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MALHADINHO E LOK DOG: NOITE PRA ESQUECER #Resenha

Sexto Round

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[0:03]Você sabia que o meu xará, Renato Cariani é expert em inteligência artificial e abusa da ferramenta para produzir seus vídeos no Instagram e no YouTube?
[0:03]Eu não sabia, mas agora que Cariani é também embaixador da ADAPTA, fiquei sabendo.
[0:03]Aliás, o cara deu uma aula mostrando exatamente o que faz para viralizar.Isso tem potencial enorme para mudar a forma como você usa IA no trabalho.
[0:03]Acreditem, vocês não vão achar a porta de entrada mais didática para o mundo da inteligência artificial, não perde.
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[0:03]Você sabia que o meu xará, Renato Cariani é expert em inteligência artificial e abusa da ferramenta para produzir seus vídeos no Instagram e no YouTube? Eu não sabia, mas agora que Cariani é também embaixador da ADAPTA, fiquei sabendo. Aliás, o cara deu uma aula mostrando exatamente o que faz para viralizar.Isso tem potencial enorme para mudar a forma como você usa IA no trabalho. Quer ter acesso a esse verdadeiro doping? A aula exclusiva com o Renato Cariani está disponível lá na ADAPTA. Link no comentário fixado. Acreditem, vocês não vão achar a porta de entrada mais didática para o mundo da inteligência artificial, não perde. No MMA é claro, existem derrotas e derrotas.Por exemplo, Yan Garry saiu gigante da derrota para Shavkat Rakhmonov. Era muito zebra e fez mais do que se esperava dele. Já T.J. Dillashaw, que entrou para enfrentar Aljamain Sterling já com o ombro solto, não ofereceu qualquer resistência, foi atropelado e gerou ódio inestimável em Dana White. Ou seja, uma coisa é perder mostrando bastante trabalho e outra é gerar expectativa e não entregar nada. Quando você tem muito nome, então esse segundo cenário é bem pior, né? Porque parte do público se sente enganado. Só que no UFC, acho que existe algo ainda pior do que esse tipo de derrota, que é ficar rotulado como chato, burocrático, seguro, maçante. Porque uma vez que gruda essa pecha, fica difícil de tirar. Exemplo bobo, todo mundo foi assistir sua luta, que acabou sendo chata, ninguém gostou do que viu. Na luta seguinte, você deu um show, só que todo esse grupo não pagou para assistir. Se você mantém o estilo, mesmo que vença trocentas lutas seguidas, as oportunidades não vêm, o público não engaja. Aí rema, rema, rema e não sai do lugar. MMA é entretenimento, não tem jeito. Se o Dillashaw tivesse entregue uma daquelas performances clássicas, violentas dele, depois do fiasco contra o Sterling, zerava, né? Passava uma borracha na noite ruim. Agora, Movsar Evloev já está na nona vitória seguida e a impressão é que ele só disputa título se cair um avião com os 15 primeiros do rank. Por isso que Jailton Malhadinho, um cara que infelizmente pegou esse rótulo, não precisava só vencer Risvan Kuniev no Fight Night de ontem, mas também convencer parte do público. Verdade seja dita, aquela luta contra o Alexander Volkov deixou uma mancha grande. O cara simplesmente perdeu, porque o adversário de baixo, batendo de baixo para cima, fez mais do que ele. O problema é que o casamento da vez era logisticamente complexo.Kuniev é wrestler e pesa 10, 12 kg a mais que o Malhadinho. Se não conseguisse botar para baixo e fazer seu jogo, o Baiano dependeria 100% do boxe. Pensando por um lado, até melhor, né? Se solta a mão, tenta nocautear, mostra um lado mais agressivo, convence parte do público. Só que Malhadinho versus Kuniev foram quase 8 minutos de clinch e nos momentos em que desengajaram e trocaram de pé, no geral, o russo levou a melhor. Dois jurados marcaram 3 a 0 Kuniev e o outro marcou 2 a 1 Kuniev. Ou seja, não entreteve, não se afastou do rótulo e ainda perdeu para um cara desranqueado que ainda não tinha vencido no UFC. E foi sintomático, no terceiro round, o pessoal da transmissão brasileira foi a loucura, implorando para o Malhadinho ser agressivo e para cima e tentar conquistar o resultado. Foi só faltando 13 segundos que ele parou no centro do octógono e apontou para o chão, no melhor estilo Max Holloway. Só que o Kuniev foi e levou a melhor. Por isso, eu, sinceramente, não entendi porque o Malhadinho terminou a luta sorrindo, em ótimo humor, com os braços levantados como se tivesse vencido e demonstrou muita surpresa na hora que o resultado foi lido. Assim, eu já tinha ficado bem desanimado anteontem quando vi uma entrevista do Malhadinho para o Guilherme Cruz fazendo o balanço da derrota para o Volkov. Abre aspas, muita gente falou dessa luta, dizendo que não gostou, que foi chata. Falam isso porque é brasileiro, se fosse estrangeiro, todo mundo gostava. Porque se a constatação é realmente essa, não tem necessidade de mudança, né? O problema não tá nele, tá no público consumidor. Sendo que essa ideia de que só há reclamação porque é com ele, tá equivocada. Os caras mais cornetados pelo público brasileiro, e acho que o sexto round é um bom termômetro para isso, são os wrestlers do Cáucaso. Não é como se a maioria por aqui adorasse o Ancalave, o Evloev, o Mahachev, o Kimayev e só criticasse o Malhadinho. Eu me sinto à vontade para dar essa cornetada num momento mais sensível, porque historicamente eu sou um dos maiores defensores do Jailton na internet. Para quem não lembra, depois da fatídica luta com Derrick Lewis em São Paulo, lancei um vídeo aqui no canal com o título: Malhadinho, não se junte com essa gentalha, criticando vocês e justificando a atuação. Contra o Volkov, entreguei a minha arma e disse que não conseguiria defendê-lo. E ontem de novo, fiquei com a mesma sensação. Uma pena, Malhadinho ainda é relativamente jovem para o peso pesado, com 34 anos. É o brasileiro mais bem ranqueado, deve dar uma, uma queda, né? Mas provavelmente continuará sendo o brasileiro mais bem ranqueado, mas com esse rótulo estabelecido e as decisões recentes, fico pessimista. Talvez seja a hora ideal para pensar em mudança de cenário, de categoria. Já Vinicius Lock Dog, na exata mesma noite, sofreu aquela que é o pior tipo de derrota possível, onde não se mostra nada. Ele foi finalizado pela primeira vez na carreira, ainda no segundo round, por um cara que não finalizava ninguém há três anos. Vamos lá, vamos falar a verdade aqui. No final de dezembro, começou a correr solto nos bastidores um boato de que o Lock Dog havia quebrado o braço. Até no Instagram, mesmo, o pessoal notou que nos vídeos diários, nos stories, ele estava sempre escondendo o braço. Luta com o Bautista, cancelada, foi o que eu pensei. Não tem como regenerar em um mês, treinar, cortar peso e performar contra o primeiro top 10 da carreira na primeira luta de cinco rounds. Certo? Mas como não saiu qualquer notícia de cancelamento e a promoção só aumentou nas últimas semanas, passei a considerar que o boato era falso, ou o problema não era tão grave. Pô, o Lock Dog passou a semana desafiando o Marlon Magomedov, o cara que venceu o Bautista. Na pesagem, frio, olhou no olho, na alma do Mário Bautista e garantiu que ele apanhar mais do que o Kyle Phillips, seu companheiro de trends. Pergunto a vocês, alguém que tá indo sem braço, blefa, exala confiança assim? Ah, em cima de tudo isso, adiciona um corte de peso de 23 kg, provavelmente o maior da categoria. Lock Dog chegou dizendo no Instagram ontem que viu a morte durante o corte. Aí começa a luta e você vê que o cara tá economizando o golpe, que não é característica dele, escondendo certas partes do corpo e propõe o clinch ao wrestler. Bautista leva a melhor, claro, bota para baixo, bate por cima e vence o primeiro round. No primeiro intervalo, Rafael Sombra, seu professor, pergunta algo, blá, blá, blá de um a 10. Eu não entendi essa palavra, não ficou muito claro, mas fiquei com a impressão que ele perguntou qual é a gravidade de um a 10. A resposta para isso foi rachou o braço. Momentos depois, ele levanta o braço direito e fala tá doendo. De novo, eu posso ter escutado errado, não ficou muito claro, mas dessa interação foi o que eu pesquei. Aí não tem milagre.Lock Dog até tentou chutar no começo do segundo round, conseguiu, defendeu uma queda, mas com 2 minutos a linguagem corporal já era total de dor, cansaço e desespero. Eu, sinceramente, não lembro de outro peso galo com 2 minutos do segundo round, perdido no octógono, botando a língua para fora e procurando o telão com o tempo. Pessoal, Mario Bautista é elite. Nesse nível de competição, com corte de peso aleijante e sem um braço, não sei qual era a esperança. Pós-luta, Lock Dog confirmou que quebrou o braço no dia 19 de dezembro e que não conseguia nem levantar o braço direito para estabelecer o jab. Falou até num prazo de 180 dias para cuidar desse braço. A pergunta que todo mundo fez nas redes sociais, então foi: por que lutar nessas condições? Aí eu não faço ideia, vira chute.Tem que perguntar para o Lock Dog qual foi a motivação. Tem lutador que se mete em situação parecida porque precisa da grana. Tem lutador que é brabo, valente demais para a própria saúde, que não sai de luta, subiria lá até se tomasse um tiro. Mas e aí, como a empresa vai interpretar essa atuação, essa entrega? Porque quem impôs a dificuldade do corte de peso de 23 kg e o handicap do braço, não foi o Mario Bautista. Nessa situação, eu já vi duas coisas. Já vi tanto atleta sendo agradecido por salvar o evento, mas também já vi atleta ficando totalmente queimado com a empresa por não ter sido competitivo, foi o caso do Dillashaw. De novo, era a primeira luta principal contra o primeiro adversário top 10. Confiaram nele. Luta de projeção para o Lock Dog, que é mais jovem, vinha com hype, era o Bautista olhando para trás, defendendo posição. A minha impressão é que por ter desenrolado da maneira que desenrolou, não fica nada positivo para a relação com a empresa. O único alento para o Lock Dog é que ele não tem o tal rótulo de lutador chato. Se na próxima rodada, entregar emoção, outro nocaute com joelhada voadora, de repente, restabelece a moral. Agora, também tem que rolar uma meia culpa, né? Um olhar para o espelho da responsabilidade, se não corre o risco de repetir o erro no futuro. O próprio Bautista disse na coletiva de imprensa que achava ótimo um adversário que precisava cortar 15 kg na semana da luta. Ele tinha a certeza que o cara estaria mais lento e cansaria antes. E aí, a pergunta que fica é: vai continuar cortando 23 kg, vendo a morte de perto? E se no próximo camp, quebrar outro membro, né? Vai lutar mesmo assim, sob risco de entregar abaixo da expectativa? Acho que são perguntas legítimas e importantes para o futuro de um cara talentoso. Enfim, outra pena enorme em meio a uma noite terrível para o Brasil. Que ainda teve as derrotas de Ja Matsuzumoto, Priscilla Pedrita, Eduardo Moura e Bruna Brasil. Só Ketlin Souza venceu e justamente a Bruna. Dureza. Mas claro, tudo isso é apenas o meu ponto de vista, os meus dois centavos. O que vocês acharam das derrotas de Jailton Malhadinho e Vinicius, o Cachorro Louco Lock Dog? Comenta livremente aqui embaixo, se você viu por um ângulo diferente, se você tem um outro ponto de vista, se você discorda de mim, fique à vontade. Se puder deixar o like, clicar na mãozinha positiva aqui embaixo, clicar no botão, haipar, sempre ajuda demais o sexto round, é a melhor forma de você retribuir o nosso trabalho. A gente é recomendado no menu lateral do YouTube assim, né? E não perde a última, o último vídeo aqui do canal, que foi uma entrevista exclusiva do repórter Maqueado João Marcos com Melki Costa. O brasileiro que tá pegando fogo na categoria até 66 kg e desafiou João Silva, Diego Lopes, Patrícia Pitbull e os outros compatriotas. Clica aqui, confere o Melki é bem diferente. Beleza pessoal, grande abraço a todos e até amanhã, 1:15 ao vivo no YouTube do Seist Round com o podcast. Até lá.

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