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Descontruindo o Mito: O suposto genocídio de Mao Zedong (Mao Tsé-Tung)

João Carvalho

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[0:03]Jovens, mais uma semana, mais um vídeo no canal. Sejam sempre muito bem-vindos de volta. Lembrando que esse canal é o fruto do amor proibido de três lindos rapazes, né? Não desça de férias. O menino Solarwaver tá de férias, vai voltar em breve, né? Então, por enquanto, vai aparecer as redes só minha e do Rafa, nosso editor de vídeo. Então, aparece minhas redes, aparece as redes do Rafa, resolvido. Bem, essa semana eu quero aproveitar um, um assunto que surgiu, né, na timeline por causa do pessoal do Quebrando Tabu. O pessoal do Quebrando Tabu, como vocês sabem, né, diferença do Quebrando Tabu para o MBL é a maconha, né? É uma página brutal e visceralmente anticomunista que adora divulgar informações falsas. A semana, agora, eles divulgaram uma informação que é brutalmente falsa, que é que esse lindo rapazinho aqui, menino Mao Zedong, que teria matado 50 a 80 milhões de pessoas durante o período, né, não só da Revolução Chinesa, mas principalmente do período da consolidação. Bem, nós vamos nos ater aqui a alguns fatos, vamos chegar a alguns números, e eu vou propor algumas, algumas ideias para a gente pensar se as coisas são exatamente como elas são vendidas pela mídia burguesa. Daqui a pouco a gente volta com o vídeo, beijo no seu coração. Nossa bagulho é fazer a revolução, O seu martelo e o corpo na mão Vermelha é nossa bandeira e o nosso coração Pois, muito bem, jovens, essa semana a gente teve aí mais uma falsa polêmica anticomunista sendo levantada. Uma grande página liberaloide, anticomunista para caralho, cujo nome eu prefiro não dizer, porque eu não quero quebrar o tabu de nunca ter sido processado nesse canal. Então, né, vamos deixar aí bem claro que nós sabemos quem foi, né, mas disseram que o senhor Mao Zedong, esse menino bonito que está aqui em cima do ombro do tio, teria matado de 50 a 80 milhões de pessoas na China, né? Como sempre, os comunistas são maus, esses demônios vermelhos que estão voando em cima do campo, cuspindo fogo, matando a população. Só que as coisas não são exatamente assim, na verdade, as coisas não são nem um pouco assim. Primeiro, a gente tem que entender. É, o número de 50 a 80 milhões, ele foi fornecido, né, pelo nosso querido CPTEC. O centro de pesquisas do cu, né, porque mesmo os historiadores burgueses, né, eles fazem estimativas que vareiam de 16 a 30 milhões de mortos no período. Estimativas dessas que, por sinal, estão muito, muito, muito para cima, e estimativas essas que contam absolutamente qualquer morte. Tá? Então não é assim, ah, fulano matou Ciclano, o exército comunista saía na rua e saía matando as pessoas, não. Essas estimativas são, são estimativas, como o próprio nome diz, são baseados no que? Na base de quantas pessoas morria por mil. E qual que era a população aproximada da época? E aí, todas as pessoas que morreram, se elas tiverem morrido de fome, se elas tiverem morrido numa seca, se elas tiverem morrido de difteria, se elas tiverem morrido porque elas estavam andando na rua e um jameão caiu na cabeça delas, todas elas ficam na conta do comunismo mauzão satânico e destruidor de lares e mundos. Então, vamos lá. A primeira coisa que a gente tem que ver é que um, o número é inflacionado e inventado, esse número não existe. Dois, mesmo o número estimado, que ainda é muito mais alto, não leva em conta, de fato, quais seriam esses erros supostos de política pública. Ele coloca literalmente qualquer um que morre na conta daquela pessoa. Vamos pegar alguns dados para a gente pensar. A China tinha, em 1950, cerca de 500 e poucos milhões de habitantes, e vai chegar em 1979, ali no final da década de 70, com 980 milhões de habitantes. Ou seja, a China vai quase dobrar de tamanho nesse período. Também, durante esse período, a China tem um crescimento vegetativo muito grande, esse crescimento vegetativo, obviamente, vai variar ao longo do tempo, mas ele nunca varia para baixo de um aumento de 1,5% ao ano, chegando a picos de 2,5% ao ano. Qual era a taxa de mortalidade da China nessa época? A taxa de mortalidade da China, em 1950, era mais ou menos 26 pessoas para cada mil. Isso é muito alto? É, mas era tão alto quanto vários outros países do Terceiro Mundo. A gente tem que lembrar que a China, quando termina a, a sua revolução, quando você tem a inauguração da China contemporânea, né? O que você tem ali é um país que foi arrasado por 100 anos de colonialismo, por guerras desiguais, por tratados vexatórios, por uma sanha colonial contra o seu território e contra sua população, que depois, ainda vai passar pela guerra, que vai passar pela invasão japonesa, que vai passar pela destruição do próprio Kominntang. Né? Então assim, só pra vocês terem uma ideia, o, a expectativa de vida de um cidadão chinês, ela era de 35 anos de idade, durante o período Kominntang. Nesse período, 79 que eu falei, ela chega a 69 anos, ou seja, ela praticamente dobra. Vamos voltar pra taxa de mortalidade. O Bangladesh, que era um lugar tão colonizado quanto e tão fodido quanto a China, né? E que não passou por uma Revolução Socialista, tinha 27, como taxa de morto a cada mil, ou seja, um pouco maior que a da China. No final desse período, o Bangladesh tem uma taxa de 17 mortos por mil e a China baixa a sua taxa para 8 mortos por mil. Se a gente pegar esses oito mortos por mil, comparar com esses 26, já que eles gostam de fazer comparação bizarra de número, e jogar na população chinesa de 980 milhões na mesma data, a gente vai poder dizer, claramente, que simplesmente as políticas públicas impetradas por Mao Zedong e pelo Partido Comunista da China salvaram só num ano 4,5 milhões de pessoas. Isso a gente não fala, né? Então o que que a gente faz? A gente pra criar os números, primeiro, cria um número maluco, né? Depois, mesmo em cima dos números não malucos, a gente tenta aumentar eles de todas as formas possíveis, né? E quando isso não nos satisfaz o bastante, a gente começa a colocar quem morre de velhice, quem morre de doença, quem morre de câncer e quem morre de qualquer coisa junto com isso. Ah, João, mas não tiveram também, as mortes que se deram por, por parte do partido, o próprio partido fala disso, fala. Só na, no, no período, eh, pós-revolucionário de 1949 a 1954, são quase 800 mil mortos que o partido fala que aconteceram, 800 mil mortos. Mortes de quem? Mortes de insurgentes, mortes de gente do Kominntang, mortes regionalmente, a China, né, ela não foi, eh, unificada tudo ao mesmo tempo, né? Então, tiveram diversos locais aonde os exércitos ainda continuaram instalados, né? Mortes também de ex-grandes senhores feudais, assassinado, enfim, né, tiveram essas várias mortes, mas essa pacificação ela foi resolvida até, mais ou menos, a metade da década de 50. Né? Mesmo a gente pegando a estimativa bizarra, né, em cima dos, dos números que os nossos historiadores burgueses adoram fazer, que o cinologista burgues adora fazer, né, bem pró-imperialista, bem pró-ocidental, a gente teria ali essas 14 milhões de mortes espalhadas nesse período, que é mais nada mais, nada menos do que também, né, a decorrência desse crescimento, eh, vegetativo negativo que as pessoas morrem. Né? E tiveram grandes fomes? Tiveram, tiveram grandes fomes, tiveram grandes inundações, né? O, a China, ela começa uma distensão com a União Soviética, né, ali no começo ainda da década de 50, no período pós-Stalin com o Krushchev. E que vai, obviamente, depois da década de 60, chegar na ruptura, mas que durante todo esse período, já força a China mudar o seu plano de industrialização, que era muito dependente da União Soviética. Né? A União Soviética, por exemplo, nessa época, só entrega, eh, pouco mais de 40% dos parques industriais, das plantas industriais que ela tinha prometido, tinha prometido 300, entrega 100 e poucas. Né? E isso força com que a China, eh, cria o Grande Salto Adiante. Durante o Grande Salto Adiante, tem condições climáticas, tem a fome, tem essa reindustrialização, essa necessidade de industrialização. E nós estamos falando de um país que era o país mais pobre do mundo. Esse país que era o país mais pobre do mundo, consegue, no final de todo esse período, diminuir, né, a mortandade em três vezes na sua população, ou seja, sai de 26 para 8 pessoas, né, a cada mil. E consegue duplicar a expectativa de vida dos seus habitantes. Né? Este é o grande assassinato, o grande genocídio. Vou contar um negócio aqui para vocês, se vocês pegarem atitude de demonstração, tá? O Obamacare. Tá? O Obamacare era feito nos Estados Unidos para 20 milhões de pessoas, tá? Se você for pensar que quando se vota contra ele, 20 milhões de pessoas deixam de ter qualquer acesso franqueado à saúde, isso vai causar um aumento na sua mortalidade, né?

[10:04]Comparando números estatísticos de quem tem acesso à saúde, quem não tem acesso à saúde, a mortalidade média das pessoas que não tem esse tipo de acesso franqueado, né, às redes hospitalares modernas, ela aumenta de pelo menos 0,5% percentual. Que que significa dizer? Significa dizer que uma população de 20 milhões de pessoas, 100 mil pessoas vão morrer por ano. Você já viu alguém virando e falando assim, os senadores e deputados republicanos mataram 1 milhão de americanos nos próximos 10 anos. Você não ouve esse tipo de comparação, você não ouve esse tipo de número. Né? Desde da década de 70, a humanidade já tem capacidade produtiva de alimentar todas as pessoas do mundo, vacinar todas as pessoas do mundo. Ainda assim, ano sim e ano também, mais de 15 milhões de pessoas pelo mundo afora acabam morrendo, morrendo de falta de acesso à comida, falta de acesso à água, falta de acesso à alimentação. Você não ouve esse tipo de comparação, você não ouve esse tipo de número. Né? Desde da década de 70, a humanidade já tem capacidade produtiva de alimentar todas as pessoas do mundo, vacinar todas as pessoas do mundo. Ainda assim, ano sim e ano também, mais de 15 milhões de pessoas pelo mundo afora acabam morrendo, morrendo de falta de acesso à comida, falta de acesso à água, falta de acesso à alimentação. Isso é um ano, tá?

[12:09]Pois, muito bem, jovens, o vídeo terminou, tá? Se você tem interesse em adquirir lindos livros, nós temos o nosso paraíso dos cupons, onde a gente tem o nosso cupom perene da Ciências Revolucionárias. É só entrar com o Assim Disse João e você pode adquirir os seus lindos livros. Se você quiser ajudar a gente nessa nossa construção aqui, você tem o padrinho e você tem o apoia.se do nosso canal. Então, é isso, ligue o seu sininho, compartilhe, comente, um beijo no seu coração e até a semana que vem. Paz entre nós, guerra, venceremos. Tchau, tchau.

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