85% em 2021 e hoje está em 1.95, caiu de lá para cá. Países que falam que vão abandonar o dólar não estão alocando o yuan no lugar, eles estão mantendo o dólar no lugar mesmo, eles não estão saindo da moeda. E é verdade que a participação do dólar caiu de 71% em 1999 para 56% hoje, isso aqui não é mentira, é o dado, como vocês podem ver. Mas isso só acontece depois que o euro é criado, e todos os países da Europa passaram a ter uma moeda própria. Eles saíram do dólar e foram para o euro, mas o euro não cresceu de lá para cá, ele estabilizou em 20% desde a criação. O yuan da China hoje não chega nem a 2%, não tem competidor à vista que ameace a posição do dólar no horizonte que importa para quem precisa tomar decisão agora. E agora vem a parte que incomoda muita gente e que talvez seja mais importante para você, se você tem reservas em dólar. Eu acabei de te mostrar vários sinais de força aqui, dados concretos, prêmio de risco baixo, transações globais em alta ainda, reservas mundiais, ainda mais da metade está em dólar. Isso aqui tudo é verdade, só que o dólar também tem problemas estruturais reais, a dívida americana está crescendo de forma insustentável. Então, qual é que é a verdade, afinal? O dólar está forte ou está em colapso? E a resposta é, depende do prazo que você está olhando. E quem não sabe separar os dois, vai tomar a decisão errada no momento errado. Por isso, eu também quero te fazer um convite. Os dados que você vê aqui são gerados aqui pelo nosso time de analistas, todos os dias para direcionar os portfólios dos nossos clientes. Se receber esses dados em nossas análises para a construção do seu patrimônio, faz sentido para você? Se você quer saber toda semana o que comprar, quando comprar, vender ou rotacionar, ou até mesmo que os seus investimentos sejam direcionados por nós, com você só apertando um botão, o link para receber uma consultoria gratuita com o nosso time está aqui na descrição. Agora, como eu falei, o dólar está longe, longe de ser perfeito. Mas a tendência estrutural de décadas não é colapso iminente da moeda, confundir os dois é o erro que o mercado pune mais rápido. Por isso, deixa eu te mostrar porque isso importa. Em 2008, depois da crise financeira global, o dólar vai acabar, era o que todo mundo dizia, e o que aconteceu? DXY se recuperou e subiu forte. 2020, depois de trilhões impressos, mesma coisa, todo mundo dizia que ia acabar, o DXY acabou batendo máximas históricas. Em 2022, com a inflação disparando, mesma história, o dólar vai acabar, e o que aconteceu foi que o DXY atingiu 114 pontos, o maior nível em 20 anos. E quem vendeu o dólar em cada uma dessas janelas, acreditando no colapso iminente, sabe exatamente o custo patrimonial dessa decisão. Porque sistemas financeiros globais não colapsam por notícia, por manchete, eles mudam quando há uma alternativa viável, com liquidez comparável, estabilidade institucional e aceitação global. O yuan não tem isso, a China quer trazer isso com o ouro, o euro não tem isso, o Bitcoin pode ter isso no futuro, mas ainda não substituiu o dólar como reserva internacional. Então, hoje não tem competidor à vista. Então, o que a gente tem aqui: DXY e TWI pararam de cair e voltaram a subir, prêmio de risco americano é o menor entre países desenvolvidos, 89% das transações cambiais no mundo envolvem dólar, 56% das reservas mundiais ainda em dólar, sem competidor próximo.

[9:32]E o que é incerteza do outro lado? Por quanto tempo essa força se sustenta, quando o SDBRL vai refletir esse movimento global, se e quando outro ativo substitui o dólar como reserva dominante. E aqui está o ponto final, quem entende essa separação entre dado e incerteza, toma uma decisão diferente. E quem toma uma decisão diferente, chega num lugar diferente no patrimônio. E se você quer fazer isso da melhor forma, pode contar com o nosso time, sem dúvida nenhuma. Agora, me conta nos comentários, você já conhecia algum desses indicadores, ou você também estava consumindo só a narrativa do fim do dólar? Comenta também se você quer um mini documentário, a gente pode trazer um vídeo com parte 1 e parte 2, destrinchando assim o máximo possível sobre dólar para você que tem interesse em dolarizar, saber se é de fato a hora certa, e se o que que aguarda o dólar no futuro. Deixa tudo aí nos comentários que o nosso time vai ler com carinho e vai considerar a opinião de vocês. Obrigado pela sua companhia e até o próximo conteúdo.

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