[0:00]Uma pessoa ruim pode te amar de verdade e não é porque esse amor é de verdade que ele faz bem para você. Vamos falar de amores não saudáveis hoje? Vamos de miniterapia para você enquanto eu me arrumo para atender. E hoje eu vou precisar camuflar o meu rosto, porque na semana passada eu fraturei o meu nariz em quatro lugares. Existem amores reais, verdadeiros, mas que, de fato, não fazem bem para a vida. Eu demorei muito para entender que até quem te ama pode te fazer mal. Para situações assim, eu tenho uma frase muito marcante da minha biza em que ela sempre falava assim: Eu digo que te amo, enquanto eu te amo, eu te aperto e você vai ficando roxo, os olhos saindo, mas eu te amo. Na vida vão ter pessoas que vão te a boca para dizer que te ama, que te ama, mas incrivelmente você só se sente mal no final das contas e se sente culpado e ingrato por sentir aquilo. E isso são amores distorcidos. Eu te amo, eu te amo, mas eu te faço mal. Eu te amo, eu te amo, mas eu te frustro. Eu te amo, eu te amo, mas eu faço você tirar pedacinhos de você. E convenhamos que esses amores distorcidos, eles não são saudáveis. Vale para aquele pai ou para aquela mãe que eu te amo, eu te amo, mas eu te frustro, eu te machuco e no fundo eu nem te conheço. Vale para o relacionamento em que eu te amo, eu te amo, eu quero te fazer feliz, mas eu só tomo escolhas que acabam com o nosso relacionamento. E amor verdadeiro, segundo essas pessoas, mas que não levam a lugar nenhum além do sentimento de eu não tô bem com isso e chega a parecer ingratidão. O mais louco disso tudo é que não cai nessa armadilha quem recebeu pouco amor na infância ou na vida adulta ou não sabe o que é felicidade. Cai nessa armadilha quem nada mais quer do que ser amado, poxa. Quanto mais eu amo, eu sou do bem, eu quero que dê certo, eu vou dando chances, eu vou esperando esse amor chegar e sentir aquilo, mas incrivelmente, eu me sinto tão machucada. Os amores verdadeiros, mas não saudáveis, é o cenário perfeito para uma dependência emocional. É onde ela mais se instala, mais acontece, porque eu continuo ali na esperança de que, poxa, vai chegar o que essa pessoa tanto me promete. Você olha para si, vê uma pessoa que tirou pedaços de si, fez de tudo para fazer funcionar e no final parece que não tá colhendo nada. O mais doido é tirar pedaços de si, se enganando, achando que só estava retribuindo todos aqueles esforços que a pessoa estava fazendo por você. Mas é porque não era um amor saudável. A gente não cria dependência emocional porque a gente é burra, porque a gente é ignorante ou sem acesso. A gente cria tentando fazer dar certo, a gente cria tentando dar chances. E dá espaço também de, pô, senti aquele tal amor verdadeiro em algum momento. Mas agora, minha amiga, o difícil mesmo é sair quando você não sabe exatamente como cortar esse ciclo, porque ele já tá tão intrínseco. Eu me perco no ciclo das brigas querendo resolver. Eu me perco lembrando que eu posso ir embora porque esqueço disso, querendo ficar tudo bem. Já é tanta ansiedade, dor e angústia que eu só busco o alívio da solução. Mesmo que essa solução me custe pedacinhos de mim. E aí eu acabo me vendo ansiosa, esgotada e cansada. É assim que eu te amo e te amo, enquanto eu te abraço, te aperto, você fica roxa e seus olhos saindo. É difícil lidar com dependência emocional e um passo a passo que te tire desse lugar, hoje, é o que vai fazer toda a diferença na sua vida. O meu programa de acabe com a dependência emocional hoje, aplicando as práticas ainda hoje, tá só no link da bio por R$ 40,00, basta clicar, acessar e começar a assistir as aulas. Porque na dúvida de aprender sobre amores saudáveis, aprenda a ter essa relação primeiro com você.
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