[0:00]No século 19, novas formas de domínio surgiram no mundo. Estou falando do imperialismo. Seria a continuação do colonialismo? Qual a diferença dessas duas políticas de dominação? Para descobrir isso, assista este vídeo.
[0:21]Para continuar estudando com vídeos como este, inscreva-se no nosso canal. E é claro, não esqueça de curtir este vídeo. Agora, vamos falar sobre o imperialismo. Que de forma resumida, foi uma prática onde estados poderosos procuraram ampliar e manter seu controle ou influência sobre povos ou nações, "mais fracas". Os grandes países europeus que antes praticavam o colonialismo no continente americano, protagonizaram esse evento, junto com os Estados Unidos e o Japão. Hum, qual a diferença entre imperialismo e colonialismo? Enquanto o colonialismo visava uma maior exploração do território a partir da produção agrícola, o imperialismo visava, além dessa produção, uma forma de explorar os territórios para beneficiar suas indústrias. Com a segunda Revolução Industrial, atingindo mais países, os europeus passaram a ter mais indústrias e a possibilidade de produzir a um preço de custo mais baixo. Porém, para isso, eles precisariam de três coisas importantes: Produção em massa, produzir produtos iguais e em grande quantidade. Matéria-prima. E ter para quem vender estes produtos. O continente americano, que antes era uma grande colônia, se tornava uma nova possibilidade de mercado consumidor independente. E para atender esta demanda, a solução foi procurar novos lugares para exploração. Ou seja, a África, a Ásia e a Oceania. As nações imperialistas lançaram-se numa corrida civilizatória pelo mundo, principalmente os europeus, para ver qual país conseguiria chegar mais rápido em mais lugares, a fim de ocupar, dominar politicamente, influenciar culturalmente e obter lucro. Como eles conseguiriam isso, hein? E qual foi a justificativa para exercer este tipo de domínio? Este domínio era justificado por correntes teóricas, sem embasamento científico, que pregavam o etnocentrismo, que afirmava a superioridade de alguns povos sobre outros. Nesse sentido, vale lembrar que os europeus se consideravam superiores. Derivada dessa ideologia, surgiu também o Darwinismo social, que acredita na existência de etnias superiores às outras, a chamada superioridade racial. Um pensamento racista defendendo a ideia de que os brancos eram bons dominadores, superiores e com a missão de civilizar outros povos. Os países imperialistas iniciaram então seu domínio sobre esses continentes, com grande destaque para a Inglaterra e França, que possuíam inúmeros territórios. Mas em 1871, surgiu um novo evento para complicar essa corrida: As chamadas unificações tardias, que foi o momento em que duas novas potências surgem nesse contexto europeu: a Itália e o Império Alemão, que mesmo chegando depois, queriam participar da dominação. Isso levou os alemães a organizar a Conferência de Berlim, que reuniu 14 potências imperialistas com o objetivo de firmar acordos e limitações para a dominação no continente africano, além de decidir qual país teria direito a qual região da África. Ao fim das conversas, o Império Alemão não saiu satisfeito com os acordos firmados, e essa insatisfação foi um dos motivos que gerou certa inimizade entre os germânicos, ingleses e franceses, aumentando a tensão na Europa e sendo um dos motivos da Primeira Guerra Mundial. A divisão do continente não considerou as características dos povos que ali viviam, importando apenas o interesse europeu. Isso acabou integrando em um mesmo território, povos de etnias rivais. Em outros casos, foram retiradas regiões naturais importantes para civilizações que dependiam de seu habitat para sua sobrevivência através da caça ou da pesca. A divisão ficou assim.
[5:03]Esta divisão territorial na África e em outros continentes foi artificial e gerou muitos problemas, como milhares de mortes, atrasos econômicos e sociais, e, como era de se esperar, uma herança de preconceito. Ainda hoje é visível a divisão dos territórios feita neste período. O mesmo foi acontecendo na Ásia e na Oceania. E além destes problemas, os povos explorados acabaram criando uma dependência dos produtos dos países dominadores, afinal eram obrigados a comprar estes produtos, impedindo o desenvolvimento do seu comércio ao longo dos anos. A dominação imperialista vai perder força somente após a Segunda Guerra Mundial, quando os grandes países dominantes se enfraqueceram, depois de seis anos de conflito. Especialmente o Japão, que viu as cidades de Hiroshima e Nagasaki serem destruídas. Diversas independências e expulsões dos continentes africano, asiático e oceânico ocorreram nas décadas seguintes. Mas mesmo assim, ainda hoje, boa parte destes países vive reflexos da dominação imperialista. Isso fica nítido nas disparidades sociais e econômicas existentes entre Europa e os três continentes citados, no preconceito ainda muito presente no mundo e o estopim de grandes conflitos como, por exemplo, a Guerra do Ópio na China, a Revolução dos Sipaios na Índia, além da primeira e segunda Guerras Mundiais. Este foi o imperialismo. Se você quiser saber mais detalhes de como esta política aconteceu também através de outros países dominadores, como os Estados Unidos e Japão, escreva a hashtag Imperialismo nos comentários. Continue estudando história com a gente. Ficamos por aqui e bons estudos.



