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ANTÁRTIDA PODE TER SIDO ...

Além da Nuvem | Marcio Pichel

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[0:00]Olá, hoje nós vamos ver alguns relatos dos primeiros exploradores da Antártida, sobre o que eles viram e o que eles disseram a respeito do continente de gelo.
[0:00]Em 1841, James Clark Ross disse o seguinte: Por várias horas navegamos ao lado de uma estrutura que desafiava a razão.
[0:00]Não era apenas um bloco de gelo, apresentava-se com a precisão de um castelo fortificado, com ameias, baluartes e o que pareciam ser janelas escuras em intervalos regulares.
[0:00]A simetria era tão perfeita que muitos a bordo afirmaram ser obra de mãos inteligentes, até que uma mudança na maré revelou que a fundação daquele forte era uma base de gelo translúcido, fundida ao oceano.
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[0:00]Olá, hoje nós vamos ver alguns relatos dos primeiros exploradores da Antártida, sobre o que eles viram e o que eles disseram a respeito do continente de gelo. Em 1841, James Clark Ross disse o seguinte: Por várias horas navegamos ao lado de uma estrutura que desafiava a razão. Não era apenas um bloco de gelo, apresentava-se com a precisão de um castelo fortificado, com ameias, baluartes e o que pareciam ser janelas escuras em intervalos regulares. A simetria era tão perfeita que muitos a bordo afirmaram ser obra de mãos inteligentes, até que uma mudança na maré revelou que a fundação daquele forte era uma base de gelo translúcido, fundida ao oceano. Retirado de A Voyage of Discovery and Research in the Southern and Antarctic Regions. Justamente James Clark Ross, que foi um dos observadores mais metódicos da Antártida. Esse foi um dos momentos de total perplexidade diante da geometria vista no gelo. Carl Anton Larsen, que explorou a região da Península Antártica, descreveu algo que parecia uma ruína urbana. O trecho, traduzido do norueguês, diz: Ao sul da ilha Seymour, avistamos o que chamamos de a Cidade de Pedra. Fileiras de blocos negros erguiam-se da neve como colunas de uma catedral que havia perdido o teto. As pedras eram retangulares e empilhadas, com uma ordem que não vimos em nenhum outro lugar da Terra. Parecia uma civilização que o gelo havia engolido, deixando apenas os topos das suas torres para fora. Aparentemente, Larsen estava vendo as formações de basalto colunar, que são muito parecidas com aquela calçada dos gigantes da Irlanda do Norte. Os cientistas acreditam que na Antártida o gelo limpa essas pedras, deixando-a com o aspecto de tijolos ou colunas de templos. Então essa acabou sendo a explicação mais aceita para o relato de Carl Anton Larsen. Já Richard Byrd, da Operação Highjump de 1947, relatou as Montanhas de Vidro. Durante seus voos sobre o continente, o almirante Byrd frequentemente usava termos que beiravam o misticismo, o que gerou muitas décadas de debates e teorias. O relato de voo diz: Abaixo de nós, o gelo dava lugar a uma visão perturbadora. Vimos o que pareciam ser estruturas cristalinas, refletindo cores que não deveriam existir naquele deserto. Eram como pirâmides de vidro ou metal, cujas faces eram tão polidas que o sol quase nos cegava. Por um momento, a ilusão de estarmos sobrevoando uma metrópole futurista sob o gelo foi absoluta. Charles Wilkes, em 1840, falou das Terras Fantasmas. Ele que liderou a expedição de exploradores dos Estados Unidos, acabou sendo depois ridicularizado por décadas, porque afirmou ter mapeado montanhas e picos negros, onde, mais tarde, James Clark Ross navegou com seu navio em mar aberto. O relato diz enfaticamente: Vimos distintamente o que pareciam ser cadeias de montanhas escuras, com cumes tão definidos e formas tão retangulares, que pareciam as muralhas de uma fortaleza ciclópica. Anotamos as coordenadas de cada pico e de cada estrutura que se assemelhava a baluartes de pedra, saindo do mar. Wilkes foi levado a uma corte marcial após a expedição. Acredita-se que ele foi vítima de uma miragem superior, uma Fata Morgana extrema. Então a versão oficial dos fatos diz que ele não estava mentindo. Ele apenas viu imagens reais de montanhas que estavam a centenas de quilômetros de distância, projetadas no horizonte pela refração atmosférica, fazendo-as parecer estruturas sólidas próximas. Bom, essa é a versão oficial para o que disse o grande e famosíssimo explorador da Antártida, Charles Wilkes. O almirante Wilkes estava tão convencido de que via estruturas sólidas que as desenhou com detalhes arquitetônicos em seu diário de bordo. Aqui vai um trecho do diário de Wilkes: Às 10:30, a neblina se dissipou e revelou o que todos a bordo descreveram como uma linha de picos escuros, mas com uma regularidade alarmante. Não eram cumes arredondados, pareciam torres quadrangulares dispostas em intervalos, como se uma muralha colossal tivesse sido erguida para proteger o interior do continente. O gelo ao redor parecia moldado a essas formas. Agora, o relato de Ernest Shackleton, do Reino Unido, do início do século 20, fala de um quarto homem. Durante a travessia épica das montanhas da ilha Geórgia do Sul, Shackleton e seus dois companheiros relataram uma presença, que muitos chamaram de alucinação religiosa ou mística. Ele disse: Durante aquela marcha de 36 horas sobre as montanhas e geleiras sem nome, muitas vezes me pareceu que éramos quatro e não três. Uma figura que caminhava ao nosso lado, guiando-nos por passagens entre picos que pareciam esculpidos por mãos invisíveis. Nem precisa dizer que a versão oficial falou que ele estava alucinando. A explicação da psicologia é que em situações de sobrevivência extrema, o cérebro projeta uma figura de apoio. Mas, querendo ou não, Shackleton foi claro: para ele, as formações de gelo ao redor não eram apenas natureza, elas pareciam passagens e escadarias deliberadas. E estava acompanhado de alguém que o guiava para a salvação daquela situação tão extrema. Hubert Wilkins, um dos primeiros a voar sobre a Antártida, relatou cidades debaixo d'água. Seus relatos de observação aérea eram tão estranhos que muitos cientistas da época os ignoraram. Olhando para baixo através das águas cristalinas perto da costa, viu o que pareciam ser fileiras de colunas e pavimentos perfeitamente organizados, estendendo-se por milhas sob a superfície congelada. Não eram rochas aleatórias, a disposição era de uma simetria que evocava cidades submersas de uma era esquecida. Existem também muitos documentos que circularam como samizdat, os documentos não oficiais que eram distribuídos na União Soviética. Como os relatos russos da Estação Vostok da década de 1960. Técnicos de rádio na Estação Vostok, que afirmavam ouvir pulsos e ver luzes sobre as Montanhas Gamburtsev, que estão debaixo de 4 km de gelo, 3 a 4 km de gelo. O relato, que é atribuído a veteranos da União Soviética, dizia: As montanhas que o radar nos mostra não são montanhas comuns, elas têm ângulos de metal. O sinal ricocheteia como se estivesse batendo em um hangar gigante e não em rocha porosa, há algo oco e construído lá embaixo que o gelo não conseguiu esmagar. E de fato, as Montanhas Gamburtsev, hoje sabemos, são um dos maiores mistérios geológicos da Antártida por serem montanhas jovens no meio de um continente velho. Cientistas acreditam que o que os russos estavam descrevendo era, na verdade, causado por lagos subglaciais, como o Lago Vostok. E que essa interface entre água líquida e gelo cria um reflexo de radar tão perfeito que parece metal ou uma superfície artificial. Aqui vai o relato de um técnico de radar dos arquivos soviéticos, fragmento da tradução. O pulso de retorno da montanha sob o gelo é anormal. Em vez da dispersão caótica esperada de rocha granítica, recebemos um eco limpo, quase especular. É como se estivéssemos disparando rádio contra uma folha de metal polido. A forma captada no papel térmico mostrava ângulos de 90 graus e uma cavidade interna que o gelo, teoricamente, deveria ter esmagado sob sua pressão de milhões de toneladas. Na época, esses técnicos foram acusados de estar sob o efeito da hipóxia solar, falta de oxigênio. E que tal a escada de gigante de Robert Falcon Scott de 1911? Até o lendário e sóbrio Robert Scott teve seus momentos de dúvida sobre o que estava vendo na geleira Beardmore. Trecho de O Pior Caminho do Mundo, como ele descreveu o local. Navegamos pela geleira e nos deparamos com uma formação que chamamos de A Escadaria. Eram degraus de gelo e rocha tão imensos e regulares que era impossível não imaginar um exército de Titãs subindo em direção ao Polo Sul. Cada degrau tinha centenas de pés de altura, perfeitamente nivelado com o horizonte. Interessante, né? Você já tinha visto esses relatos dos pesquisadores sobre a Antártida? Existem teorias de que a Antártida foi, na verdade, parte de uma civilização muito antiga, como a Atlântida ou a Tartária. E nós veremos isso mais a fundo nos próximos vídeos. Eu quero te convidar a deixar seu like no vídeo, se inscrever no canal Além da Nuvem e ativar o sino para ser notificado sempre que lançarmos um novo vídeo. E, caso você não esteja sabendo disso, nós iniciamos a pré-venda do meu livro sobre a grande Tartária. Tartária, o império apagado, que o lanço como antropólogo e te convido a adquirir a edição especial de apoiador na pré-venda. 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