[0:00]O Brasil tem mais de 70% das suas empresas estagnadas, não estão quebrando, estão paradas. Empresa parada, isso está morrendo devagar. Uma empresa é um, é um organismo muito frágil. Se você achar que chegou lá, é o começo do fim. Tem que continuar com intensidade máxima o tempo inteiro. O sucesso exige inovação. E muitas vezes os empreendedores olham, né, dizem, não, mas essa minha receita funcionou até aqui. E param de inovar.
[0:35]Uma empresa tem que ter gente empurrando pra frente, querendo que fique maior e o desejo de de ficar maior, né? O que você precisa saber abrir mão do que você estava fazendo com sucesso e conseguir se reinventar. Porque deu certo nos últimos dois, três anos, não é o que vai fazer você chegar no próximo estágio, daqui a dois, três anos.
[0:57]Quando não teve crise? Quando? Menos a gente falar de coisa ruim, né? Mais coisa boa a gente traz pro nosso negócio, né? A primeira coisa que a gente tem que fazer é perder tempo com aquilo que não tá, que não faz parte do teu dia a dia.
[1:11]As áreas desfoca muito no Brasil. Na, nas crises que as companhias crescem, né? Os seres humanos crescem nas suas crises. E ao vencer essa diversidade, eles ficam muito mais fortes. Mas se você não tiver resiliência, né, e sabedoria de entender como você vai ajustar cada uma dessas pontas, você não vai conseguir fazer as coisas funcionarem. O que funcionava e era verdade 20 anos atrás, não é a realidade de hoje. Então eu acho que o que falta muito é o agora, assim, o que é que está funcionando agora? Quais são as coisas que estão dando certo agora? Quais são as melhores práticas agora? O mundo muda e se você ficar estudando o que funcionou 10 anos atrás, que todo mundo já fez, já funcionou e já foi pra próxima, vai ser difícil. Acho que é uma combinação de aprendizagem, é, experiência, muito trabalho duro. Acho que sim, sem, sem trabalhar duro, sem convicção, sem foco, não dá pra, pra, pra conseguir empreender.
[2:11]O B55 nasceu para mudar isso. Somos um instituto fundado por empreendedores que construíram do zero, atravessaram crises, quase quebraram e abriram capital na bolsa americana. Small Street, Davi. Não somos professores, somos empreendedores que viveram, o que a maioria ainda está tentando superar. Nossa missão é simples: empreendedores mais fortes constroem empresas mais fortes. Empresas mais fortes constroem um país mais desenvolvido.
[2:43]O Código Brasil.
[2:51]Por que que o Brasil, né, diante de tanta burocracia, diante de tanta estabilidade, carga tributária, enfim, continua sendo um excelente ambiente para empreender? É justamente por isso, é um ambiente onde é mais difícil das coisas acontecerem. E num ambiente como esse, existem muito mais problemas. Existem muito mais problemas e também por ser mais, eh, desafiador, muito possivelmente tem menos competição. Das lições que aprendi de um, de um grande mentor meu, foi que as grandes oportunidades existem quando você se posiciona no lado da escassez, não do lado da abundância. Eu tinha a possibilidade de empreender nos Estados Unidos, porque fiz faculdade lá, trabalhei lá, mas tinha muitos outros empreendedores nos Estados Unidos, tinha milhares de empreendedores nos Estados Unidos, tinha pequenos problemas pequenos. Mas no Brasil, na América Latina, tem maior escassez e tem problemas maiores. Então a oportunidade num país como o Brasil é gigantesca, é muito maior do que as possibilidades que, que, que oferecem países como mais desenvolvidos como os Estados Unidos. Digamos que eu já tinha enxergado o tamanho da oportunidade no Brasil, que é entender que o Brasil tinha a maior concentração bancária do mundo e que tinha a oportunidade de juntar um grupo de, de homens e de mulheres, etc e que pudessem combater isso. Eu achei mais fácil fazer empresa no Brasil, contando tudo. Tem muita oportunidade porque tem pouca gente tentando, assim. Nos Estados Unidos, você tem que sempre se perguntar por que que isso aqui não funcionou antes, sabe? Tipo, e no Brasil a resposta, muitas vezes, é que ninguém fez, entendeu? Cara, a primeira coisa que eu deixo bem claro para todo mundo é que eu tenho orgulho de ser brasileiro. Um país de mais de 200 milhões de habitantes, um país de consumo, um país aonde se você conseguir definir qual é o público que você quer atingir, você tem massa. Só que para você poder ter massa, você tem que ter escala, para você poder ter escala, você tem que ter distribuição, para você poder ter distribuição, você tem que gerar crédito. E a partir desse momento, se você conseguir esses pilares e ter o produto que ele traciona, é impossível você não ter oportunidade. No Brasil, o mato é muito alto. Então você tem de fato, quem tem muita dificuldade, quando você acha uma avenida legal de crescimento, você vai conseguir correr nessa avenida, né, ou surfar essa onda, de forma muito longa e muito eterna. O Brasil, pela, pelo seu cenário de adversidade, né, meio natural, ele acabou formando, forjando empreendedores que acabaram aprendendo a fazer coisas em ambientes difíceis. Então isso me permitiu expandir internacionalmente, nossa companhia hoje lá está em nove países. Então, ela consegue navegar em diferentes culturas, a levar o que eu aprendi no Brasil para o mundo. O Brasil é um país de grandes oportunidades, né? Tanto que os números mostram, né, que a gente tem, eh, um país muito promissor ainda e o que falta é propulsão. Claro que, sem dúvida, acesso ao capital é, também, é fundamental, a gente não pode romantizar de que isso não é importante, é super importante. É difícil ter acesso ao capital no Brasil ainda. Isso que a gente está tendo aqui é uma oportunidade que acelera muito, né, o crescimento do empreendedorismo de qualidade no Brasil. Eu sou colombiano e, e gostei do Brasil. Acho que é, achei muitos pontos em comum na cultura das pessoas com a Colômbia. E quando decidi tomar esse passo para empreender, para mim o Brasil oferecia muitas oportunidades, é o maior país da América Latina, a maior economia da América Latina. É, requer o mesmo trabalho resolver problemas pequenos do que problemas grandes. Empreendendo no Brasil, tudo dá para melhorar, tudo é uma oportunidade. Ah, o brasileiro é, é bom para trabalhar, ele é animado, ele quer fazer, quer acontecer, quer dizer, então, ah, a mão de obra é muito boa aqui. E tem muita possibilidade, né? Tem dificuldade também, mas tem muita possibilidade e oportunidade, né?
[6:57]Então a gente rodou aqui no, no B55, uma pesquisa com centenas de empresas que estavam justamente nessa etapa de crescimento, em termos de momento da sua jornada. Só que estas empresas, ao invés de elas estarem com uma gestão já mais madura, processos organizados, a grande maioria delas, a vasta maioria delas, estavam com uma gestão ainda por experiência, uma gestão mais por impulso. Esse gráfico a gente cruza dois principais eixos. De um eixo eu tenho as diferentes etapas da maturidade dessa empresa. Eu começo com a fase de criação, validação, crescimento, expansão e consolidação. E do outro lado eu cruzo os diferentes níveis de maturidade de gestão. Então eu começo com uma empresa onde ela tem uma gestão por impulso, depois ela tem uma gestão por experiência, até chegar numa gestão madura e por fim, uma gestão justamente com governança. Então quando a empresa está nessa fase mais inicial da sua jornada, é natural que ela esteja num momento mais de gestão, mais incipiente ainda, uma gestão por impulso, por experiência, como a gente chama. É aquela empresa ainda que ela não tem necessariamente todos os processos bem desenhados, que ela não tem grandes sistemas de gestão, que ela não tem ainda uma grande, eh, plataforma financeira, uma grande ferramenta madura de CRM, enfim. Então, é, porque ele está justamente nesse momento de fazer as primeiras vendas, de validar ainda seu produto. Inclusive, muitas vezes, é desejável que quando essa empresa, ela está numa fase mais inicial, ela não tem necessariamente tantos processos muito bem desenhados, porque é nesta fase que ela precisa ter velocidade. E aí que está o desafio, porque você aprende a dar certo, sendo um grande executor. Só que em algum momento, quando você começa a crescer um pouco mais, essa característica começa a atrapalhar. E aí você tem que aprender a ser humilde e a perceber que a fórmula que deu certo, pode começar a dar errado.
[9:02]E aí você tem que sair da parte operacional e passar a se concentrar no tema de pessoas e aprender a delegar. E aí você vai mudando de fase, você vai deixando de ser um grande operador e passa a ser um grande gestor de pessoas. E criar uma grande empresa inclui, tem uma fase mais criativa, tem uma fase de ter ideia, mas depois tem uma fase de mais capacidade de testar muitas coisas e aprender. Depois tem uma fase de conseguir contratar gente boa, tem uma fase de rápido crescimento. E tem uma fase que você precisa fazer a empresa renascer ou ela vai cair, como outras grandes caíram, ou ela vai ser reinventada com tecnologias e produtos novos. Então, quando as pessoas me perguntam qual é o segredo de sucesso, não tem muito o segredo de sucesso. Tem o segredo para cada fase. Em cada fase, você tem características diferentes, com pessoas diferentes, com demandas diferentes. O que não muda em nenhuma fase é que você é imperativo que você tem que crescer sempre. Eu brinco que não tem ordem e progresso, né, diferente. Você precisa, às vezes, desorganizar um pouco para conseguir crescer e o pior problema é você encurtar. Quando você para de crescer, os problemas criam uma dimensão muito maior. Então, acho que isso não muda em nenhuma fase. Acho que a mensagem principal é o que você precisa para acelerar o seu crescimento com visão de longo prazo, né? Eh, mas entendendo muito bem que os sprints são necessários, né? Então existe uma maratona a percorrer, mas existem sprints que são necessários e, e desacelerar é um grande erro. Quando uma empresa, ela entra numa fase de fato de crescimento, ou seja, ela já tem um produto, já tem um serviço que está validado no mercado, né? Ele já está faturando. Provavelmente, tudo aquilo que trouxe ele até aqui, não necessariamente vai ser aquilo que vai suportar as próximas etapas do crescimento. A fase de crescimento acelerado, a fase de escala, é uma das fases mais desafiadoras, eh, para o empreendedor. E daqui pra frente, o grande, a grande virada de chave e onde muitas vezes o empreendedor, ele se torna o gargalo de crescimento da empresa, é, ele entender que ele precisa ser a pessoa que vai facilitar a vida de várias outras pessoas muito melhores do que ele para fazer essa, para suportar esse crescimento. Meu trabalho número um, principal, foi construir essa equipe, trazer pessoas que, um a um, fossem preenchendo esse, esses, eh, gaps em conhecimento que eu tinha. E acho que esse foi, é a primeira grande decisão que a gente tomou no banco, que era, a gente queria ser uma empresa de tecnologia no banco. Aí a gente traçou as pessoas de tecnologia muito fortes. Pensava pessoas que entendesse muito bem do mercado financeiro no Brasil. E a gente traçou, minha cofundadora, Cris. Então essa combinação de grandes pessoas e uma cultura que tem muita clareza, que tem um propósito grande e que inspira as pessoas para irem além, é a, é a fórmula adequada para executar um projeto de, de grande ambição. Para você construir um negócio legal e grande, a primeira coisa que é uma das regras nossa aqui, uma das coisas que mais a gente mais acredita, é ter gente boa, é ter densidade de talentos. Porque não adianta você ter um monte de cara bom, cada um remando para um lado, né? Com a cabeça em posições diferentes, porque isso vai fazer com que você gaste uma energia enorme, não tracione, você não vai conseguir sair do lugar. Então, para mim, essa equipe bem sincronizada leva a gente para outro nível de companhia e para um sucesso muito mais rápido do que um fracasso. E trazer uma cultura de ética, de seriedade, criar soluções para os clientes, de colocar o cliente da empresa e o produto em primeiro lugar, através da transpiração. Mas existe método. Quer dizer, você consegue, ao longo dos anos, formar uma cultura vencedora, se você também for exemplo dela. Você, basicamente, define um, define um plano, você estabelece metas, você quebra essas metas entre os seus times, você monta rituais semanais, mensais, onde você aprofunda nesses indicadores e garante que que eles vêm sendo atingidos ou não.
[13:03]Se eles não foram atingidos, a gente traz contramedidas de forma com que nos, nos meses das subsequentes, a gente consiga mudar essas trajetórias e passar a compensar as perdas anteriores. E, de novo, isso é algo que vai se, vai se alimentando no tempo e, e garante que você tem um plano e que com essas checagens, você vai conduzindo e vai contornando e vai sempre aprimorando e vai sempre aprendendo no tempo. Então, eu acho que esse é o modelo mais tradicional, acho que essa é a minha dica.
[13:31]Em 2006, uns cinco anos depois de ter começado a empresa, a gente já estava bem financeiramente, mas uns dois anos antes a gente estava quase quebrado. E apareceu uma empresa interessada em, em comprar a XP e ela nos ofereceu 30 milhões de dólares. Então, seria o equivalente hoje a 200 milhões de reais mais inflação, então seria bem mais do que isso, né? Talvez hoje em dia fossem uns 500 milhões de reais. Mas um ano antes, dois anos antes, a gente estava quebrado. Então, quando chega alguém e coloca muito dinheiro na sua frente e você vem de um, de um cenário de muita escassez, você fica balançado. No começo, assim, um pouco antes, a gente ficava na dúvida porque, né, você, você pensa no dinheiro, você pensa na proteção da família, né? Você pensa em, em ter independência financeira.
[14:21]Mas, ao mesmo tempo, todos nós estávamos, estávamos angustiados, né, por aquilo seria a, a interrupção de um projeto de vida. É, a gente gravou conversa porque a gente não queria esquecer do que, do que movia a gente naquele momento e, e depois veio o alívio, eu falei assim, ai, que bom, que bom que a gente está aqui, a gente vai continuar trabalhando, a gente vai continuar firme e o projeto só está começando mesmo. A história passou por muitas reviravoltas, a gente quase quebrou várias vezes, os primeiros muitos anos, a gente não tinha um produto bom, não tinha dinheiro, não tinha investidor. E é legal contar isso pra reafirmar que mesmo hoje, eu estando numa empresa tão grande, começou com uma empresa de duas pessoas, que deu errado por três, quatro, cinco anos, até a gente começar a acertar. E continua dando errado até hoje, mas continua melhorando, acertando e cada dia fazendo uma empresa um pouquinho melhor. O primeiro deles foi na minha gestação. Eu fiquei, é, quatro meses internada antes dele nascer, e depois dois meses com ele na UTI. Então foram seis meses, é, de hospital, entrei em junho, saí em dezembro. Eu estava empreendendo a marca Brasil Cacau, foi um momento muito difícil, né? Eh, mas eu encontrei de novo, tendo também muito respeito, muito cuidado, né, com o momento que eu estava passando. Mas o meu lado estratégico aflorou muito. Então, foi um momento que eu aprendi a, na marra, delegar mais a questão operacional, mas me dediquei. Eu brinco que eu saí, né, da, do hospital com os meus dois bebês no colo, porque eu empreendi uma marca dentro do São Luís, e empreendi um filho dentro do São Luís. Então eu saí com todo o plano estratégico da marca, a gente depois colocou ela no mercado em um ano. Depois do momento do deal, né, com a Nestlé, então imagina liderar um deal, né, nessa magnitude, eu tive um câncer. Então, foi um momento muito difícil também, mas a gente supera, a gente supera e a gente encontra uma rede de apoio. Acho que as pessoas, os empreendedores quando estão começando, pensam mais, tipo, pô, quando eu for desse tamanho, aí a minha vida vai estar tranquila, entendeu? Agora que eu estou com medo de morrer, vai ser, pô, aqui é difícil. E eu diria que, assim, na minha experiência, com certeza, quanto maior, mais estresse, assim. Vai piorando em vez de melhorando. Então, acho que isso é uma coisa que ninguém vê. Comprei uma corretora de bolsa, eh, no 71, dois meses depois que eu comprei a corretora, a bolsa caiu 70% e os negócios de corretagem sumiram. Então eu tinha investi todo o meu dinheiro num negócio e não tinha mais muito, o negócio não era mais um bom negócio, né? Aí tive que me adaptar. O governo brasileiro na época estava criando um mercado de obrigações reajustáveis. Eu achei aquilo interessante e, e me especializei numa coisa que eu não dois meses antes, ou três meses antes, nem tinha pensado. Mas, pô, aquilo se transformou num bom negócio, aquilo, né? Então, tem que pensar grande, né? É, ser dono de um, um negócio de pipoca na esquina, não, não leva em nenhum lugar. Tem que fazer um negócio que possa ficar grande, né? O cara que me ajudou muito, quando eu era, ainda era jovem, tinha lá 15 anos de idade, foi o Jorge Paulo Lemann. E ele foi me dando alguns coachings, ele ia me dando algumas dicas ou me provocava, né? Então eu comecei trabalhando numa companhia grande, e daí ele falava, cara, será que essa companhia vai te levar para algum lugar, né? Será que ela vai conseguir gerar o impacto que você quer, né? E depois tinha a relação também da disciplina, do foco, né? Eles já tinham, estavam construindo um negócio incrível aqui, né, no Brasil, lá atrás isso, né? E eu conseguia ver essa trajetória do Jorge, e daí ele dizia, olha, precisa ter foco, precisa ter disciplina, precisamos tomar risco. São todos os elementos que a gente enxerga em companhias que deram certo. E eu falo que muito do que eu construí veio, eh, daquilo que ele me passou e daquilo que ele me provocava. E a gente deu muita sorte, assim, porque a gente tinha 16 anos, mais ou menos, e estava começando essa empresa de pagar menos no Brasil. Existia alguém como o André, ele decidiu mentorar a gente, e foi muito bom, porque eu acho que assim, a gente, com certeza, não teria conseguido fazer o Pagar.me sem, sem ele. Ele foi nosso primeiro investidor e ensinou a gente a contratar, a demitir, a montar produto, time de vendas. Então, assim, essa mentoria foi, foi essencial. Você vai sempre procurando pessoas que, que podem te agregar valor e você também organizar as ideias, né? Isso é, isso é muito importante e até se expor a um ambiente onde você tem pessoas mais experientes que podem te ajudar a organizar as ideias. Muitas vezes é uma questão de organização de ideias e você precisa ter uma aplicação de um método para que você possa fazer os seus projetos em alta escala, né? Para isso precisa de uma reflexão em cima de conhecimentos de outros empreendimentos que foram criados com sucesso. Tem vários ingredientes nesses empreendimentos que viram um padrão para você replicar e fazer um, um projeto qualquer em qualquer setor dar certo. Quando você chega no topo da pirâmide, você é isolado. Porque quando você é o líder, acho que você é o tocador de bumbo, você é o cara que tem que ser o cobrador, você tem que ser o cara, tal. Cara, quando você conhece as pessoas que elas estão ligadas a esse novo Brasil, essas possibilidades, a tendência dessas novas gerações, né? Só que se eu não tiver aberto a essas novas tendências, eu não consigo entrar na evolução. Porque durante essa minha conversa, eu falei, eu acho que o pulo do gato hoje de uma marca é criar as comunidades. Quanto mais comunidade eu tenho, mais conexão eu faço. Essa é uma forma que é a melhor forma do empreendedor se desenvolver, a melhor forma do empreendedor superar ali desafios, dramas, problemas, é com experiências práticas de outros empreendedores. É, como é que eu conecto pessoas que já tiveram as mesmas dificuldades, que já trilharam caminhos similares, já superaram, né, problemas similares. E o que que essa pessoa, o que que esse empreendedor fez de, de diferente? Ou o que que ele fez de errado que eu deveria evitar? Com toda a certeza, aprender com exemplos de outros empreendedores, eu acho que não existe outro, outra melhor ferramenta para o empreendedor, né? Não existe uma fórmula mágica, não existe uma bala de prata.
[25:21]Em qual outro lugar do mundo tu terias essa chance de ter tanta gente deste nível, sentado contigo? O capitalismo é o único sistema na história da humanidade que tem conseguido tirar milhões de pessoas da pobreza. E acho que a gente precisa investir nesse sistema, mostrando que consegue, que consegue, que consegue resolver grandes problemas para as pessoas e consegue fazer muito impacto na sociedade. Quando eu escutei da, da possibilidade de fazer isso com André e com Guilherme, para mim era uma, uma aposta muito clara e algo que a gente tinha que fazer para, realmente, apoiar mais e, e tentar, quem sabe, ver mais milhões de empreendedores no Brasil construindo grandes empresas e ajudando a, a aumentar o emprego e a mover a economia. A gente está, de fato, fazendo isso do coração. A gente está colocando alguns milhões pessoais nossos, nesse empreendimento para dar o capital semente para isso se viabilizar. Então, não temos nenhum objetivo de ganhar absolutamente nada com esse empreendimento. Nós três temos somente o objetivo de criar algo melhor para a próxima geração do que a gente recebeu. A gente empreendeu num ambiente onde não tinham os exemplos das companhias do tamanho das nossas e a gente quer, quer tentar transformar esse empreendimento numa iniciativa que ajuda, isso aqui vira exemplo também para outras iniciativas. Você vai ficando mais velho, você vai, vai querendo retribuir, você vai querendo ajudar mais as pessoas. E eu acho que é muito gratificante quando você traz aquele insight que tira um empreendedor de uma cilada e que aquilo que não funcionava, agora, agora começa a funcionar. Eu acho que a gente faça, faça movimentos como esse que, de novo, podem transbordar e podem, podem ajudar o Brasil a, a ser cada vez mais o país que a gente acredita.
[27:04]O B55 está nascendo com um propósito muito claro, de apoiar empreendedores, a se desenvolverem. Esses empreendedores mais fortes, eles vão criar empresas mais fortes. Essas empresas vão crescer e, automaticamente, a gente vai ter um país muito mais forte, através do empreendedorismo. A gente acredita de verdade nisso.



