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O que seria um Carste tradicional e o que seria um Carste não tradicional?

Geomorfologia para todos - Grupo de Pesquisa RIVUS

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[0:01]Eh, uma questão que tem sido muito discutida na geomorfologia cárstica, eh, é se existe ou não, é um isso é um grande embate que nós temos tendo na geomorfologia cárstica.
[0:01]Se existe cache em rochas não carbonáticas ou se a gente pode considerar que cache ocorre só em rochas carbonáticas.
[0:01]Não há dúvida de que quando a gente pensa em cache, de fato, nós estamos pensando em rochas carbonáticas, né, basicamente.
[0:01]Eh, nós podemos ter até em outros tipos de rocha, mas às vezes são extremamente solúveis, só em deserto, né, em Halita, sal, alguma coisa assim.
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[0:01]Bom dia a todos. Eh, uma questão que tem sido muito discutida na geomorfologia cárstica, eh, é se existe ou não, é um isso é um grande embate que nós temos tendo na geomorfologia cárstica. Se existe cache em rochas não carbonáticas ou se a gente pode considerar que cache ocorre só em rochas carbonáticas. Eh, essa, essa questão, ela já definiu embates acalorados nos últimos anos, né? Não há dúvida de que quando a gente pensa em cache, de fato, nós estamos pensando em rochas carbonáticas, né, basicamente. Eh, nós podemos ter até em outros tipos de rocha, mas às vezes são extremamente solúveis, só em deserto, né, em Halita, sal, alguma coisa assim. Mas basicamente, a gente vai falar de um relevo cárstico de fato em rochas carbonáticas. No entanto, com o avançar das pesquisas científicas, as pessoas começaram a encontrar, eh, regiões muito ricas em geoformas cársticas, e começaram a traçar até relações, né, eh, eh, de hidrologia, de tudo. Quer dizer, todos os elementos que a gente poderia caracterizar uma região como cárstica. Eh, regiões, essas seriam, por exemplo, eh, muito comum foi em arenitos, né, rochas siliciclásticas, aí vai arenito, quartzito, nós tivemos até em minério de ferro, né, essa questão foi muito levantada, né? Inclusive, o Quadrilátero Ferrífero e Carajás, eh, é muito rica em cavernas, em geoformas típicas do cárstico. E aí, isso surge aquela ideia e aquele debate, né? Isso seria cárstico? Então, vai haver pesquisadores que vão falar que sim, é um cárstico, e houve vários pesquisadores que falaram que não. Porque quando você fala, olha, minério de ferro, tem muita caverna? Tem. Até a densidade das cavernas é alta, né? Mas quando você vai ver, são cavernas com projeção horizontal de 3, 5, 10 m. Acima de 30 m, é muito raro já no, no, no minério de ferro. Existem, existem cavernas com mais de 100 m, mas é raro. E quando você vai falar no, no, no, no calcário, por exemplo, você vê cavernas com dezenas de quilômetros, né? Fácil. E uma caverna de 30 m não é quase nada, é praticamente um abrigo. Então, eh, de fato, essa diferença de dimensão, eh, por um lado, fez com que alguns pesquisadores virassem, fala: "Não, isso aí não é um cárstico." Também a gênese nós temos que compreender melhor, né, se, se de fato é uma gênese de cárstico, se não é. Eh, os estudos estavam um pouco avançados, e, mas foi um, o crescimento, né, dos estudos, eh, se debatendo cárstico em rochas não carbonáticas, que fez com que o debate cada vez se tornasse mais acalorado. Algumas pessoas chamavam um, o, o cárstico em rochas não carbonáticas de pseudocárstico. Mas não é um termo adequado, né? Por quê? Porque pseudocárstico, nós estamos falando de geoformas que não foram formadas pela dissolução, né? Que a dissolução praticamente não combinou, não participou em nada. E gerou aquela, aquela forma que lembra um cárstico, mas foi por processos mecânicos, físicos, por exemplo. A queda de blocos, né? Aí amontoou blocos, faz uma caverna ali. Quer dizer, a dissolução não participou para aquilo, foram blocos que caíram, se amontoaram sobre o outro, geraram uns espaços lá dentro. E você gerou uma caverna. Eh, dutos de lava, né? Quer dizer, a lava vai de um vulcão, vai descendo a vertente, né, se espraiando. E ela, né, o topo dela esfria mais rápido, no contato com a atmosfera. E solidifica, mas às vezes lá embaixo ela continua quente, continua correndo. E você forma dutos onde a lava continua correndo, e depois vai embora, né? E, como já solidificou aqui em cima, né, você fica com duto vazio e forma uma caverna. Mas isso também não é dissolução, é um processo muito longe da dissolução de gênese do cárstico. No entanto, existem outras formas que você tem sim, é, processos dissolutivos importantes, né, como, por exemplo, as cavidades em minério de ferro, muitas, tá provado, né, que elas crescem primeiro dentro da canga, dentro do contato da canga com hematita ou mesmo dentro da hematita ali. Né? E, eh, eh, vão crescendo por processo de dissolução, até já várias pesquisas falando de microrganismos, da participação deles. E depois a erosão só exuma elas junto à superfície, mas a caverna foi formada por outros processos. Agora, também vários discutem se isso seria o suficiente para caracterizar como cárstico, né? E, no final desse debate, o que a gente pode mais ou menos concluir, e, e que hoje em dia tem ganhado força como consenso, como posição de consenso, é que nós vamos ter o pseudocárstico, então, para essas formas, né, que eu dei o exemplo da lava vulcânica, da queda de blocos, né, processos mecânicos que geram geoformas semelhantes ao dos, do cárstico, né? Nós teríamos o cárstico tradicional e o cárstico não tradicional. Então, o cárstico tradicional, nas rochas carbonáticas, e o cárstico não tradicional, nas siliciclásticas, minério de ferro, enfim. Seria mais ou menos isso, hoje em dia, que tá, tá, tá se, eh, sedimentando como uma posição de consenso, tá? E dentro do cárstico tradicional, eh, para ficar claro a terminologia, existiria o cárstico clássico, que é o cárstico lá da Eslovênia, que é que deu o próprio nome ao cárstico.

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