[0:00]Portanto, tudo isto foram aspetos que, ah, digamos, que moldaram a vida e moldaram também a personalidade que acabou por ser a Almeida Garrett e o seu impacto na nossa cultura.
[0:20]Toca a partilhar. E subscrevam, hã? Olá, bem-vindos todos ao nosso canal. Bem-vindos todos à playlist de português, neste caso, português de 11o ano. Vamos continuar a matéria que deu início com o sermão. Vamos continuá-la com Almeida Garrett, com Frei Luís de Sousa. Porquê? Porque é a continuação, ah, digamos, cronológica da nossa literatura portuguesa, a abordar no 11o ano. Ah, como é que este vídeo vai ser, ah, como é que este vídeo vai ser organizado? Vamos primeiro apresentar Almeida Garrett, é a primeira vez que o tratamos aqui no nosso canal. Ah, e é importante porque marca um período muito importante, marca a cultura do nosso país, marca a cultura da nossa literatura e da nossa, e da nossa mentalidade artística, ah, em Portugal. Portanto, vamos primeiro abordar Almeida Garrett, o que é que ele fez e como é que ele entra na nossa literatura. Depois vamos fazer a ponte para o que é que ele e, ou, aliás, como é que ele trata essa nova, essa nova corrente literária, ah, em Frei Luís de Sousa, que é a obra que vamos tratar aqui neste vídeo. Portanto, tal como eu mencionei, Almeida Garrett foi aqui uma personagem muito importante. Ah, ele nasceu mesmo, mesmo no final do século XVIII, em 1799, no Porto. Ah, e nesta altura Portugal, ah, tal como nós estamos um bocado habituados, não estava em grande estabilidade. Eles, Portugal era um país muito instável e eu vou-te listar aqui uma data de, uma data de acontecimentos que comprovam isso mesmo, OK? Ah, vou tentar ser muito rápido, eu prometo que são bastantes, mas vou tentar ser muito rápido. Portanto, primeiro, invasões francesas, entre 1807 e 1810, determinam a fuga da família real portuguesa. Depois, crise da sucessão dinástica após a morte de Dom João VI. Guerra Civil também, em 1928, até 1834. E depois sequência de reações políticas bastante agressivas, como, por exemplo, o golpe de Estado, ou até mesmo instauração de uma ditadura, revolta de Maria da Fonte. Portanto, existe aqui uma data de acontecimentos que datam e que ditam esta estabilidade de Portugal nesta época em que Almeida Garrett nasceu. Tudo entre, ah, o início do século XIX, ah, e até mais ou menos metade do século XIX. Portanto, tudo isto foram aspetos que, ah, digamos que, ah, moldaram a vida e moldaram também a personalidade que acabou por ser Almeida Garrett e o seu impacto na nossa cultura. Almeida Garrett ficou conhecido no meio disto tudo por uma coisa, ah, por um aspeto bastante fundamental, que é, Almeida Garrett instaurou as raízes e solidificou o Romantismo em Portugal. Ah, nós nesta altura aqui, ah, estávamos, digamos, numa corrente meio neoclássica e Almeida Garrett entrou para solidificar a corrente neoclássica e enraizar o Romantismo em Portugal. Ah, o que é que significa este romantismo, ah, a dominar a cultura portuguesa? Eu vou sentar aqui quatro aspetos muito importantes que também são aqueles que salientam, que são salientados em, em Frei Luís de Sousa, para vocês terem um pouco uma noção do que é que é o romantismo em Portugal. Depois, se quiserem um pouco mais de pormenores, vão também ao resumo que está lá no Patreon, porque lá vão encontrar o resumo muito mais alargado e muito mais explícito. Portanto, o Romantismo em Portugal prende-se, e especialmente aqui em Frei Luís de Sousa, prende-se em quatro aspetos. Primeiro, a valorização do Eu, do Eu, entre aspas, o que é que isso significa? Valorização da pessoa enquanto personagem principal da história. Depois, defesa dos ideais de liberdade individual e política. Lá está, este é um dos pontos muito importantes que, ah, nasceu e que tomou mais valor por causa destes contextos históricos que eu, que eu aqui tive a mencionar. Depois, a adoção de uma linguagem mais acessível, mais coloquial e contextos mais didáticos. O que é que significa isto? Significa que a linguagem, antes de Almeida Garrett, era uma linguagem um pouco mais trabalhada, se calhar um pouco mais complicada, menos coloquial. Ah, ou seja, de difícil compreensão, se calhar, para o comum dos mortais da sociedade portuguesa naquela altura, e, portanto, Almeida Garrett, o que vem fazer aqui, vem, basicamente, tornar essa linguagem muito mais acessível a qualquer pessoa que leia os seus, as suas obras. E, por último, a valorização da pátria e das características nacionais, enquanto sentimento. Nós aqui vimos uma data de acontecimentos no contexto histórico, ah, que mexem com a nossa, com o nosso, com a nossa valorização da pátria, como, por exemplo, as invasões francesas, ou guerra civil e por aí adiante. E, portanto, Almeida Garrett vem aqui, ah, bater o pé em relação àquilo que significa a pátria para nós portugueses, ou seja, o sentimento que sentimos em relação à nossa pátria tão querida. Portanto, estes quatro, estes quatro valores são valores que vão entrar aqui em força em Frei Luís de Sousa e que, ah, vão, basicamente, dominar toda esta temática que é o Romantismo na nossa literatura portuguesa. Posto isto, já deu para perceber o que é que estava a passar em Portugal, nesta altura, ah, no século XIX. Ah, vamos passar, então, a Frei Luís de Sousa. Quer chamar só a atenção que Frei Luís de Sousa revela uma ação, portanto, Almeida Garrett, neste, nesta obra, revela uma ação que se passa no final do século XVI, quando Portugal estava a ser reinado pela Terceira Dinastia, ou seja, pelos Felipes, pelos reis espanhóis. Portanto, mais uma vez, isto é para salientar o tal sentimento patriótico e a tal valorização da nossa pátria. Portanto, bora lá ao vídeo.
[5:46]Ora bem.
[5:52]Bora lá.
[5:59]Atenção, malta, a primeira coisa que vos quero dizer é que Frei Luís de Sousa é um texto dramático. O que é que isto significa? Significa que nós podemos dividir a nossa obra de duas formas: podemos dividir a nossa obra em relação ao espaço onde ela ocorre, e também em relação às personagens que ocupam esse espaço. Se, por acaso, quisermos dividir a nossa obra em relação ao espaço onde ela, onde ela é desenvolvida, nós temos que dividir a nossa obra por Atos. Portanto, cada espaço tem um determinado Ato. Ah, sempre que existe mudança, sempre que entra ou que sai uma personagem, nós dividimos a nossa obra em cenas. Portanto, no total, Frei Luís de Sousa tem três Atos e tem 13 cenas. Portanto, interessa bastante saber quais é que são estes espaços, os quais é que são os espaços que desenvolvem estes três Atos que eu agora mencionei. Até porque, atenção, vai ser muito importante para o resto da obra, estes espaços têm também uma conotação simbólica, têm também um significado romântico para todo o agrupamento da obra. Portanto, atenção a estes espaços, OK? Anotem agora, que isto vai ser muito importante. O primeiro espaço que eu aqui tenho para vos mostrar, dá origem ao Ato I, e é o Palácio de Manuel de Sousa Coutinho. Este espaço situa-se em Almada, tal como o nome indica, é a residência de Manuel de Sousa Coutinho, e é um palácio que demonstra alguma ostentação e elegância, como, por exemplo, na vista que tem para o Tejo e na vista que tem para Lisboa. Ah, este espaço, aqui é um palácio que, acaba por, ser um grande abrigo, um abrigo estável para a família de Manuel de Sousa Coutinho, mas, não nos podemos esquecer, como isto é um romance, como estamos aqui a atravessar a fase do romantismo, o Ato I vai acabar em grande tragédia com um incêndio que acaba por destruir todo o palácio de Manuel de Sousa Coutinho, e é o que vai dar origem depois ao Ato II. O Ato II, passa-se agora no Palácio de Dom João de Portugal. Este palácio também se situa em Almada. Dom João de Portugal, que era o antigo dono deste palácio, é ex-marido de Dona Madalena, que neste momento é casada com Manuel de Sousa Coutinho, e a família decide mudar-se para lá por causa do incêndio no antigo palácio. Acontece que este palácio, este novo palácio de Dom João de Portugal, é um ambiente completamente diferente, a nível simbólico, daquilo que era o palácio anterior. Este aqui transmite um ambiente escuro, transmite um ambiente antigo e melancólico. Deixa as personagens enclausuradas, deixa-as a serem consumidas pelo seu próprio espírito, pelo espírito e pela memória passada. Portanto, é um palácio completamente diferente daquilo que era, ah, o palácio de Manuel de Sousa Coutinho. No entanto, há aqui referências muito importantes, ah, a nível patriótico. Este palácio aqui tem três retratos de família muito importante. Primeiro, um retrato de Dom João de Portugal, no centro, depois dois retratos que não são de família, mas também são muito importantes, o retrato de Dom Sebastião e o retrato de Camões. Tudo isto são, lá está, ah, referências ao que eu falei há bocadinho, da tal valorização patriótica que Almeida Garrett faz aqui em Frei Luís de Sousa. Agora, no terceiro Ato, há também uma viragem bastante brusca do espaço, tal como existe do primeiro para o segundo Ato. O que é que acontece aqui no terceiro Ato? Este espaço aqui é um espaço que também se situa no Palácio de Dom João de Portugal, só que situa-se na parte de baixo do palácio. Portanto, é um espaço físico ligeiramente diferente. E, a nível da sua caracterização, é brutalmente diferente. Este é um espaço que não é ornamentado, é um espaço muito amplo, sem quaisquer ornamentos, e bastante virado para a presença religiosa. A religião aqui, nesta parte do palácio, tem a pertença bastante acentuada, e é muito, muito motivada pela comunicação constante que tem com a capela da Senhora da Piedade que se situa muito perto desta zona. Ah, aqui a religião tem um papel muito importante neste, neste Ato III, incita à morte, ah, do destino trágico da família. Portanto, já percebemos que aqui a família, por ser também um texto romântico, tem um destino trágico, inevitavelmente, e aqui a religião tenta pôr um travão nisto, mas acaba por não, por não conseguir, a família vai ter na mesma um final bastante trágico, com a religião aqui a impor-se, ah, e é o que vamos ver aqui depois no Ato III. Agora que percebemos quais é que são os Atos e onde é que eles se situam, vamos agora perceber quais é que são as personagens. Ora bem, aqui as personagens são muito simples e relacionam-se de uma forma bastante simples também. Nós temos como papel principal Dona Madalena, diria eu. A Dona Madalena tinha um casamento legítimo com Dom João de Portugal, só que, como eu já mencionei, Dom João de Portugal foi dado como desaparecido, e, portanto, na iminência da sua morte, da morte do seu marido, Dona Madalena acabou por casar-se depois com Manuel de Sousa Coutinho, com quem depois tem uma filha, Maria. Ah, este casamento aqui é um casamento que, à primeira partida, parece legítimo, mas Dom João de Portugal nunca foi dado como morto, e é por isso, é daqui que vem o final trágico depois desta família. Temos ainda depois o Frei Jorge. Frei Jorge é irmão de Manuel e vai ter um papel bastante importante no final da história. E temos ainda um amigo da família, é o Telmo. É um grande amigo de família, o escudeiro de Dom João de Portugal. Portanto, um amigo, ah, que está ligado quase de sangue, ah, ao ex-marido de Dona Madalena, que vai acompanhar toda a família neste trajeto. Portanto, agora que sabemos os três Atos e sabemos também agora as personagens, temos todas as condições para passarmos agora ao resumo da obra. O primeiro Ato começa, então, com Dona Madalena no Palácio de Manuel de Sousa Coutinho. É uma cena solitária, onde Dona Madalena revela algumas histórias e revela o seu pensamento acerca de algumas histórias trágicas de Portugal e da sua história, como, por exemplo, a história de Dom Pedro e Dona Inês, ou até mesmo alguns episódios dos Lusíadas. Isto dá para percebermos já que a obra começa já com alguns indícios trágicos daquilo que poderá vir a acontecer com esta família. Ah, existe aqui um sentimento de felicidade por parte de Dona Madalena pelo seu casamento com Manuel de Sousa Coutinho, e por ter uma filha com ele, que é a Maria, que ela ama tanto. No entanto, também existe aqui um desespero e é o fantasma que assombra Dona Madalena, o fantasma de nunca saber se o seu ex-marido está morto ou não está morto. Porque isto aqui é muito importante do ponto de vista religioso, um casamento não é legítimo se o seu marido, se, neste caso, o seu ex-marido continuar vivo. E, portanto, isto aqui é um fantasma que vai acompanhar e vai assombrar esta família, especialmente Dona Madalena, para o resto da obra. Ah, aqui no, no Ato I, Telmo entra pela primeira vez em cena. Telmo é uma personagem que se revela bastante cúmplice da sua, da, da família. Ele ama do ponto de vista, ah, carinhoso, Madalena, ama também Maria. Portanto, gosta bastante da família. No entanto, ele não aprova a 100% a relação que Dona Madalena tem com Manuel de Sousa Coutinho. Não nos podemos esquecer que Telmo foi escudeiro de Dom João de Portugal, é uma pessoa muito leal a Dom João de Portugal. Portanto, enquanto não estiver a confirmação que Dom João de Portugal está morto, o Telmo fica sempre aqui de pé atrás em relação a esta relação.
[13:03]Ah, aqui o conflito deste Ato prende-se com uma coisa bastante simples. O conflito deste Ato é a decisão dos governantes apoiantes dos reis Felipes, dos reis espanhóis, que na altura governavam Portugal. Esses governantes querem tomar conta do palácio de, de Manuel de Sousa Coutinho por fins políticos e por fins estratégicos. Ora, Manuel de Sousa Coutinho não está nada de acordo com esta, com esta decisão. E, portanto, sendo ele uma pessoa bastante patriótica, lá está, os sentimentos patrióticos que eu falei há bocadinho, ele decide queimar e incendiar a sua própria casa, e é aqui que o Ato I termina com o esse, com o incendiamento da casa, do palácio de Manuel de Sousa Coutinho.
[13:44]Aqui a família tem que se mudar, obviamente, de, ah, de palácio e é aqui que acaba o Ato I, acaba com um Ato bastante patriótico, com um Ato de coragem, um Ato que, é bastante ousado, mas também bastante, ah, admirado por toda a família. O Ato de Manuel de Sousa Coutinho, incendiar a sua própria casa. Se acham que o Ato I foi um Ato bastante atribulado, esperem para ver agora o Ato II. O Ato II situa-se agora no Palácio de Dom João de Portugal, após o incêndio no palácio de Manuel de Sousa Coutinho, e aqui este Ato II tem muitos acontecimentos importantes para o resto da obra. Aqui, já no Palácio do Dom João de Portugal, Madalena confessa a Telmo que se sente bastante depressiva e bastante doentia por ter regressado ao, ao palácio do seu ex-marido. Sente que existe ali algum presságio dado por aqueles três quadros que eu mencionei, o Dom Sebastião, o Dom João de Portugal e o de Camões. Portanto, há aqui presságios que não indiciam nada de bom. No entanto, Telmo reconforta Dona Madalena, dizendo que foi um Ato de bastante coragem e Manuel de Sousa Coutinho fez bastante bem em ter incendiado a sua própria casa, só para os governantes, ah, espanhóis, entre aspas, não conseguirem, ah, tomar conta da sua própria casa. São exatamente estes três quadros que fazem suscitar a curiosidade de Maria, pois ela pergunta à sua mãe, quem é que lá estão representados. Ora, Dona Madalena não quer, obviamente, revelar à sua filha que o senhor do meio era o seu, o seu ex-marido. Portanto, ela tenta dissuadi-la. No entanto, Manuel de Sousa Coutinho não quer deixar a sua filha no desconhecimento e explica que o senhor do meio é, de facto, o ex-marido de Dona Madalena. Ele até revela à sua filha, dizendo isto: "Mas se ele vivesse, não existias tu agora. Não tinha eu aqui nos meus braços".
[15:34]Dizendo o quê? Dizendo, basicamente, que se, por acaso, Dom João de Portugal existisse, Maria não existia, e, portanto, Maria não estaria ali. Isto é um pouco um presságio daquilo que poderá vir a acontecer. O conflito deste Ato, no entanto, prende-se mais com a preocupação de Madalena em relação à sua filha, porque Maria decide ir com Telmo a Lisboa, a um passeio por Lisboa. No entanto, nós sabemos que, ah, Maria tem uma saúde bastante débil, ela consegue apanhar doenças com muita facilidade. É uma menina muito doente, e, portanto, esta, ah, esta fragilidade preocupa bastante a sua mãe, a Dona Madalena, e é um pouco à volta disto que o conflito do segundo Ato, ah, gira. O desenlace deste Ato prende-se ainda com uma outra conversa que Dona Madalena acaba por ter com Frei Jorge, o irmão de Manuel de Sousa Coutinho, onde Dona Madalena acaba por confessar que quando ela estava com, com o relacionamento com Dom João de Portugal, ela já sentia alguma coisa, ela já amava Manuel de Sousa Coutinho, o que torna todo aquele relacionamento com Manuel de Sousa Coutinho e, consequentemente, a sua filha, a Maria, fruto, ah, de uma família indigna. Portanto, toda aquele relacionamento que ela teve com Manuel de Sousa Coutinho, acaba por ser um relacionamento indigno. Ah, e isso acaba por ser um dos motos para o final deste segundo Ato. No entanto, este segundo Ato acaba com um acontecimento ainda mais surpreendente do que todos os outros que aconteceram até agora. Depois desta, desta conversa, aparece um romeiro, um caminhante, um, um viajante, ah, e que confronta Dona Madalena e Frei Jorge com uma declaração. Este romeiro diz que Dom João de Portugal está mesmo vivo. Numa conversa, depois, mais privada que Frei Jorge tem com o romeiro, Frei Jorge percebe que o romeiro é, na verdade, Dom João de Portugal disfarçado. Portanto, Dom João de Portugal está de volta, disfarçado de romeiro e acaba a dar esta notícia e deixa a família completamente às aranhas. Bem, malta, se até agora não tiveram taquicárdico, espero que preparem para o... Calma, calma, calma, calma. Ó, Ruben. Está taquicárdico, por amor de Deus. Isto aqui é um texto dramático. Vá, bora lá, que eu tenho teste amanhã. Está bem, vá. Portanto, agora, já no terceiro Ato, nós situamo-nos ainda na casa de Dom João de Portugal, mas agora na parte de baixo, naquele sítio mais amplo, mais ligado à religião para acabarmos, então, a nossa peça. Aqui no terceiro Ato, o que é que acontece? Manuel de Sousa Coutinho, numa conversa com o sermão, com o Frei Jorge, apercebe-se de que o romeiro que veio no Ato anterior era, de facto, Dom João de Portugal. E isto causa a Manuel de Sousa Coutinho uma enorme angústia. Ele culpabiliza-se pelo facto de ter destruído esta família que Dona Madalena estava a preparar com Dom João de Portugal, ah, e ele apressa-se a tentar procurar por uma solução.
[18:31]No meio disto tudo, não nos podemos esquecer que Maria, a filha de Dona Madalena com Manuel de Sousa Coutinho, ela tinha ido a Lisboa no Ato II, tinha ido com Telmo, e quando ela regressou, ela regressou com uma doença. Ela apanhou uma doença que a deixou bastante mal, e, portanto, aqui no terceiro Ato é o Ato em que ela, em que se nota mais que ela está débil, que ela está muito doente. Esta doença está completamente a afetar Maria, e, e isto suscita também em Telmo alguns sentimentos de proteção. Telmo, no meio de tudo isto, ele acaba até por perceber que ele, ele ama mais Maria, no sentido, ah, mais carinhoso da palavra, ele ama mais Maria do que amava o seu antigo amo, o Dom João de Portugal. E até em Telmo isto causa alguma controvérsia interna. Telmo já não se reconhece, já não sabe de que lado é que está, já não sabe quem é que há de apoiar, se Maria, o filho do seu, do seu atual amo, ou, então, o seu antigo amo, Dom João de Portugal. No meio de tudo isto, Dom João de Portugal começa a perceber o erro que cometeu ao voltar e ao largar aquela bomba a dizer que Dom João de Portugal estava de volta, e ele acaba por sentir-se culpado e por tentar reverter um pouco a situação, mas, já percebemos que o destino é fatal e nada pode fazer para remendiar, é, para remediar esta, esta situação. E, por fim, esta peça acaba com uma decisão fatal. Ah, Dona Madalena e Manuel de Sousa Coutinho decidem que a única forma de remediar, de tentar arranjar uma solução para toda esta atrapalhada é, de facto, separarem-se, é irem para cada um, um convento e dedicarem-se totalmente à vida religiosa. Portanto, tanto Manuel de Sousa Coutinho, como Dona Madalena dedicarem-se a uma vida completamente religiosa.
[20:21]É, estás a, estás, como é que é, o, o governo passa sempre a despedir as pessoas. Mas, a sério, malta, esta decisão vem seguida de cenas muito dolorosas, porque a família acaba por, por se separar e por se destruir, mas a cena mais dolorosa que acaba mesmo por acontecer é a morte de Maria, pois esta já, já estava num estado de saúde tão débil e tão frágil que acaba por morrer nas mãos de Dona Madalena, de sua mãe. Enquanto tudo isto acontece, Dom João de Portugal e Telmo veem do canto da sala, e Dom João de Portugal implora, grita a Telmo para que faça alguma coisa para remediar a situação, mas não nos podemos esquecer que isto é um romance e, portanto, o destino é fatal e não há nada, nada, nada que possa, que possa ser feito. E é assim que acaba a nossa história, é assim que acaba o terceiro Ato.
[21:15]Bem, malta, isto foi o vídeo, espero que tenham aproveitado. O pessoal do 11o ano, espero que estejam a gostar destes vídeos para acompanhar o vosso estudo. Não se esqueçam de passar lá no Patreon, porque lá vão ter todo este resumo, com tudo organizado, e também mais informações de cada das personagens, como é que elas se relacionam entre si. Se quiserem estar sempre a par daquilo que está a passar no nosso canal, subscrevam aqui no, no YouTube. Ah, sigam lá na página do Instagram, que está para aí o site do nosso canal. Vão ao Patreon, vejam o que é que, o que é que eu vos posso oferecer para melhorar o vosso estudo, e fiquem por aí, porque mais vídeos estão para vir. Portanto, até já.



