[0:23]Eu estou na Fazenda Terra Nova, no município de Trindade, no estado de Goiás. Numa fazenda que tem área hoje de pastagem de 97 hectares. Até o ano de 2017, o pecuarista utilizava esses 97 hectares de área para manter uma média de 100 animais nessa área total. De 2018 para cá, muita coisa mudou, com a entrada do SENAR, dando orientação técnica, mostrando como deve ser feita uma pecuária de precisão. Hoje, o pecuarista mantém em apenas 7 hectares de braquiarão que foram recuperados, uma média de 110 novilhas em recria. É o que nós chamamos de recria intensiva. É uma tecnologia avançada, é uma tecnologia que você pode fazer aí na sua propriedade sem muitos gastos. Bom, a gente entrou em julho de 2018, onde que a propriedade utilizava 100% dela. E a gente tinha em torno de 120 animais e os pastos um pouco degradado, degradados. Então, o primeiro passo foi fazer essa, essa avaliação da fazenda, esse diagnóstico. E o primeiro ponto foi fazer análise da terra. Com a análise em mãos, a gente fez as primeiras recomendações de calagem, correção do solo. Depois fizemos uma adubação, é uma adubação inicial antes dos animais entrarem na fazenda, nos piquetes. Nessa área que a gente utiliza de 7 hectares, e fizemos uma adubação nitrogenada com fósforo, potássio e micronutrientes. E colocamos os animais, eram 72 cabeças e rodando aproximadamente em torno de 3 dias, onde que a gente avalia, principalmente, é a altura do capim. Nem tanto os dias, mas principalmente a altura do capim. E a cada saída dos animais, a gente entra com a adubação nitrogenada como adubação de cobertura. Isso foi feito em 2018 com machos. Perfeito. No primeiro ciclo, na safra 18/19, a gente trabalhou com 72 cabeças de macho de recria. E agora, esse ano, na safra 19/20, a gente tá trabalhando com fêmeas. E nessa área aqui, na mesma área do ano passado, dos 7 hectares, nós estamos trabalhando com 110 cabeças de fêmeas. Quantos piquetes têm dentro desses 7 hectares? Está dividido em quanto? Eles estão divididos em 8 piquetes mais a área de lazer. Então, os animais ficam aí, aproximadamente, 2, 3 dias, e a cada saída, adubação nitrogenada. Tá. E essa quantidade de animais, ela vai ser suficiente para vocês chegarem até lá na frente ou vocês vão fazer agora um trabalho, uma suplementação? É, à medida que o tempo vai passando, o capim vai sementeando, é, é necessário que a gente faça essa, esse ajuste, né? Então, sim, a gente vai fazer uma suplementação estratégica. Hoje a gente começou a utilizar uma suplementação de 0,1% do peso vivo. E aí, à medida, à medida que o tempo vai passando, a gente vai ajustar essa nutrição, provavelmente chegando a 1 0,2 ou 1 0,3% do peso vivo. Bom, atualmente, vocês têm aqui uma média de 15 animais por hectare, 15 novilhas por hectare, que estão hoje aí na faixa aí de 13, 14 meses. Positivo, 13, 14 meses, e elas vão ficar aí, é, até mais ou menos maio de 2020, onde, se elas não chegarem no peso que a gente tem como meta, elas vão para uma, uma, um semiconfinamento ou ou mesmo um confinamento. Bom, em relação a custo, eh, o pecuarista de maneira geral, queira ou não, ele acha tudo caro, né? Tudo caro e não dá para fazer, é muito difícil. Eu não tenho condição, tal, mas pelo que a gente observa aqui, a primeira coisa que ele fez foi manter o que vocês fizeram, dentro desse planejamento, foi manter o mesmo capim, mesma coisa, que é o braquiarão, e que está dando resultado bom. A segunda coisa foi o seguinte, dividir tudo isso aqui em, basicamente, em cerca elétrica. Em relação a custo hoje, esse projeto se paga, é viável? Com certeza, Toninho, é um projeto de baixo impacto, né? Principalmente, que a gente utiliza no primeiro ano, é, um percentual baixo da, da, da, da propriedade como um todo.
[5:22]Aí, e fazer um ajuste da lotação, com certeza, na verdade, isso é barato, né? E, principalmente, da gente utilizar um percentual, um, um, um pequeno, uma pequena área e ter uma lotação alta como essa, que a gente tá trabalhando aí com essas 110 cabeças, com certeza o produtor, ele consegue ter uma, uma rentabilidade, que o que interessa é, no final do processo, é dinheiro no bolso. Não, não, às vezes não compensa eu ter muita produção, mas o que interessa é dinheiro no bolso. E dessa forma que a gente está fazendo, com esse baixo impacto, com certeza o Juliano vai ter um, um bom retorno financeiro. Bom, só para você ter uma ideia, se o Juliano, que é o proprietário aqui tem 97 hectares a área total, se ele resolver fazer esse sistema em apenas 50 hectares, ele vai colocar aqui na fazenda dele aproximadamente 700 a 750 animais. É um número que você deveria, poderia utilizar aí uma fazenda de 150, 200 alqueires. Ele vai fazer isso em apenas 50 hectares. Portanto, esse trabalho intensivo que o SENAR vem fazendo, vem trabalhando, você também pode fazer e consegue fazer, não é difícil, é só fazer uma gestão positiva. É, a gente está tendo um acompanhamento do SENAR, já vai aproximadamente um ano e meio, dá para esse ano para ir de dois anos, e foi extraordinária esse acompanhamento, porque nos trouxe uma possibilidade de ter uma produção bem maior num espaço de terra de que nós tínhamos mais ou menos 96 hectares.
[7:14]E hoje, desses 96, nós produzimos aqui uma média 100 cabeças de gado. Hoje, em apenas, eh, 7 hectares, nós temos condições de colocar a mesma quantidade de gado, ou seja, 100, 110 cabeças, em um espaço de 7 hectares. Então, eh, essa tecnologia nos, nos dá a possibilidade de maior rendimento, maior lucro, de uma possibilidade de, do pequeno produtor ter um, uma condição de, de ter um lucro maior na sua propriedade. Então, a gente só tem a agradecer o SENAR por ter esse acompanhamento, por estar nos auxiliando. A gente teve coragem, investiu nesse projeto. Estou usando apenas 10% da área, mas o futuro, eh, a gente quer ampliar mais ainda e ter uma produtividade muito maior que a gente tinha no passado. Bom, resumindo tudo isso que o Juliano falou, é o seguinte, a propriedade dele tem 97 hectares. Hoje ele está utilizando dos 97, apenas 7 hectares para colocar 110 animais, ou seja, ele está fazendo uma recria intensiva de fêmeas.
[8:30]E o resultado é mais ou menos esse que você está vendo aí atrás, uma área de apenas 7 hectares, 110 animais, uma altíssima lotação. E o principal de tudo, ele não precisou trocar ou mudar o capim que ele tinha aqui na propriedade, ele utiliza o mesmo, que é o braquiarão, onde muita gente pensa que mudando, tirando o capim que você tem, colocando outra, vai salvar a fazenda, não, não vai. O que manda aqui é gestão. Como eu te falei, a intenção é futura, é, é poder esse projeto aqui nessa pequena área, ampliar para, para mais áreas aqui da minha propriedade e ter uma produção bem maior de gado. Esse daqui é mais um programa do, de ação que o SENAR Goiás transfere para os produtores rurais, Toninho, em função de tudo aquilo que a gente, ah, organiza e executa dentro das tecnologias existentes que faz com que os produtores rurais tenham um resultado, né? Então, o SENAR Mais é um trabalho de gerenciamento, um trabalho de diagnóstico aos produtores e o exemplo aqui do Giuliano é, é muito factível para que os pequenos pecuaristas se espelhem nele, sabendo que é possível sim fazer com que uma propriedade, acompanhada por um técnico local, tenha a condição de despertar através do conhecimento e gerar, ah, riqueza, gerar emprego e ser sustentável, que é a palavra de ordem, ah, dos últimos tempos, né? E o mais importante, gratuito, né? É, sem dúvida, o produtor já paga, né? Esse dinheiro que o SENAR utiliza já é do produtor rural. E só que só participa quem quer, só participa quem quer. A gente difunde o negócio, a gente, ah, ah, consegue passar para o pessoal toda essa tecnologia, mas a gente só vai trabalhar com os produtores que nos procurarem. Sou Agro! Sou Brasil!
[10:15]Ordem também é progresso!
[10:20]Ordem também é progresso!



