[0:00]Corrente alternada. Viagem na eletricidade. Alternada. No princípio, para ter eletricidade, certos senhores tinham inventado a pilha elétrica. Dentro de uma pilha, sob efeito da energia química, temos de um lado elétrons menos. Do outro, não. É o lado mais. Os elétrons se recombinam com os mais, passando no filamento de uma lâmpada, por exemplo. A corrente é contínua, porque os elétrons menos estão sempre do mesmo lado. Outros senhores tinham aperfeiçoado um outro método. Com fios bem isolados, eles faziam uma bobina, e na frente, divertiam-se em girar um ímã.
[1:04]O princípio é mais ou menos este: quando o Polo Norte do ímã chega, os elétrons são arrancados de sua órbita e vão para o lado do ímã, ficando mais do outro lado. Temos então, como dentro de uma pilha, um mais e um menos.
[1:21]Evidentemente, assim que não giramos mais, nada mais acontece. É lógico num sentido, não podemos fabricar energia, mesmo a elétrica, a partir de nada. Então, continuando a girar, é o Polo Sul do ímã que chega à frente da bobina, e aí acontece exatamente o contrário de antes: o mais se torna menos, e vice-versa. Ainda temos corrente? Sim, mas na outra direção. De modo que a corrente vai alternativamente numa direção, depois na outra. É o que chamamos de corrente alternada.
[1:56]Mas os outros diziam: eletricidade que muda de direção assim, sem parar, não é a verdadeira eletricidade. Evidentemente, a lâmpada piscava. O ímã não girava muito rápido. Então, aproveitemos para tentar ver o que está acontecendo, graças à nossa câmera especial, e para fazer um pouco de teoria. Esta flecha representa a direção e a intensidade da corrente. Primeiro, a corrente é máxima numa direção.
[2:26]Depois, decresce. Torna-se nula. Cresce na outra direção. Decresce de novo. Volta a mudar de direção. E por aí vai. Se a corrente volta a ser máxima em uma direção uma vez por segundo como aqui, dizemos que a frequência da corrente é de 1 Hz. Duas vezes por segundo, 2 Hz. Etc. etc.
[3:04]Há um outro modo mais divertido de ver as coisas. Pegue a flecha que representa a intensidade máxima. Faça-a girar em um círculo imaginário que você desenha ao lado do fio. Pois bem, em qualquer momento, a intensidade real que passa dentro do fio é igual a isto. Quer dizer, a projeção ou a sombra da flecha giratória sobre o fio. Podemos até fazê-la traçar uma curva, é uma senóide. Mas voltemos aos nossos senhores. Eles aperfeiçoam o alternador. O ímã põe-se a girar mais rápido, a frequência da corrente aumenta: 4 Hz.
[3:57]Para 10, 12 Hz. Já quase não pisca. 50 Hz. Aí, já não percebemos mais nada. 50 Hz é a frequência da corrente alternada que chega hoje na casa de vocês. A iluminação, o aquecimento, funcionam bem, os motores elétricos também. E hoje, um único alternador de central pode alimentar de eletricidade mais ou menos 1 milhão de lares. A ideia desses senhores, então, não era má. Pois se precisaria dizer também que a corrente alternada se transporta muito mais facilmente.
[4:37]Mas por que é preciso de uma tão alta tensão? Porque ela viaja em três fios e tem o nome de corrente alternada trifásica. Falaremos disso depois. Uma série de Jacques Rouxel assistido de Laurent Bounoure, texto dito por Bertrand Jérome, animação Marc Guyot, decora Mireille Espagne, cores traçagem Polly Guincêtre, com Babette Vimenet, Catherine Augerot, música Robert Cohen-Solal, montagem Michèle Péju, banc-título Pierre Mialaret.



