[0:00]Por que é que algumas pessoas se expressam melhor do que outras? Já parou para se perguntar isso? Eu tenho algumas suposições. Eu trouxe aqui, eu trago aqui hoje para vocês, três dessas suposições. Eu já pensei muito sobre o assunto, já li bastante a respeito de comunicação e me parece que três pontos são incontornáveis. E a melhor notícia é que eles são treináveis. Mas antes de falar deste ponto, vale a pena nós partirmos de uma premissa já incontestável, que é o fato de que sim, existe dom. Então, algumas pessoas, de fato, nascem com o dom de se expressar, com o dom de escrever, com o dom de falar, com o dom de defender ideias de maneira apaixonada, de maneira persuasiva. É claro, existe a questão do talento. Isso é algo inegável. Quando a pessoa nasce com o talento e ainda aperfeiçoa esse talento por meio da técnica, aí se torna uma pessoa, sim, imparável. É uma pessoa que, de fato, consegue aquilo que ela quer. Ela, ela navega, ela transita muito melhor pelo mundo. Então, existe, sim, essa questão de talento. Existe também a questão do ambiente. Então, existem ambientes que frutificam mais o desenvolvimento comunicativo das pessoas. Famílias que estimulam a leitura desde cedo, que estimulam a argumentação, o pensamento, a autocorreção,
[1:27]estimulam a criança a passar pelo processo dialético. Então, para que ela vá testando as próprias ideias, para que ela chegue a conclusões depois de ter pensado a respeito daquilo, e não simplesmente, principalmente ali na fase da adolescência, né? Não simplesmente vá empilhando coisas supostamente verdadeiras, mas que, na verdade, são resultado dos afetos dela, não dos pensamentos dela. Eu digo, principalmente, na adolescência, porque é uma fase em que se costuma pensar muito com o estômago. Os adolescentes, quem aqui, todo mundo já foi jovem, sabe como que é. Nós tendemos a ser muito sentimentais e, por vezes, nós confundimos aquilo que nós sentimos a respeito do mundo e das ideias com aquilo que, de fato, é. Então, quando essas pessoas são colocadas à prova desde cedo, para que elas mantenham, sustentem a coerência das suas próprias ideias e testem as suas próprias ideias, elas costumam se desenvolver bem mais. Então, quer dizer, me parece que esses dois pontos, talento e ambiente frutífero, são inegáveis. Agora, mesmo entre pessoas com o mesmo grau de escolaridade, com as mesmas oportunidades, eventualmente, dentro da mesma família, com o mesmo tipo de criação, os mesmos acessos, nós percebemos que existe uma disparidade. E aí, quando você vai averiguar a fundo, existem múltiplos fatores, mas três, eu separei aqui hoje, são fundamentais. Não existe uma pessoa que se comunique de maneira exímia, que não passe por esses três pontos. Quais são eles? Em primeiro lugar, clareza de pensamento. As pessoas que se comunicam bem não começam pela frase. Elas começam pelo que elas querem dizer. Então, primeiro, elas fazem todo um processo dialógico dentro da própria cabeça. O que é que eu quero dizer, qual ideia eu quero manifestar, depois elas vão atrás das palavras que melhor expressam aquilo, para que elas possam polir a apresentação dessa ideia. Por que é que eu estou falando isso? Ah, Clara, mas não é assim, todo mundo se comunica. Não! Tem muita gente que organiza as próprias ideias enquanto fala. É como se eu ligasse a câmera aqui e começasse a falar assim, ó, hoje eu vou pensar aqui a respeito do que é que faz as pessoas se comunicarem melhor. Vou pensar aqui, ó, me parece, e aí eu começo a falar. Eu vou falar algumas coisas que fazem sentido, provavelmente outras não fazem sentido. Por quê? Porque eu não preparei antes, eu não pensei antes a respeito daquilo. E isso costuma passar uma ideia de confusão. Porque a pessoa está pensando enquanto ela fala, e o outro indivíduo, que é como se eu estivesse dando acesso ao indivíduo à minha cabeça, num momento em que ele não deveria acessar a minha cabeça, porque eu ainda estou num momento, a não ser que eu queira, né, que eu faça isso intencionalmente, mas eu ainda estou no momento de organizar a, os ingredientes do bolo, entendeu? Eu estou aqui, ó, quais são seus ingredientes para essa receita? Deixe-me pensar, deixe-me angariar, ta, ta, ta. Depois eu vou fazer o bolo, depois eu vou apresentar o bolo a você. Se eu mostro para você todo esse processo de, de cozimento do bolo, eu estou dando acesso a você a algo que, eventualmente, você não queira, que é esse processo de fabricação dos pensamentos, entendeu? Quer dizer, isso faz com que você, ah, acabe transmitindo uma, uma imagem de si mesmo que, provavelmente, você não quer, que é esta imagem sem contorno, né? De uma pessoa que não dá contorno aos próprios pensamentos. Eu coloquei alguns exemplos aqui. Sabe quando começa aquela reunião, e aí a pessoa fala assim, ó: "Então, essa é uma questão meio complexa, porque envolve várias coisas." Bem genérico, fala nada com nada. "Então, sobre a reunião, a gente viu várias coisas. Aí, teve aquela questão do prazo também." Não preparou a pauta da reunião. Ela, provavelmente, vai falar coisas que são importantes, tópicos que são importantes, mas vai falar isso de maneira desordenada, de maneira bagunçada. Por quê? Porque não clareou os pensamentos antes e não roteirizou a questão. Coloquei aqui como que seria uma pessoa B, né? Como que uma pessoa B poderia falar isso de maneira mais aprimorada? "O problema é um só: o prazo foi definido sem considerar a capacidade da equipe." Percebeu? Clareza prévia da ideia. E aí eu até coloquei um bônus, mas ainda dentro desse tópico da clareza, que é a coragem de ser direto. Ser direto na comunicação traz inúmeras vantagens. Você coloca o preto no branco, você estabelece os limites na mensagem que você está tentando passar. Você não se torna uma pessoa evasiva, uma pessoa sem divisas, uma pessoa sem contornos. Então você diz exatamente o que você quer dizer, mais ou menos como eu fiz aqui com essa questão do prazo. O problema é um só, o prazo não considerou as limitações, ta, ta, ta, ta, ta. Tem muita gente, e eu já falei várias vezes aqui no, no YouTube sobre isso. Tem muita gente que, que não consegue falar exatamente o que quer. E aí, fica perdido num negócio mais ou menos assim, ó: "Talvez a gente pudesse pensar em revisar essa parte". Sabe, assim, com muitos dedos, e aí você não fala exatamente o que você quer, porque você não tem coragem de ser direto. Porque a coragem de ser direta implica a possibilidade de não agradar. Então, você está sempre tateando, né? Para poder ver se a outra pessoa aceita o seu discurso ou não, e fica aquela coisa claudicante. Em vez de falar assim, por exemplo: essa parte precisa ser reescrita, ela não está clara. Se eu sou uma professora, você me apresenta uma redação, existe uma parte que está obscura, nubilada, não estou conseguindo entender muito bem o que aquilo. Fala: "Olha, essa parte aqui está muito confusa, nós precisamos reescrevê-la, minha sugestão é assim, assim, assim, assim." Em vez de falar: "Olha, a gente precisa dar uma olhadinha nessa questão aqui, olhadinha, questão" tudo muito vago, e eu não vou direto ao ponto que eu quero dizer. Tudo bem? Então, primeiro ponto, clareza do pensamento.
[7:22]E aí, aqui como bônus, essa coragem de ser direto. Segundo ponto, pessoal, já também abordamos aqui em outros momentos, que é o vocabulário preciso. É você usar o mínimo possível de palavras para expressar as suas ideias. E para isso você precisa ter as palavras certas. Quando eu digo o mínimo possível de palavras, eu não estou falando para você ser telegráfico, para você ser aquela pessoa que, né, cada frase tem assim quatro palavras e pronto, acabou. Não, não é isso. É você não se alargar muito mais do que precisa, que acaba sendo uma decorrência direta do que eu disse anteriormente, da falta de clareza a respeito das próprias ideias. Aí você tende a compensar essa falta de clareza com um alargamento desnecessário do texto, seja o texto escrito, seja o texto falado. Então, o vocabulário preciso faz com que você seja direto, vá direto ao ponto e consiga transmitir sua mensagem, como diz a própria palavra, com precisão. Eu não sei se você acompanhou a polêmica recente, e aqui sem entrar em questões políticas, eu estou falando só de uma questão de discurso, do, do Ratinho com a Érika Hilton. E aí, a Érika Hilton processou o Ratinho, pepé, uma série de coisas lá. E o Ratinho fez um pronunciamento em rede nacional, em que ele fala assim: "Eu não vou mudar, eu sou de outro tempo". Eu até vi um comentário muito legal daquele Vítor, do Metaforando, a respeito disso, e ele chega a uma conclusão para mim, é perfeita, que é assim, olha, o Ratinho manteve a voz calma. Ele falou pouco. Ele não, não alterou a, não modulou a voz para cima, para baixo, assim, para poder defender seu ponto de vista de maneira exasperada. Então, ele demonstrou muito controle a respeito do que ele queria dizer.
[9:05]De maneira que ele está, de fato, convencido daquilo. E como ele está convencido daquilo, e o ponto de vista dele, na verdade, é muito simples, ele precisa de poucas palavras. Então, ele fez as escolhas muito acertadas. Depois vale a pena dar uma olhada. Independentemente de você concordar ou não com o teor da coisa, mas vale a pena ver a serenidade, a calma, a objetividade, ele falar, a precisão, os contornos claros do que ele quer dizer, a coragem que ele teve de ser direto. E defender seu ponto de vista, mesmo quando a emissora falou que não se responsabilizava pelas opiniões dele. Então, quer dizer, ele estava sozinho, né? Mas mesmo sozinho ele se manteve firme dentro daquilo que ele acreditava. Então, a, a questão do vocabulário preciso. Então, por exemplo, quem se expressa bem, vai sempre prestar atenção a diferenças, ah, de vocábulos que poderiam ser usados no mesmo contexto, mas que, na verdade, significam coisas sutilmente ou nem tão sutilmente diferentes. Até anotei alguns exemplos. Olha, um erro é diferente, por exemplo, de um descuido. Quando você descuida, é claro que um descuido pode trazer um erro. Mas a partir do momento em que você fala: "Eu cometi um erro" ou "eu cometi um descuido", você está dando enquadramentos diferentes para aquela ação. Quando você fala: "Um erro", é muito mais óbvio, muito mais claro, muito mais escrachado. Quando você fala que ali aconteceu um descuido, é algo mais, mais polido, mais, até velado, digamos. É mais suave do que o, o erro, né? Essa palavra erro, que é diferente, por exemplo, de negligência. Eu cometi uma negligência. Negligência é uma assunção de culpa, né? Você fala qual é o erro e mostra exatamente qual foi a causa do erro, que foi a negligência. Percebeu? Quer dizer, a escolha lexical que você faz dentro desse contexto, a precisão na escolha desse vocábulo, muda a percepção do outro indivíduo a respeito do que você quer dizer. De maneira que, se você vai defender algo muito importante, se você está construindo a defesa do seu argumento, a defesa das suas ideias, você precisa escolher quais são as palavras-chave. Lembrando que pode ser palavras-chave ou palavras chaves, tá? Quais são as palavras-chave para a defesa do seu ponto de vista? E essas palavras não podem faltar dentro do seu discurso, tá bom?
[11:29]Por fim, muito importante, contato com bons exemplos. Antes de entrar na teoria, eu vou contar aqui a história do meu pai, muito brevemente, um, um tópico dentro da história do meu pai. O meu pai saiu de uma cidade no interior aqui de Goiás, chamado, chamada Guapo. E ele veio de uma origem muito pobre, muito pobre, não tinha nada assim, o pai e a mãe, meu Deus, não, não tinham referência cultural de nada. E meu pai, sabe-se Deus como, para mim aquilo ali é um milagre. Ele veio para a cidade e fez letras, ele se graduou em letras. Tem até o canal, excelente, aqui, chamado Mário Vasconcelos, um baita canal, vocês vão ver. Meu pai saiu do nada, meu pai comia terra, literalmente, para encher a barriga. Passou frio, passou fome, assim, eu não sei como meu pai veio para cá. Só que ele não tinha essa bagagem cultural. E ele foi professor da minha mãe. E minha mãe veio de um berço muito fino, muito sofisticado do ponto de vista cultural. Eles não eram ricos, nada disso, mas o meu avô e a minha avó eram, eram preocupados com esse berço cultural e eles, assim, fizeram com os meus, os meus tios e a minha mãe.
[12:47]E a minha mãe, talvez, dos três tenha sido a que mais absorveu. Então, ela é muito imersa na música clássica, minha mãe é uma mulher muito, muito culta, ela toca piano, ela canta. Ela é médica, por incrível que pareça, mas eu falo, meu, ela é artista, medicina que é o, seu hobby, sua profissão é artista.
[13:05]E para ela essa questão cultural é muito natural. E a minha mãe apresentou esse universo ao meu pai. Depois que a minha mãe inseriu o meu pai nesse universo da boa vestimenta, das boas maneiras, o meu pai se tornou outra pessoa. Então, ele pegou a matéria-prima que ele já tinha. Não é nem que ele se tornou outra pessoa, mas ele lapidou a pessoa que ele era. Porque ele entrou em contato com bons modelos. Meu pai deixou de ouvir, sei lá, o que ele ouvia em termos musicais, apesar de que ele tinha bom gosto, mas havia uma limitação, e meu pai começou a ouvir muito música clássica. Minha mãe apresentou para o meu pai, por exemplo, o universo da música clássica. E meu pai imergiu naquilo de um jeito que, invariavelmente, acabou refletindo nas condutas pessoais dele, nas escolhas vocabulários, nas escolhas ideológicas dele, na maneira de ele ver o mundo. Quer dizer, esse contato com bons, bons modelos é imprescindível. Da mesma maneira com textos, com comunicação. Se você só consome, sei lá, a Virgínia falando, você, provavelmente, vai se comunicar como ela. Se você começa a consumir muito uma pessoa falando, uma pessoa que você admira, você, provavelmente, vai emular o discurso daquela pessoa, mesmo sem querer. Então, acompanhe pessoas que você admira, leia autores que você admira, cujo texto você admira, leia bons textos. Faça uma boa curadoria. Como diz o povo, a vida é muito curta para você ler livros ruins. Então, leia, a não ser que haja um objetivo, sei lá, você é um crítico literário, você está fazendo um trabalho de comparação, alguma coisa assim. Mas, do contrário, vale a pena que nós usemos o nosso tempo para ler aquilo que vai agregar. Então, essa imersão com bons textos, com bons vocábulos, com boas construções fraseológicas, boas construções de raciocínio, ideológicas, isso faz com que nós nos pulamos, do verbo polir aí, com que nós nos tornemos pessoas mais polidas, capazes de sustentar bons argumentos, de construir bons argumentos, de defender as próprias ideias, de expressar essas ideias de maneira clara, conduzindo assim o pensamento do interlocutor para que o interlocutor entenda do que é que você está falando. Entenda o que é que você está defendendo. Para isso, essa ponte comunicativa precisa ser muito bem construída. A comunicação é isso, é, é você colocar tijolo por tijolo para construir uma ponte entre a sua cabeça e a cabeça do seu interlocutor. E sai ganhando quem constrói uma ponte mais firme. Uma ponte mais forte, mais sólida, mais bela. Aqui, quando eu falo em beleza, eu já estou pensando do aspecto retórico. Quem consegue construir um, um discurso mais, mais convincente. Então, quer dizer, é claro que para tudo isso, você precisa de fontes, você precisa de imaginário. Um dos meus vídeos, senão o meu vídeo favorito aqui do canal, é um vídeo que fala sobre imaginário, "Como enriquecer o meu imaginário?" é o nome do vídeo. Porque, de fato, se a gente não amplia o imaginário, nós vamos ficar sempre presos àqueles influenciadores, que assim, eu até, nada contra a existência da Virgínia, imagina, minha conterrânea aqui. Mas, se eu só entro em contato com aquele tipo de comunicação, eu vou me comunicar daquele jeito. É muito restrito, entende? Será que eu quero? Ah, não, Clara, é assim que eu quero, eu estou me alimentando bem. Então, pronto, então está tudo certo. Mas será que é isso que eu quero? Que modelos eu estou apresentando para os meus filhos, por exemplo? É o tipo de questionamento que vale a pena nós fazermos. Que tipo de texto eles estão lendo, mesmo nas redes sociais? Há muita coisa boa nas redes sociais. Quem é que nós estamos consumindo, né? Então, até coloquei um exemplo, só para nós vermos na prática, uma pessoa que lê bons autores vai tender, vai tender a dizer assim, por exemplo: "O argumento não se sustenta porque parte de uma premissa falsa". Ele consegue perceber onde está o problema argumentativo. Olha, parte de uma premissa falsa. Uma pessoa que é, é perdida em termos comunicativos, provavelmente vai falar assim, ó, mesmo que ela perceba que tem alguma coisa errada, ela vai falar: "Olha, isso aí não faz muito sentido, não, isso aí não faz muito sentido, não." Eu posso até começar com isso aí, não faz muito sentido, não, mas eu preciso entender por que é que não faz muito sentido. Olha, está partindo de uma premissa falsa. Qual que é a premissa? É essa, essa, essa. Então, as conclusões, logicamente, também serão falsas, porque elas estão contaminadas pela falsa premissa. Percebeu? Então, resumo da ópera, as pessoas que se expressam melhor fazem o quê, na prática? Dito tudo o que nós dissemos aqui, pensam antes de falar, escolhem palavras com precisão, organizam suas ideias, se expõem à boa linguagem, dizem o que precisa ser dito sem medo, se expõem a bons modelos também. Não é só uma questão de talento, tá bom? Não é só talento. Ah, não, não tem talento, então pronto, acabou, não vou fazer nada. Não, é perfeitamente possível que você faça muito por si mesmo. Agora, é claro que eu não posso deixar de puxar a sardinha para o meu lado e dizer que tudo isso só se sustenta quando você detém, ou se sustenta muito melhor, na verdade, quando você detém domínio do mecanismo básico da linguagem, que é a gramática. Tanto é que no Trivium, as artes liberais, a gramática, a retórica e a lógica, a base é a gramática. Eu preciso conhecer os mecanismos de construção fraseais, eu preciso conhecer os elementos de coesão e coerência, eu preciso entender de paragrafação, eu preciso saber como concatenar bem meu raciocínio, como limpar as minhas frases, como escolher as palavras mais precisas, como ser objetivo, claro, direto, conciso, claro, persuasivo. Existe técnica para tudo isso. E eu preciso dominar a gramática normativa. Hoje em dia, com inteligência artificial, as pessoas estão delegando isso, né? Mas me dói o coração. Já falei isso aqui várias vezes, mas eu vou repetir infinitas vezes: pelo amor de Deus, aquilo é uma ferramenta de uma valia inestimável. Eu não sou contra a tecnologia, não quero que pareça isso, mas é uma ferramenta. É você que tem que dominar a ferramenta, não a ferramenta te dominar. Eu preciso ler um texto e eu preciso pensar: nossa, esse texto foi escrito pelo José, pela Ana, pela Patrícia. Não posso pensar: nossa, esse texto foi escrito, sei lá, pelo ChatGPT ou pelo Claude ou por qualquer outra inteligência artificial, tá bom? Eu preciso que você domine essas engrenagens da língua. É por isso que eu convido você, novamente, para conhecer o texto irresistível, que é meu curso de boa escrita e gramática normativa. Cujo link eu vou deixar aqui embaixo. Ele se divide em duas grandes partes, que são as qualidades de um bom texto e gramática normativa. É só você entrar lá no site, você vai ver tudo, vai ver quais são os módulos, o que é que as pessoas dizem sobre o curso. Vai ser uma alegria receber você lá. Quem tira todas as dúvidas lá dentro da plataforma, sou eu, tá bom? Se, porventura, você tiver alguma dúvida, quem as tira sou eu. Espero que tenha sido um vídeo útil. Espero que você faça um exame de consciência para pensar se você está trabalhando esses três pontos, porque eu quero que você seja um exímio comunicador. Um beijo e até o próximo vídeo.



