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"Cristianismo" Progressista é uma ARMADILHA | Entrevista com Franklin Ferreira

Fé e Tulipas

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[0:00]Você já se perguntou de onde vem todas essas correntes teológicas que, na verdade, não são nada bíblicas que a gente vê hoje em dia? Por exemplo, a teologia progressista, a teologia liberal, que são vertentes que negam coisas que são claríssimas na Bíblia. E vem aquela questão que a gente tem que fazer: como que nós, como cristãos, podemos nos prevenir dessas correntes e estarmos firmados na palavra de Deus? Então, seja muito bem-vinda ao podcast Fé e Tulipas e este episódio vem em parceria com o Seminário Martin Bucer, que é comprometido a ensinar cristãos a estarem aprendendo sobre teologia de uma forma bíblica. Se você quiser ver mais sobre esse seminário, basta você entrar no site deles, martinbucer.com, ou então, @seminariomartinbucer nas redes sociais deles e você vai poder ver bastante conteúdo. E hoje, a gente vai estar conversando com o diretor do seminário, também doutor em Divindade e professor, Franklin Ferreira. Muitos de vocês podem se lembrar que eu recomendo bastante, especialmente o livro dele chamado Contra a Idolatria do Estado, aqui no canal. E hoje, nós vamos estar conversando sobre um outro livro chamado Outro Evangelho da Alisa Childers.

[2:25]Franklin, muito obrigada por estar aqui com a gente hoje. Rebeca, uma alegria estar com você nessa live aqui. Deus abençoe a nossa conversa aqui hoje. Amém. Então, às vezes, para alguém que ainda não te conhece, você pode se apresentar um pouquinho, falar quem você é e o que que você faz? Eu sou cristão, nascido lá cristão, meus pais desde o cedo me educaram na fé cristã.

[2:54]Mas foi apresentado, né? É, foi apresentado. Então, com seis meses de idade, eu fui apresentado. Mas, se tivesse que ter sido batizado desde cedo... Ah, Deus me chamou para o ministério com 15 anos. Ah, já era, eh, cristão, batizado. Ah, fui batizado com 11 anos de idade. Fui chamado num, num trabalho missionário. E no começo, eh, eu tive um forte interesse por missões e pelo trabalho missionário, sobretudo, transcultural. Ah, fiz seminário, ah, Seminário Batista do Sul do Brasil, década de 90, fiz minha graduação lá, depois lá, um reconhecimento da graduação na Universidade Mackenzie. Mas o tempo da graduação, ah, eu comecei, ah, a ter um interesse maior pelo ministério pastoral. Ah, cheguei a servir um ano como pastor de jovens, mas aí, nesse ínterim, Deus me conduziu para a docência. Aí eu ingressei no mestrado, lecionei 10 anos no Seminário Batista do Sul, no Rio de Janeiro, um bocado de matérias, teologia sistemática, ah, Novo Testamento, hermenêutica, história, etc. Eh, nesse período também, eh, eu, junto com um colega, eh, escrevemos juntos uma obra que foi publicada, ah, um semestre depois que eu deixei de dar aula no Seminário Batista, quando eu me mudei aqui para São José dos Campos, onde eu resido hoje. Então, aqui em São José dos Campos, hoje eu sou pastor de uma igreja local, a Igreja da Trindade. A igreja está crescendo, eh, com todos os seus desafios e bênçãos. Ah, nós nos reunimos num cinema alugado, aqui na cidade, num teatro, melhor dizendo, mas estamos de mudança. E o meu trabalho maior hoje é dirigir o Seminário Martin Bucer. É, nós completamos 10 anos esse ano. Inclusive, Joel Bick esteve pregando aqui, no aniversário nosso. Ah, temos vários cursos aí que nós temos oferecido. E hoje é o meu maior foco, né? Inclusive, essa semana, essas semanas, nós estamos em aula aqui no seminário, recebendo alunos de todo o canto do Brasil, no nível de graduação também, né, o que seria o equivalente a graduação em teologia. Eu tô empolgada porque esse semestre eu vou começar o curso básico de teologia, ela está online, que enquanto eu tô na faculdade, eu consigo ir fazendo, e eu acho que é bem legal, né? Porque a gente vai conseguindo se aprofundando de uma forma direcionada, não precisa ser só pegando uma teologia sistemática e lendo, mas tendo uma condução que é muito legal. É, bacana. Então, hoje a gente vai estar falando, né, Franklin, sobre a questão do, como o liberalismo teológico, como que essa teologia progressista tá entrando dentro das igrejas, e se tornando muito atrativa a alguns cristãos, muitos às vezes sendo levados de uma forma ingênua, mas que isso realmente é uma coisa que a gente precisa estar alertando, como a gente tava conversando antes, né? Você escreveu o prefácio do livro Outro Evangelho, da Alisa Childers, que é uma leitura sensacional. Então, pra gente já ir entrando nisso, você pode trazer um pouquinho da definição do que que seria um liberalismo teológico, teologia progressista para às vezes alguém que não tá muito acostumado com esses termos? Vamos lá, então. Teologia Liberal, ah, ela surge num contexto de grande ceticismo, ah, no contexto europeu, sobretudo, alemão, mas também francês. Hum, nesse ambiente de ceticismo e também com forte componente antissemita, um, esse é um tema que às vezes é desprezado no estudo da Teologia Liberal. É, nesse caldo de ceticismo, antissemitismo, e racionalismo, ah, as faculdades teológicas europeias foram profundamente bombardeadas, sobretudo na Alemanha. E isso teve um impacto profundo no campo dos estudos bíblicos. Então, em linhas gerais, uma visão de mundo ateísta entrou nas faculdades teológicas luteranas e reformadas, na Alemanha. E isso acabou levando estudantes e teólogos a tentar reler a Sagrada Escritura por meio dessas, dessa nova ótica.

[7:01]Então, na compreensão de, desses homens, Frederick Schleiermacher, Wellhausen e outros, ah, a Bíblia não poderia ser mais recebida como palavra de Deus. Quando muito, ela era o testemunho de homens a respeito do que Deus estava fazendo, ou da percepção deles que eles achavam que Deus estava fazendo. É, para tornar a situação mais complicada, então, eh, esses, essas, esses novos enquadramentos levaram eruditos, eh, não há porque duvidar da perícia acadêmica deles, eles tinham seus diplomas, seus, suas qualificações. Eram ligados à Igreja Luterana, à Igreja Reformada, eles começaram a retrabalhar todo o texto do Antigo Testamento, sobretudo, mas também com impacto no Novo Testamento, debatendo outras possibilidades de autoria e de datação. Então, por exemplo, o livro, os livros da Lei, para esses teólogos, não seria mais produto, ah, de Moisés com alguma revisão ou alguma edição e acréscimo posterior. Eles seriam do período do Exílio ou pós-Exílio, então, seriam bem mais próximos do Novo Testamento, não teríamos, propriamente, dito, profecias.

[8:29]Isaías não, Isaías 53, era um Cântico do Servo Sofredor, não teria nenhuma conexão direta com o Messias, e não seria uma profecia, né, como a gente interpreta classicamente. Então, a partir dessas noções de ceticismo, racionalismo, e também um forte componente antissemita, essas noções começaram a se espalhar pelas faculdades da Alemanha. Eu mencionei Frederick Schleiermacher, ele talvez seja o teólogo liberal de maior destaque dessa época, ele era pastor em Berlim. Hum, e ele vai defender, vai tentar salvar algum aspecto do cristianismo, que o cristianismo se resumiria em três proposições: Deus é Pai de todos, todos somos irmanados, e a religião consiste em, num senso de dependência desse Deus que pode ser retratado como Pai, mas é um ser infinito, não tanto pessoal, ainda que haja algum ênfase na Paternidade Divina.

[9:25]E essas ideias se disseminaram pela Alemanha, pela Suíça, ah, pela França, tiveram impacto nas faculdades teológicas luteranas, reformadas, independentes. Os próprios arminianos foram afetados por essa noção. Então, rapidamente, doutrinas como da Trindade, da encarnação do Verbo, da ressurreição de Cristo, da morte expiatória, da segunda vinda de Cristo, da inspiração da Sagrada Escritura, essas doutrinas foram todas abandonadas pela igreja, século XIX, já.

[10:04]Essas doutrinas ou ideias novas, inovadoras, começaram a chegar na Inglaterra e nos Estados Unidos. Grandes, Charles Spurgeon vai sair da União Batista da Grã-Bretanha e Irlanda, porque colegas seus começaram a tolerar a entrada dessas ideias nas faculdades teológicas batistas do século XIX. E essas ideias também chegaram nos Estados Unidos e daí foram disseminadas para o resto do mundo. Era reputado aí que Karl Barth, um, um comentário escrito, ah, em 1917, e republicado depois em outras revisões e edições, um comentário à Carta de Romanos, destruiu a Teologia Liberal. E, de certa forma, ele o fez. O que ele faz, nesse comentário a Romanos, é desmascarar, ah, todo o subjetivismo, toda a arrogância da Teologia Liberal, toda a noção centrada nos seres humanos. A, a interpretação bíblica agora não tem mais o foco no autor divino e no autor humano. Tem o foco no leitor, na resposta do leitor ao texto. Então, Barth, ele faz uma crítica dura, certeira e sagaz à Teologia Liberal, mas, de certa forma, as ideias da Teologia Liberal se disseminaram por todo o cristianismo ocidental, chegando até no Brasil, década de 50, no Seminário Presbiteriano de Campinas, o Seminário Batista do Sul, década de 60, o Seminário Batista do Norte, né? Os Batistas ainda eram maioria na denominação do Brasil naquela época, os presbiterianos ainda, eh, estavam, eh, em crescimento também naquela época. Então, assim, eh, de certa forma, ainda que a gente não tenha uma, uma Teologia Liberal como de outrora, de rejeição dos dogmas, o que ficou foi uma Teologia Liberal mais diluída, de reinterpretação dos dogmas. Então, na Teologia Liberal mais antiga, dizia-se, olha, Cristo não ressuscitou, isso é uma impossibilidade, isso não acontece no nosso mundo. Então, o cristão tem que descartar a ressurreição como uma linguagem lendária, que não, não faz mais sentido para o homem e para a mulher contemporâneo. E aí vem o Schleiermacher, tentando salvar a fé com aqueles três princípios que eu falei há pouco. Só que, a partir de década de 40 e 50, os teólogos liberais ficaram um pouco mais sofisticados. E eles começaram a dizer o seguinte: olha, a linguagem da ressurreição não pode ser descartada, e ela significa que a mensagem de Jesus triunfou, e ela permanece entre nós. Então, essa foi a linguagem que os discípulos encontraram, né, de falar da ressurreição de Cristo como se falava da Ave Fênix, que renascia das cinzas, mas não que Cristo ressuscitou corporalmente. O fato é que a mensagem permaneceu, a mensagem triunfou. É mais ou menos como aquele pastor, ligado a um partido de extrema esquerda, eh, respondeu, eh, acho que ano passado, perguntaram para ele, você crê na ressurreição de Cristo? Ele disse: olha, quem escreveu a Bíblia cria. Então, esse tipo de liberalismo é que permanece em nosso, nosso meio hoje, ainda presente nas faculdades teológicas do Brasil, tem impacto na vida da Igreja. Mesmo aquela pessoa que não se torna liberal, mas é bombardeada por essas ideias durante quatro anos de uma graduação de seminário, e, se ela não tem defesa intelectual para responder os dilemas que lhe são postos, dificilmente ela vai pregar o Antigo Testamento. E, se for pregar o Antigo Testamento, vai acabar alegorizando o Antigo Testamento, porque ela não sabe bem como lidar com o Antigo Testamento. Ela ouviu tanta crítica ao Antigo Testamento, ela intui que essas críticas estão erradas, mas, porque ela não teve tempo de parar, estudar outras fontes, estudar outros, outros textos para contra-argumentar, então ela acaba perdendo a sua confiança e sua convicção de que dois terços da Bíblia são palavras de Deus para nós, hoje, que guiam a nossa vida também. É, é interessante, porque frases aleatórias que eu já ouvi, que são bem liberais, só que às vezes ficam com uma carapaça um pouquinho mais bonitinha para tentar esconder. Por exemplo, pessoas que dizem, a Bíblia não é a verdade, mas contém a verdade, ou a segunda vinda de Jesus é sempre quando a gente faz algo bom para outras pessoas, ignorando uma vinda física de Jesus. Então, são aquelas coisas que realmente, se a gente não prestar atenção, porque o discurso ele é muito atraente, a gente acaba caindo, né? É, e você levanta um ponto interessante aí, Rebeca, que não, é, é, não tem ligação direta, aparentemente, com o que a gente tá conversando aqui, mas eu tava, tava até conversando com isso com a turma do seminário.

[14:24]É, nós, pastores, eu como pastor, né? A gente precisa ter classe de apologética na igreja, para aberto para todos os crentes, né? Mas voltado, sobretudo, para aqueles que estão no ambiente de estudo, de academia, como você, bombardeados o tempo todo, né?

[14:46]Hoje a academia não é mais academia, é quase uma madrassa, né? É, a ideia ali é, é formatar as pessoas para pensar só de uma única forma religiosa oposta à fé cristã, né? E outro ponto que nós, pastores, precisamos trabalhar duro na catequese, né? Não tem como fazer uma catequese para todos os membros da igreja, que não é chata, não é mera decoreba, mas é palavra viva, é doutrina viva. Então, assim, nós, pastores, infelizmente pisamos na bola quando a gente não está preparando os nossos adolescentes, os nossos jovens, para entrar num, num mundo de ideias que é bruto e que as pessoas são tratoradas ali, e coagidas e constrangidas a abraçar uma nova ortodoxia, que é religiosa em si, mas não tem nada a ver com a fé cristã, com a Bíblia. Na verdade, é uma religião completamente oposta e rival da fé cristã. Sim, com certeza. E muitas vezes, até alguns que vão nesses ambientes, que, digamos, hoje as universidades federais, universidades públicas, que são muito bombardeados com isso, alguns ainda tentam se dizer cristãos e às vezes acabam até indo para um cristianismo totalmente progressista, porque vai tentando adaptar a Bíblia que ali, e aí fala assim, agora está de acordo com a minha visão de mundo, agora eu consigo.

[18:10]Olha este aqui, ó, em Outro Evangelho, a Rebeca fez uma, uma entrevista com essa autora, a Alisa Childers, ele escreveu esse livro, Outro Evangelho. É um livro que, eh, em parte é um, o depoimento de como ela abandonou o movimento progressista, e ela, nesse livro, com muita graça, com muita misericórdia, ela faz uma crítica certeira, bem sagaz ao movimento cristão progressista. Então, vou tentar conceitua aqui. A gente falou um pouquinho de Teologia Liberal, das noções de Bíblia, da Teologia Liberal, do impacto das noções de Bíblia, da Teologia Liberal em outros dogmas como o nascimento virginal de Cristo, a morte expiatória, a Divindade e Humanidade de Cristo, etc., né? E a Teologia Liberal, eh, ela teve seu impacto, eh, continuou tendo seu impacto, mas, por volta de década de 80, final da década de 80, com a queda do Muro de Berlim, eh, muitos esquerdistas ficaram perdidos, porque a queda do muro é a derrota do comunismo.

[19:15]A derrota fragorosa, e fora o que, a Romênia, foi a derrota sem necessidade de dar um tiro para derrubar o comunismo, em todo o leste europeu. O, o que ficou, é o seguinte, os pobres, o proletariado, né, que era o alvo dos comunistas, né, para redimir o mundo, né, viraram as costas ao comunismo.

[19:46]Uhum. Franklin, sobre isso, só uma coisa que eu tava lendo, eu achei muito interessante, que o Frederick Engels, ele dizia que a pessoa que ele mais odiava no mundo era Charles Spurgeon. E a gente vê que é exatamente sobre isso, porque, quando uma pessoa que era o alvo do Marxismo, o proletariado, via no Evangelho, o verdadeiro, a verdadeira teologia de perdoar quando os chefes faziam aquilo que estava errado, mas de buscar fazer o melhor para o Senhor, eles não encontravam no comunismo nada para eles, né? Exatamente. Então, realmente frustrou esses planos deles. É, a, a Revista Teológica Brasileira da Vida Nova publicou, há algum tempo atrás, um ensaio, Spurgeon versus Marx. Uhm. Muito interessante. Muito interessante esse ensaio, né? Foi até o, o autor é um, é um colega do Augusto Nicodemos, ele já tinha vivido em Mackenzie, Augusto me ajudou, me ajudou a fazer a ponte com esse autor, ele cedeu os direitos de tradução para a gente, né? Mas é um texto bem legal nessa linha aí do Engels, odiava, odiava Spurgeon, né?

[20:53]Ele tá muito, mas ele é de Spurgeon também, né?

[20:59]Então, o autor ele coloca lado a lado as duas visões contrastantes, né? A mensagem do Marxismo e a mensagem do Evangelho e Spurgeon, de como essas duas visões de mundo são rivais, são antagônicas, não dá para misturar as duas, né? Mas assim, com a queda do Muro de Berlim, a esquerda precisou se re, ah, reinterpretar. E aí, já que os pobres não têm interesse na boa nova marxista, por assim dizer, né, no Evangelho Marxista, então, a Nova Esquerda começou a focar em questões de gênero e de identidade, e de etnia. Então, eles começaram a rotular os, os seus novos alvos como minorias, né? Então, ah, quem estava nesse enquadramento, gênero, identidade, etnia, se, agora se tornou o alvo da redenção. Seriam aqueles que redimiriam o mundo por meio da mensagem da esquerda. E, nisso, a Teologia Liberal também se adaptou, porque no século XX, muitos liberais abraçaram ou o nacional-socialismo ou o comunismo, na Alemanha, Polônia, Hungria.

[22:00]Eh, é, isso era quase uma linha direta, a pessoa que era de Teologia Liberal, ela abraçaria o comunismo e o nazismo, por quê? Porque, para o liberal, não há nada que seja transcendente, nada acima da gente. Não existe um Deus todo-poderoso, infinito e pessoal. Aí, o que que se coloca no lugar? Porque ninguém vive sem um, uma referência transcedental. Coloca-se o Estado ou o Partido. Uhum. E, esses, esses religiosos que sobreviveram a queda do muro e que queriam continuar religiosos, como você colocou aí na sua palavra, um pouco antes, e de esquerda, eles começaram a fazer uma reinterpretação profunda do cristianismo, e eles se autodenominaram cristãos progressistas. Às vezes, a gente, eh, eu vou escrever sobre cristãos progressistas, boto entre aspas, né? E alguém fala, ah, tem que ser, tem que achar outro nome para eles, ou sei lá o quê. Mas esse é, é o jeito que eles se identificam, não vou brigar com isso. Uhm. E como a, a, a Alisa documenta aqui, ela cita vários desses autores do cristianismo progressista, o que eles vão fazer não é uma ruptura com a fé, como os liberais fizeram no século XVIII. Mas eles vão continuar seguindo os novos liberais, de 1950 para cá, reinterpretando o cristianismo. Então, a Bíblia não é mais autoritativa, para eles, não é a palavra de Deus, ela não é inspirada. Eh, o que se tem na Bíblia são registros de libertação que podem ser úteis para nós hoje, como um paradigma de, ah, mulheres encontrarem sua libertação, seu, seu verdadeiro feminismo, etc. e tal. Ah, como LGBTs também podem encontrar sua libertação. Então, assim, a Bíblia foi despida do seu caráter inspirado, do seu caráter santo, e, quando muito, ela se torna esse modelo. É o Êxodo, a morte de Jesus não é mais expiatória, né? É, a, esses progressistas vão dizer que crer na, na expiação vicária de Cristo é sugerir que Deus é um sádico cósmico, um abusador, eh, infantil, né, pelo que ele faz com Jesus na Cruz do Calvário. Então, toda a noção de expiação, propiciação, ele é completamente rejeitada. As, as palavras bíblicas não têm mais nenhum significado nenhum para eles, não há nem interesse em, talvez, reinterpretar o que significa essas palavras por parte desses. O que fica é que Jesus foi morto pelos poderes daquele mundo, pelas forças da direita, do conservadorismo, que são os fariseus, ou pelo estado ditatorial de direita, que são os romanos, né? Ah, Cristo é um refugiado político, quando foge para o Egito, né? Como se as, as fronteiras atuais fossem as mesmas hoje, de outrora, né? As relações de trânsito fossem as mesmas hoje de outrora, né? Ah, então, ah, eu já até vi peças de cristãos progressistas, retratando Jesus como um favelado, alguém ligado a, uma certa etnia, né? Caracterizado, né, como, ah, membro de um, do Haiti, e ele sendo, ah, crucificado, mas, em vez de pregos, são os policiais dando tiro na mão e no pé dele, né? Então, assim, eh, isso, isso é a perspectiva desse cristianismo progressista. E ele tem crescido hoje, né? Tem ganhado destaque nos meios de comunicação, mas, até na Gazeta, eu fiz uma série de matérias, eh, tentando pegar os pontos principais do cristianismo progressista, né? A visão deles de Escritura e Revelação, que a gente tá conversando aqui um pouquinho. Pecado, né? O pecado é aquilo que ofende a identidade, aquilo que machuca a identidade pessoal, individual, eh, perseguição aos LGBTs, eh, eh, perseguição a, a negros, a amarelos, etc. etc. né? Então, para eles, a, o pecado não tem mais aquele caráter de ofender a majestade divina, de quebrar os mandamentos divinos, de transgredir os mandamentos divinos. Logo, não há mais necessidade de expiação e cruz, né? Então, Cristo é um mártir, é um revolucionário, eh, é um grande guru que foi incompreendido e por isso foi morto. Também não há nenhuma dimensão da ressurreição da carne. E a volta de Cristo não é, não, não almeja a volta de Cristo. O que se tende é que, na medida que os cristãos progressistas são os arautos da vinda do Reino Marxista, do Reino da esquerda, que eles chamam de Outro Mundo Possível, né? Então, ah, com isso é chegado o milênio, e ali haverá paz, né? Mesmo que se matar pessoas, ah, destruir e, ah, refazer instituições. Isso é um ponto. A espiritualidade da, do cristão progressista não é baseado em oração, em reflexão na Escritura, em jejum, mortificação, vivificação da carne, comunhão da igreja. Ah, busca de Cristo nos sacramentos, não tem nada disso, né? A igreja, quando muito, é uma ONG, de preferência a serviço do Estado, no modelo chinês de religião, né? E a espiritualidade consiste em você aplicar toda a sua força em modelar o mundo. Por isso que eu não conheço um cristão progressista que seja bem-humorado, que não tenha a face crispada com raiva, toda hora ele tá com raiva. Ele não consegue perceber o pecado e a contradição nele. Porque não é essa dimensão. O pecado é sempre o outro. Então, se nós estamos bloqueando a, a revolução, se nós não estamos, eh, ouvindo a mensagem feminista, ouvindo a mensagem sexualista dos LGBTs, ouvindo a, a mensagem étnica da justiça social, Black Lives Matters, nós somos alvo do ódio pleno do denuncismo, porque nós estamos, eh, criando uma barreira para o processo revolucionário. Nós somos um impedimento para o processo revolucionário. Então, o pecado está sempre no outro, e aí o outro é alvo da ira, não é uma ira santa, é ódio mesmo, é vontade de desminuir o, é comprometer a vida pessoal do outro, é destruir a família do outro, né? Eh, e aí a gente aí tem uma, uma guarda-chuva maior, né, que nós estamos vivendo um momento de inflexão no Ocidente. Na medida que nós deixamos ser uma sociedade cristã, nós nos tornamos uma sociedade pós-cristã. E aí nós temos uma, uma ressurgência de um paganismo virulento, acompanhado a essas ênfases de cristianismo progressista, que, na verdade, é uma gnose, né, e mais a ênfase do esquerdismo. Só que o ponto interessante aqui, isso quem me chamou a atenção foi um erudito chamado Manuel Alexandre, um doutor em Teologia lá de Portugal, um grande, conhecedor de Bíblia, na palestra dele, que eu assisti, disse assim: olha, nós estamos vendo um novo paganismo. Mas diferente do paganismo greco-romano, esse é um paganismo sem virtude.

[29:16]É, isso é realmente uma coisa que, ouvindo, eh, faz todo o sentido, porque é uma coisa que a gente vê, mas às vezes a gente não sabe colocar as palavras corretas, de que é realmente isso que a gente tá vendo. Porque a gente vê todos os padrões de sexualidade que estão acontecendo muito parecido com tudo que a gente vê na Grécia Antiga, na Roma Antiga, mas agora com uma nova roupagem e isso sendo colocado como se fosse bom e todo mundo tem que aceitar. É, por exemplo, na Grécia Antiga e na Roma Antiga havia o que a gente chama de pederastia. Mas é curioso notar que, principalmente em Roma, eh, havia um desprezo pelo homossexual passivo. O homossexual ativo era visto como um, alguém que tem poder. O homossexual passivo é, simplesmente, um instrumento, mais nada. Então, ah, e ainda assim, entendia-se em Roma e na Grécia que a família é superimportante para a manutenção do Estado. Ter filhos é importante, não só para dar continuidade ao nome da família, o nome do Pai, mas para a manutenção do estado virtuoso. Então, ainda que se buscasse algum tipo de prazer nas relações homossexuais, ainda assim, naquele antigo paganismo, a família era intocável. E a gente tá falando do mundo sem a Torá, sem a Sagrada Escritura, o mundo greco-romano. E é impressionante como é que mudou. No mundo greco-romano, se houvesse uma, uma briga política entre famílias, tocava-se no pai, no chefe da família, nunca na esposa e nos filhos. E o que a gente vê, algumas vezes, por exemplo, o cristão progressista cheio de, assim, de raiva, contra um, um cristão, e ele vai lá e expõe o cristão, às vezes expõe foto do cristão com a esposa e com os filhos menores de idade na rede social. E aí é aquela questão da humilhação pública, do cancelamento, que não se ataca a pessoa, ataca toda a família dele. Isso não aconteceria em Roma Antiga, isso não aconteceria na Grécia Antiga. A família era poupada, né? Então, eu achei muito perceptiva a sacada do doutor Manuel Alexandre, né? A palestra, ah, eu fiquei lá, uau, agora faz sentido, agora dá para entender mais ou menos, não é um, uma volta ao passado que nós estamos vendo. É um, é um, há um passado, né, greco-romano. Na verdade, ele tá voltando a um passado muito mais próximo das regiões de cananitas, antes que Israel tomasse aquela, aquela região, né, sob a ordem divina. E que era comum sacrificar crianças a ídolos, adorar, eh, por meio de orgias, fazendo culto às tarotas, coisas do gênero, né? Então, assim, é, é, nós estamos hoje, como cristãos, lidando com um tipo de paganismo muito virulento, e que não guarda nenhuma semelhança com o paganismo que, ainda que tenha matado milhares de cristãos até o quarto século, guardava alguma herança virtuosa, vinda do mundo grego, né? É, hoje parece que a gente tem o paganismo do cabelo rosa, pai de pet, né? Que é uma coisa muito, parecendo, né? Muito específica e bem pior do que alguns, Rebeca, no paganismo antigo, a família era importante, haviam reuniões de família.

[32:44]Uhm. Um filho, uma filha, ele é importante para a continuidade da família. Não haveria ruptura dentro da família. Hoje, você tem pessoas atomizadas, completamente sozinhas, né? Então, porque elas não conseguem experimentar uma família, conviver em família de forma plena, então, ela tem que, eh, transferir isso para um cãozinho. Eu amo o meu cãozinho, eh, ele é um, é um companheiro nosso, eh, é legal chegar em casa, ele vir celebrar, e você brincar com ele, você ficar brincando, mas ele é um cão. Ele é criatura divina, mas ele não é da mesma ordem de um ser humano, de um pai, de uma mãe, de um avô, de um avó, de filho, filha. Então, é interessante como esse novo paganismo atomizou as pessoas, tornou elas extremamente solitárias, né? Por exemplo, um impacto do cristianismo progressista, que eu acho muito danoso, para nós, homens, né? Nós, hoje, somos a geração, nós, homens, a geração sem amigos. Por quê? Se você anda com um homem, começa a piadinha. E aí, é bromance, né? Agora é a moda dos Estados Unidos, né? Quer dizer, é um, um romance entre amigos, né? Então, tudo se tornou sexualizado. E o cristianismo progressista embarcou nessa onda. Então, na medida que eles querem promover as causas LGBTs como se fosse evangelho, eles acabam destruindo, num nível mais básico, qualquer possibilidade de um homem ter uma amizade com outro homem. Um homem poder dar a vida pelo seu amigo ou amigo da vida por ele, num tipo de amor que é um amor diferente do que o homem tem pela sua esposa, que é sua amante, sua companheira, etc. e tal. Mas é um tipo de amor importante para solidificar a sociedade. Então, mesmo as nossas igrejas, cadê a, cadê os nossos amigos? Uhm. Eu achei muito interessante que eu tava assistindo um filme de guerra que tava representando a Guerra Civil americana. E você via essa amizade. Uhm. Que muitas vezes falam assim, esses momentos difíceis criam esses laços que hoje, por a gente estar vivendo esses tempos fáceis, entre aspas, uhm, já, como você falou, vai embora esse conceito. Então, é porque homens têm, hoje, casam mais, mais tarde, porque são viciados em pornografia, porque não conseguem seguir adiante, construir sua própria casa, sua própria profissão. O, o rapaz com 30, 40 anos morando por seus pais ainda em casa, porque não tem amigos. Ele não tem quem o, literalmente, tome pela mão e, e siga avante com ele. Ninguém faz nada sozinho. Mas essa sexualização da nossa cultura, encampada pelo cristianismo progressista, eliminou a amizade dentro da própria igreja. Eu sou, eu tava falando para os meus alunos essa semana, eu só conheço um, atualmente, um livro sobre amizade publicado, que é o Dom da Amizade da Pronobis, que saiu há pouco tempo. Tem um da Editora Ultimato também, né? Como cultivar uma amizade bíblica. Mostrar, se você puder, mostra aí para o pessoal, que tiver. Ele tá muito bom. Mas ele é de Spurgeon também, né? É, qualquer coisa eu coloco a fotinha dele aqui. É, mas a gente tem que promover esse tipo de literatura, a gente tem que, eh, fomentar a, a amizade dentro da igreja local. Que, na minha opinião, é outra, outra forma de evangelizar também. Pessoas solitárias, elas podem ser atraídas para as nossas igrejas, se ela, as nossas igrejas demonstrarem vínculos sólidos de amizade, terceira idade, adultos, jovens, adolescentes, crianças, eles vivendo em comunhão, trocando dons e demonstrando, realmente, esses vínculos sólidos, né? A gente tem que retomar, até para, uma forma prática de combater o cristianismo progressista, é retomar a ênfase da família. E não só na nossa família, eh, pai, mãe, filhos, mas, se puder, a gente agrega, traz primos, traz outros tios, traz irmãos e irmãs da igreja. Volta, tenta aquela mesa grande no domingo, depois do culto, onde as pessoas possam, possam conversar, aqueles almoços mais longos, isso é importante, eh, no nível existencial, não basta combater os inimigos apenas no nível intelectual, né? A gente tem que ganhar mente e coração. E a forma de ganhar o coração é a gente ter um padrão de amizade superior, um padrão de relacionamento superior, o que o mundo não oferece, o que o cristianismo progressista não oferece, né? A cultura hoje não tem como oferecer isso. Uhum, exatamente, né? Porque muitas vezes a gente tá ouvindo esse, a gente pensa, já era, não tem esperança, parece que esse é o grande monstro que tá engolindo a cultura, engolindo a igreja. E, muitas vezes, a gente pode até tentar cair num desespero, mas o que que você diria, Franklin, que é importante para um cristão ter em mente para estar se protegendo, para não tá sendo levado, seja por várias razões, a nenhuma dessas vertentes progressistas, o que que você diria que é importante? É, eu diria, vou pensar em três ângulos aqui. O primeiro ângulo é a necessidade de nós, pastores, ah, não importa se somos calvinistas, arminianos, dispensacionais, pré-milenistas, amilenistas, isso são debates de algum nível secundários, diante do que a gente tem hoje, nós, pastores, temos que trabalhar duro nas nossas igrejas. É, não tem como, a igreja é medida pelo que eu sou. Então, se eu sou retraído, se eu não gosto de amizade, se eu prego superficialmente, ah, se eu permito que músicas superficiais sejam cantadas na igreja, se a minha oração é superficial, infantil, a igreja vai refletir o que eu sou como obreiro, como pastor. Então, nós, pastores, temos a santa vocação, Deus chamou a gente, nós pastores, para algo que nem os anjos fazem. Então, nós temos que trabalhar duro nas nossas igrejas. Esqueceu o tamanho da igreja, isso não é algo que importa para a gente. Deus vai dar para nós, pastores, aquilo que nós fomos criados para pastorear. Então, se você tem uma igreja de 20, 30, 40, 50, 100 membros, não importa, o importa é que você e eu façamos nosso trabalho de forma fiel na igreja. Esse é um ponto. Se nós fizermos isso, nós teremos aí um, um bom caminho andado. Né? Culto centrado na glória de Deus, boas músicas escolhidas, pregação bíblica, simples, acessível, orações que demonstre, temam o Senhor, intercessão, pedido de perdão de pecados. Uma mesa bonita de café da manhã para receber quem chega na igreja. Pessoas alegres para receber aqueles que estão chegando na igreja, membros e visitantes. Se nós, pastores, fizermos isso, já tá andando no bom caminho. Do outro lado, os membros da igreja precisam buscar boas igrejas. Eu sei que às vezes é difícil, dependendo da localidade, eu conheço gente que roda, às vezes, domingo, 3 horas para ir para uma boa igreja. É, tem um bom alimento espiritual, para ter comunhão com outros irmãos e irmãs. Mas você que escuta a gente, procura uma boa igreja. A Editora Fiel tem um diretório de igrejas, que pode ajudar em todo o país, entre países de fala portuguesa também, na África, Portugal. Então, busca uma boa igreja. Não é a igreja perfeita, a igreja perfeita é só no céu. Mas, se você consegue descobrir uma boa igreja, onde o culto é feito com seriedade, o pastor é um homem sério, um homem sábio. Ele está ensinando a Bíblia dentro da sua competência, dentro dos seus, seus dons. Se aquela igreja demonstra comunhão e amor, OK, você tem uma boa igreja para frequentar. Ninguém, eh, vive sozinho. A fé não é solitária, como se a Teologia, não há cristianismo solitário na Bíblia. Antigo, Novo Testamento, a ênfase toda em pacto, Aliança, Reino, Igreja, todas imagens que colocam todos nós juntos. E o terceiro ponto, Rebeca, eu diria é que nós precisamos estar sempre nutrindo a nossa mente, o nosso coração com o, o ensino claro do Novo Testamento, que o nosso Jesus venceu na cruz. Ele esmagou o diabo na cruz. Ele acabou com o escrito de dívida que havia contra nós, nós somos completamente perdoados. O diabo já não tem mais domínio sobre nós porque foi derrotado na cruz, e o nosso General vem para vencer. Ele tá na frente da gente, não nas costas, né? Eh, então, a gente pode nutrir, ah, o nosso coração, nossa mente com essas imagens fantásticas da Bíblia. Que são imagens que vão invadir a nossa história. Todo o olivar vindo de Cristo, onde, ah, está, ah, o abutre, né? Ali está, onde está a carniça, ali está o abutre, né? O relâmpago sai do Oriente, se mostra ao Ocidente, assim será a vida do Filho do Homem. Todo o olivar virá a vida do Filho do Homem, ele vem para triunfar. Então, mesmo nos tempos ruins, difíceis, os desafios que a gente tá enfrentando e vai enfrentar, vão ser muito severos, né? A guerra já foi vencida. E Jesus, na verdade, a gente tava usando, ouvindo os, os movimentos desesperados dos nossos inimigos, que já foram derrotados lá atrás na Cruz do Calvário. Então, a gente precisa nutrir a nossa mente com isso. A gente começa a experimentar, Rebeca, o que irmãos e irmãs nossos experimentam na África, na Ásia. Esse mundo aqui é um campo de batalha. A gente espera o Novo Céu e a Nova Terra. A gente espera o descanso. A gente espera um desfrute, um, uma grande festa, um grande banquete. Aqui a gente tá lutando, aqui a gente tá em combate, nós somos guerrilheiros, né, para usar a imagem do C. S. Lewis, né? Mas nós já somos guerreiros vitoriosos, a nossa causa já é vitoriosa. Amém. E isso nos ajuda a ter essa garra também para conseguir tá lutando nas esferas públicas, para conseguir tá buscando permear a cultura para fazer Cristo conhecido no meio dela, né? E é interessante isso que você tem falado, Franklin, então, como que você acha que um estudo de Teologia pode ajudar o cristão nessa luta contra o liberalismo ou um progressismo? É, eu penso, Rebeca, que a, o estudo de Teologia pode ser abordado em dois níveis. Primeiro, nós, pastores, precisamos reforçar o ensino nas nossas igrejas. É, nós estamos vendo um massacre que é feito sobre adolescentes e jovens cristãos que estão no meio, Ensino Médio, sobretudo, e também nas faculdades. Então, nós precisamos ter classe de catequese permanente, eh, todo ano recomeça a classe de catequese para toda a igreja. Nós precisamos de uma boa classe de apologética, também precisamos de classes que nos ensinem o que que é família, o que que é amizade, como os solteiros podem glorificar a Deus. Então, eu, eu penso que nesse tempo agora, nós, pastores, precisamos, além de enfatizar a glória de Deus no culto, a pregação, a comunhão, nós precisamos enfatizar, eh, boas classes de ensino, né?

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