[0:02]Você sabia que a Desktop acabou de lançar um serviço de streaming, o Desktop Play, que agora pode ser contratado junto com os planos de internet 100% fibra do provedor que mais cresce no Brasil?
[0:14]Por exemplo, 200 mega de internet mais 21 canais, sai a partir de só 99,99. Agora, o plano top, 600 mega com 67 canais, sai a partir de 129,99. Ah, Renato, mas quais canais são esses do Desktop Play? Olha, tem Universal, AMC, SporTV, ESPN, USA, CNN, CNBC, Globo Play, Novelas, Band Sports, Multishow e muitos mais, incluindo os melhores infantis. Ou seja, é a internet mais rápida do Estado de São Paulo, mais um troquinho por mês para receber um mar de conteúdo. Mora no interior ou no litoral, assine a Desktop. Não tem concorrência para ela na região. Link no comentário fixado e vamos para a resenha. Quem acompanha aqui o sexto round há mais tempo, lembra que eu comemorei bastante as transições do Rodolfo Vieira e do Marcos Buchecha para o MMA. Porque, apesar de ser um esporte totalmente novo, que exige muitas adaptações, aptidões diferentes e nem todo mundo converte bem, por exemplo, outros super campeões do Jiu-Jitsu, tipo o Marcelinho Garcia, André Galvão, Royler Gracie, Crawn, entre muitos outros, não tiveram tanto sucesso. Rodolfo e Buchecha são dois dos melhores lutadores de Jiu-Jitsu das últimas décadas. Rodolfo ainda trazia um estilo que parecia desenhado para o MMA de queda e pressão por cima. Já Buchecha é extremamente rápido, atlético, flexível para pesos pesados, sendo que também queda e joga bem por cima. Não são caras dependentes do pano, tanto que foram campeões do ADCC, o maior evento de submission do mundo. E ainda sempre foram muito profissionais, obsessivos, então tínhamos um cenário bastante promissor. Portanto, se naquela época você viesse do futuro e me dissesse que Rodolfo, depois de 7 anos dentro do UFC, acumularia seis vitórias e cinco derrotas, nunca sequer se aproximaria do top 15, estaria correndo altíssimo risco de demissão após derrota para adversário com cartel negativo 1-2 dentro do UFC, eu diria que você está mentindo. E pior, se adicionasse que o Buchecha não venceu em três lutas, acumulou duas derrotas e um empate, sendo essa última na mesma noite para o Ryan Spann, que vem da categoria de baixo, estava 1-1 no peso pesado e já foi finalizado até pelo Anthony Smith, eu diria que o seu roteiro era peça de ficção. O problema é que é justamente aqui que nos encontramos em 2026. Rodolfo, depois de ser nocauteado pelo Bo Nickol, recebeu Eric Mccônico, que no UFC foi nocauteado pelo Rizi Boev, pelo Sussur Kaev e só venceu em decisão dividida polêmica o Cody Brundage. Que é o maior demissionário da categoria com cinco vitórias e oito derrotas, o próprio Rodolfo já o venceu. Ou seja, o matchmaker ofertou ao brasileiro o nome mais acessível que pôde. Sem querer soar babaca, a minha impressão é que se a gente vascolhar o peso médio inteiro, Mccônico provavelmente está no Z4. A situação fica ainda mais triste quando notamos que Rodolfo conseguiu aplicar o primeiro knockdown da carreira aos 13 segundos do primeiro round. Botou Mccônico no chão com uma patada de direita e partiu para as costas sem suor nenhum e com 100% da força. Luta encerrada, certo? Errado. Mccônico mesmo tonto, se livrou da pegada de costas e de um armilock na sequência. Depois o americano ainda defendeu 11 quedas tentadas e nas duas ou três que caiu, levantou bem rápido. Uma vez em pé, Mccônico levou a melhor quase o tempo inteiro, né? Conectou mais golpes significativos até no primeiro round que levou o knockdown. Dois a um claro para o americano e a terceira derrota em quatro lutas para o Rodolfo, que fica em situação delicadíssima logo no ano que completa 37 anos. Pessoal, eu não tenho nenhum prazer em dizer isso aqui. Essa inclusive é a parte mais escrota do meu trabalho. Que é apontar um cenário desfavorável, pessimista na carreira de uma pessoa boa da qual eu sou fã. Só que, pelo menos no momento, se não aconteceu uma revolução, a realidade dura e fria é que o UFC e Rodolfo Vieira não ornou, não combinou, não vibrou. Rodolfo estreou no MMA com 27 anos, já são 9 anos em alguns meses dentro desse esporte. Chegou um pouco tarde para o nível de competição atual? Sim, mas ainda assim é tempo considerável para quem, repito, é tão dedicado. Parece que Rodolfo não pegou tão bem o timing das quedas no octógono ou até os detalhes para pelo menos manter os adversários no chão. Ele definiu no chão menos da metade das lutas que fez no UFC, que é letalidade baixa, né, para alguém com esse tipo de pedigree. E a trocação dele, por mais que exista sim um progresso visível, né, rodada após rodada, está um pouco melhor, não avançou rápido o suficiente. Porque Rodolfo só levou a melhor em pé contra o Tristan Gor, que também é grappler e tem cartel negativo no evento. De novo, é pouco para um atleta tão condecorado, tão vitorioso de quem se esperava tanto. Então, não acho que estou sendo cruel quando digo que a expectativa foi diferente da entrega, é sua verdade. A minha impressão é que no nível atual, para um jujiteiro fazer sucesso no UFC, né, no momento em que todo mundo treina exaustivamente as defesas, ou o cara precisa implementar nível de wrestling de elite, tipo a rapaziada do Cáucaso, ou desenvolve kickboxing a ponto dele decidir ou afetar, né, ajudar a equilibrar a responsabilidade na maioria das lutas. Eu digo isso porque todos os grandes nomes do Jiu-Jitsu que avançaram rumo a cinturões, desenvolveram as mãos. O Vechedurinho, Fabrício Verdum, Ronaldo Jacaré, Charles do Bronx, até o Joséaldo, que era um faixa marrom muito promissor no Jiu-Jitsu. A comparação aqui mais cruel é com o próprio Bo Nickol. Também um fenômeno da luta agarrada com quase metade do tempo de MMA, 5 anos e nocauteou Rodolfo com um chute alto. Ou seja, desenvolveu um recurso diferente e eficiente. Eu acho que o último cara mais purista do Jiu-Jitsu que chegou longe no UFC foi o Demian Maia. E vale notar que o auge dele foi há 9, 10 anos, a coisa já mudou um pouco de figura. E o Demian desenvolveu um jogo autoral próprio, extremamente eficiente de aproximação, clich, ida para as costas junto à grade, puxada para a meia guarda, levantando para as costas. Ele fazia tudo isso com uma eficiência bizarra, praticamente não perdia a posição. No caso do Buchecha, ele chegou no MMA um pouco mais tarde, com 31 anos, mas foi melhor do que o Rodolfo nas primeiras lutas. Parecia mais natural, à vontade, né, mecanicamente eficiente no novo esporte, sendo que 31 anos para peso pesado não é tão avançado assim. Randy Couture chegou no MMA com 34 anos, Brock Lesnar, Shane Carwin e Mark Coleman, Daniel Cormier, todos depois dos 30. O próprio Ciryl Gane estreou no MMA de 28 para 29 anos, Buchecha não estava tão longe. E, repito, é mais rápido, técnico e habilidoso do que 95% da categoria. Só que até agora também não vibrou. Nesses 5 anos de dedicação, talvez o progresso não tenha sido tão rápido quanto necessário para competir no maior evento do mundo. Os números dele, inclusive, são bem emblemáticos. Buchecha atirou 31 quedas em três rodadas, com cinco conversões, o que dá 16% de aproveitamento e nenhuma finalização. Ontem a gente viu ele atirando quedas de muita distância, sem aproximação adequada, né, facilitando o trabalho do adversário. Os corners pediram para ele estabelecer o jab, a distância, né, atirar as quedas um pouco mais próximas. Como recurso, tentou puxar para a meia guarda, mas acabou levando ground and pound, tentou até puxar e sair para o pé, né, como o Walter Walker tem feito com sucesso. Mas não deu certo. Para piorar, em pelo menos duas entradas de queda, teve o pescoço laçado pela guilhotina do Span e precisou se jogar no chão girando para não acabar finalizado. Algo que seria absolutamente trágico, como Rodolfo extenuado, finalizado pelo Fofinho. Só que o final não foi muito melhor do que isso, porque Rodolfo acabou brutalmente nocauteado pela primeira vez na vida. Foi uma bomba, né? Ele acabou arremessado por alguns metros pela direita do Ryan Span. E aí é aquele lance, né? O primeiro contrato no UFC geralmente é de quatro lutas. Como não venceu as três primeiras e não custa o que um estreante qualquer custa, é bem possível que Buchecha não tenha sequer a chance de fechar o contrato inicial. É uma situação muito triste, botei muita fé neles aqui no canal e sou fã dos dois, né? Eles estavam na crista da onda justamente no momento que eu mais treinei Jiu-Jitsu, mas no ruim, no ruim, tentando ver o copo meio cheio, se não ficarem no UFC, vão ter ambos, né, muito mercado no cenário das lutas agarradas. E claro, esse é apenas o meu ponto de vista, os meus dois centavos. O que vocês acharam sobre as derrotas de Marcos Almeida, Buchecha e Rodolfo Vieira no Fight Night de ontem à noite? Conseguem ter alguma revisão um pouco mais positiva do que a minha ou pensam mais ou menos em linha? Comenta livremente aqui embaixo do vídeo, deixa o like, por favor, clica no botão rapar para ajudar a gente aqui com o algoritmo do YouTube. Não perde a última resenha do canal, que foi sobre a Semana Internacional da Luta, podemos ter Conor McGregor, Khabib Numagomedov e Makhachev no mesmo cardio. Você clica aqui e confere. Se precisar de internet de verdade no interior ou litoral de São Paulo, clica no link abaixo da Desktop e marca na agenda. Segunda-feira ao vivo aqui no YouTube, 1:15, vamos falar sobre Rany Barcelos, sobre Aljamain Sterling, sobre as outras lutas desse Fight Night de Las Vegas, aqui eu, André Azevedo e Lucas Carrano. Beleza? Grande abraço a todos. Obrigado pela audiência de sempre e até amanhã.



