[0:00]até eu tinha uma dor pessoal que eu não gostava de usar absorvente, então é, é, é legal que eu acho que em algum momento a gente conseguiu relacionar essa dor pessoal, conectar isso com uma dor de mercado. Então a gente fez muita pesquisa na época e viu que 90% das pessoas, elas estavam insatisfeitas e abertas a testar algo novo que não fosse absorvente descartável. Então meu marido é da família da Duda, então a gente se conheceu pela conexão familiar, mas eu acho que como toda a criação de uma empresa é uma coisa meio orgânica. No início começa com uma ideia, depois você vai fazendo os estudos do mercado, a gente não tinha um parceiro que fez a parte de da tecnologia. A gente fez todo esse processo dentro da casa, por isso que a gente tem patente na tecnologia da gente. A gente esgotou a primeira estoque em três semanas, então, a gente projetou uma estoque de três meses e esgotou rápido. Então foi uma coisa que a validação no negócio veio bem rápido. Como é que a gente usa isso para na hora que a gente lançar essa marca e fazer a comunicação sobre o produto, a gente faça isso cobrindo todas as dúvidas?
[1:08]De um tabu sobre a saúde feminina, elas criaram uma marca brasileira que virou negócio, movimento e referência em inovação. A Pents, marca pioneira em roupa íntima absorvente, nasceu do encontro entre visão empreendedora e propósito. De um lado, Emily Well, engenheira química norte-americana que chegou ao Brasil em 2008, com experiência em multinacionais de higiene e farmacêutica. Do outro, a sobrinha Maria Eduarda Camargo, administradora com passagem por consultoria financeira e estudos voltados ao mercado feminino. Duas mulheres que identificaram uma oportunidade onde poucos olhavam. Substituir produtos descartáveis por soluções reutilizáveis para o período menstrual, conectadas à sustentabilidade e ao consumo consciente. Hoje a empresa vai muito além. A marca construiu um ecossistema de bem-estar feminino, entrou na categoria de beleza e ampliou o portfólio para novas frentes, mantendo tecnologia patenteada e pioneirismo como os primeiros sutiã e cueca absorventes do mundo. No episódio de hoje eu recebo Emily e Maria Eduarda, as fundadoras da Pents, para falar sobre essa plataforma de transformação cultural, ambiental e econômica, que se tornou a marca que hoje produz mais de 80.000 peças por mês. Eu sou a Mari Amaro, roteirista e apresentadora, e este é mais um episódio do do Zero ao Topo, o programa que conta a história e os desafios dos homens e mulheres por trás das grandes empresas do Brasil. Mas antes de começar, como sempre eu quero te pedir para deixar o seu like e se inscrever no canal se você ainda não for inscrito. E se você estiver ouvindo a gente no seu agregador de podcast favorito, você também pode seguir a gente por aí. Agora vamos para a história de hoje.
[3:09]Emily, Maria Eduarda, muito obrigada por terem aceitado o convite para vir aqui hoje no do Zero ao Topo, contar um pouco da história de vocês, da história da empresa de vocês também, obrigada. Ai, a gente que agradece a oportunidade, a gente está super feliz de estar aqui hoje. É um prazer. Então vamos começar do começo das histórias de vocês. Eu sei que vocês se conheceram em algum momento da vida, mas eu queria começar antes. Então, Emily, vou começar por você. O que que você fazia antes de conhecer a Maria Eduarda, antes de pensar em empreender?Como que foi o começo da sua vida?Você não é brasileira, certo? Não, sou americana, sou engenheira química e trabalhava na área farmacêutica. Eu sou muito apaixonada pelo mercado de saúde, então eu mudei para Brasil como multinacional no Bartas da Suíça. E tinha trabalhado antes em consultoria, então sempre gostei desse espaço de inovação, não? Então, seja inovação farmacêutica, seja inovação em sistemas, em serviços de saúde e, quando me mudei para cá, fiquei muito apaixonada que o mercado que tem muito tecnologia, muito inovação, muitos empreendedores também, um mercado que tem muitos startups, não é? Então tem um ecossistema muito bom para criação de uma marca, criação de produtos novos. Se você pensa, tem poucos países no mundo que até tem toda a cadeia de produção de várias indústrias. Então aqui tem o mercado de moda gigante, tem o mercado de saúde gigante, local, não é? Que é muito difícil achar hoje em dia, então me abriu um pouco a cabeça e falei, gente, eu acho que tá no momento perfeito de empreender, ah, e quando a gente começou a jornada com a Panties. E agora, Maria Eduarda, um pouco da sua história. Como que foi, você pensava em empreender antes, isso já era uma ideia, antes de encontrar com a Emily, ter essa ideia? Eu acho que eu sempre tive esse sonho de empreender, mas acho que antes, antes de a gente se unir nessa jornada, eu não sabia muito por onde.
[5:07]É, eu, a minha família tinha uma manufatura de Lingerie, pijama quando eu era criança, adolescente. É, focada no Nordeste, mas isso depois, quando eu estava na minha adolescência, isso se desfez. Então, é, me conectei com esse mundo de uma certa forma, mas não achava que isso ia fazer parte da minha jornada de alguma forma no futuro, né? Porque eu acho que, né, a Pents é muito focado no mundo de saúde, no mundo da, da moda, mas ela não deixa de ser uma Lingerie com uma certa funcionalidade e tecnologia. Então tinha um pouco desse background familiar, que eu acho que ajudou a gente em algum momento, mas eu me formei, me graduei, né, em administração de empresas pelo Insper em São Paulo. É, acho que o Insper tem esse lado muito voltado para o mercado financeiro, então, quando eu saí de lá, acabei indo para uma boutique financeira, muito focada em reestruturação e abertura de empresas. Então isso foi legal porque eu acho que, no final, eu tive contato com várias indústrias diferentes e eu acho que isso ajuda muito, né, a você ter uma visão, um leque um pouco mais amplo, até na hora que a gente tá abrindo uma empresa. E, e, né, e comecei minha jornada lá, mas pouco tempo depois, aí eu e a Emily a gente viu, né, alguns desafios de mercado como uma oportunidade para a gente realmente se unir e construir algo novo, que foi quando a gente criou a Pents e lançou em agosto de 2017. E como que vocês entraram na vida uma da outra?Teve um casamento aí no meio, né?Como que isso aconteceu? Então, meu marido é da família da Duda, então a gente conheceu pela conexão familiar, mas eu acho como toda a criação de uma empresa é uma coisa meio orgânica. No início começa com uma ideia, depois você vai fazendo os estudos do mercado, então Duda, como falou, estava na Insper e fazendo esse parte de pesquisa. Eu, como engenheira, ah, química, estava mais no lado técnico do produto, estudando, ah, matéria textil, não é?O que que a gente pode fazer para fazer um produto novo diferente? E, e a Duda sempre teve alergia a absorventes, não é?E a gente viu que tinha esse movimento lá fora de, ah, calcinhas absorventes, mas a proposta foi bem diferente do Brasil. Então foi nesse início, a construção que a gente viu que realmente deu para fazer uma tecnologia diferenciada, porque fora do Brasil a maioria das mulheres usam absorvente interno. Então o produto é um produto mais impermeável para evitar vazamentos. E no Brasil a gente viu essa oportunidade de realmente trocar da absorventes internos para um produto mais absorvente ainda e ter um propósito também muito maior ao lado ambiental. Então, tanto de conforto, tanto de ambiente, a gente sabia que tinha um grande espaço. Vocês identificaram esse movimento global que estava acontecendo, né, de busca por soluções mais sustentáveis, de soluções diferentes, ali no, no meio dos anos 2010, 2015, mais ou menos, apareceram os coletores que também se espalharam, não é? E vocês identificaram, então, nesse momento ali que existia essa possibilidade de empreender nesse ponto?Veio, veio primeiro a ideia de empreender ou primeiro a ideia do produto? O que que começou? Eu acho que veio muito a ideia, ah, de uma nova categoria que poderia estar surgindo e que ela poderia preencher um gap de mercado de uma população que estava de certa forma insatisfeita, né? Eu acho que, eh, a gente fez muita pesquisa de mercado na época, acho que a Emily até comentou, né? Até eu tinha uma dor pessoal que eu não gostava de usar absorvente, então é, é, é legal que eu acho que em algum momento a gente conseguiu relacionar essa dor pessoal, conectar isso com uma dor de mercado. Então a gente fez muita pesquisa na época e viu que 90% das pessoas, elas estavam insatisfeitas e abertas a testar algo novo que não fosse absorvente descartável. Poderia ser o coletor, poderia ser calcinha absorvente, outras coisas, mas existia essa abertura e eu acho que a partir daí a gente começou a estudar, nossa, mas por que que esse mercado é tão insatisfeito? O que que está levando a isso?E a gente viu, né, a questão de, de segurança, vazamentos, ser uma grande questão, que eu acho que é uma grande frustração para qualquer pessoa, né? Essa questão da funcionalidade do produto, conforto, também foi algo que apareceu muito, porque muita, muita gente, talvez quem não tá assistindo não sabe, mas não é talvez o método mais confortável do mundo a questão dos absorventes descartáveis. E aí veio com isso também, coisas que na época, ali em 2015, quando a gente estava fazendo essa pesquisa, a gente nem imaginou que ia acontecer. Então, é, a questão de sustentabilidade, geração de lixo, alergias, foram coisas que surgiram também nessa pesquisa como uma, um fator de insatisfação e que a gente usou tudo isso para ajudar na parte de desenvolvimento de produto. Então, como é que a gente ia criar um produto que realmente, ele, eh, solucionasse uma dor no mercado, né? Então, eu acho que veio a questão da gente criar uma calcinha absorvente com uma tecnologia que fosse capaz de substituir o uso do absorvente tradicional e e ser uma calcinha absorvente reutilizável. Então ela ajudava muito na questão de conforto, para aparecer uma peça, né, uma calcinha comum, a questão de funcionalidade, a questão de sustentabilidade, porque é um produto reutilizável e não gera lixo. Ela é hipoalergênica, que também ela ajuda nessa questão de irritação, alergias. Então, eu acho que foi um desenvolvimento assim, longo, de longo prazo, mas eu acho que foi muito como a responsabilidade de ser certeiro em solucionar várias dores de mercado ao mesmo tempo para que fosse um produto completo na hora que ele fosse a mercado. Agora, nenhuma de vocês tem a formação em produção mesmo, né?Em construção de produto, em desenvolvimento de protótipo. Como que vocês conseguiram fazer, chegar na fórmula para construir esse, esse produto? Como que foi essa pesquisa, essa produção? Então, foi muito iterativo, na verdade, eu acho que, como qualquer, eh, testes, erros e acertos. Isso, eu acho como qualquer processo de desenvolvimento, eu já trabalhei também em desenvolvimento, mas na área farmacêutica, então já entendia um pouco o processo, né, como qualquer indústria, mas no nosso caso, por ser um produto de consumo, a gente tinha que fazer muitos focus groups e muitos testes de uma forma iterativa para acertar, como Duda falou. Para ser o primeiro calcinha absorvente do mercado no Brasil e América Latina, a gente, foi uma responsabilidade muito grande, porque se a gente lança e o produto não é muito bom, tipo 90% das pessoas amam e vão comprar e vão comprar de novo, você matar a categoria novo como inteiro, não é? Então a gente tinha que ter um produto que a gente sabia, as pessoas vão gostar, que é confortável, que dá segurança e até da, eh, esse parte de economia a longo prazo, não é? Porque você para de consumir os produtos descartáveis, você, ao longo da vida de 5 anos o produto, você consegue ter uma economia financeiro também, né? Então, tinha que ter um preço que foi justo, que pode levar também esse transformação da, dos descartáveis para reutilizáveis. Então, eh, foi uma coisa muito orgânico, né?É de fazer esses testes. Que durou um ano e meio, a gente realmente assim, construindo, teve coisa que a gente tinha que adaptar, tinha coisa que a gente estava acertando, mas assim, foi um ano e meio de realmente, assim, ir testando em, em várias fases, né? A parte técnica de absorção, que camadas de tecido que a gente ia tá utilizando, desde a parte de focus group para a gente testar um pouco de modelagem, conforto da peça. Então tinha várias variáveis que eu acho que a gente tinha, enquanto ia evoluindo uma, a gente ia, tinha que ir trabalhando na outra para chegar no produto final. E, e, né, e sempre usando parceiros, assim, também, com uma certa expertise de mercado, para ir ajudando a gente a fazer com que esse processo fosse o mais ágil possível, mas sem deixar de lado toda a qualidade que a gente queria para o lançamento. É, era, é, esse o ponto também que eu queria saber, vocês procuraram parceiros para desenvolver os protótipos baseados no que vocês queriam, né?Vocês iam indicando ali o qual que era a intenção do produto e essas, esses desenvolvedores iam fazendo. Isso, a gente é, dando caminho de montagem, de construção do produto e a gente, né, tinha uma profissional na área de costura, por exemplo, para ir ajudando a gente a montar esses protótipos da melhor forma. Mas só da parte de fornecimento, a gente fez direto. Então, um pouco diferente, a gente não tinha um parceiro que fez a parte de da tecnologia. Da tecnologia, a gente fez todo esse processo dentro da casa, por isso que a gente tem patente na tecnologia da gente. Mas a parte de construção das peças, é, foi se fosse qualquer calcinha, né? É, só que tinha algumas técnicas diferentes, algumas máquinas diferentes, mas a gente ficou muito mão na massa junto com as fábricas para fazer acontecer. E vocês investiram no próprio dinheiro, nesse primeiro momento, assim, acreditaram na ideia e isso, vamos lá, e começaram com capital próprio, não é? Sim, exatamente. Eu acho que para qualquer empreendedor o sonho é, é chegar no proof of concept, né?Conseguir aprovar que funciona, que tem desejo no mercado, tem esse product market fit, né, no início. Então a gente lançou muito como esse que, ah, a gente vai colocar o produto no mercado, a gente vai ter um produto muito bom que a gente acredita vai vender. E realmente vendeu muito bem, porque a gente esgotou a primeira estoque em três semanas. Então, eh, a gente projetou um estoque de três meses e esgotou rápido. Então, foi uma coisa que a validação do negócio veio bem rápido e deu para a gente esse novo funding para comprar mais, para ir investindo mais na marca, em mais modelos. E o engraçado é que até no primeiro momento que a gente fez o primeiro pedido para as fábricas, eles falaram, gente, eu acho que vocês estão meio doidinhas. Vocês não querem ajuda?A gente tenta conectar vocês com outras marcas para vocês tentarem vender esse produto. Que achou que a gente nunca ia vender.A gente não ia conseguir vender tudo aquilo, em três semanas a gente realmente esgotou. Ficou uma época até em pre-order, né, que é um problema bom e ruim ao mesmo tempo, que mostra que foi um sucesso, mas ao mesmo tempo a gente ficou ali alguns meses, não numa questão assim, não entregando talvez a melhor experiência para o cliente. Mas eu acho que ajudou a gente a também ter muita motivação de que a gente estava no caminho certo, de que, né, tinha potencial para aquele produto e para a marca no mercado. É, vocês criaram um produto que, acredito, só duas mulheres poderiam ter criado, né? Eu já, eu me lembro até de uma história de uns empreendedores que eu vi na Alemanha, se eu não me engano, que criaram, tiveram uma ideia também, eram todos homens, acho que quatro homens e resolveram criar uma luva para as mulheres poderem trocar o absorvente. Mas esse produto simplesmente não era utilizado, porque nenhuma mulher usa luva para trocar o absorvente. Então faltou um conhecimento ali de como funciona o dia a dia da mulher, a rotina da mulher. Vocês criaram esse produto pensando em vocês também, nas amigas de vocês. Como que foi essa, essa venda interna assim, vocês chegaram com essa ideia?
[16:06]Eu acho que teve todo tipo de recepção. Eu acho que, né, eu acho que hoje todas as pautas, né, até essa questão de, de bem-estar, de acolher melhor o corpo, são pautas que hoje em dia são muito mais, eh, são muito mais naturais do que ali em 2015 quando a gente começou a pensar sobre tudo. Então a gente teve todo tipo de reação, desde a reação, tipo, isso é incrível, isso vai mudar o mercado, isso realmente assim, não sei porque que demorou tanto, talvez para uma inovação como essa, até como você falou, talvez até porque muitas vezes esse mercado estava liderado por homens e não viam esse mercado que ele poderia ser construído de uma certa forma, de uma outra forma. Então teve esse tipo de reação como também uma reação, nossa, mas será que vai funcionar?Mas será que é higiênico? Então a gente teve todo tipo de reação, mas eu acho que foi tudo muito bom, porque até na parte de comunicação, até as reações negativas, ajudaram a gente, poxa, se tem pessoas no nosso meio que estão achando isso uma ideia assim, que talvez tenha, tenham dúvidas, como é que a gente usa isso para, na hora que a gente lançar essa marca e fazer a comunicação sobre o produto, a gente faça isso cobrindo todas as dúvidas, ou as maiores dúvidas que podem surgir com relação ao produto e realmente desmistificar um pouco esse mercado de que existem novas opções, que elas vão ser até mais higiênicas, mais confortáveis e mais funcionais do que a gente possa imaginar. Então eu sinto que houve um pouco de tudo, mas só serviu para fortalecer a gente de alguma forma. Sim, e para mim faz todo o sentido, vindo do mundo farmacêutica, toda a liderança é masculino, não é? Da, até as grandes indústrias de saúde, você vê pouco mulher no Suíte. Então, faz total sentido para mim, por que que as grandes empresas, as grandes marcas não tinham criado isso ainda? Também o modelo de negócios delas é muito distante do consumidor, então a Pents que nasceu no canal digital, nasceu com a comunidade, com as redes sociais, a gente estava muito mais customer centric, não é? A gente estava junto com os clientes, a gente era, é, ainda é clientes, né, da nossa marca, então a gente tinha uma visão, um olhar totalmente diferente que ajudou muito com a criação. Mas também de, como Duda comentou, eh, algumas amaram e algumas ficaram meio, será que vai funcionar?Cheio de dúvidas, será que não é nojento, não é?E isso cria muito diálogo, não é? E diálogo é uma coisa boa, não é?Pensando em estimular, engajamento, de estimular conversa e até para os influencers, nessa época, é, gerou muito conteúdo, não é? A marca e o produto gerou conteúdo. Exato, como novidade. E nesse primeiro ano, como que foi a venda de vocês?Vocês falaram que esgotaram o estoque ali de três meses em três semanas. Quantas peças faziam parte desse estoque inicial? Nossa, esse dado, talvez eu não vou lembrar agora de cabeça. Você sabe quanto que vocês vendem hoje?Quantas peças são fabricadas hoje?Alguma coisa assim para dar uma ideia do tamanho do negócio? Hoje, a gente produz cerca de 80.000 peças. Por mês? É, por mês. É, na época, eu, eu realmente, o primeiro, a primeira produção, não lembro quanto foi. Mas foi um sucesso, portanto, assim, a gente, praticamente, foi dobrando a empresa ano a ano e com capital próprio. Então, a, o break even da empresa veio já no final do, daquele mesmo ano, a gente lançou em agosto. Em 2017? Em, em dezembro a gente já atingiu o break even, justamente porque eu acho que superou muito das das expectativas. E, então eu acho que, né, eu acho que isso já mostra que realmente, assim, tinha ali uma demanda represada e que ela se alimentou muito rápido e isso acabou sendo exponencial assim com o tempo. E o que foi muito legal é que, eu acho que, até a oportunidade de tudo ter acontecido muito rápido, é que a gente rapidamente conseguiu diversificar, tanto o canal como o portfólio, como a Emily trouxe, né? A gente tem uma proximidade muito grande com a comunidade, então as pessoas pediam muitos produtos novos. A gente escutava isso e isso ajudou muito com o desenvolvimento de novos produtos, melhoria de produtos existentes e as coisas aconteceram rápido. Até em novembro do primeiro ano, a gente lançou nosso primeiro pop-up na Oscar Freire, que foi, olhando para trás, talvez, um risco, né, que a gente tinha lançado, esgotou, entrou em pré-venda.
[20:29]Isso foi em 2017? 2017, exato. Ah, foi no mesmo ano, vocês lançaram e abriram. A gente abriu em agosto, exato, então foi tipo quatro meses depois de lançar a empresa. Mas era algo que, na época, era, pra gente, era inimaginável, assim, só surgiu a oportunidade quando a gente viu que a coisa engatou logo no início assim, muito rápido. É, até porque no canal digital tinha muitas dúvidas sobre a calcinha, será que é uma, tipo, fralda? Que, né, então a gente queria levar até o pop-up para ter mais conexão com as pessoas, a oportunidade das pessoas tocarem o produto, ver o produto, dar uma olhadinha no forro, então a primeira coisa que as pessoas pegam e vão olhando, né? Vão sentindo, né, a tudo, a uma calcinha bonita, tem, tinha um lugar para provar, então, tinha provador, que, às vezes, para e-commerce, nessa época, não era tão comum, também, compras de moda online. E a gente quase não tinha estoque de produto para lançar essa loja, mas que a gente viu que essa ação de marketing, que a gente achava que era, virou um canal de vendas rapidamente e gerou um, um lucro para a gente. Para a gente, então a gente fala, ah, vamos ficar, ficou estendido, ah, vamos ficar mais dois meses, mais seis meses, e, de repente, a gente tinha uma loja permanente. Então a gente é uma marca muito experiencial de fazer tests, não é?Ah, será que, se a gente faz, a gente não vai entrar direto como uma loja de aluguel de 5 anos. Tem que ter essa cabeça de startup, ah, vamos fazer um experiment, ver se dá certo. Ah, deu certo, então vamos investir mais. E essa loja ainda existe? Sim. E tá lá hoje com um portfólio muito maior, certo? Queria que vocês falassem um pouco desse portfólio, então, como que foi aumentando? Porque vocês começaram com alguns modelos de calcinha, algumas cores e aí foram expandindo os modelos, as cores, os tamanhos. Como que foi essa expansão para vocês? Eu acho que isso foi muito orgânico também, como os clientes, como Duda comentou, a gente gosta de fazer co-criação com a comunidade. Então, muitas empresas têm uma área de atendimento, se fosse um área back office de resolver problemas na empresa, até, né, fazer um atendimento mais de uma forma tradicional. Na Pents, a gente via atendimento muito como uma função estratégica de marketing, também de insights, aprendizados dos consumidores. Então, a gente recebe muitas perguntas, muitos pedidos para novos produtos, muitas dores, desafios do consumidor que já abrem espaços para inovação, que é incrível, não é? Que até as grandes empresas, historicamente, faz pesquisa, não é, com um terceiro para fazer isso, a gente já tem essa conexão direta, então ajuda muito com o desenvolvimento. Eu acho que a primeira linha que a gente fez novo, foi a linha Girls da primeira menstruação e a segunda foi a sutiã absorvente para uma mentação, que também foi um pedido da comunidade. E a gente ficou escolhendo algumas mulheres para fazer test pilotos do produto antes de lançar. Então, ah, e depois virou crescendo coleções, né, como a linha Praia, como a coleção Always Livre, que a gente entrou no canal farmácia e a gente virou, da e-commerce para, ah, omnichannel, não é, como lojas, para multichannel com a revenda também. Então, e agora a gente tem muitas linhas de incontinência também. Então, fez uma expansão bem orgânico, mas tudo com problemas reais de pessoas reais. Eu acho isso a coisa mais importante para não só fazer inovação para inovar, mas realmente resolver problemas que não existe, às vezes, solução no mercado. Você falou do sutiã absorvente, e ele foi um dos primeiros no mercado, né?Foi um dos primeiros. Foi o primeiro no mercado global, é. E hoje ele já é também um dos, um dos produtos mais vendidos de vocês? Sim, com certeza. É, a calcinha absorvente ainda é o nosso best seller, porque eu acho que ela tem até mais de uma função, né? Ela, ela é indicada tanto para menstruação, como pós-parto, incontinência urinária leve, por exemplo, apesar da gente ter uma tecnologia separada para incontinência um pouco mais severa. Então, né, ela, por reunir vários use cases, eu acho que ela continua sendo a best seller, mas o sutiã de amamentação, realmente, assim, é um produto que, que foi muito bem para a gente, porque eu acho que ele também ataca um pouco da questão de pesquisa de mercado que a gente fez para as calcinhas absorventes no início. Então, eh, hoje, né, quando as mulheres utilizam o sutiã para amamentação e acabam colocando o absorvente descartável, elas têm, no final, os mesmos problemas de desconforto, de vazamento, eh, de produzir mais lixo. Então, eu acho que quando a gente vê com a sua solução, de já ter uma tecnologia embutida e reutilizável, eu acho que isso trouxe conforto, funcionalidade, mas trouxe muita praticidade, eh, né, pra, pra vida da, da maternidade ali logo no início, então foi um sucesso muito grande. E vocês têm cuecas também agora, também atendem um público masculino, né?E entraram também no setor de beleza, certo? Sim, recentemente. Como foram esses novos passos que vocês deram? Então, foi bem nesse caminho de inovação junto com o consumidor. Então, a gente lançou primeiro a cueca para os menstruantes, que menstruam, que foi um pedido que a gente já tinha há muito tempo. As pessoas da comunidade falando, ah, não identifico com calcinhas, eu quero essa tecnologia mais como um modelo meio unissex, ou até masculino mesmo. Então, a gente tem, tanto as mulheres, tantos homens que compram a cueca, ah, hoje em dia. E, depois, a gente lançou outra cueca para incontinência, que é mais focado no público masculino mesmo. Tem incontinência, que a gente também vende em farmácia, em outros canais. Então, foi bem nesse olhar de, ah, fazer inovação e levar novos categorias dos produtos. A linha de beleza, os serums, a gente lançou duas semanas atrás no Twitter, que tá pegando forte, e se você pensa, é incrível que toda mulher sabe que nosso pele muda todo mês, não é? Ah, como as flutuações hormonais e tudo é completamente normalizado isso, mas o mercado de beleza nunca olhou para isso de uma forma de oportunidade de levar solução que talvez pode ser mais adequado para cada fase do ciclo. Então, a gente lançou esses dois serums, um para a fase de TPM e menstruação, e outro para a fase mais da ovulação, né, no resto do ciclo. Ah, porque as necessidades do pelis é, é bem diferente de você ter uma fase mais oleoso, que você tá precisando mais equilíbrio, e outra fase que você está mais, ah, brilhando, mas querendo mais hidratação. Então, ah, foi um sucesso, a gente está sendo bastante resultado com esse novo, ah, porta aberta de, de mercado para a gente. É, há um tempo atrás também a gente lançou um sabão, um líquido para lavar calcinha, né? Tanto cal, todo tipo de calcinha, mas muito focado também em calcinha absorvente, que ele possui algumas enzimas que ajuda a, a quebrar a molécula do leite, do sangue, então ajuda até a lavar melhor a peça. E, eu acho que é um pouco desses, desses cases, assim, de produtos complementares aos nossos cases best sellers, também, que tem ido muito bem, e eu acho que o Serum vem agora como um, também, um, um case, assim, complementar aos, às nossas usuárias e que é muito focado no bem-estar. A gente tem visto como as gerações mais novas, elas têm isso na cabeça assim, de colocar o bem-estar em primeiro lugar. Então como que a gente vai trazendo, né, focando sempre no que a gente é cor, mas trazendo produtos complementares que realmente a gente possa estar presente na vida da consumidora em mais momentos do que só, eh, durante a menstruação ou durante a maternidade, então é realmente assim, ampliando o nosso leque, mas sem deixar de lado o que a gente, o que a gente é cor. E eu acho que é isso, né? Eu acho que vai ser um ano que a gente está bem animada.
[29:26]E que números que vocês podem abrir para a gente, para mostrar o tamanho da empresa? Vocês falaram um pouco do número de vendas, quantos funcionários vocês têm, o faturamento eu acho que vocês não abrem, né? Não. Se quiserem abrir. Não, eu acho que a gente não pode, mas o lado de funcionários hoje, é, diretos, a gente tá com 44 funcionários. É, mas isso sem contar todos os parceiros indiretos que a gente tem ao lado de produção e que são, é, parceiros exclusivos que a gente trata como se, quase como se fosse, né, parceiros diretos. Então, ao lado de gestão a gente acaba cuidando de um time bem maior, mas direto a gente está com 44 hoje, né?
[30:22]Sim, eu acho que uma das coisas mais importantes na, na parte de criar uma empresa é ter muito claro quem vai fazer o que, quem vai responsabilidade em qual área. A parte de transparência entre cada área e o outro, então, eu estou mais no lado de marketing e tecnologia. Duda está mais no lado financeiro e operação, então eu acho que a gente dividiu bem as funções da empresa para não ficar muito pesado para um ou para outro. Mas sempre com muita transparência, então a gente tem, faz todas essas reuniões de governance, de fazer os checks de cada, cada lado, assim, mas, é, é isso, funciona super bem. Porque até que Duda veio mais do mercado financeiro e acho o Brasil é complexo mesmo a parte financeiro e contabilidade, tudo, eu acho o lado de marketing eu tenho mais experiência também no meu background. Então funciona super bem. E eu acho que as tomadas de decisões são muito compartilhadas, acho que isso que também é bacana, né? Cada uma tem também um pouco da, da visão e eu acho que elas são muito complementares e também, quando também tem, alguma tá vendo algum risco de algum lado, isso, isso é bacana porque é, é comunicado, tem transparência, então eu acho que isso é muito positivo assim, de você ter a oportunidade de dividir isso um pouco.
[31:45]Eu acho que ajuda a, a não sobrecarregar tanto e ajuda a ser mais complementar para ser uma visão cada vez mais ampla com diferentes percepções para que ela seja cada vez mais assertiva com o tempo.
[33:47]E vocês estão perto de completar 10 anos, daqui a pouco, né?Ano que vem. 2027. 2027 vocês completam 10 anos, já. Nossa, eu estava fazendo as contas, uau. Não, fala. Não, eu estava fazendo as contas agora, eu estou impressionada. Daqui a pouco vocês completam 10 anos. Nesse período, nessa trajetória, qual foi o momento mais difícil para vocês? Talvez, eh, pode ser diferente de cada lado. Pode seguir Duda. Eu acho que um dos momentos que eu achei bem desafiador a gente, talvez nem falou tanto disso, mas a gente já começou a exportar, ali em 2021 foi quando a gente começou a exportar o produto e começou a fazer, né, uma introdução no mercado internacional. Então, no primeiro momento a gente focou muito ali em players Europa, que eu acho que era um lugar, né, uma região que não tinha, eh, marcas de calcinha absorvente, apesar de todo, todo o produto ter uma tecnologia diferente, mas de ter esse conceito, não tinha nenhuma marca assim muito bem estabelecida. Então, foi, talvez o nosso primeiro target.
[34:51]E, né, quando eu falo Europa, a gente tem que olhar para o país, não dá para falar já de Europa generalizando. Então a gente começou muito com UK, França, Holanda, foram os primeiros, eh, eh, países que a gente quis focar. E a gente conseguiu grandes feitos, então, ali na, na França, né, a gente entrou na Galeria Lafayette, a gente teve uma pop-up seis meses lá de 60 metros quadrados. Então, isso foi super relevante para a gente, na época.
[35:36]Que é um centro de, de compras muito, muito importante. É uma grande loja de departamento incrível, assim, isso realmente ajudou com validação, tanto que a gente conseguiu outras oportunidades depois daquilo. A gente entrou primeiro na Galeria Lafayette Houseman, que é a principal, mas depois entrou em todas as outras que são mais 26 dentro da rede. A gente conseguiu, na, em Londres também, uma parceria com a Selfrit, que é uma outra loja de departamento gigantesca. E nesses outros países também, a gente foi conseguindo, eu acho que um foi puxando o outro, a gente foi conseguindo espaço para ir, eh, ter essa visibilidade de marca e do produto. Eu acho que eles foram muito receptivos até porque eu acho que a gente fez um bom trabalho de portfólio e fez um bom trabalho de marca, que talvez nem todas as empresas que estão nesse setor acabam tendo esse cuidado. Então, eu acho que isso foi muito bem visto e não que eu acho que talvez foi o momento mais difícil, porque eu acho que eu não consigo, às vezes, ponderar, mas com certeza foi um desafio, porque, querendo ou não, a gente estava indo para um território que ninguém conhecia a gente. Eu me senti meio que voltando para o início da empresa. Como é que a gente vai comunicar esse produto para esse novo público? Qual é o portfólio adequado?Que que eles valorizam, que que eles não valorizam? Então, é, é como se a gente tivesse voltando para o início da empresa, mas aprendendo junto, porque eu acho que falando localmente, né, a gente conhece muito, né, do comportamento, de consumo brasileiro, mas tudo muda quando a gente tá mudando de região. E Europa, né, quando a gente falava de França, UK, Holanda, já, já aí já mudava completamente a estratégia França para UK, para Holanda. Então, eu sinto que a gente teve que se reinventar várias vezes nesse período, mas foi um período também de muito aprendizado em como que a gente realmente consegue fazer com que a empresa, ela seja mais ágil na tomada de decisão, ao lado de comunicação, ao lado de portfólio, então, é, mesmo que fosse um desafio, acho que foi muito enriquecedor. E deu tudo certo no final, né? Sim, sim, sim, exato. E tinha muitos aprendizados até culturais, né? Você brincou que na França tudo começa com não e você vai conseguindo, assim, com o tempo, tinha muitos aprendizados de como lidar com as pessoas, toda a parte comercial foi muito interessante. Eu acho para mim, eu acho a parte mais difícil foi bem no início, no lançamento, que, ah, a gente teve esse problema de esgotar o estoque, de decidir como fazer a pré-venda, porque ainda em 2017, não é? Eu acho 8% das vendas do mercado eram online, então, até e-commerce era uma coisa, não novo, mas ainda era muito pequeno, não é, e crescendo. Então, tinha muitas pessoas bem nervosas de, ah, vou receber daqui dois meses, como você faz essa comunicação com eles para eles ter mais confiança na marca a longo prazo? Então, isso foi um super desafio. E, nesse momento, também, a gente começou essas conversas de fun raising, que eu acho que foi bem desafiador, até, ah, um mercado muito feminino, duas mulheres fundadoras. E, no final, a gente acabou não pegando o investimento, ah, até tinha algumas interessados, mas a gente virou break even no lugar e ficou crescendo com o fluxo de caixa. Então, foi esse momento de a gente decidir como que a gente vai fazer o funding dessa empresa, como que a gente vai crescer junto com a construção da marca, com, junto com a, organizando toda a parte operacional, que realmente a gente não tinha produto para um tempo, da parte operacional, a gente tinha muitos processos para alinhar, ah, então, foi, ele tem essa frase de startup é meio construindo um avião enquanto você está descendo. E foi realmente nesse momento, tipo, construindo o avião e também procurando investimento, depois deu certo o nosso próprio fluxo de caixa no negócios.
[39:16]Então, eh, eu acho para todas as startups, eu acho, tipo, 70% das startups não conseguem passar um ano, não é? Então, a gente já sabia que esse primeiro ano é um super desafio. Mas depois a gente ficou, ah, tem uma marca bacana, tem produtos que as pessoas gostam e o resto foi fluindo. Tem que passar essa arrebentação, né?Que é o mais difícil do primeiro ano, realmente, mais complicado. Eu acho que, principalmente, acho que, né, quando você abre uma empresa, tem muitos riscos, né? Tem muita coisa que às vezes joga contra. Eu acho que a gente sentiu essa pressão porque a gente estava inovando no mercado que é muito tabu. Tem um certo preconceito, não tem como a gente negar sobre isso. Então, eu acho que a gente sentiu uma pressão muito grande em como que realmente ia ser a recepção disso, porque, ou ia, eu sentia que ou ia dar tudo certo ou ia ser um grande desastre. É, e justamente porque era realmente um mercado, ali, que fica numa, numa parte meio nebulosa, até das pessoas falarem sobre o assunto. Já melhorou muito isso, mas fica até hoje, às vezes, eu sinto algumas pessoas muito receosas de falar sobre isso. É verdade.
[40:19]Então, é, acho que a gente sentiu uma pressão muito grande no início, não tem como negar. É, era um mercado tabu e vocês também estavam tentando vender um produto que ninguém conhecia pela internet. Mas logo depois veio a pandemia que fez todo mundo ir para a internet. Então, vocês já tinham ali, talvez, uma vantagem competitiva, diante de outros, quando, quando começou. Com certeza. A gente já estava preparado nesse sentido e quanto muita gente começou a se estruturar naquele momento. Então, eu acho que quando teve a pandemia, a gente conseguiu até ter um crescimento muito rápido, assim, e, e que ajudou muito a beneficiar e abrir novos caminhos para a empresa, ali em 2020, 2021 foram anos muito bons para a gente ao lado do e-commerce. Eu acho também baixou uma das maiores barreiras de prova do nosso produto, que a maioria das pessoas tem medo de vazamento, não é? Trocando das absorventes descartáveis para as calcinhas da Pents e que todo mundo estava em casa, foi um momento perfeito de ter uma nova experiência, eh, com a menstruação. Então, todo mundo estava meio, não estou saindo para restaurante, não estou fazendo nada interessante, eu vou, agora é o momento perfeito de provar um novo produto para menstruação. Então, baixou muito essa barreira e aumentou muito a aquisição de clientes para a gente nesse nesse momento. Sim, até a busca por produtos, né, regados à sustentabilidade, eu acho que isso teve um crescimento muito grande na pandemia, ligado a bem-estar. Todo mundo, né, muito fragilizado nesse sentido, eu acho que buscando opções que, de produtos que fizessem mais sentido com tudo que a gente estava vivendo, então eu acho que isso também ajudou a gente muito com o Discovery na época e, claro, com as vendas, tudo. Uhum. E você falou, Emily, também do momento que vocês estavam ali no começo, pensando se iam ou não receber um fundo de investimento. Isso ainda é uma questão para vocês?Vocês olham para isso eventualmente como uma alavanca para crescer mais rápido, para chegar em outros mercados?Ou no momento vocês também não têm interesse em receber, eh, aportes, por exemplo? Eu acho, a gente sempre estava aberto para, para pegar um parceiro investidor para ajudar acelerar o crescimento, para a gente investir mais mercados, mais linhas de produtos que a gente está claramente fazendo do nosso lado também esses investimentos. Mas a gente sabe que a gente consegue dar uma forma mais acelerado. Mas, eu acho, é sempre achando parceiro que tem a mesma visão de você, que tá alinhado com o estratégico. Então, não aconteceu ainda, mas não significa que não vai acontecer. É, talvez o spoiler aí daqui a pouco, né? Exato.
[43:30]E para finalizar, vocês consideram que vocês já estão no topo?
[43:40]Ainda não. Eu acho que para empreendedor não existe um topo, não é? Eu acho, é, qualquer empreendedor em qualquer lugar do mundo, eu, eu acredito. Tem muito esse growth mindset, que, it's never enough, não é?Você sempre tem que. É, tinha um pouco desse caso de chegar, esperar estar perfeito, chegar na perfeição. Eu acho que, talvez, você nunca tem essa sensação de, ah, é isso, não tem mais nada que eu possa evoluir, não tem mais nada que eu possa fazer. É, que eu acho que tem um lado bom. Eu acho que isso que motiva a gente a sempre estar fazendo mais e se reinventar. Então, não acho isso algo ruim, eu acho que, mas uma coisa que eu acho que a gente está no caminho certo, a gente está nessa construção para chegar lá, com certeza. Sim, concordo. E para quem que você liga quando você não sabe o que fazer, Maria Eduarda? Nossa, muita gente, ligo para Emily, ligo para, ligo para as mentoras, eu acho que isso foi algo muito legal da nossa jornada. A gente sempre se conectar muito com mentores, a gente faz parte de grandes redes, né, da Endevor, da EY, do WeMan. Então, eu acho que a gente sempre está conectada com várias mulheres, homens, que eu acho que também já passaram pela fase que a gente está hoje, né? Até as grandes empresas, elas já foram pequenas e médias e, e tiveram um desafios muito similares, então eu acho que é muito legal ter a oportunidade de pedir conselho para quem já vivenciou para realmente ajudar a gente a atravessar as coisas da melhor forma, eh, minha família também empreende, então, às vezes, bato um papo com eles também. Eu acho que usar o seu entorno assim, como uma forma de realmente, assim, eh, se familiarizar, pegar um pouco mais de conhecimento antes da tomada de grandes decisões, é algo que ajudou muito a gente até aqui e eu continuo fazendo até hoje. E para você, Emily, quem você liga, para quem você liga quando você não sabe o que fazer? Então, eu acho que é meio parecido que eu sempre procurei muitos mentores. A gente faz parte da, da Rede Endevor, como empreendedores Endevor, então a gente tem muitas conexões lá até de segmentos específicos, ah, mercado de revenda, de retail, mercado de e-commerce, que é, também, outro business model, então dependendo no assunto, a gente consegue puxar as pessoas certas. Eu acho que uma coisa que eu sempre gosto também, eu tenho muitos colegas da Europa, dos Estados Unidos, de outros trabalhos, então é sempre bom pedir perspectivas bem diferentes. Eu acho isso uma coisa que tanto Duda, tanto eu a gente faz muito bem, de ouvir as perspectivas dos outros, mas no final a gente toma a nossa própria opinião e decisão. Então, não que essas opiniões vai mudando o que que a gente vai fazer, mas fica meio de points, né? Exato, fica pontos para a gente considerar e, no final, a gente já tem que tomar o risco. Isso faz parte de ser, não, sócio do negócio e responsabilidade dessas decisões, mas considerando, não é, todas as perspectivas, ah, pra gente fazer essas decisões da forma mais adequadas. Uhum.
[47:17]E tem algum livro, algum filme, algum, algum podcast que vocês indicam para quem está assistindo a gente? Eu adoro esse livro, ah, Innovators Dilemma, Dilema da Inovação, que é de um professor da Harvard, ah, que eu trabalhei junto com ela muitos anos atrás quando eu tinha formado na, na faculdade.
[47:53]Que é tudo sobre inovação disruptiva e como as grandes empresas, ou startups conseguem criar inovações disruptivos no mercados. Que até Pents, por um exemplo, que existe, perfeito, de inovação disruptivo, porque, ah, a gente fez disrupção de dois mercados. O mercado de saúde e o mercado de moda. Saúde levando mais beleza, levando um produto que é funcional para o mercado de saúde, a gente leva o mercado de moda, a gente leva mais funcionalidade, esse lado de saúde na rotina da mulher. Então, a gente é, eu acho um exemplo perfeito de como a gente, até pensando no nosso negócio e levar o valor para o mercado. Eu acho uma coisa que, tanto Duda, tanto eu a gente faz muito bem, de ouvir as perspectivas dos outros, mas no final a gente toma a nossa própria opinião e decisão. Então, não que esses opiniões vai mudando o que que a gente vai fazer, mas fica meio de points, né? Exato, fica pontos para a gente considerar e, no final, a gente já tem que tomar o risco. Isso faz parte de ser, não, sócio do negócio e responsabilidade dessas decisões, mas considerando, não é, todas as perspectivas, ah, pra gente fazer essas decisões da forma mais adequadas. Uhum. E tem algum livro, algum filme, algum, algum podcast que vocês indicam para quem está assistindo a gente? Eu adoro esse livro, ah, Innovators Dilemma, Dilema da Inovação, que é de um professor da Harvard, ah, que eu trabalhei junto com ela muitos anos atrás quando eu tinha formado na, na faculdade.
[49:52]Que é tudo sobre inovação disruptiva e como as grandes empresas, ou startups conseguem criar inovações disruptivos no mercados. Que até Pents, por um exemplo, que existe, perfeito, de inovação disruptivo, porque, ah, a gente fez disrupção de dois mercados. O mercado de saúde e o mercado de moda. Saúde levando mais beleza, levando um produto que é funcional para o mercado de saúde, a gente leva o mercado de moda, a gente leva mais funcionalidade, esse lado de saúde na rotina da mulher. Então, a gente é, eu acho um exemplo perfeito de como a gente, até pensando no nosso negócio e levar o valor para o mercado. Eu acho uma coisa que, tanto Duda, tanto eu a gente faz muito bem, de ouvir as perspectivas dos outros, mas no final a gente toma a nossa própria opinião e decisão. Então, não que esses opiniões vai mudando o que que a gente vai fazer, mas fica meio de points, né? Exato, fica pontos para a gente considerar e, no final, a gente já tem que tomar o risco. Isso faz parte de ser, não, sócio do negócio e responsabilidade dessas decisões, mas considerando, não é, todas as perspectivas, ah, pra gente fazer essas decisões da forma mais adequadas. Uhum. E tem algum livro, algum filme, algum, algum podcast que vocês indicam para quem está assistindo a gente? Eu adoro esse livro, ah, Innovators Dilemma, Dilema da Inovação, que é de um professor da Harvard, ah, que eu trabalhei junto com ela muitos anos atrás quando eu tinha formado na, na faculdade.
[51:53]Que é tudo sobre inovação disruptiva e como as grandes empresas, ou startups conseguem criar inovações disruptivos no mercados. Que até Pents, por um exemplo, que existe, perfeito, de inovação disruptivo, porque, ah, a gente fez disrupção de dois mercados. O mercado de saúde e o mercado de moda. Saúde levando mais beleza, levando um produto que é funcional para o mercado de saúde, a gente leva o mercado de moda, a gente leva mais funcionalidade, esse lado de saúde na rotina da mulher. Então, a gente é, eu acho um exemplo perfeito de como a gente, até pensando no nosso negócio e levar o valor para o mercado. Eu acho uma coisa que, tanto Duda, tanto eu a gente faz muito bem, de ouvir as perspectivas dos outros, mas no final a gente toma a nossa própria opinião e decisão. Então, não que esses opiniões vai mudando o que que a gente vai fazer, mas fica meio de points, né? Exato, fica pontos para a gente considerar e, no final, a gente já tem que tomar o risco. Isso faz parte de ser, não, sócio do negócio e responsabilidade dessas decisões, mas considerando, não é, todas as perspectivas, ah, pra gente fazer essas decisões da forma mais adequadas. Uhum. E tem algum livro, algum filme, algum, algum podcast que vocês indicam para quem está assistindo a gente? Eu adoro esse livro, ah, Innovators Dilemma, Dilema da Inovação, que é de um professor da Harvard, ah, que eu trabalhei junto com ela muitos anos atrás quando eu tinha formado na, na faculdade.
[53:53]Que é tudo sobre inovação disruptiva e como as grandes empresas, ou startups conseguem criar inovações disruptivos no mercados. Que até Pents, por um exemplo, que existe, perfeito, de inovação disruptivo, porque, ah, a gente fez disrupção de dois mercados. O mercado de saúde e o mercado de moda. Saúde levando mais beleza, levando um produto que é funcional para o mercado de saúde, a gente leva o mercado de moda, a gente leva mais funcionalidade, esse lado de saúde na rotina da mulher. Então, a gente é, eu acho um exemplo perfeito de como a gente, até pensando no nosso negócio e levar o valor para o mercado. Eu acho uma coisa que, tanto Duda, tanto eu a gente faz muito bem, de ouvir as perspectivas dos outros, mas no final a gente toma a nossa própria opinião e decisão. Então, não que esses opiniões vai mudando o que que a gente vai fazer, mas fica meio de points, né? Exato, fica pontos para a gente considerar e, no final, a gente já tem que tomar o risco. Isso faz parte de ser, não, sócio do negócio e responsabilidade dessas decisões, mas considerando, não é, todas as perspectivas, ah, pra gente fazer essas decisões da forma mais adequadas. Uhm. E tem algum livro, algum filme, algum, algum podcast que vocês indicam para quem está assistindo a gente?



