[0:00]Fala galera, tudo beleza? Professor Davi na área. Sejam muito bem-vindos aqui ao canal, pra gente começar uma playlist nova sobre gravitação, tão pedido aí, né, professor? Isso. Tá legal, tava devendo para vocês essa, essa playlist já tem um bom tempo. Essa é a aula de número um, né, professor? Isso. Nessa aula de hoje, galera, a gente vai, é, é uma resenha, é um bate-papo sobre o sistema solar, professor. Isso. Sobre alguns, uns, um tico-tico ou outro sobre algumas leis importantes. Tá legal? Sobre curiosidades, tá bom? Ah, e talvez esse seja o melhor momento para eu falar com aquela galera que vai fazer a prova daqui a 10 minutos. Ou minha prova é daqui a 10 minutos, olha só, sei nada. Esse vídeo vai ajudar, não, né? Não. Tá bom? Esse vídeo não vai te ajudar. Talvez a, a, se você queira ver só os cálculos, já que não vai ter nenhum cálculo hoje, os cálculos que estão pegando. Então dá uma olhada aí, vê se eu já tenho aqui, tá? Na data que eu tô fazendo esse vídeo é a aula um, né? Vê se eu já tenho aqui aula três em diante. Tá legal? Ah, é claro, então, pelo amor de Deus, tem mais, tem centenas de canais no YouTube aqui, né, professor? Isso, alguém vai te ajudar, ninguém precisa brigar por causa disso. Hum, tá legal? Vamos lá. Então, nessa aula, vai ser um bate-papo, professor? Isso, eu preciso passar informações importantes para vocês, para que vocês acompanhem bem o que a gente vai ver nas aulas futuras. Primeiro, vocês vão ver uma figura geométrica aqui no quadro. Tô vendo, professor, tem uma espécie de círculo aí, né? É, não é bem um círculo, porque isso aqui tá meio achatado, tá vendo? Então, quando eu, eu pego assim, eh, o pessoal mais novinho, assim, no nono ano, oitavo ano, tem que explicar a gravitação. Aí eu costumo falar pra eles assim, ó, gente, tá vendo que isso aqui, ó, parece um ovo. É uma, é uma trajetória meio oval, né, professor? Isso, é só uma analogia, tá legal? Beleza, então, essa trajetória oval aqui, ela se chama elipse. Aí, ah, elipse. Isso, é diferente de um círculo. A elipse é achatada. Aí todo mundo, ah, ah, entendi, professor. Beleza. Então, isso aqui é uma elipse, né? Você pega um cone, você já tá no ensino médio, e tal, e de repente, já viu isso, né? Você pega um cone e faz um corte nele que, né, secciona ele de forma que não seja paralela à base, você vai ter ali uma elipse, né, professor? Isso, você tem ali uma, uma elipse. Toda elipse, pessoal, ela tem um achatamento. Pode ser, eh, grande ou menor. Esse achatamento é chamado de excentricidade. Então, todos, todos os planetas, enfim, toda elipse tem uma excentricidade, e todos os planetas também terão a sua excentricidade ao rodar em torno do sol, né, professor? Isso, a gente vai ver isso já já. Beleza? Essa excentricidade, ela vai de zero até um. Quanto mais próximo um, quando, quando você se aproxima do um, isso aqui fica mais achatado, e quando você se aproxima do zero, isso aqui fica menos achatado. Aí fica cada vez mais perto de uma circunferência. Então, a gente pode considerar aí, né, que uma circunferência é um caso particular de uma elipse, né, professor? Isso, tá? De excentricidade zero, tá bom? Bom, e o que que a gente sabe sobre o sistema solar? A gente sabe o seguinte: os planetas eles giram ao redor do sol. Professor, esse aqui é o sol? É. Olha, vocês, vocês parem de ficar escolhendo os meus desenhos aí, vai, vai ter um desenho mais bonito no teu livro, tá? Ó, eu coloquei aqui o sol, tá? É, Saturno, ó, Saturno, isso, tá vendo os anéis, não? Ó, ó que legal, Saturno, tá? É Júpiter, esse aqui é Júpiter, tá bom? E aqui é a Terra. Coloquei três planetas aí, né, professor? Isso. Temos muitos outros, tá? Eu vou colocar mais um aqui, vou colocar quatro. Aí os outros, os outros, ia ficar muito grande, muito poluído o quadro. Quatro, tá bom. Vou fazer, vou fazer junto com vocês já já, vou mostrar para vocês como é que a gente constrói uma elipse, tá legal? Davi, cara, tem dois parafusos no quadro, né? Tem, tem. Esses dois parafusos, pessoal, eu, eu grudei aqui com uma fita adesiva, aquela fita adesiva utilizada pra colocar quadro em parede e tal, né, sabe? Aí depois eu arranco eles dali e tento limpar direitinho o quadro. Ah, e essas, esses dois parafusos, eles servem justamente pra gente fazer o desenho aqui da elipse, tá? Então, toda elipse tem uma excentricidade, todos os planetas descrevem órbitas elípticas em torno de quem? Em torno do sol. O sol não fica em qualquer posição da elipse, ele ocupa um desses dois parafusos. Esses parafusos têm nomes, né, professor? Isso, são chamados de focos da elipse. Então, o sol fica em um dos focos da elipse. Toda elipse, professor, tem dois focos? Tem. Dois focos, o sol vai ocupar um desses focos, tá? Então, recapitulando, né, esse pequeno, essa, esse breve início. Eh, os planetas não descrevem órbitas circulares. Não, elas têm uma excentricidade, elas são elípticas, sim. Os planetas giram em torno do sol. Isso. Todos eles giram na mesma direção, professor? Isso, tudo no sentido horário ou anti-horário, dependendo de onde você está vendo, né? Eh, dependendo do referencial, pode ser sentido horário ou anti-horário, não tem problema. Todos giram no mesmo sentido, tá? Em torno do sol. Beleza, professor. Além disso, o sol não fica onde eu quero, não, né? Não. Ele ocupa um dos focos da elipse. Beleza? Bom, com barbante, como é que eu faço uma elipse, professor? Você pega um barbante, cara, coloca dois preguinhos aqui, ó, nesse caso dois parafusos, né, porque eu não vou meter um prego no quadro, pelo amor de Deus. E depois você, ó, com, com, com uma caneta, com um pincel, enfim, com lápis, você coloca aqui, tá? Estica direitinho o barbante, coloca o teu lápis. E sempre com o barbante esticado, aqui eu não posso botar muita força, senão eu vou descolar a parada. Mas sempre com o barbante esticado, você vai executando a tua volta, ó. Mantendo sempre ele esticado, né, professor? Isso. Mantendo sempre esticado, tu vai dando a tua volta aqui, e você fez aí uma elipse. Tá legal? Então, é assim que a gente constrói a elipse, é por isso que eu botei esses dois parafusos aí no quadro, tá bom? Bom, então, coloquei mais um planeta aqui. A partir de agora, eu quero que vocês viajem junto comigo em toda essa história que eu vou contar para vocês, tá? Aqui, a gente tem, então, quatro órbitas, quatro planetas. Todas são elípticas, professor? Todas. Tem alguma exceção? Não. Então, todas as órbitas são elípticas. Tem umas que são mais elípticas, excentricidades maior, como Mercúrio. Eh, um pouquinho maior, não, não é muito, não, tá, gente? Essas coisas são singelas, tá?
[6:39]Ou outras se aproximam de órbitas circulares, como a maioria dos planetas, mas são elipses. Eh, algumas se aproximam bem de um círculo, tem uma excentricidade bem perto do zero, por exemplo, 0,02, sabe? Pô, é bem perto de zero, professor. Isso. Mas é uma elipse, tá bom? Aqui até exagerado, meu desenho, tá? Hum, eh, então, vou botar aqui. O nosso planeta aqui entrou. A gente tem Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, tá vendo? Como eu botei, esse azulzinho, pessoal, é a Terra, tá? Como eu botei aqui depois da Terra, então, esse aqui vai ser Marte, beleza? Tá bom, professor. Marte, então, vai entrar na nossa, no nosso desenho, né? Vai. Claro, no livro de vocês, pessoal, vai ter um desenho bem melhor que isso, pelo amor de Deus, tá bom? Vejam. Então, tá aqui, Marte, giz roxo, beleza?
[7:34]Aqui, então, gente, essa aqui é preto. Aqui, então, nós temos agora representados aqui, quatro planetas, de um total de oito. Perfeito. Ah, os, existem planetas do sistema solar interno, e existem planetas do sistema solar externo. Quais são os quatro planetas do sistema solar interno? São os quatro primeiros, né, professor? Que são, são sim. Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Sistema solar interno, eles têm uma coisa em comum, que eu quero que vocês prestem atenção, tá? Da mesma, da mesma forma, os quatro últimos, sistema solar externo, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno, também tem algo em comum, e que não tem nada a ver com esses. Pois é, tá? Vejam, os quatro primeiros são chamados de planetas rochosos. Não é, é intuitivo mesmo, não é difícil imaginar por que, né, professor? Não, porque existe rocha, eles são sólidos, né, professor? Isso. Aqui na Terra tem líquido, tem gás, tem, mas é um planeta rochoso, tem rocha na sua composição.
[8:33]Então, Mercúrio, Vênus, Terra e Marte são planetas rochosos, sistema solar interno, tá? O sistema solar externo é composto de planetas gasosos. Se eu quisesse pousar em Júpiter, eu não conseguiria, porque não tem nada sólido lá, né, professor? Não. Pelo menos até a data que eu tô gravando esse vídeo, não se descobriu nada sólido em nenhum desses planetas. Tem nas suas luas, mas no planeta não, né, professor? Não. Então, não seria impossível pousar em Saturno. Não tem onde pousar, né, professor? Não. São planetas gasosos. Então, planetas rochosos, planetas gasosos, tá bom? Júpiter tem uma característica bacana. Ele é o maior planeta do sistema solar. Caberiam muitas Terras lá dentro, professor. Uma porrada, professor. Isso, mais de mil, tá? E Saturno também tem uma característica interessante que já foi cobrado em provas. Eu costumo cobrar isso em prova também. Eh, Saturno é o único planeta do sistema solar, e nem cobrou isso, cara, outro dia desses. Ele é o único planeta do sistema solar que tem a densidade menor que a densidade da água, que é um. E como ele é menos denso que a água, Davi, cara, se tivesse como botar Saturno dentro da água, ele flutuaria. Sim, flutuaria. Tá bom? Caiu no Enem, ele deu uma tabela lá, pá, pá, pá, pá, deu as densidades. Aí perguntou, eh, quem é que flutuaria aqui? Coisa e tal, Saturno, cara, isso. Tá bom? Bom, então aqui a gente tem o sol, o sol ocupando um dos focos da nossa elipse, e quatro planetas executando um giro em torno do sol. Vou falar um pouquinho sobre o sol e sobre as estrelas e depois vou falar alguns pontos e coisas importantes ainda nessa aula de hoje, tá? As estrelas, pessoal, elas, elas são, ah, como é que eu vou dizer? A forja, a forja dos planetas. É claro que toda vez que eu vou dar essa matéria em sala de aula, eu sempre falo pros alunos, cara, é, é, você não precisa ficar, eh, achando que tem alguma espécie de conflito entre a ciência e a religião. Você, que é muito religioso, você pode imaginar o seguinte, tudo que o professor Davi está falando, é porque Deus quis desse jeito. Deus quis que fosse assim, que fosse assim, né, professor? Isso, ninguém precisa brigar por causa disso, tá? Então, vamos lá. Nós temos aqui a forja, tá? O que que tá sendo forjado aí dentro, professor? Eu pensei que ele só queimasse ali, tivesse num estado de fogo ali queimando e, e esquentando a gente aqui. Não, não. Primeiro que não é fogo, é plasma. É um estado da matéria chamado plasma. Isso aqui é um reator nuclear. O que que tá acontecendo aqui? O que que ele tá forjando? Você pega o sol, tá? Você pega o sol, aí você vai ter ali. Tem um sol, né, professor? Isso. Você tem um sol. Aí o sol, ele vai ser formado por um dos elementos mais, existem dois elementos muito, 99,9% do universo, dos elementos encontrados no universo, são hidrogênio e hélio. Então, o sol é formado na sua grande, mais grande parte de hidrogênio. Agora, nesse momento, ele está forjando, transformando toneladas e toneladas em um segundo, toneladas e toneladas de hidrogênio em hélio. Ele está fazendo isso, professor? Tá. Então, o que que ele faz? Tem quatro, tem quatro hidrogênios aqui na minha mão, tá? Entendi, professor. E o que que ele faz? Ele vai pegar esses quatro hidrogênios e vai apertar, apertar, apertar, apertar, puff, até fundir isso aqui. Sim, aí vai gerar um elemento novo. Sim, que se chama hélio. Professor Davi, cara, esse elemento aí que você tá falando aí, é aquela porcaria que a gente vê na tabela periódica, horrível. Sim, sim, sim, sim. Então, pessoal, os elementos que tem na tabela periódica, que a gente encontra aqui na Terra. Pelo amor de Deus, você, de novo, né, não tem nenhum problema, religioso, não é um conflito, tá? Os elementos que a gente encontra aqui na Terra, eles não sempre existiram, não. Eles foram feitos, eles foram forjados, eles foram comprimidos e nasceram dentro de uma estrela, que um dia existiu. Ou várias estrelas que já existiram. Então, o sol, ainda jovem, eh, ainda é um garotinho, né, professor? Isso. Ele está ali queimando hidrogênio, transformando hidrogênio em hélio. E assim as outras estrelas estão fazendo a mesma coisa. Em algum momento, ele vai ficar um pouquinho mais velho, né, professor? Isso, vai ficar aí um adolescente, um adulto. E aí em algum momento, o hidrogênio vai começar a acabar, porque ele tá queimando, fundindo toneladas de hidrogênio. E daqui a pouco ele vai ter muito hélio, né, professor? Isso. Ele vai fazer a mesma coisa com o hélio. Aí pegar uma molécula de hélio, e vai botar outra, outra, outra, e vai juntar isso. Vai gerar um novo elemento, professor? Isso. Aí você vai ter um novo elemento químico. Aí assim vai nascer um carbono, um oxigênio, e por aí vai. Você pegar lá a tabela periódica, você vai ver que tem 90, se eu não me engano, são 92 encontrados no nosso planeta, né? Encontrados naturalmente. E ainda tem aqueles que foram sintetizados pelo ser humano, né, professor? Isso, tem a vida muito curta e tal. Beleza? Então, uma porrada, né, professor? Tem, para quem gosta de química sabe. Então, esses elementos, eles não sempre existiram, não. Eles não foram feitos assim, no estalo de Deus, né, professor? Não. Levou bilhões de anos para serem produzidos dentro de uma estrela. E os mais pesados, como ferro, chumbo, ouro, urânio, urânio, 92 prótons, né, e tal. Cara, os mais pesados, eles só são feitos, só são forjados no final da vida de uma estrela. Porque no final da vida de algumas, não de todas, de algumas estrelas, ela emite pra fora, né, numa, eh, todas elas, pessoal, tem uma morte assim catastrófica. Algumas, algumas emitem para fora de si, todas esses elementos que foram forjados, e acabam de um jeito ou de outro. Algumas, eh, eh, estrelas podem se tornar uma estrela anã. Bem miudinha, né, professor? Chamada de anã branca. Isso. Eh, outras vão se tornar buracos negros, tá? Todas elas tem mortes catastróficas, professor. Tem, tá? Mas são uma espécie de Fênix também, sabe? Porque, eh, eh, um dia existiu uma estrela, antes do sol, eh, existir, e essa estrela jogou para o nosso espaço aqui, pra nossa, pro nosso meio aqui, né? Pra nossa casa aqui, pro nosso sistema solar, jogou toda essa quantidade de matéria, muito gás, professor. Isso, muito gás, formando os planetas gasosos, uma porrada de rocha também, né, professor? Isso. E, e muitas partículas de hidrogênio, algumas partículas de hélio, algumas outras de chumbo, de ouro, e isso foi se agrupando a, a, através de milhões, bilhões de anos, até formar os planetas rochosos. Muito quentes, ainda. Mas depois foram resfriando, e coisa e tal. E o sol também, né, que veio de uma estrela maior, que um dia se, se acabou, se findou, e agora virou o sol. É uma espécie de Fênix, né, as estrelas, de certo modo, tão sempre ali ressurgindo das cinzas. Davi tá filosófico hoje, professor. É, é, pois é, cara. Então, gente, o sol, um dia, um dia, o sol, quando ele estiver já velhinho, sabe? Nós não vamos estar aqui, acredito eu, que nessa época, ah, eh, eh, vai ter um dia na Terra que vai ser o último dia perfeito na Terra, sabe? Independentemente do ser humano tá aqui ou não, beleza? E, e a partir daí, enfim, o sol, o sol, eh, lentamente, o sol vai começar a aumentar de tamanho. Ele agora é uma estrela bonita, né, e tal. Tem lá o, já é muito grande, em comparação. Se você pegar aqui, pessoal, todos esses planetas aqui, o cinturão de asteroides, os, os cometas, junta tudo que você tem no sistema solar, você não tem nem um por cento, não chega a 1% do sol. Não, né, professor? Não, tá? Você tem ideia, o sol é uma estrela pequena. Existem outras muito maiores. Você vê isso no Google com facilidade, tá? Então, em algum momento, ele vai aumentar de tamanho, seu brilho vai mudar. Ele vai se tornar uma gigante vermelha. Ao se tornar uma gigante vermelha, ele vai ocupar todo o sistema solar interno. Professor, e o que que vai acontecer com a Terra? Ninguém sabe. Pode ser que ela seja engolida pelo sol. Pode ser que a gravidade diminua ao ponto dela sair espaço afora, em, em, por inércia, né, professor? Isso. Em movimento, uh, por inércia, em linha reta, né, Mru, e tal. Ou, enfim, ninguém sabe. Ninguém sabe. Mas o sol, ele vai ficar do tamanho do sistema solar interno, beleza? Então, esses, esses dois planetas serão engolidos, esse aqui eu não sei, esse aqui também talvez saia pela tangente, tá? Talvez ele seja engolido a Terra. Mas, enfim, ele vai ficar do tamanho dessa órbita de Marte aqui, professor. Vai, tá? E aí vai ter o já perto ali do final da vida dele, né, professor? Isso. Ele já vai estar um, um idoso nessa, nessa época, tá bom? Bom, então, tudo que a gente conhece de elemento químico, quando eu encontro ferro e extraio o ferro da Terra para fazer ali, sei lá, um portão, um carro, esse ferro, ele um dia foi feito, forjado, dentro de uma estrela. Ponto final. É de, é daí que esses elementos químicos que você encontra na tabela periódica vieram. E qual é a graça dos elementos químicos? É que, se você tem um elemento e coloca, tem um elemento químico, ele é formado por três partículas. Eh, eh, tirando o hidrogênio, mas enfim, o elemento, ele tem ali prótons, nêutrons e elétrons. Beleza. Se você modifica e coloca mais um próton ali dentro, mais tantos nêutrons e, esse elemento muda. Então, se você adiciona ou retira partículas desse elemento químico, ele se transforma de uma coisa em outra. E essa que é a beleza dessa forja maravilhosa, que são dessas forjas maravilhosas, que são as estrelas. No Google você encontra fotos de berçários estelares. São lindos. São lindos. Tá legal? Bom, eh, se você for ao médico hoje, pedir um exame completo, do teu, exame de sangue, completo. Gente, não, já falei duas vezes, não vou repetir, não, tá? Não tem conflitos aqui, tá? Não existe conflito. Se você pedir um exame completo de sangue para o médico, você vai ver que os elementos, muitos, diversos, uma porrada de elementos químicos, que a gente encontra aqui na Terra, e que foram feitos dentro das estrelas, estão percorrendo tuas veias agora nesse momento. Você pode ver quantos zinco tem aqui, quanto de ferro tem aqui, quanto de cálcio tem aqui, e quanto de magnésio tem aqui. Sim. Sim. Inclusive, tem que ter um, né? Existe lá, claro, que o médico vai saber lá se tá muito alto, muito baixo, e tal, você tem que repor. Beleza? Então, pessoal, o que eu tô querendo dizer é que, eh, eh, os elementos químicos que foram forjados em estrelas, e que compõem a Terra, compõem os nossos corpos também. Nós somos, como diz essa frase não é minha, existia um livro com esse nome, Marcelo Glazer. Nós somos poeiras estelar, poeiras das estrelas, tá? Bom, que mais que a gente vai ver hoje aqui? Olha para cá. Nós estamos vendo que os planetas estão girando em torno do sol. Eu já sei que as órbitas são elípticas, e eu imagino, professor, já que a Terra, já que eu não sinto a Terra acelerando, e nem freando bruscamente, tipo como um carro, quando eu acelero, eu tenho a sensação que eu tô sendo lançado pra trás, e quando ele freia eu sou lançado pra frente. Na verdade isso se chama inércia, né? Eu não tenho essa sensação no movimento da Terra, pra mim parece que ela tá parada. Sim, você está certo. Mas essa velocidade ao redor do sol da Terra, e de todos os planetas, ela não é constante. Não, professor? Não. Ela varia. Vai ter horas que ela vai ser mínima, vai ter horas que ela vai ser máxima. Quando ela é mínima, significa que o planeta tá bem afastado do sol. Tá longe, professor? Isso, tá afastado do sol. Ele tá no extremo mais distante daquele foco ali. Saquei, professor. Então, ela vai ter que ser máxima quando estiver pertinho do sol. Isso, tá? Então, afastado, afastado do sol. Junta as duas palavras, afastado do sol. O sol, em, em grego, se eu não me engano, em grego, você, é, é, Hélio. Hélio é o sol, tá? Afastado do sol, afélio. Então, afélio é o ponto mais afastado do sol. Nesse ponto, a velocidade do planeta, professor, vai ser mínima. Vai. E no extremo oposto, pertinho do foco aqui, quando a Terra estiver aqui, ó, uh, nesse ponto. Aí ela vai estar perto do sol. Sim, perto. Junta perto com hélio, periélio, né, professor? Isso. Então, nós temos aqui periélio e afélio. Vai estar isso no teu livro, cara. Isso vai estar escrito lá, tá? E onde que a velocidade é máxima? Então, o professor vai querer saber. Onde a velocidade é mínima? Então, ele vai falar é aqui, ó, quando tá longe, professor. Isso, afastado, hum, hum. Afélio, tá? Afélio, velocidade mínima, periélio, velocidade máxima. Professor Davi, se você tá me dizendo que quando Júpiter sai dessa posição de uma velocidade mínima, e vai pra aquela posição, a velocidade dele vai ter que ser máxima, cara, ele tem que estar acelerando, né? É. Por que que eu não sinto essa aceleração? No caso aqui da Terra, e de todos os planetas, no caso da Terra, pô, cara, leva seis meses acelerando. Então, a aceleração é tão sutil, ela é tão miúda, tão singela que a gente não sente. Pra nós, tudo se passa como se a gente estivesse num movimento uniforme, sabe? Entendi, professor. Não há desconforto por causa dessa aceleração? Não, são seis meses acelerando pra sair de uma velocidade pra outra. E essa diferença não é tão discrepante, não, tá? Alguns mil, alguns milhares de quilômetros por hora, tá? Ah, é claro, pra, isso, isso, é nível de, de, de, de planetas, não é tão, tanta coisa, tá bom? Eh, então, ela sai daqui, pra cá. Beleza? Então, daqui pra cá é bom você saber que, já que ela tá indo de uma velocidade mínima pra uma velocidade máxima, significa, professor Davi, cara, que ela tá acelerando. Sim.
[23:16]Em algum concurso, em algum momento, você vai se deparar com essa pergunta. Quando o movimento é acelerado? O movimento é acelerado quando eu saio do ponto mais afastado pro, pro ponto mais perto. Quando eu saio do afélio para o periélio. E vai dizer o oposto? Sim, o oposto. Voltando, vai ter que ser o oposto. Se eu saio de uma velocidade máxima pra uma velocidade mínima, ela tem que estar freando, né, professor? Tem. E quando eu saio daqui pra cá, então, ela tá, ao invés de estar em movimento acelerado, ela vai estar em movimento retardado, né, professor? Isso, maluco, retardado. Então, o movimento acelerado do afélio pro periélio, movimento retardado do periélio para o afélio. Tá legal? Agora, tem uma coisa aqui, pessoal, que, eh, eh, é sutil o que eu vou falar agora. Mas tem, tem algo aqui que não muda. Porque o que que acontece? Todo mundo sabe disso, não preciso nem de física e de matemática, professor. Isso, é observável, né? É observação pura. Cara, se a Terra levou um ano, uma volta em torno do sol é um ano, né? Então, se a Terra levou meio ano pra sair de um ponto até o outro, de um extremo até o outro, não importa se é aqui em cima, se é aqui embaixo, desse lado, desse lado, desse ponto, desse ponto. Não, não, não. De um extremo até outro extremo. Ela vai levar quanto tempo? Metade de um ano, né, professor? Seis meses. Sim. Então, ela vai levar seis meses pra ir. Ela tem que levar quanto tempo pra voltar? Seis meses pra voltar, professor. Então, a mesma aceleração que eu tenho para ir, eu também tenho essa desaceleração, a aceleração ao contrário, pra voltar. Sim. Beleza. Se eu disser pra você, né, finge, finge que eu parti isso aqui, ó, parti, eu, eu vou, uma edição eu vou botar aí. Eu parti isso aqui, ó, em duas metades. Finge que é um bolo, eu parti isso aí em duas metades. Tá. A área de cima é essa aqui, a área de baixo é essa aqui. Essas duas áreas não são iguais? Com certeza, professor. Partiu no meio certinho? É. Tem que ser igual. Tem. Então, se eu digo pra você, que esse cara levou seis meses pra percorrer a área de cima, e que ele levou seis meses pra percorrer a área de baixo, e essas duas áreas são iguais, ele percorre áreas iguais em tempos iguais, né, professor? Sim. É isso que eu tô te dizendo, cara. Pô, professor, isso aí não precisa de física pra saber, né? Não, cara. Se eu tenho duas áreas iguais, e o tempo daqui pra lá é seis meses, e daqui pra cá também é seis meses, ele percorre, ele varre áreas iguais em intervalo de tempo também o quê? Também iguais. Isso é constante. Entendeu? Não é a velocidade dele que é constante, não. A área que ele varre é constante. Sacou? A área que ele varre por unidade de tempo, a área dividido por delta t, chamaram de velocidade areolar.
[26:16]Então, a velocidade areolar do planeta ou dos planetas, elas, ela é constante, elas serão constantes para todos os planetas. Não serão iguais, não, tá? O da Terra vai ser um, o de Júpiter vai ser outro. Isso. Mas ela vai ser constante. Júpiter vai varrer, esse cara aqui, ó, vai levar 165 anos para completar uma volta.
[27:08]Então, a metade desse tempo vai ser indo, né, professor? Isso. E a outra metade voltando, percorrendo áreas iguais em tempos iguais, com velocidade areolar constante. Sim. Agora, a velocidade associada ao seu deslocamento, a velocidade linear, a velocidade média, essa não é constante, né, professor? Não. Ela aumenta e diminui. Pegou a visão? É sutil. Vem o que você falou, professor. É, é, sim, pessoal. É sim. Então, dessa aula de hoje, o que que eu quero que vocês, ah, eh, saiam daqui dominando. O que que eu quero? Coisas simples. Primeiro, que existe vários planetas girando em torno do sol, mas eles não giram, cada um gira como quer, professor. Não, todos eles giram no mesmo sentido, tá? E ao executar essa volta em torno do sol, ela se aproxima de um círculo, mas não é um círculo. Se fosse um círculo, inclusive, a velocidade seria sempre constante. E ela não é constante, né, professor? Não, tá? Então, elas são elípticas. Perfeito. Toda elipse tem dois focos, e o sol tem que estar onde ele quer. Não, ele tem que estar, ele está, ele ocupa um dos focos da elipse. O planeta, quando ele descreve uma área aqui, num determinado intervalo de tempo, ele vai varrer a mesma área no mesmo intervalo de tempo, e assim por diante. Beleza. Ele percorre áreas iguais em tempos iguais, o que gera uma coisa constante. Essa coisa constante, quando a gente divide área pelo, área pelo tempo, chamaram de velocidade areolar. Todos os planetas tem velocidade areolar constante. Todos os planetas varrem áreas iguais em intervalos de tempo também iguais, tá? No ponto mais próximo, perto do sol, eu chamo, e lembro de que sol se chama hélio. Periélio. Isso, não tem como confundir. Eh, a mesma coisa aqui, hélio sol, afastado, ponto mais, afélio também não tem como confundir uma coisa com a outra, né, professor? Não. O próprio nome te ajuda. Afélio. Ai, professor. Afélio era perto, não, afastado. Ah, tá, afastado, é longe, professor. Isso. Tá legal? Pessoal, só na edição do vídeo, eu vi que ela, que, o cartão de memória cortou por algum motivo, que eu não sei, cortou um pedacinho do que eu tava falando nessa parte. E aí eu tive que reposicionar, cara. Pode ser que fique um pouquinho diferente de como tava antes, tá legal? Mas nada que comprometa a aula, não, bobagem, né, professor? Isso, tá? Então, vejam, eh, daqui pra lá o movimento é acelerado. Então, voltando o movimento vai ser retardado. Aqui, eh, eh, esse movimento acelerado, vocês vão ver mais pra frente, que tem a ver com a gravidade, né, professor? Isso, tem a ver com uma grandeza física chamada gravidade, e devido à gravidade, à medida que o planeta se aproxima do sol, ele vai ser puxado cada vez com mais, com maior intensidade. E a gravidade varia com o inverso do quadrado da distância. Então, quanto mais distante, menor vai ser essa força gravitacional, tá? Por isso que tem essa aceleração e essa desaceleração, tá? Essa aceleração negativa, aceleração no sentido contrário. Não gosto muito de falar desaceleração, mas tudo bem, não tem problema, não, tá? Se você olhasse o sistema solar assim, dependendo do referencial que você esteja. Se você olhar o sistema solar assim, meio que de perfil, você vai ver que todos os planetas, eles estão mais ou menos no mesmo plano. Todos são coplanares, né, professor? Isso. Você olharia assim, o sol, aí os planetas girando em torno dele, tá? No mesmo plano, né, professor? É. Em duas, em duas metades, tá bom?
[30:44]No mesmo plano, né, professor? É, tirando o Mercúrio que tem ali uns 7 graus, mas 7 graus é muito pouco. É praticamente coplanares, tá? É claro que, em três dimensões, você precisa lembrar que o sol, tá? O sol. Finge que o sol é o apagador, tá? E à medida que o sol vai se deslocando, porque o sol se movimenta, né, professor? Isso. Se movimenta através da galáxia, né, via láctea. À medida que o sol vai se deslocando, os planetas vão girando em torno dele, certo? Em órbitas coplanares, né, para quem olha daqui, beleza? Mas tudo tá em movimento, né, professor? Isso. Como se fosse uma hélice, né? Aí, aí complicou, professor. Não, não. Beleza. Não, tranquilo, tá? Ah, nessa parte de cá, o que que eu botei? Eu coloquei aqui, eh, uma coisa importante que tá associada, já caiu em vários concursos, vários, eu já, já fiz concurso para professor do estado do Rio de Janeiro, que tava cobrando até isso, uma pergunta dessas. Eh, eh, isso aqui, pessoal, a inclinação de um planeta, por exemplo, esse aqui não tem inclinação, né, professor? Não. Não existe estações do ano aí. A inclinação da Terra de 23, aproximadamente, são valores aproximados, tá? Essa inclinação permite que na Terra nós temos, tenhamos quatro estações do ano. Ou seja, primavera, verão, outono e inverno, né, professor? Isso, cara, isso, tá? Então, é importante saber disso. Anota isso, que é importante, tá? Devido à inclinação, ou seja, se você pega a Terra, pô, esqueci de beber meu negócio. Se você pega a Terra, espeta um, espeta um espeto de churrasco nela, ela não gira assim que nem Mercúrio, retinha, não. Ela é inclinada, né, professor? Isso. Ela gira inclinada em relação ao sol, aproximadamente 23 graus e meio. Vários tem 20 e poucos graus, ó, a Terra, quem mais? Aqui, ó, Marte, Saturno e Netuno. Na faixa dos 20 e poucos graus de inclinação. O Urano tá bem deitado, passa de 90 graus, tá vendo? 98 graus de inclinação. Esse aqui tá quase em pezinho, quase vertical, como Mercúrio, inclinação bem baixa, 3,1 graus. E Vênus é muito doido, né, professor? Isso. Vênus é completamente doido. Ele tá tão, ele tá, bate quase o, ele, ele quase, tá quase ao contrário, a inclinação dele, tá quase invertida, sabe? 177, quase 180 graus, né? De inclinação, beleza? Eu, eu vou, não sei se vocês querem printar isso, cara, não tô, não sei lá. Vamos, eh, ah sim, acabei de lembrar uma coisa. Eh, claro que quando a velocidade de um objeto aumenta, de um corpo aumenta, a sua energia de movimento aumenta. Não sei se você já viu isso, mas a energia de movimento, ela se chama energia cinética. Então, energia de movimento, professor, energia que tá associada a um corpo em movimento, tem um nome? Tem. Se chama energia cinética. Se a velocidade aumenta, a energia cinética também aumenta. Então, daqui pra cá, a energia cinética aumenta, daqui pra cá, a energia cinética diminui, porque a velocidade diminui. Outra coisa importante que vocês vão ver mais adiante, talvez na aula dois ou três, é que esse negócio de varrer áreas iguais, você vai ter ali, vai ser o mesmo, a mesma coisa. É a mesma coisa que eu vou falar lá, só que vai ter aqui um negócio chamado vetor posição, né, professor? Isso. Mas você não precisa ficar assustado, não. É, é, áreas iguais em tempos iguais, tá? Vai lá, vê se você quer printar isso aí. Eu tenho certeza que o livro de vocês vai ter um, um desenho bem melhor. Eu volto pra cá apenas, pessoal, pra finalizar esse vídeo, me despedir de vocês. A gente se vê na aula de número dois. Valeu? Tchau, tchau. Deixa um like aí antes de você ir embora.

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