Thumbnail for 9 Energia Mecânica   Armas de fogo, feridas perfuro contusas, lesões por explosivos, por martelo, en by Acaz Priviat

9 Energia Mecânica Armas de fogo, feridas perfuro contusas, lesões por explosivos, por martelo, en

Acaz Priviat

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[0:06]Alô, meu querido, fala minha querida, estamos em mais um encontro aqui com você e doutor, meu querido, minha querida, é um momento auge da traumatologia, sabe por quê?

[0:18]Porque nesta aula eu vou conversar com você a respeito das chamadas, das feridas produzidas por ação perfuro contusa.

[0:27]As feridas pérfuro-contusas propriamente ditas, aquelas produzidas por arma de fogo.

[0:32]Doutor, os livros de medicina legal, geralmente, eles dedicam um capítulo inteiro só para falar a respeito disso.

[0:40]Até porque é importantíssimo algumas nomenclaturas aqui, algumas características das feridas, que você, é óbvio, tem que dominar muito bem na sua prova.

[0:50]Então vamos lá, vamos começar a trabalhar. Primeiramente, então, apresentando o tema, armas de fogo e ação perfuro contusa.

[0:59]Isso aqui é importante para caramba para você na prova.

[1:02]Beleza, você que quer, que almeja cargo de carreira policial, perito, auxiliar, ou até mesmo a parte de agente que vai cair medicina legal, é quase que certa uma ação, uma, uma questão a respeito dos ferimentos produzidos por arma de fogo.

[1:17]Portanto, feridas ou ferimentos, pérfuro-contusos.

[1:21]Show de bola, vamos lá, vem comigo. Aqui eu quero te apresentar primeiramente, eu tenho que te ensinar como é que funciona uma deflagração de um cartucho, doutor.

[1:28]Lembrando que o nome disso é cartucho. Cartucho não é aquilo que você coloca ali na arma não, aquilo chama carregador, que contém os respectivos cartuchos dentro da sua estrutura.

[1:39]No seu material, eu deixei esquematizado um cartucho bem bonitinho e aqui eu vou falar um pouquinho a respeito dele também.

[1:46]Um cartucho, basicamente, um cartucho de tiro simples, tá, não de tiro múltiplo, como acontece com o calibre 12.

[1:53]Vamos falar de tiros convencionais, por exemplo, 0,380, 0,40, 9 milímetros.

[2:00]Tudo bem? Este cartucho, ele apresenta um projétil ou projétil, as duas nomenclaturas estão corretas, e um estojo, tudo bem?

[2:08]Estojo, nada mais é do que uma haste metálica que fixa o projétil e armazena duas coisas: a espoleta e o propelente juntamente com a bigorna ou o dispositivo de acionamento é radial ou central, que daí você estuda lá na balística, tudo bem?

[2:26]Esse estojo contém um propelente. Hoje, os principais propelentes, doutor, não se usa mais pólvora propriamente dito.

[2:33]São propelentes químicos, geralmente combinações de nitrocelulose, nitroglicerina e nitrogonidina, são os três principais é propelentes e os respectivos componentes.

[2:45]Não vai se utilizar mais pólvora diretamente aqui. Só que uma combinação dessas, é, essas combinações são chamadas de pólvoras, mas daí a pólvora química, não aquela pólvora convencional que você encontra lá com bário e antimônio, por exemplo.

[2:59]Tudo bem? Aqui você encontra uma pólvora de natureza química, formado por esse basicamente, combinações desses três compostos, que são os principais propelentes.

[3:08]O propelente, ele é diferente do mecanismo de acionamento.

[3:11]O mecanismo de acionamento pode ser uma faísca, pode ser qualquer coisa que vai gerar dentro de uma espoleta que a gente chama.

[3:19]Tudo bem? Tranquilão? Então, este vem a ser, eh, eh, basicamente a estrutura de um cartucho e como que ele é acionado.

[3:25]A partir do momento que o percutor ou percussor, também as duas nomenclaturas estão corretas, aciona, nada mais é do que como se fosse uma agulha que vai acionar esse projétil aqui por trás.

[3:38]Doutor, ao acionar, a depender do tipo de, de combustão, se é central ou radial, se ele pode bater no meio ou ele pode bater aqui em cima, dependendo do tipo de arma de fogo e do tipo de percutor, tá?

[3:50]Esse projétil será deflagrado e automaticamente haverá combustão da pólvora, gerando aquilo que a gente chama de efeitos primários e efeitos secundários.

[4:02]Então agora presta atenção. Os efeitos primários da deflagração de um cartucho são produzidos por culpa do projétil.

[4:15]Enquanto os efeitos secundários da deflagração do cartucho, são provenientes da explosão desse cartucho.

[4:26]Tudo bem? Então quando eu falar, por exemplo, com você a respeito da zona de queimadura, a respeito da zona de tatuagem, estou falando de efeito secundário, nós vamos ver já, já como é que funciona isso.

[4:38]Quando eu falar de orifício de entrada, de orla de enxugo, eu tô falando de efeito primário, porque é aquele produzido pelo projétil.

[4:47]Tudo bem? Então, efeito primário é todo efeito proveniente da interação entre o projétil e o corpo humano, enquanto os efeitos secundários são todos aqueles provenientes da interação da explosão da deflagração do cartucho com o corpo humano.

[5:03]Tudo bem? Bem fácil, bem tranquilo pra gente pegar.

[5:06]Antes de nós vermos como é que funciona essas orlas e zonas dentro dos respectivos tiros, eu tenho que te trazer uma diferença entre trajeto e trajetória.

[5:14]Doutor, trajetória é um tópico que você estuda lá na física, em que você verifica qual foi a trajetória desta balística, desta, desta análise.

[5:27]Até porque a própria balística, doutor, que é o estudo da balística interna, externa e das trajetórias, que a gente chama de balística intermediária ou trajetória, nada mais é do que aquele percurso em que, em que o projétil percorreu.

[5:39]Isso é trajetória. Agora, trajeto, trajeto é o percurso dentro do corpo humano que esse projétil, é, é, percorreu.

[5:49]Deu pra entender? Trajetória é fora, é fora do corpo humano. Trajeto é dentro e esse projétil, quando ele entra no corpo humano, muitas vezes ele pode sofrer deflexões, como acontece, por exemplo, na caixa craniana, quando, quando, como acontece quando, por exemplo, ele encontra um osso.

[6:07]Ele pode, é, é, é, até mesmo ricochetear dentro desse corpo humano e permanecer ali.

[6:14]Então, ao se estudar trajetos, se estuda, por exemplo, os chamados trajetos enchuleio ou alinhativo.

[6:21]Pedro, o que que é um trajeto enchuleio ou alinhativo?

[6:24]Além do trajeto por ricocheteamento, que nada mais é do que aquele trajeto em que o projétil entra e ele é refletido em outras áreas do corpo, no trajeto enchuleio ou alinhativo, imagina que a pessoa esteja correndo.

[6:38]Quando essa pessoa é atingida por um disparo, imagina que ele transfixe o tórax e também o braço.

[6:44]Concorda comigo que um projétil gerou dois ou mais orifícios de entrada?

[6:51]Pois é, o nome disso é trajeto enchuleio ou trajeto alinhativo que eu coloquei no seu material.

[6:57]Justamente pela dinâmica dos fatos. Imagina, uma pessoa, ela vai se proteger de um tiro, ela bota o braço na frente, vai haver um orifício de entrada, tanto no braço, quanto no corpo.

[7:08]Eu te pergunto, você vai procurar dois projéteis? Nem sempre, você vai procurar um só porque trata-se de um trajeto enchuleio ou ou chamado também de alinhativo.

[7:16]Tudo bem? Questão boa também que já foi cobrada em prova.

[7:20]Vem comigo para nós vermos agora sim, os tipos de tiros, mas antes de entrar nos tipos de tiros, eu tenho que te apresentar o que são essas orlas ou zonas que a gente tá conversando aqui, provenientes dos efeitos primários e secundários aí do tiro.

[7:35]Tudo bem? Vem comigo, olha só.

[7:39]Eu quero apresentar para você justamente como é que funcionam essas orlas. Olha só, eu vou te apresentar números, e em seguida, você vai ver que a nossa tela ela vai ficar pagando, mas não tem problema.

[7:47]Eu vou te apresentar um desenho que caiu na Polícia Civil de São Paulo.

[7:51]Então, aqui nós temos os respectivos números, não é verdade, ó, um, dois, três, quatro, cinco e seis.

[7:59]E, em seguida, nós vamos ver quais são as respectivas áreas aí.

[8:03]Então, primeiramente, existe o orifício de entrada, não é verdade? Orifício de entrada representado em um que já, já nós vamos ver.

[8:10]Em seguida, doutor, orla de enxugo e orla de escoriação e orla de contusão, estas orlas juntamente com orifício de entrada, nós vamos chamar depois de zona de Fisch.

[8:23]Ok? Zona de Fisch. Isso é importante. Todas estas provenientes, inclusive essa daqui, a orla equimótica, todas elas provenientes, você pode dizer que essas quatro aqui, elas são provenientes dos efeitos primários, ou seja, do projétil.

[8:39]Tudo bem?

[8:42]Zona de esfumaçamento, e as demais são todas efeitos secundários.

[8:46]Então, vamos lá, o projétil quando ele entra, ele primeiramente, ele vai produzir o orifício de entrada com a respectiva orla de enxugo, doutor.

[8:52]Esta orla de enxugo, nada mais é do que uma área escurecida que limpa a sujeira que presente ali na bala, que você não vai chamar de bala, você vai chamar de projétil, porque bala você chupa, beleza?

[9:05]Cuidado. Então, aqui bastante atenção, presta atenção, vem aqui comigo, ó, me acompanha. Projétil vai entrar na pele, esse projétil, geralmente, em se tratando de armas de alma raiada, ou seja, armas que tem um raio interno que provoca uma rotação do projétil, visando maior eficácia na hora do disparo, esse projétil quando ele rotacionar, ele vai encontrar a pele e ele vai provocar uma rotação sobre a pele.

[9:30]Esta rotação vai gerar um desnudamento da epiderme com a apresentação da derme e como o tecido mais abaixo ele é mais rico em tecido conjuntivo, ele vai limpar esta sujeira que tem ali no projétil.

[9:44]Portanto, a orla de enxugo é uma orla preta, é a primeira orla que você encontra que apresenta sujidades provenientes do projétil.

[9:51]Tudo bem? Vamos ver como é que ela é representada. Olha só, esse aqui é um tiro à curta distância. Tá vendo? O um, que tá aqui para você no desenho, o um é o orifício de entrada.

[10:02]O dois, você vai chamar de orla de enxugo.

[10:06]Ok? Seria essa primeira zona de limpadoura branquinha que a gente colocou aqui, ó.

[10:11]Tudo bem? Tranquilão? Em seguida, volta aqui comigo, vamos falar um pouquinho a respeito da orla de escoriação.

[10:18]Doutor, escoriação, eu falei para você que é o desnudamento da derme com o arrancamento da epiderme, não é verdade?

[10:24]Ó, é uma zona de tecido vivo proveniente do atrito e da rotação da bala na entrada do orifício, só que lembrando que nada de bala, hein?

[10:32]Eu coloquei essa nomenclatura para você para você ficar um pouco mais é íntimo que, como você ouve bastante.

[10:37]Em que há diferença de elasticidade entre a epiderme e a derme.

[10:41]Representado por três aí, como você consegue detectar.

[10:45]E a orla de contusão que, na verdade, é na epiderme, é uma pequena área mais externa à lesão, representado em quatro aí.

[10:52]Então, volta aqui comigo, ó, olha três e quatro o que que você consegue detectar.

[10:56]Três, você tem a orla de escoriação e quarto, você tem a orla de contusão.

[11:00]A orla de contusão, doutor, nem sempre está presente, porque ela vai apresentar muitas vezes uma equimose apenas aqui, isso aqui vai ficar roxo ao entorno da orla de escoriação, que já, já nós vamos ver em desenho como é que ela funciona.

[11:13]Em desenho não, em fotografias mesmo, tudo bem?

[11:17]Em seguida, então, nós já matamos o orifício de entrada, orla de enxugo, orla de escoriação.

[11:23]De novo, arrancamento da epiderme com aparecimento da derme, tudo bem?

[11:29]A orla equimótica, como eu falei para você, a orla equimótica para alguns autores, ela se confunde com a orla de contusão, mas a orla de contusão para alguns outros autores, seria uma área bem pequenininha mais externa proveniente do arrancamento da epiderme.

[11:45]A equimose seria essa sim, difusa, que não tá representado lá na, na, na, no desenho, em que pequenos vasos, eles são rompidos ao em torno da ferida, deixando um roxo, deixando uma equimose, por isso que a orla chama orla equimótica.

[11:59]Zona de esfumaçamento. Doutor, a zona de esfumaçamento, ela é um efeito secundário, ela é proveniente do efeito secundário, é a presença de fuligem advindo da combustão de pólvora.

[12:09]Então, se nós fossemos analisar ali, estaria representado em cinco, tá vendo?

[12:14]Olha aqui, ó, zona de combustão, ou zona de queimadura, na verdade, orla que a gente chama de, de fuligem, né?

[12:21]Toma bastante cuidado. E a zona de tatuagem também proveniente do efeito secundário, representado em seis, é a parte mais ampla.

[12:29]Doutor, a zona de tatuagem, ela é proveniente de resíduos de pólvora incombu, incombus, ou seja, pólvora que não pegou fogo, espirra sobre o tecido, que já, já você vai ver como é que vai funcionar os pontilhados dentro da zona de tatuagem.

[12:46]Ok? E por fim, zona de queimadura, que muitas vezes, né, é, quando o tiro ele é bem próximo, ele gera queimadura, por exemplo, em pelos, muito visto em pelos, por exemplo, pelos encrespados, pelos queimados, propriamente dito, que não tá também representado aqui na figura.

[13:01]Ok? Esta figurinha, ela caiu na prova da Polícia Civil de São Paulo em 2013 para perito criminal e eu decidi trazer para você, porque ela é bem didática aí para nós analisarmos.

[13:12]E agora o que que a gente vai fazer? Nós vamos ver na prática como que isso vai cair na sua prova e também respectivamente como é que são os tipos de tiros, classificados pela doutrina.

[13:21]Vem comigo, olha só. A doutrina, doutor, classifica três tipos de tiros.

[13:26]Existe o tiro encostado, existe o tiro a queima roupa ou a curta distância, e existe o tiro a longa distância.

[13:33]Vamos lá? Tiro encostado é aquele tiro que nós vamos ver já, já, por essa classificação, gerando uma ferida perfuro contusa.

[13:40]Isto você já sabe que as feridas provenientes de tiros são perfuro contusas, perfeito.

[13:46]Esse tiro encostado, ele sempre vai apresentar efeito primário e rara, mas raramente efeito secundário.

[13:54]Se a prova te perguntar qual é a regra, é que não há que se falar em efeito secundário em tiro encostado.

[14:01]Pedro, por quê? Porque a própria queimadura, a própria, é, é, o próprio efeito proveniente da explosão, ele vai de, gerar uma, uma, uma, uma alteração da, do próprio tecido que ele está sobre, que já, já nós vamos ver como é que isso é representado.

[14:14]Ok? Então, em regra, terá apenas efeitos primários, e a depender da região em que for feito o tiro encostado, existem sinais característicos que podem ser verificados.

[14:25]Então, vamos lá, a depender da região.

[14:28]Se o tiro estiver encostado numa região óssea, como no caso do crânio e do osso do externo, o que que eu digo para você?

[14:35]Se estiver, por exemplo, no crânio, você vai dizer que, olha que interessante, presta atenção como isso é importante.

[14:43]A arma, imagina uma pistola, uma pistola calibre 0.40, tudo bem?

[14:47]Essa pistola, quando ela for encostada numa região óssea, num plano ósseo, existe uma parte do cano da arma que tem gases, você concorda comigo?

[14:55]Quando o projétil for acionado pela deflagração do cartucho, ele vai comprimir esses gases porque o tiro tá encostado.

[15:02]Ele comprime esse gás, e quando esse projétil entra na pele propriamente dito, ele meio que explode esses gases.

[15:10]Esses gases saem em alta pressão, e quando esse gás entra na ferida e sai em alta pressão, esta ferida gera aquilo que a gente chama de bordas entalhadas ou bordas evertidas ou bordas estreladas, chamada de boca de mina de Hoffmann ou sinal de Hoffmann ou câmara de mina de Hoffmann.

[15:33]Isto aqui nada mais é do que, olha só que interessante, bordas evertidas ou chamadas também de bordas estreladas, em que há presença de sujidade e também tipicamente, aquela questão de que nós vamos ver chamado sinal de Benassi.

[15:59]Tudo bem? Então, se for feito numa região óssea, a pressão daqueles gases, quando comprimido pelo projétil, vai gerar câmara de mina de Hoffmann e muitas vezes o sinal de Benassi.

[16:10]Vamos dar uma olhadinha como que funcionam esses sinais? Vamos dar uma olhadinha para você entender um pouquinho melhor.

[16:15]Vem aqui comigo para nossa tela. Tá vendo que aqui na tela eu coloquei para você o sinal de Benassi? Olha só, aqui você vai encontrar o sinal de Benassi que é tipicamente um alo fuliginoso, percebeu?

[16:25]Um alo fuliginoso, é um alo prateado proveniente de resíduos da pólvora.

[16:30]Tudo bem? Então, isso aqui é muito típico de ser encontrada em região óssea, tudo bem, em região de plano ósseo.

[16:38]Depois, dá uma olhadinha, olha que interessante aqui a boca de mina de Hoffmann que eu falei para você, ó, tá vendo?

[16:44]Esse aqui é o orifício de entrada. Percebeu que as bordas elas estão entalhadas?

[16:49]Tá vendo que ela tá evertida, ela tá para fora.

[16:52]Como ela tá para fora e a gente tá numa região óssea, eu consigo dizer que este é o orifício de entrada, porque ele apresenta sujidades, o orifício de saída não vai apresentar essa sujidade.

[17:02]Tudo bem? Isso é importante que se cite também. Ah, Pedro, e esse outro sinalzinho aqui, doutor?

[17:07]Se você for analisar, aqui existem sujidades, não existe?

[17:10]Portanto, orifício de entrada.

[17:13]Aqui você consegue perceber que existe uma coisinha da arma quando ela estava encostada e isto ocorre, isto ocorre tipicamente em locais em que não há plano ósseo, mas em locais de tecido mole.

[17:30]Em locais de tecido mole, a boca da arma não fica quente quando você atira?

[17:33]Pois é, essa daqui é a massa de mira, é a massa de mira, ok?

[17:39]E esse aqui é o formato do cano da arma. Tudo bem? É uma região de queimadura, é uma região de queimadura que você vai chamar, sabe como?

[17:47]Sinal de Werkgaertner. Pedro, como assim? Memoriza esse desenhinho e vem comigo para o quadro.

[17:55]Olha só, no tiro encostado, em se tratando de tecido mole, se a região for óssea, boca de mina de Hoffmann e sinal de Benassi.

[18:02]Se o tecido for mole, há que se falar em que?

[18:05]Sinal de Werkgaertner, ou Vergärtner, como você quiser aí no caso.

[18:27]Eu sigo mais a doutrina do professor Malts, que foi meu professor da, da, da escola da da Polícia Civil do DF.

[18:32]Ele fala Werkgaertner, tudo bem? Que é esse o nome do sinal, mas você não precisa se preocupar muito.

[18:37]Isso é o tiro encostado. Vamos para duas observações gritantes para sua prova.

[18:42]Já foi cobrada pela Polícia Civil do Acre, o que é o sinal de Schusskanol e a diferença do orifício de entrada e saída.

[18:49]Quer ver? O sinal de Schusskanol, você viu comigo que Benassi é um alo fuliginoso, presente no plano ósseo, presente ali como resíduo do plano ósseo.

[19:00]Agora, o sinal de Schusskanol, doutor, é sujidade no túnel, no túnel da lesão, indicando que se trata do orifício de entrada.

[19:10]Então o Schusskanol, nada mais é do que um sinal em que a pólvora, até mesmo pólvora incombuta e gases, eles vão entrar no orifício, bem no túnel ali, dizendo de onde veio aquele tiro.

[19:22]Tudo bem? Esse é o sinal que a gente chama de Schusskanol.

[19:27]Existe também uma diferença do orifício de entrada e saída, sabe por quê, doutor?

[19:31]A regra é que o orifício de entrada e de saída, geralmente o orifício de entrada é menor e o de saída é maior.

[19:38]Só que em se tratando do tiro encostado, ele é invertido, tudo bem?

[19:44]O orifício de entrada, você vai dizer que ele é maior, por quê?

[19:48]Por conta da pressão daqueles gases que eu havia dito. Então, aqui você vai dizer que o orifício de saída é menor e haverá inversão de um sinal que nós chamamos sinal ou cone de Bonnet.

[19:59]Como assim cone de Bonnet? É um cone, o orifício de entrada fica grandão e o orifício de saída, ele fica menor, no caso de tiro encostado.

[20:08]Por quê? Por conta da pressão dos gases que estilhaça o tecido que tá aqui no tiro encostado.

[20:13]Fechou? Belezinha. Vamos falar então tiro a curta distância agora. Para a doutrina do Genival Veloso França, doutor, tiro a curta distância é aquele colocado entre 40 e 50 centímetros da pessoa que está sendo atirada ali no caso.

[20:26]E apresenta tipicamente os efeitos primários e secundários, ou seja, efeitos provenientes tanto do projétil, quanto efeitos provenientes da explosão.

[20:36]Percebeu que eu não falei de zona de tatuagem, que eu não falei de zona de queimadura, lá no tiro encostado?

[20:44]Pois é, por quê? Porque não tem efeito secundário lá. Aqui sim, aqui existem os efeitos primários, os efeitos secundários, tipicamente classificando aquilo que a gente chama de zona de Fisch, ou seja, orla de escoriação, orla de contusão e orla de enxugo.

[20:57]Deu pra entender? Muito importante você saber disso daqui.

[21:02]Cone ou sinal de Bonnet, também muito típico, cone ou sinal de Bonnet, quando nós encontramos lesão a curta distância, este sim com orifício de entrada menor e o orifício de saída bem maior.

[21:13]O sinal ou cone de Bonnet é típico, em se tratando de tiro de curta distância, e existe também o sinal de Romanese.

[21:20]Marca o sinal de Romanese, vem comigo para cá para a tela, porque eu vou mostrar para você como é que isso funciona e o que significa já, já o sinal de Romanese.

[21:28]Olha só, esse tiro, ele é tipicamente um tiro, um orifício de entrada que você consegue pegar sabendo que é a curta distância.

[21:35]Tá vendo que existe algumas queimaduras, alguns pigarreios de pólvora incombuta?

[21:44]Como que é o nome desta zona aqui? Zona de tatuagem. Ok? Quando você percebe mais próximo aqui do orifício, tá vendo que tá mais cinza no nosso desenho?

[21:55]Esta seria a zona de esfumaçamento, percebeu? Efeito secundário. E você consegue perceber vermelhidão, um vermelhão do tecido, zona de queimadura.

[22:06]Tipicamente efeitos secundários.

[22:09]Então, você encontra a zona de tatuagem que é a zona mais ampla, perceba que a zona de tatuagem, ela permite também calcular a distância do tiro.

[22:15]Isso é importante que você saiba.

[22:18]Então, olha o tanto de grãos de pólvora incombuta aqui, ó.

[22:21]Juntamente com efeitos, aqui você encontra, portanto, tanto efeitos primários, quanto efeitos secundários.

[22:29]Tudo bem? Então, eu encontro uma orla de escoriação, uma orla de enxugo, tudo bonitinho, Pedro.

[22:34]Sim, você encontra, e nós veremos já, já. Aqui eu trouxe para você um tiro a longa distância, que já, já você vai ver o que que ele significa.

[22:43]Pedro, como assim, ó, tá vendo que existe uma parte mais interna, um pouquinho mais suja que a gente vai chamar de orla de enxugo, na verdade.

[22:52]Existe uma zona mais epidérmica, que é a orla de contusão, caracterizando os chamados efeitos primários.

[23:03]Ok?

[23:06]Efeitos primários são os efeitos provenientes da rotação do projétil, no desnudamento da epiderme aqui que você consegue encontrar.

[23:12]Então, belezinha. Aqui nós encontramos, volta então comigo, um tiro a curta distância e aqui um a longa distância.

[23:18]O que que eu tenho que saber de tiro a longa distância, Pedro? Vem comigo para o quadro.

[23:24]Olha só, tiro a longa distância, você vai dizer que a única diferença é que ele não tem como apresentar efeito secundário, por quê?

[23:29]Porque o tiro é feito de longe, mais de 50 centímetros e é uma ferida limpa, bem limpinha que você consegue caracterizar.

[23:36]Aí você vai me indagar, Pedro, mas você ainda não falou do sinal de Romanese.

[23:40]Vamos falar agora. Olha só, eu falei para você que no orifício de entrada o projétil, ele vai entrar com uma rotação, gerando uma orla de escoriação, uma orla de enxugo e uma orla de contusão que a gente chama, geralmente de zona de Fisch, tudo bem?

[23:56]No orifício de saída, ela vai, obviamente, não gerar em tese isso daí.

[24:02]Só que o sinal de Romanese, sabe o que que ele nos diz?

[24:06]Sinal de Romanese, você apresenta a orla de escoriação.

[24:10]Olha que interessante. No orifício de saída. Pedro, sinal de Romanese, portanto, é orla de escoriação no orifício de saída?

[24:19]É tipicamente quando houver execução em anteparo.

[24:26]Como assim? A pessoa tá no chão e você atira contra a pessoa.

[24:30]Quando esse projétil transfixa o corpo da pessoa, ele bate no chão e volta.

[24:36]Quando ele volta, ele gera uma nova orla de escoriação.

[24:39]Deu pra entender? Esse é o sinal de Romanese. Então, regra, orla de escoriação, contusão e enxugo, eu encontro em orifício de entrada.

[25:03]Mas é possível encontrar orla de escoriação no orifício de saída?

[25:07]Sim, é possível se houver um anteparo. Isso aqui é questão boa de prova, tudo bem?

[25:12]Chamado de sinal de Romanese. Show de bola. Então, falamos do tiro a curta distância, do tiro a longa distância e do tiro encostado.

[25:20]Agora, o que que eu tenho que ver com você? Demais tipos de lesões. Vamos lá, acidentes com veículo.

[25:26]Doutor, muito clássico, você vai apresentar a perícia feita em acidente com veículo é apresentada com a marca do volante chamada de tatuagem traumática, em que haverá marcas de cinto, tanto no condutor quanto nos passageiros, obviamente, cinto de três pontos ou de dois pontos, dependendo do tipo de veículo, não é verdade?

[25:43]E se o passageiro estiver usando? O passageiro é geralmente a pessoa que é mais afetada em acidentes.

[25:49]Pedro, por quê? Porque existe uma distância maior entre o banco e o painel do veículo.

[25:54]Então, em se tratando de passageiro, geralmente é o passageiro mais afetado.

[25:58]E em atropelamentos, há que se falar nas chamadas estrias pneumáticas de Simonon, que nada mais é do que as víbices produzidas pela, pela, pelas orlas ali dos pneus quando passa sobre a pessoa.

[26:11]Tudo bem? Essas quatro características, elas marcam bastante as questões que vêm a respeito de acidentes com veículos.

[26:17]Tudo bem? Lesões por precipitação. Doutor, pessoa que geralmente é suicida, nós vamos ver isso, é, nós temos Toinó, que foi um grande médico legista, ele diz que é, que caracteriza uma, uma, uma ferida, uma lesão por precipitação, uma pele pouco ou raramente afetada, com roturas e fraturas graves internas.

[26:40]Doutor, é, eu tive o desprazer ou, né, a, a experiência, de ir numa cena de crime de suicídio em que a pessoa ela pulou.

[26:47]E a pele, de fato, ela, ela fica perfeitamente íntegra, só que tem um problema. O crânio, quando a pessoa ela cai, ele se quebra em vários pedaços, e quando você vai pegar a pele, ele parece um saco de nós, por isso que a, que a doutrina chama de lesão em saco de nós.

[27:04]Ali, como existem vários pedacinhos de ossos quebrados, quando você levanta, só vem a pele com aqueles ossos ali estilhaçados.

[27:12]Tudo bem? Internamente muitas roturas, rompimento de órgãos internos e fraturas, mas por fora, quase que não acontece nada com a pessoa.

[27:21]A pele praticamente permanece íntegra.

[27:24]Isso é o que caracteriza uma lesão por precipitação. Vamos falar agora dos explosivos, doutor. Lesões causadas por explosivos está na moda de cair em prova, hein?

[27:33]Estão na moda. Primeira coisa que você tem que saber, os explosivos, eles atuam perante três tipos de efeitos.

[27:42]Primeiro, os chamados blasts. O que que é blast? Blast ou blast injury, nada mais é do que onda de pressão por deslocamento de gases.

[27:52]Pedro, o que que é um explosivo? Nada mais é do que uma matéria em que causa uma expansão rápida de gases, com alta temperatura, isto é um, um explosivo.

[28:01]É todo produto que gera uma expansão rápida de gases, com alta temperatura.

[28:06]Nesse caso, a onda de choque por deslocamento, por exemplo, de ar, ela pode, por exemplo, furar tímpano, ela pode gerar rotura pulmonar.

[28:18]Então, os chamados blasts injuries, nada mais são do que ondas de choque, provenientes do deslocamento de gases, que são chamados do efeito primário.

[28:27]Em locais fechados, eu não preciso nem dizer, ele é muito mais intenso do que em local aberto, porque ele vai ricochetear ali no local, não é verdade?

[28:36]Os efeitos secundários são provenientes dos artefatos, como, por exemplo, uma granada.

[28:40]Uma granada quando ela explode, ela não tem só o blast, ela também tem os estilhaços que vão atingir as pessoas.

[28:48]Então, esse é o efeito secundário, hein?

[28:51]O efeito primário é o blast, é a onda de choque.

[28:54]E em terceiro lugar, nós temos um efeito da colisão, da colisão dessa pessoa que muitas vezes é, é, é, levada contra uma parede, contra uma mesa que tá ali, contra uma cadeira, proveniente da colisão dessa expansão de gases.

[29:08]Então, existe o efeito primário, o efeito secundário e o efeito terciário em se tratando de explosivos, lembrando que é muito mais intenso em se tratando de locais fechados do que locais abertos.

[29:21]Ok? Eu coloquei mais algumas informaçõezinhas no seu material que depois você também deve dar uma lidinha.

[29:26]E pra gente fechar feridas ou lesões provocadas por martelo e o encravamento e empalamento.

[29:32]Vamos lá, doutor, um martelo, quando ele bate sobre uma superfície óssea, olha que interessante, ele, geralmente, gera uma ferida, uma fratura em forma de moeda.

[29:42]Essa moeda óssea que fica quebrada é chamada de sinal de Strassman.

[29:48]Olha que interessante, o que então, o que que é o sinal de Strassman, Pedro?

[29:51]Nada mais é do que uma moeda óssea, promovida pela parte do martelo, não precisava nem dizer que aquela parte redonda do martelo, não é verdade?

[29:59]Em que o martelo, ele bate sobre uma superfície óssea, gerando uma moeda, uma fratura perfeitamente circular.

[30:06]E como essa fratura, ela apresenta várias microfraturas internas, chamou-se isso de mapa-múndi de Carrara.

[30:14]Então, a moeda é o sinal de Strassman e as fraturas geram mapa-múndi de Carrara.

[30:19]Tudo bem? Pelo impacto do martelo quando ele for, é, agir sobre o, o plano ósseo.

[30:25]E por fim, pra gente fechar, vamos diferenciar encravamento de empalamento.

[30:30]Doutor, encravamento é a interposição de todo, todas, toda, todo artefato sólido sobre qualquer parte do corpo.

[30:39]Só que se for colocado esse artefato, essa lança, esse cabo de vassoura, esse facão, sobre a região anal, aí não é mais encravamento, aí é empalamento.

[30:47]Tudo bem?

[30:50]O encravamento geralmente ele é acidental, por exemplo, a pessoa, ela, ela pula do quinto andar e cai sobre um portão, ela morreu encravada ou empalada?

[31:01]Ela morreu encravada.

[31:04]Raramente vai ser empalada, a não ser que ela caia com a bunda ali mesmo no portão, daí vai ser empalamento.

[31:09]Tudo bem? Então, encravamento e empalamento, eles diferenciam justamente pela região em que será colocado esse artefato, eh, eh, eh, físico, né, no caso, sólido, tudo bem?

[31:20]Doutor, tranquilão. Falamos então, muita coisa na aula de hoje, e agora pra gente ver, efetivamente, como que isso cai em prova, eu quero resolver com você algumas questõezinhas, mas antes vamos falar das mordeduras.

[31:33]Já estava me esquecendo aqui das mordeduras. O que que eu tenho que falar a respeito de mordedura? Na verdade, nós já conversamos um pouquinho, não foi? Mordedura, doutor, nada mais é do que uma ferida corto contusa, em que apresentam quatro graus de, de, de análise médico legal.

[31:48]Vem comigo para a tela para você analisar isso daí.

[31:51]Olha só, as mordeduras de primeiro grau geram equimoses e escoriações superficial, com chance de identificação do agressor.

[31:59]Mas aquela que gera melhor identificação do agressor, são as equimoses de segundo grau, em que são nítidas e profundas, atingindo muitas vezes, até mesmo o plano muscular.

[32:12]De terceiro grau, nós temos feridas contusas, com comprometimento do tecido subcutâneo e muscular.

[32:18]E de quarto grau, as lacerações, as lacerações com perdas estéticas de tecido.

[32:23]Então, agora sim, falamos um pouquinho das mordeduras, só para você entender a classificação dada pela doutrina médico legal.

[32:27]E agora sim, vamos resolver algumas questõezinhas acerca do tema.

[32:32]Doutor, olha a nossa primeira questão, o que que ela vai nos dizer.

[32:39]Primeira questão fala assim, um cadáver jovem, do sexo masculino, encontrado por moradores de uma região ribeirinha, estava nas seguintes condições: vestido com calção de banho, corpo apresentando dois orifícios, o primeiro deles medindo cerca de um centímetro, ligeiramente elíptico, na parte posterior do tórax, na altura da região escapular direita, o segundo, de mesmo tamanho que o primeiro, circular, no pescoço, logo abaixo da nuca.

[33:08]O primeiro orifício apresentava orla de enxugo, orla de escoriação e orla de contusão, em torno do segundo orifício, foram observadas zonas de esfumaçamento e de tatuagem.

[33:20]Nessa situação hipotética, as lesões descritas, vamos lá, letra A.

[33:24]Foram causadas por instrumentos pérfuro-contundentes, olha só, instrumento pérfuro-contundente, tá certinho.

[33:33]Empregados a longa distância e a curta distância, respectivamente, doutor.

[33:36]Se eu só tenho orla de enxugo, orla de escoriação e orla de contusão, isso é longa distância, tá certinho.

[33:41]E se eu tenho zona de tatuagem e esfumaçamento, é curta distância, com certeza.

[33:47]Gabarito de cara para nós é a letra A.

[33:50]Tudo bem? Você vai ver que as outras questões, elas são absurdas na hora de nós analisarmos.

[33:54]Show de bola. Vamos para a próxima então, questão.

[33:58]Olha o que que ela vai nos dizer. Primeiro, em relação às lesões produzidas por expansão gasosa de uma explosão, conhecida como síndrome explosiva, blast injury, analise as afirmativas abaixo.

[34:10]As lesões provocadas pela expansão gasosa atingem de preferência órgãos ocos.

[34:16]Perfeito, justamente porque eles são ocos, né?

[34:19]O coração suporta melhor as ondas de expansão da síndrome explosiva.

[34:23]Doutor, tá correto. Coloca assim, tanto o coração quanto os olhos, o coração e os olhos são os que mais resistem as ondas de choque, tá?

[34:33]As lesões auditivas estão representadas pela rotura linear da metade superior do tímpano.

[34:39]Perfeito também, doutor. A lesão, o tímpano é uma das primeiras membranas a serem rompidas pela blast injury.

[34:45]Isso é importante que você saiba. E aí haverá rotura nesse caso da metade superior por essa onda de choque, geralmente não vir do chão, ela vir de cima, não é verdade?

[34:55]Portanto, nesse caso, todas as afirmativas corretas, tranquilinho.

[34:59]Vamos para a próxima. Pela análise das mordeduras, pode-se criar uma prova de grande importância para o judiciário.

[35:06]A respeito das mordeduras, analise as afirmativas a seguir.

[35:10]Olha o que que nos diz a primeira. A mordedura apresenta as seguintes zonas na respectiva sequência de fora para dentro: equimose em área difusa, limitando exatamente a área, equimose de sucção, e escoriações ou lesões curto contusas.

[35:28]Doutor, na verdade, quando você for analisar isso daqui, a sequência não é exatamente essa daqui.

[35:33]Nem toda mordedura apresenta área de sucção.

[35:36]A área de sucção é a área mais externa, tudo bem?

[35:40]Toma bastante cuidado, a primeira tá errada.

[35:43]As mordidas de animais domésticos como cães e gatos, apresentam, dentre outras, as seguintes características: são mais alongadas, em formato de V e apresentam vestígios de sucção.

[35:54]Errado, não tem sucção em mordedura de animal, tá?

[35:57]Muito incomum isso acontecer.

[36:00]E terceiro, na mordedura humana, a marca deixada pelos incisivos corresponde a um triângulo para cada um, ao passo que as marcas dos caninos são em forma de um retângulo alongado.

[36:10]Na verdade, é o contrário, né? Na verdade, você vai ver que o incisivo não tem forma de triângulo, ele tem forma retinha, enquanto os caninos, esse sim, vai ter forma triangular.

[36:19]Portanto, o terceiro também errado. Neste caso, nenhuma das afirmativas está correta.

[36:26]Gabarito letra E. Tudo bem? Tranquilão? Doutor, espero que tenha ficado claro, a gente complementa um pouco o nosso conteúdo com os exercícios, mas eu preciso te dizer, o seu material tá muito mais completo.

[36:34]Eu preciso que você pegue esse material com esta aula e complemente todas as, todas as suas anotações a respeito da aula, trazendo um conteúdo bem completinho aí para sua prova.

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