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Contagem de Sílabas Poéticas - Literatura - Pedro Gonzaga - Instantâneo

Instantâneo Aulas

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[0:04]Olá, galera, aqui é o professor Pedro Gonzaga. Estou no instantâneo e nós vamos falar hoje sobre contagem de sílabas poéticas.

[0:15]É um assunto que produz certo terror em alguns alunos, mas eu vou mostrar para vocês que dá para descomplicar e com duas pequenas regras, vocês vão se tornar especialistas em contagem de sílabas. Por que que isso é importante? Ora, muitas questões nas mais variadas provas do Brasil, costumam cobrar do aluno que perceba como está estabelecida a métrica do poema. É quase como contar sílabas, não se assuste. No entanto, há duas regras que separam a contagem de sílabas da gramática, aquela que o aluno está acostumado a fazer no português, da contagem de sílaba literária poética, que é esta que vai determinar quantos tempos eu tenho em cada verso. Continuamos usando o nosso poema do Camões. Até o final dos nossos vídeos, tenho certeza que vocês vão sabê-lo de cor. E é importante saber alguns poemas de cor. Isso sempre pode ser útil na vida, nas filas que esperamos para pagar contas, onde quer que seja. Bom, primeira coisa, antes das duas regras, temos de saber contar sílabas das palavras, separar sílabas nas palavras como no português. Não creio que haja mistérios aí. Primeira regra: nós vamos contar as sílabas de cada verso até a última sílaba tônica da mesma linha. Vejam só, seguimos com Camões: "Amor é fogo que arde sem se ver". Vejam que a última sílaba tônica que nós temos aqui é "ver", é uma palavra inclusive inteira. Não podemos descartar nada aqui. Teremos de contar do início até o final. Na segunda linha vai dizer assim: "É ferida que dói e não se sente". Reparem que teremos de contar não até o final, mas até a penúltima sílaba agora. Por quê? Reparem no som: é ferida que dói e não se sente. Essa, aliás, é uma dificuldade que quem vai aprender uma língua estrangeira muitas vezes enfrenta. Nós não pronunciamos todas as sílabas com a mesma força, e aquele "sente" finalzinho, nós ouvimos porque falamos bem português. Imaginem português de Portugal, como era o de Camões, "sente", quase não se ouviria aquele t. E por isso, porque não se escuta, lembrem que nós falamos em outro vídeo, vocês podem depois procurar o link aí, que a poesia tem muito a ver com a música e com o som. Contamos até o último som forte: "sem", e descartamos então aquele "t". Primeira regra, acabou. Era só isso. Contamos cada verso até a última sílaba tônica desse mesmo verso. Não é tão complicado, né? Segunda regra: essa aqui sim depende de nós olharmos alguma coisa junto agora no vídeo. Nós vamos unir, por questão também de som, ao final de uma palavra e ao início da outra, as sílabas, sílabas formadas por vogais que tiverem som fraco e forte ou forte e fraco. Seguimos usando o mesmo exemplo do Camões. Reparem que eu digo: "Amor é fogo que arde sem se ver." Se eu contar cada sílaba poética e separar, são quase as mesmas sílabas da gramática, vocês terão isso: a-mor-é-fo-go que-ar-de sem-se-ver. Repararam? Há um momento quase no meio do verso em que o que se junta com o A do arde. Porque o que quase não tem som, reparem: "Amor é fogo que arde sem se ver". Eu poderia pronunciar assim: "Amor é fogo que arde sem se ver", não faria sentido para o som do poema. Reparem sempre nisso: esta contagem de sílaba, ela é feita em cima do som do poema. Vamos testar juntos? Vamos ver se vocês dominaram essa nossa técnica. Bom, vamos olhar juntos então para o pedacinho mais desse poema do Camões. É não querer mais que bem querer. É um solitário andar por entre a gente. É nunca contentar-se de contente. É cuidar que se ganha em se perder. Não tem dificuldade. Com um pouco de prática, escolham aí poemas, procurem poemas nas páginas da internet, se não têm um livro em casa, não tem mistério. Treinem. Com um pouquinho de treino essa dificuldade desaparece e no nosso próximo encontro, nós estaremos já avançando para coisas mais complexas e que vocês vão dominar sem nenhum problema. Pronto, se gostou, curte aí, compartilha, e nos encontramos na próxima.

[4:30]Bom, eu vou tá, barbadíssimo, é só eu, eh, pronunciar o texto do poema e depois eu mando pra vocês a parte com os slashes feitos.

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