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Encontro Internacional de Educação Midiática | Entrevista com Paolo Celot, fundador de ONG

SBT News

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[0:00]E aí pessoal, a nossa entrevista agora é com o Paulo Celotte, especialista italiano, convidado aí para o encontro internacional de educação mediática aqui em São Paulo. E ele defende o papel fundamental aí dos professores e dos projetos criados dentro das escolas, né? Obrigado pela entrevista. Paolo, como um programa de educação midiática pode ser bem implementado no Brasil, onde há uma desigualdade no acesso à educação tecnológica? Essa é uma pergunta difícil de se responder. Há muitas similaridades entre o Brasil e outros países da Europa, e um dos grandes desafios é o currículo das escolas. Alguns países têm letramento midiático, educação-midiática como matérias escolares, mas é exceção. A educação midiática ainda não encontrou lugar no sistema de ensino. Os tomadores de decisão têm que decidir o que deve ser ensinado sobre educação midiática, eles têm que treinar os professores, porque os professores precisam entender educação midiática antes de lecionar sobre o assunto. Há bastante material disponível sobre o assunto, mas, obviamente, eles precisam ser adaptados para o contexto do Brasil e para português. Quais projetos de educação midiática estão sendo implementados na Europa, e na Itália? Na Europa, você tem países como a Finlândia, onde a educação midiática está espalhada por todo o currículo, e as crianças, desde o primário, aprendem sobre desinformação, segurança online, a proteção de menores, monitoramento. Mas isso é um privilégio. Na Itália, por exemplo, não é assim. Temos bastantes projetos informais de educação fora das escolas. Mas quando se trata do sistema de ensino, há algumas escolas secundárias que ensinam educação midiática dentro de outras matérias, como informática ou na aula de italiano, aqui seria aula de português. Mas apenas no secundário e nas universidades que há mais cursos e mestrados sobre letramento midiático e educação midiática. E quais são os principais desafios para os próximos anos na Itália, na União Europeia? Um dos principais desafios é acompanhar a tecnologia, com a tecnologia mudando todo dia. Hoje nós temos o ChatGPT e inteligência artificial, e somente poucas pessoas sabem sobre o impacto e, portanto, é muito difícil ensinar algo que ainda não se sabe muito sobre. Mas também há alguns denominadores comuns na tecnologia, com implicações e consequências na dimensão humana, por exemplo, ao moldar a mente das pessoas quando elas vão votar ou a integridade das eleições, e isso é algo que temos que trabalhar. Como podemos avaliar a efetividade de políticas públicas relacionadas à educação midiática? A única maneira de avaliar a efetividade de uma política pública é medir o ponto inicial e o ponto final, e se houve alguma mudança de comportamento por causa dessa implementação. É bem difícil de ser feito em grande escala, e, portanto, no momento, não há nada científico ou dados, mas há um número de indicadores que podem ser usados e, juntos, eles nos dão uma indicação se uma política pública foi efetiva ou não. Quais são os pontos principais que devem ser considerados na rede escolar, ou um diretor, ao iniciar um programa de educação midiática? Olha, eles têm que ser claros com os seus objetivos, por que eles estão fazendo? Qual é a intenção deles? Qual é o alvo do programa? Ser transparente sobre a estratégia por trás do programa. E então usar os recursos, as ferramentas disponíveis, os professores. Se eles são transparentes sobre o que precisa ser feito, é provável que um bom resultado possa ser alcançado. Quais habilidades fundamentais os professores precisam ter para navegar nesse mundo tecnológico e guiar seus estudantes de forma efetiva? Você sabe, na escola, eu não sei sobre você, mas, no que me diz respeito, eu conheci poucos bons professores. Um bom professor é aquele que tem habilidades que facilitam o aprendizado do aluno.

[5:50]Além de competências específicas, os professores devem ter esse conhecimento próprio sobre o assunto, além dessas capacidades de ensino que são relativamente difíceis de achar.

[7:20]Na paternidade digital, se posso dizer, a primeira regra é ser um bom pai. Se você é um bom pai é bem provável que você também será bom "pai digital". Muito obrigado, Paolo. Muito obrigado pela entrevista. Conversamos com o Paulo Celotte, que é especialista italiano, convidado aqui para o encontro da da ESPN, promovido pelo Instituto Palavra Aberta. E defende aí o papel fundamental dos professores e projetos criados na escola. Quer saber mais informações sobre esse tema? Só clicar aqui no SBT News para acessar outras entrevistas.

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