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Fotografia e impressionismo.

Foto em Curso

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[0:09]Oi, gente, tudo bom com vocês? Boa tarde. Obrigada por estarem aqui comigo. Eh, hoje vamos falar de impressionismo e fotografia. Eh, né, a gente estava fazendo visitas guiadas pelos museus e o último museu que a gente visitou foi Museu de Orsay em Paris e aí a gente viu uma evolução de pintura, assim, como a pintura muda com com fotografia. Eh, e eu vou relembrar isso para vocês, para vocês um pouquinho. Eh, para quem não assistiu, pode assistir também esses esses outros vídeos e lembrando para vocês que essas aulas também são motivo da gente arrecadar dinheiro para a Creche Alecrim. Então, quem quiser, pode fazer uma doação, tem link na descrição do vídeo. Eh, gente, bem, eh, eu não sei, alguns de vocês foram meus alunos. Então, alguns de vocês sabem, eh, já um pouco da história da fotografia, mas para quem não souber, eu vou, eh, repassar aqui, eh, um pouquinho para vocês a história, eh, a história da, da, da fotografia, tá? Porque vamos, como assim, vamos ver como a fotografia nasceu. Eh, depois vamos relembrar como era a arte naquele momento que a fotografia chegou no mundo. Eh, depois a gente vai ver um pouquinho sobre impressionismo, definir melhor o que é impressionismo. Eh, e no final, eu vou mostrar para vocês oito semelhanças entre, eh, entre fotografia e impressionismo. Então, vamos lá. Primeiro, com a história da fotografia, né? Fotografia, essa foto aqui é uma, eh, na verdade é uma heliografia. Ela, eh, é de 1826, 1827 por aí. A qualidade ainda não é muito boa, mas já temos essa, essa busca, né, por algum material e pelas, eh, técnicas que vão possibilitar, eh, captar a imagem de forma automática. E grande, eh, grande destaque aqui é da Gherrpot, né? Eh, da Gherrpot por, eh, invenção do Daguerre. Eh, 1839 por aí. Eh, ele e tem um outro cara que se chama Talbot, um inglês. Eles fazem essas, essas pesquisas, essa busca por alguma coisa que vai conseguir captar uma imagem. Eh, e falando no Daguerreótipo, isso não é fotografia ainda, tá? Daguerreótipo não é fotografia ainda. Por que, eh, a imagem é feita na placa de metal, tá? Então, eh, no Daguerreótipo a gente não tem, eh, a gente não consegue fazer uma cópia do Daguerreótipo. Esse é o principal problema, mas olham já como ele é mais exato, mais detalhado, né, do que a respeito essa primeira imagem do Niepce, que a gente, eh, que a gente viu. Eh, depois do Daguerreótipo, aqui temos, enfim, eh, algumas câmeras portáteis. 1886 por aí já temos câmeras portáteis, né, de princípio do, eh, do Kodak. Então, eh, isso facilita muito o processo, eh, e muda completamente também a linguagem, porque desde então a fotografia não vai ser mais só uma coisa de, eh, do fotógrafo, assim, de de um técnico, que precisa ter atelier, que precisa ter um lugar para revelar fotos. Kodak facilita isso muito. Facilita isso muito. Eles, eh, eles dão essa, eh, essa possibilidade de você só comprar câmera, tirar várias fotos e mandar filme para para revelação, né? Eh, então, esse seria uma breve, assim, bem breve história da fotografia, mas para vocês entenderem, né, mais ou menos, 1827 temos primeiras imagens, e 1886 já Kodak existe, já temos, eh, já temos imagens, eh, câmeras portáteis. Então, qualquer pessoa que pode comprar câmera, ela pode sair na rua, eh, e tirar fotos, ok? Eh, e aí, da gente tem que ver também como era a arte nesse, eh, nesse momento. Para quem quiser saber um pouquinho mais sobre isso, eh, como eu já disse, falei um pouco mais, eh, na visita pelo, pelo Museu D'Orsay, mas só relembrando para vocês. Eh, primeira coisa que a gente tem aqui é academismo, academicismo. Aqui, ó, por exemplo, nascimento de, eh, de Vênus. Eh, enfim, temos algumas, eh, algumas características do academismo. Aqui, quais são as características do academismo? Eh, que os pintores, eles acham que tem que melhorar, eh, a natureza. Então, eh, quadros dos acadêmicos, eles vão ser muito, ó, aqui, pronto. Quadros dos acadêmicos, eles vão ser todos com esses corpos perfeitos, com composição perfeita. Eles vão, eh, só tratar de temas muito importantes, como temas religiosos, temas mitológicos, eh, nada de cotidiano, né? A gente sabe que em Paris, nessa época, tem esses salões onde, eh, onde artistas vão, eh, mostrar, eh, os quadros deles, recebem medalhas por isso. E, praticamente, quem não entrar no salão não tem, eh, chance de vender quadro. Então, isso domina, eh, na, na pintura por séculos, na verdade, né, por muitos, muitos anos. Eh, e a gente viu depois que pouco a pouco, justamente na hora que a fotografia vai surgindo, isso vai mudando. Onde que a gente vê essas mudanças? A gente falou da Escola de Barbizon, falamos desse, eh,

[6:54]desse temas, eh, temas, como eu falei, eh, injetados, assim, temas que alguém te disse que você tem que, tem que pintar e tem coisas mais importantes, menos importantes. Eh, pintores da Escola de Barbizon, eles vão para perto de Paris, para um lugar perto, né, perto. E aí vão, eh, pintar, eh, paisagens. E Millet é um dos, eh, dos pintores que além de paisagem, ele vai também pintar vida cotidiana, vida das pessoas, eh, das pessoas pobres, dos camponeses, eh, não só heróis, eh, não só heróis e deuses gregos. Depois temos outro cara aqui, o Courbet. A gente falou também sobre outro, outro quadro dele, mas aqui é um, eh, um também dos quadros muito famosos deles. A gente viu que esse artista, ele era muito revolucionário e muito revoltado. Ele não estava nem aí, eh, que os salões não estavam querendo, eh, expor os quadros dele. Daí, ele fazia exposição sozinho e fez como se fosse primeiro manifesto de realismo, né? Ele definiu o que seria a pintura dele. E uma das coisas que ele pintava muito eram os sistemas cotidianos. Então, aqui a gente vê um enterro, o enterro de ninguém importante, enterro, eh, enfim, de uma pessoa pobre, talvez, talvez, tio do artista, eh, mas não está bem definido. Eh, e enfim, não tem, né? Até os críticos acharam esse quadro feio. Mas isso já foi muito grande a, eh, o passo para frente de não me importar o que a Academia tá dizendo sobre a minha obra. De eu pintar o que eu acho, de eu querer ser real na, na pintura e de trazer pintura um pouquinho mais pro, eh, pro mundo, eh, real. Eh, depois a gente viu mais um, eh, mais um escandalista, não sei, assim, que se fala, mas mais um rebelde na pintura. Eh, Manet, né, com esse quadro, 1863. Ele fez um grande escândalo no salão, porque ele pintou uma mulher nua. Como assim, ele pintou uma mulher, eh, nua e e essa mulher não é deusa grega, por isso, a mulher está olhando para o quadro, né? Então, isso fez, eh, fez um grande, grande escândalo. Eh, e depois o último já, a gente viu um pouquinho sobre impressionistas. Eh, o Manet, né? Então, esse cara desse quadro, nesse quadro aqui, ele não se encaixa no, no impressionismo. Eh, eu acho que ele faz uma ponte entre realismo e impressionismo, mas também tem, né, na minha opinião, tem muito quadro dele, onde ele poderia se, eh, encaixar no, no impressionismo, mas ele não quis. Ele não estava expondo com os impressionistas. O que serão, ó, estão vendo aqui? Até ele está, ele está encaixado. Às vezes, na coleção do impressionismo, às vezes, na coleção do realismo. Olhem que interessante. Eh, falando do impressionismo, tá? Então, impressionistas, eram esses pintores, eh, mais ou menos nessa época, 1870, 1874. Eles vão fazer primeira exposição deles, tá? Eh, foram pintores que sabiam que eles não tinham a menor chance de entrar na, na Academia, que a pintura deles não tinha nada a ver com a Academia. Eh, eles eram, eh, todos amigos e, eh, e decidiram fazer uma exposição juntos. Eles tinham também umas coisas comuns na pintura deles, tá? Eh, e aqui, se eu achei, achei, só um pouquinho. Pra cá. Aqui temos pintura, eh, eu não quero dizer mais importante, mas, talvez, mais famosa do impressionismo. Né? Porque, eh, o título dela é a impressão nascer do sol. É uma pintura do, eh, do Monet. Eh, gente, o que Monet faz? Hum, eh, ele, primeiro, pintou esse quadro alla prima. O que significa pintar quadro alla prima? Sem fazer desenho de, eh, de preparação, tá? Ele não fez nenhum desenho de preparação e não precisou de um título. Eh, e Monet deu esse título, Impressão, nascer do sol. Agora, olhem como esse título, ali, já vai explicar muito sobre, eh, sobre, hum, a pintura, sobre o estilo da pintura, sobre características dessa pintura. Porque já Monet, ele fala, eh, que, eh, a paisagem é só uma impressão. Porque é só um instante. É tudo, é uma coisa que vai mudar muito rápido. Então, a paisagem não é uma coisa que, que vai ser demorada. É uma coisa muito, muito breve, muito pequena. Estão vendo como isso já é fotográfico? Esse tipo de pensar, né? Ele é bem fotográfico, assim. E aí ele pinta a vista da janela do do hotel em Havre, onde, eh, onde ele foi, foi hospedado dois anos antes. Tem alguns outros quadros, alguns outros, eh, outras tentativas da mesma vista, só estudando, só analisando esse sol se espelhando, eh, se espelhando na água, tá? Eh, e, eh, bem, um dos críticos, visitando a exposição dos impressionistas, ele queria fazer uma, uma crítica, assim, acabar com os caras. Ele falou: Ah, essa, essa exposição é a exposição dos impressionistas, assim, sabe? Meio, uh, desprezando, né, a pintura do, do impressionismo. Hoje em dia, quando a gente olha para as pinturas impressionistas, eh, bem, eu acho que todo mundo gosta. Eu não encontrei nunca na minha vida uma pessoa que não goste das pinturas impressionistas. Porque elas são, assim, não são tão duras, não precisa ter tanto conhecimento, talvez, de mitologia, enfim, de, de outras coisas, como para entender pinturas do, do academismo.

[13:59]Eh, elas são mais, mais leves e são bonitas, né? São agradáveis. A maioria delas são bonitas, são agradáveis. E não são tão complicadas também para entender, não exigem tanto do espectador quando pintura contemporânea. Então, eh, hoje em dia a gente olha para as pinturas impressionistas e assim não, não acha nada de escandaloso. Mas, olham, se, se a gente compara de novo essa tendência de academismo e depois vê quadros do impressionismo, a gente vê que são coisas, eh, completamente, completamente, eh, diferentes, tá? Então, como que Monet, ele chega nesse ponto? Claro, a gente falou das influências que ele tinha, né? Eh, ele tinha influências do do Manet, ele tinha, né, só uma vogal, então Manet tinha influências do Manet. Ele tinha também influências do, dos pintores da Escola de Barbizon. Ele conhecia, eh, pinturas do Turner, que é um pintor inglês, porque ele fez uma viagem, eh, para a Inglaterra, que também se vê essas influências. Mas não é só essa, eh, essa bagagem das referências que fez ele pintar esse quadro. O que mais fez ele pintar esse, eh, esse quadro? Algumas, eh, mudanças na tecnologia mesmo. Quais? Uma delas eram os pincéis. Estão vendo esses pincéis aqui, que eles têm essa, essa coisa de metal em volta? Então, isso é da época, eh, dos impressionistas, tá? Tem essa mudança no equipamento. Esse tipo de pincel, ele permite colocar a, a tinta, hum, do jeito mais grosso um pouco, sabe? Menos aguado.

[16:32]Eh, depois, tubos, sabem? Tubos, esses tubos que, enfim, é para, para ter tinta dentro. Isso para hoje em dia, quando a gente pensa nos pintores, eh, nos quadros, enfim, vai comprar tinta, eh, sempre ela vem em tubos, mas isso também não, não desde o começo era assim. Eh, aqui temos, eh, um exemplo, eh, um exemplo de tubo, tá? Eh, na época também de, de impressionismo, eh, a gente tem essa portabilidade do, das tintas. Então, olha, isso dá muita liberdade para os, eh, para os artistas, tá? Porque eles não precisam, eh, pintar só no atelier. Eles podem levar as tintas dele e pintar no, hum, e pintar paisagens, tá?

[17:49]Eh, ok. O que, eh, contraste simultâneo? Eu achei essas imagens, eh, essas imagens aqui, elas não abrem na, numa, numa qualidade muito boa, mas olhando já, aqui vocês vão me, eh, vão me entender, tá? Eh, o que é contraste simultâneo? Eh, a gente pode ter às vezes a mesma cor, mas o que é a vai influenciar na nossa percepção dessa cor, é as cores que estão em volta. Estão vendo aqui? Temos o mesmo, eh, o mesmo cinza. Aqui temos o mesmo, eh, o mesmo, sei lá, magenta. Aqui temos o mesmo vermelho. E o que influencia na nossa percepção dessas cores é, eh, o que está em volta. E impressionistas, eles vão, eh, pegar muito, sabem, dessa, dessa nova descoberta. Por que? O que eles fazem? Em vez de eles misturarem tinta, eh, misturarem tinta no atelier, eles vão colocar tinta, colocar cores um do lado do outro. Quando, ó, vou mostrar pra aqui para vocês uma, uh, um quadro do Monet. Quando a gente olha essas, essas pinturas deles de perto, não faz sentido algum. Não faz sentido algum a gente, enfim, não entende nada. Parece coisa completamente contemporânea, abstrata.

[19:46]Mas quando a gente olha de longe, eh, essas, eh, essas cores, elas se misturam no nosso olho e tudo começa a fazer, eh, fazer sentido, tá? Eh, então, eh, isso também, com certeza, influenciou no jeito de pintar, eh, dos impressionistas. Eh, bem, vamos, então, ver, hum, ver um pouquinho o que vai juntar, o que, quais vão ser os pontos, eh, de encontro entre fotografia e entre pintura na época, gente? Bem, primeiro que eu tenho que falar para vocês, eh, que a fotografia, ela não tinha esse status de ser arte desde o começo. Ela foi, eh, primeiro, percebida como uma novidade tecnológica, por mais que o Daguerre, né, uma pessoa que contribuiu muito na invenção da fotografia, ele foi, eh, um pintor também. Mas a fotografia em si, ela não era considerada, não, não era considerada arte, tá? Fotografia era uma coisa só da técnica.

[21:09]Eh, e, eh, isso desafiou muito a arte, porque imagina o que que tinha um retratista na época, tá? E ele ganhava dinheiro fazendo retratos, porque todo mundo queria, eh, né, ver a sua,

[21:44]o seu rosto, até muito melhor, né? Porque, na questão de realismo, a pintura não se compara com, com a fotografia. Eh, então, assim, vários pintores, eh, eles tinham um, uma raiva de fotografia, sabe? Não gostavam. Um dos pintores que gostava da fotografia, um dos acadêmi, já Manet, Monet, Monet, oito anos mais novo que, que Manet. Eh, eles já nasceram num mundo que a fotografia era uma coisa, bem, não popular, mas ela já bem conhecida, tá? Como eles não eram de famílias tão pobres, então, eles, eles tinham acesso à fotografia, para, para eles era uma coisa já completamente normal. Eu acho que também isso, essa coisa de, de você nascer numa geração, é igual, não sei, para a gente às vezes hoje, eh, tem pessoas que não gostam de livro no, no iPad, ou de livro no Kindle e tal, porque gostam ainda de papel. Normalmente são pessoas que tiveram uma experiência com o livro em, né, de papel.

[23:09]Então, a mesma coisa vai ser, eh, com qualquer outra invenção, né? Sempre as gerações mais antigas, elas têm algum receio de novas tecnologias, eh, ou então até vão ver ameaça nisso. Igual pintores, retratistas, eles viam uma ameaça nisso, né? Muitos deles, inclusive, mudou de, mudou de profissão. Em vez de, de pintar, eles mudavam o atelier deles para ser um atelier de, eh, de fotografia, um atelier de Daguerreótipia. Eh, tá? Então, temos esse desafio no começo, isso influencia também fotografia. A fotografia não só influenciou pintura, como também a pintura, ela é influênciou, eh, a pintura influenciou a fotografia. E a gente tem pictorialismo, que é um gênero, eh, onde fotógrafos vão tentar se aproximar, eh, a linguagem, eh, pictórica, a linguagem das, eh, dos pintores.

[24:28]Mas pictorialismo, enfim, vocês podem pesquisar assim, porque, eh, para entender melhor o que eu estou falando, mas eu acho que é um caso de, de outro encontro. Não quero estender, eh, estender muito aqui, né? Então, tanto a fotografia vai influenciar a pintura, ela influenciou na, o impressionismo, ele nasceu, eh, muito por conta da invenção da fotografia. Essa visão diferente, esse desafio que a fotografia deu para os pintores, porque não fazia o menor sentido mais pintar tudo, eh, super realístico. Eh, e também, eh, pintura influenciava fotografia, tá? Porque a gente tem pictorialismo, que é justamente um gênero, eh, influenciado pela, eh, um gênero na fotografia influenciado pela, pela pintura. Agora, eh, quais vão ser esses pontos de encontro, o que a gente pode perceber que é praticamente igual tanto na fotografia, quanto na pintura. Eh, vamos, eh, diminuir aqui. Eh, bem, gente, primeira coisa vai ser justamente essa saída dos, hum, dos ateliers. Saída dos ateliers, aqui temos quadros do, eh, do Pissarro. Eu não sei francês, daí eu não sei se a minha pronúncia está boa, eh, mas, ó, estão vendo? Hum, ele vai pintando, eh, pintando a natureza, né? Vai pintando, eh, ao vivo. Eh, na natureza, e a mesma coisa, a mesma fonte, fotógrafos na época também vão buscando. Olha, aqui temos até os, os enquadramentos são meio, eh, meio parecidos, né, dessas, dessas primeiras fotos. Também temos primeiras, primeiras fotos da natureza, justamente na época, que a, eh, a câmera já, eh, portátil. Estão vendo aqui? O mesmo, o mesmo, a mesma floresta, tá, perto de Paris, 1860, e aqui quadros do, eh, do Pissarro. Enfim, não tem data aqui, mas vai ser por aí também, talvez 80, enfim, não é tão importante, tá?

[27:14]Eh, então, primeira coisa que vai unir impressionismo e fotografia vai ser essa, eh, essa paisagem. Paisagem também tratada de forma diferente do que na pintura dos acadêmicos, na pintura dos acadêmicos, na maioria dos casos, paisagem faz parte do fundo, ela tem que ser muito idealizada. Já impressionistas não pintam paisagem do jeito que ela é.

[27:50]E, eh, aqui temos fotógrafos da mesma época, a gente vê essas, essas semelhanças.

[28:06]Outra coisa muito parecida, que vai ter um, um ponto de encontro, um ponto de interesse, assim, uma, uma inspiração, a mesma fonte de inspiração vai ser água. Né? A gente vê, principalmente, no, nos quadros do, do Monet, eh, essa, eh, esse espelhamento do, das cores na água, eh,

[28:51]o que mais? Estão vendo? Os barcos, esse momento de reflexo, isso é muito fotográfico, muito instantâneo.

[29:13]Monet, ele vai pintar, eh, ele vai pintar, eh, flores. Como vocês chamam essas flores?

[29:26]Né, no polonês, não sei, lírias. Mas ele vai pintar várias vezes o mesmo, o mesmo motivo, assim, só observando essa mudança. Né, que a água dá, que os reflexos na água dão. Vocês já, como fotógrafos, já observaram, eh, um, um, qual é o que, o que é interessante fotografar, fotografar água, esse espelhamentos na água, essa coisa que vai, vai mudando o tempo todo, esse reflexo em movimento? E, eh, aqui temos fotografias, eh, Le Gray. Ele também vai ter esse interesse por água, vai, vai fotografar muito. Olhem como isso é, é parecido, assim, eh, a essa foto dele, vocês estão vendo? Fotop, por água, né, por, eh, por esse reflexo, eh, reflexo na água. Isso vai ser muito parecido com a, eh, com a, os quadros do, o quadro do Monet, tá?

[30:52]pressão nascer do sol, né? Mesma, como se fosse mesma inspiração, mesmo interesse, mesma coisa vai, eh, vai atrair eles.

[31:07]Eh, ok. Duas primeiras semelhanças, de qual a gente falou, era, eh, sair do atelier.

[31:21]Era sair do atelier. E depois a gente viu a influência da água, assim, esse interesse pela, eh, pela água.

[31:39]Gente, eu estou perguntando para vocês se vocês podem na sexta-feira, mas claro que vocês podem, né? Porque vocês estão todos quietinhos em casa, sem sair, sem ir nas festas. Então, eh, já Casa de Papel saiu, então todo mundo já deve ter visto todos os episódios. Vamos, então, eh, na sexta-feira, vou pedir para vocês esse horário, 21 hora, tá? Eu sei que é um pouquinho tarde, mas porque meu filho dorme, se não, ele chora, eh, chora no número. Então, na sexta-feira a gente vai falar sobre, eh, sobre surrealismo, surrealismo na pintura e surrealismo na fotografia. Beijo para vocês, muito obrigada pela presença de todos. Lembrando mais uma vez da creche que está, eh, esperando a nossa ajuda. Tchau!

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