[0:00]Salve moçada, 5 minutos sobre um assunto literário hoje vai falar sobre a segunda geração modernista na poesia. Chega aí.
[0:13]Então hoje vamos falar sobre a segunda geração da poesia modernista. A segunda geração modernista se desenvolve entre 30 e 45. O vídeo de hoje a gente fala sobre os poetas. Quais são as características dessa poesia? Primeira característica importante, uma continuidade das conquistas estéticas da primeira geração. Aquelas bandeiras defendidas pela geração de 22 vão ser continuadas pela segunda geração, a geração de 30. O verso livre, o verso branco, cara, a língua brasileira, beleza. Só que com uma maior maturidade, menos irreverência, menos iconoclastia, e com mais equilíbrio formal. O que que é esse equilíbrio formal? Os caras continuam fazendo poesia moderna, como eu falei, verso livre, verso branco, mas também resgatam o soneto, por exemplo, que foi tão criticado pelos caras da primeira geração. Tá certo? Outra coisa importante, universalização dos temas. A primeira geração era mais voltada para temas nacionais, Macunaíma, Pau Brasil, Pau e Sedes Desvairada. Aqui não, aqui você tem uma visão sobre o Brasil, mas também uma visão sobre o mundo. Então os temas se universalizam, visão tanto para temas locais quanto para temas mundiais. Quem são os grandes autores dessa geração? Vamos lá, Carlos Drummond de Andrade, o maior poeta brasileiro do século XX, talvez o maior poeta da nossa história. O Carlos do Monte de Andrade tem como característica central da sua poesia, aquele aspecto gauche. O que que é gauche? É a palavra francesa que diz esquerdo, torto. O Drummond tem essa visão inadaptada ao mundo, uma visão cética e pessimista. Mas ao mesmo tempo, ele também apresenta uma visão irônica, e de humor ácido que equilibra esse ceticismo e esse pessimismo. Muito semelhante ao machadão que nós já vimos em vídeos anteriores, né? Ceticismo e pessimismo de um lado, ironia e humor de outro. Outra característica drummondiana é a questão da própria poesia ser tema da poesia. O que nós chamamos de metalinguagem, o que nós chamamos de metapema. O Drummond sempre vai escrever sobre a própria poesia. E outra temática importantíssima dele é a infância vivida na cidade de Itabira, Minas Gerais, tema recorrente na sua poesia. O Drummond tem quatro fases, alguns até dizem cinco fases. Quais são elas? A primeira fase, a mais ligada à geração de 22, dessa fase você tem a obra alguma poesia. Lá de 30, exatamente o ano que começa a segunda geração. A segunda fase drummondiana é a fase mais social, social no sentido socialista mesmo do termo, marxista. Nessa fase você tem a obra prima do Drummond, que é alguma poesia. A terceira fase, mais filosófica, mais metafísica, obra importante, a, claro enigma. Claro enigma. Quarta fase, a fase mais memorialista, dessa fase você tem lição das coisas como grande obra. E a quinta fase, que alguns nem consideram uma fase mais erótica, mais pornográfica, o Drummond no final da vida, velhinho, escrevia poesia erótica como no livro Corpo, beleza? Vamos para o outro autor importante, Vinícius de Moraes. Vinícius de Moraes tem uma primeira fase religiosa. É o, aquele Vinícius, ahã, cara, ele era católico. Faz uma poesia na sua primeira fase bastante espiritualista, obra dessa fase, caminho pra distância. Só que, com o passar do tempo, ele muda a sua vida e muda a sua poesia. Ele se torna um grande boêmio, né, e vai transformar sua poesia na segunda fase, numa poesia mais sensual, erótica, pagã, que nós tanto conhecemos, louvando a beleza feminina, o corpo feminino, ao poeta da paixão. Beleza? E o Vinícius de Moraes é o exemplo máximo desse equilíbrio formal que eu falei da segunda geração. Por quê? Porque ele faz poesia moderna, ele faz letra de música, letrista MPB, um dos grandes criadores da Bossa Nova. Nós vamos falar sobre isso no próximo vídeo aí, cara, acompanha a gente. Mas também escreveu o quê? Escreveu sonetos, soneta fidelidade, do amor total, da mulher ao sol. Então esse cara é equilibrado na forma, que escreve letras e também sonetos. Beleza? A Cecília Meireles, a terceira grande autora dessa fase. A Cecília Meireles é conhecida como Neo-simbolista. E se você viu o nosso videozinho do simbolismo, você já vai estar ligado em duas das principais características simbolistas e que são as principais características de Cecília. Quais são as características? Musicalidade e espiritualidade. Lembra, simbolismo tem S de som e simbolismo tem S de sagrado, então Cecília Meireles tem essas duas características como, eh, fundamentais da sua poesia. A fugacidade, a passagem do tempo também é importante para Cecília. E quais são suas obras importantes? Ó, musicalidade, ela tem uma obra chamada Música ao Longe. Espiritualidade, ela tem uma obra chamada Espectros. E uma grande obra prima chamada Romanceiro da Inconfidência, que vai tratar, obviamente de Tiradentes, e dos poetas Arcades, que nós já tratamos num vídeo aqui também no canal. Ah, Tomás no Gonzaga, Claro da Costa, é uma excelente obra Romanceiro da Inconfidência, Cecília Meireles. E para acabar o nosso vídeo, cara, a milhão esse aí, né, cara. Três outros nomes que podem ser ligados a essa geração: Jorge de Lima, Murilo Mendes e também o maravilhoso Mário Quintana. Beleza, moçada, espero que tenha ficado bom esse vídeo aí, foi muita coisa em tão pouco tempo. Valeu, assina o canal, segue a gente, falou.



