[0:06]E aí, seus gosta de fazer freestyle, seu Ravy, moleque. Meu nome é Guilherme Treeze, motherfucker e a Red Bull me convidou para fazer alguns vídeos aqui, mostrando alguns princípios do freestyle pra você que tá iniciando, elevar o seu improviso a outro nível, filho.
[0:23]E nesse vídeo aqui a gente vai tratar de dois temas, mano, modos de competição e flow, que são duas coisas muito importantes também pra você que quer chegar ali, mano, e arrebentar no freestyle, certo?
[0:35]E antes de começar o vídeo, quero pedir para você deixar o like aí pra fortalecer a firma, se inscreve no canal e se você não assistiu o vídeo da primeira aula, convido você a assistir ele também, que tá aqui no card, então você confere lá e bora pro vídeo.
[0:49]Modos de competição. Esse é o primeiro assunto que a gente vai falar, porque aqui no Brasil tem duas paradas que você tem que aprender, mano, que é, o primeiro é só o freestyle, o livre ali mesmo, você faz freestyle sobre o que você tá ouvindo.
[1:01]E tem o segundo tema que é o da batalha, o freestyle, ele aqui no Brasil, ele tem mais o sentido de ser improviso, tá ligado?
[1:10]Então, não necessariamente você precisa atacar alguém, então você pode fazer freestyle de acordo com o ambiente que você tá, se você tá num ônibus, se você tá tomando banho, se você tá na cozinha, em qualquer lugar você vai rimando com as coisas que você vê.
[1:21]E não necessariamente você precisa atacar alguém para isso, esse é o freestyle livre. Vamos dar esse exemplo aqui agora, pega essa visão aqui, meus irmãos.
[1:29]Vamos colocar o beat aqui, e é aquilo, mano, rimando com as coisas que estão à sua volta, sem necessariamente atacar alguém, tá ligado?
[1:38]Aham, ahãm, ahãm, ahãm.
[1:42]É isso, ó, respeita o beat.
[1:45]Curte um pouco dele porque, mano, música é o que dá acordão coração, certo?
[1:48]Aham.
[1:51]Que é isso? Hã. Eu vou rimando aqui meu mano, porque eu rimo todo dia, e a minha volta tá o que? logo uma bateria. Vou tocar, mas eu nem sou de banda, mas meu mano, eu faço o que o coração me manda, as coisas que eu imagino. Não aprendi, mas eu ensino.
[2:07]Independente, eu sou divino, o talento é genuíno e eu vou fazendo assim, meu mano, eu não passo pano, na minha frente tem um piano. Não, não é um piano, é um teclado, você prestou atenção? É tipo um derivado.
[2:20]Como isso acontece? As coisas que vem na minha cabeça, eu espero que essas aulas você não esqueça, olha esse beat, tá sem limite, deixa eu rimar muito, porque o bagulho eu tô no apetite, é isso aí!
[2:32]Não necessariamente eu ataquei alguém, mas fiz um freestyle com as coisas que eu fui imaginando, as palavras que veio na minha mente na hora, então, esse é o freestyle BR, certo?
[2:41]É isso, e no momento do beat, hein, terminou com o beat, isso é muito importante também, mano. Certo, rapaziada!
[2:47]E a gente falou aí sobre o freestyle livre, que é a rima que você faz de acordo com o que tá a sua volta, mas a gente tem que falar também sobre as batalhas de sangue, que acredito eu, seja a opção mais escolhida pelos MCs.
[3:00]Todo mundo quer ir numa batalha e quer acabar com o cara que tá na sua frente, é a competição, mano.
[3:04]Ali o filho chora e a mãe não vê, onde você tem que manter a calma sempre, vai tá todo mundo te olhando, o raciocínio tem que ser rápido, mano, tem que ter muita postura e é ali que o bicho pega.
[3:15]Vou mostrar um exemplo aí também, só para vocês se ligarem como que é, caso você já não tenha visto. Eu acredito que você já viu, mas vamos aqui, certo? Põe o beat, filho, e vai para amassar o cara, filho.
[3:26]Olha pra ele e fala, mano, aí, meu mano, você não é meu aliado, desculpa te falar, mas hoje você será amassado. Com certeza disso, você é um incompetente, olha só quem tá aqui na sua frente, o melhor MC entre nós dois.
[3:40]Minha rima é strogonoff e a sua é só um feijão com arroz, é tipo simplão, mas que nem dá energia e eu quero bater na sua cara tipo todo dia, minha poesia, aí não é nada, pisca, mente.
[3:52]Acabo com a sua raça no Red Bull francamente e francamente, mano, sai daqui, você não é MC, eu nunca vi você fazer um free.
[4:00]Isso até me arrepia e todo dia eu não tô com baqueta, mas te bato como se tocasse bateria.
[4:06]E é isso mesmo, eu nem tô na banda, aí, meu mano, sai fora, se manda, vai pra sua casa porque aqui você não faz nada.
[4:13]Quando abrir a boca cê só conversa fiada, tipo é piada e nem é stand-up, vai fazer rima, tenta algum contato no WhatsApp, porque aqui você não vai arrumar nada, eu falo sério.
[4:24]Daqui você vai direto lá pro cemitério ou pro necrotério, vai direto pra gaveta.
[4:29]Vai batalhar comigo, saiba que é muita treta, filho.
[4:32]Tá ligado? É mais ou menos isso aí, rapaziada.
[4:36]Tipo nesse sentido aí, entendeu, mano? Vai ali, mano, com sangue no olho mesmo, muita agressividade, muita postura, mais ou menos nesse sentido aí que eu quero dizer, demorou?
[4:44]E ainda sobre as batalhas tem outro submódulo que é a batalha do conhecimento, que os MCs sempre rimam sobre os temas que tão normalmente separados já na lousa ali e não necessariamente eles vão atacando um ao outro, como acontece nas batalhas de sangue.
[4:58]O foco ali é sempre propagar ideias positivas dos temas ali, fazendo, eh, gerando uma reflexão, é nesse sentido, mano.
[5:06]E tem um bônus, rapaziada, Batalha do Conhecimento tem esse nome por conta de um projeto do MC Marechal, Batalha do Conhecimento, referência máxima do freestyle e da música nacional, máximo respeito, salve MC Marechal.
[5:20]E só recapitulando aqui, meu jovem, a gente já falou aí sobre o freestyle livre, certo? Que é você fazer aquela rima com as coisas que estão a sua volta, tem a batalha de sangue, que é quando você ataca o seu oponente, você quer subtrair ele da batalha e quer vencer.
[5:35]E também tem a batalha do conhecimento, que são as rimas que você faz diante de temas e não necessariamente ataca o oponente, mas vence o melhor, tem sempre isso, e agora a gente vai falar sobre flow, mano.
[5:44]Vamos falar sobre flow, naquela câmera ali, meu parceiro, vai ter o flow, porque, mano, se você quiser chegar numa batalha e arrebentar, você também tem que ter um flow diferenciado, bem encaixado e tá muito seguro ali quando você tiver com o microfone.
[5:58]O flow, na tradução do inglês, mano, é o fluxo, é como as suas palavras saem e encaixam ali no instrumental.
[6:06]É muito importante que você tenha uma variedade de flows, tá ligado? Alguns flows diferentes, porque isso é um diferencial e conta como um ponto positivo demais aí na sua performance.
[6:17]E o básico do flow, rapaziadinha, eu achei uma definição que é da hora demais para passar para vocês, você pode terminar a sua rima na caixa, mano.
[6:24]Assim você pode encontrar o seu flow de uma forma mais fácil e a partir disso você consegue fazer as outras variações, pega a visão daquilo que eu quero dizer para vocês, mano, ó.
[6:34]Coloca o beat aqui e sempre, mano, que você terminar a rima, ela vai terminar na caixa, mano.
[6:40]Vai ficar quadrado no começo, mas é assim que você vai encontrar, certo?
[6:44]Tem a caixa. Sempre conta 1, 2, 3, 4, também. Dois, três, quatro, um, dois, três, quatro, tá ligado?
[6:54]E assim você vai achar onde entrar também. Você entra no um e finaliza no quatro, é mais ou menos isso. Um, dois, três, quatro. Ah, dois, três, então agora, meu mano, eu vou começar, a rima agora eu tenho que encaixar.
[7:08]Cê viu, tenha certeza e não se acha, o bagulho é doido, a rima termina na caixa, assim que você deve seguir, o bagulho é doido, consiga, é isso aí, vai no treinamento, que esse é o verdadeiro movimento, hip hop de verdade, eu não lamento que o bagulho é doido, eu variei.
[7:27]Independente, na caixa ainda eu terminei e sempre vou terminar, independente de onde está. O bagulho é doido pode pá, evolução, essa é a sessão.
[7:38]E o que eu faço aqui é só uma confirmação, viu como é que termina na caixa, mano?
[7:42]Ela sempre termina na caixa e aí, tipo assim, mano, é, aí que tem a definição do bagulho, mano.
[7:48]Você pode, na hora que ela termina na caixa, você encontra, o bagulho tem um, um, uma junção ali com o instrumental, o tempo do instrumental, tá encaixando com o da sua voz, então o flow tá encaixado no beat, é isso que eu quero mostrar, demorou?
[8:00]E existem outros flows que podem ser explorados, mano, como por exemplo, o speed flow, o famoso speed flow, mas tem também o slow flow, tem o flow que é mais pausado, flow diferenciado, alguma parte é speed flow, a outra parte é mais lenta, aí é com a sua criatividade, meu amigo.
[8:18]E você aí em casa deve estar se perguntando, mas como eu melhoro o meu flow? Rapaziadinha, simprão, mano, pesquisa, busque outros rappers como exemplos, rappers de batalha, o rappers que não estão em batalha, mas também fazem músicas, você pode observar o flow e tentar, tipo, fazer algo parecido, mas colocar a sua originalidade, a sua autenticidade ali naquele flow e criar a sua parada.
[8:41]Posso dar um exemplo aqui de um rapper que tem um flow muito sinistro que você pode pesquisar, vou botar naquela câmera ali, vai aparecer aí, meu irmão.
[8:48]Busta Rhymes, esse cara tem vários flows e é um dos exemplos aí, uma das referências máximas mundiais quando o quesito é flow.
[8:57]Então é isso aí, rapaziadinha, hoje a gente conversou aqui sobre modos de competição e flows, mano, são duas coisas muito importantes aí para você se ligar e para você que quer elevar o nível aí do seu freestyle.
[9:08]Certo? Tamo juntão daquele jeito, mano, vai ter mais vídeos, eu vou continuar aqui para poder ver esse seu progresso aí, espero que depois de ver essa série de vídeos, você saia, mano, fazendo freestyle como um monstro e o movimento é esse, certo?
[9:23]Deixando um grande salve aí para Red Bull francamente, naquele naipão e se você curtiu e está curtindo todos esses conteúdos que a gente tá fazendo, deixa o like aí no vídeo, se inscreve no canal aí porque vai ter mais conteúdos.
[9:35]Quero lembrar que também teve o primeiro vídeo, mano, que se você não assistiu, assiste lá pro bagulho ter uma ordem cronológica, certo, meu irmão?
[9:42]Então é isso aí, rapaziadinha, tamo juntão daquele jeito lá, continua acessando e continua treinando, filho, que você vai ficar monstro, certo?



