[0:03]Antes da resenha, um recado rápido, nessa sexta-feira, 7:30 da noite, teremos o show do Anão ao vivo. Eu, Luiz Coutinho e Melki Costa, rankeado do peso pena, vamos trocar uma ideia sobre esse UFC 327 de sábado, e debater também as fofocas, os principais assuntos da última semana, beleza? Esteja com a gente ao vivo aqui no YouTube, 7:30 da noite no sexto round. Vamos para a resenha. Senhores, nos últimos 25 anos, desde que Dana White assumiu a presidência do UFC, vocês sabem quantos eventos em estádios tivemos? Só cinco. Por quê? Porque o UFC não tem popularidade suficiente para botar 60, 70, 80 mil pessoas no mesmo lugar? Não, é porque esse mesmo Dana White considera estádios, locais muito amplos, impróprios para a melhor experiência do fã de MMA. Por exemplo, a maioria ficaria tão longe do octógono que acabaria vendo tudo pelo telão. A parte acústica fica muito pior, é mais difícil controlar o ambiente, temperatura, né? O cenário ideal para os lutadores, etc, etc. Dana White escreveu algumas cláusulas pétreas, regras imutáveis nesse esporte, e uma delas é que o MMA é um produto para arenas. Ele considera a luta quase como uma peça de teatro, algo mais intimista. Você precisa estar próximo para absorver a energia, né? Escutar os lutadores, os corners, o impacto do soco e tudo mais. Esse, aliás, é um dos principais problemas de fazermos eventos no Brasil, porque temos muitos estádios e poucas arenas modernas. Mas se liga só, desses cinco estádios dos últimos 25 anos, todos eles eram modernos com tetos retráteis. Ou seja, nada disso foi ao ar livre, a céu aberto. Todos eles estavam cobertos no momento da luta. O meu ponto é, se Dana White considera estádios impróprios para bons eventos do UFC, só deu o braço a torcer cinco vezes em 25 anos. Estádio, arena ou qualquer local sem cobertura, é algo que ele simplesmente se recusa a fazer. Porque aí a gente passa a lidar com outra penca de problemas: chuva, ventania ou pássaro passou e cagou. Insetos atraídos pelas luzes, etc, etc. Imagina uma barata voa no lutador, ele se distrai e cai nocauteado. Desse quesito, só houve uma única exceção nos 25 anos, que foi o UFC 112, estrelado pelos brasileiros Anderson Silva e Demian Maia. Justamente o primeiro evento do UFC no Oriente Médio, quando Abu Dhabi passou a abrir a carteira e pagar uma quantia, né, aquela taxa de praça nunca antes vista. Na verdade, nem foi só isso, porque a empresa Flash Entertainment, né, dos shakes de Abu Dhabi, comprou na época 10% do UFC, eles viraram donos. Aí, como não havia estrutura adequada e queriam marcar o início da parceria, foi a céu aberto mesmo. Detalhe, foi em abril, e em abril em Abu Dhabi é mais fácil nevar do que chover. Então, pelo menos havia essa garantia. Ainda assim, nunca fizeram de novo, foi uma vez só. O evento seguinte em Abu Dhabi, né, Roy Nelson contra Minotauro, já foi numa arena. Eu estou falando tudo isso porque muitos de vocês ainda não se deram conta do verdadeiro shitstorm que pode virar esse evento da Casa Branca. Shitstorm é uma expressão em inglês que eu acho muito curiosa, né? É a tempestade de merda, o nosso aqui, o verdadeiro merdelê. Porque em junho não haverá cobertura alguma, não será no meio do deserto, e é justamente um dos meses que mais chovem em Washington, DC, a capital dos Estados Unidos. Ah, Renato, Dana White não é maluco, é muito claro que há todo um plano de contingência. Não, não há. O Careca inclusive deixou isso bem claro ontem na live do Aden Ross. Abre aspas. Pode haver luta com chuva, se chover, vamos lutar. Se nevar, vamos lutar. Nada vai parar esse show, a não ser relâmpagos. Relâmpagos são a única coisa. Teremos que esperar passar para concluir as lutas. Rapaz, vocês já imaginaram o desastre que seria Alex Poatan ou Ilia Topuria, talvez os dois maiores ativos da empresa hoje, tendo disputa por título definida por escorregão ou lesão? E para dar zebra não precisa de chuva torrencial bíblica, não. Às vezes, só o orvalho da noite já cria uma armadilha. Sem contar que a temperatura do local, segundo média do Google, estará entre 15 e 18 graus, não tem climatização, aquecedor, nada. Os caras vão basicamente sair de um ambiente interno climatizado para lutar no sereno. É de muito longe a situação mais problemática, propensa a dar M, que Dana White já enfrentou em 25 anos. Porque também será, provavelmente, a maior audiência de todas. Imagina todo mundo assistindo e as coisas despencando. Pessoal, estádio sem teto, pelo menos, tem parede de alvenaria na lateral. Aqui não tem nada, é campo aberto, é um gramado. Vendaval derruba a iluminação, os refletores. Nada impede também que um enxame daqueles bichinhos de luz ataquem o Shawn O'Malley no segundo round. A iluminação não vai estar no teto, vai estar bem mais próxima, no refletor. É uma situação muito curiosa, inédita e de verdade. Acho que os atletas envolvidos, que agora estão em camp, deveriam pensar em algum tipo de preparo para o ambiente, nem que seja um preparo psicológico. Poatan, por exemplo, pode acabar tendo que fazer uma luta de grappling com o Ciryl Gane, porque se tiver chovendo, pode ser difícil se mover, ficar de pé no tablado molhado. Muito do que os caras sabem sobre lutar no octógono, as manhas, é como se mover, o golpe que vai jogar, pode não importar muito. Se as condições climáticas se impuserem, meu amigo, vai ser uma disputa completamente diferente. É só ver um jogo de futebol no meio de uma tempestade. Hoje em dia nem tem mais, né? Se chover muito, o árbitro para e recomeçam depois. Mas antes, vencia quem acertava melhor as poças de água. Então, se o espírito do Dana White é esse, a gente tem que entregar de qualquer maneira, porque a data é festiva, que os lutadores pensem no pior cenário, porque ele pode acontecer. Poatan está nesse instante em Sobrália, Minas Gerais, treinando com Glover Teixeira e Jonathan Diniz. Que tal já nos próximos dias fazer um sparring noturno sob a luz das estrelas e já engolido alguns insetos. Quem sabe até um grappling com alguém jogando água de mangueira para cima. Você pode até rir, mas de repente uma experiência tosca como essa pode fazer a diferença entre sair com o cinturão ou não no dia 14 de junho. Rapaz, já imaginou que loucura pode acabar sendo esse evento na Casa Branca? E sabe o que é mais doido? Se no mundo de hoje é o merdelê que viraliza, né, que corre o mundo, a chuva pode acabar gerando até mais audiência para o UFC. Imagina só o pessoal em tempo real, mandando mensagem no grupo da família, para os amigos, para sintonizar na Paramont ou na CBS, porque tem dois malucos saindo na porrada com o mundo caindo. Enfim, tem uma chance aí de não descobrirmos quem são os melhores do mundo no evento da Casa Branca, mas sem dúvida, vai ser uma noite peculiar. E claro, esse é apenas o meu ponto de vista, os meus dois centavos, o que vocês acham dessa situação? Torcem para chover? Torcem para não chover? O que vocês fariam se fossem o dono do evento? Será que dá para botar uma lona e segurar de alguma maneira? É tentar evitar isso? Sei lá. Dá uma ideia nos comentários aqui de baixo, se puder deixar like, clicar no botão raipa, sempre ajuda muito o nosso querido sexto round. Anota na agenda, sexta-feira, 7:30 da noite, temos o show do Anão ao vivo aqui no YouTube e não perde a resenha de ontem, que foi sobre o UFC 327, um verdadeiro flop comercial. Não venderam os ingressos e tem gente falando sobre o início da morte do UFC, e eu faço uma reflexão sobre. Clica aqui e confere. Grande abraço a todos, obrigado pela audiência de sempre e até amanhã.

RAPAZ, O UFC CASA BRANCA PODE VIRAR UMA TEMPESTADE DE M****! #Resenha
Sexto Round
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