[0:01]Este episódio contém discussões sobre temas sensíveis e que podem ser difíceis para alguns ouvintes. Caso sinta que agora não seja o momento ideal para escutá-lo, saiba que está tudo bem. Sua saúde emocional é o mais importante. Estaremos aqui para quando quiser voltar.
[0:22]Você já parou para pensar em como uma vida pode mudar drasticamente? E se eu te dissesse que por trás de cada situação existem histórias profundas que muitas vezes não conhecemos? Neste podcast, potencializamos vozes de mulheres corajosas que ousaram compartilhar suas vivências. Junte-se a nós para ouvir o relato daquelas que decidiram. Eu quero contar. Ei, eu quero contar. Eu quero contar. Eu quero contar. Eu quero contar. Eu quero contar. Eu quero contar. Eu quero contar. Eu quero contar. Eu quero contar. Eu quero contar. Eu quero contar. Eu quero contar. Eu quero contar. Eu quero contar. Eu quero contar. Um relacionamento que nasceu em um ambiente de trabalho, floresceu em meio a desafios pessoais e se tornou um verdadeiro emaranhado de emoções intensas. Manipulação, mas que me rendeu uma grande autodescoberta. A história que você vai ouvir é uma das 462 que chegaram até a Julia Poletini, pela iniciativa Eu Quero Contar. São vozes de mulheres de várias partes do Brasil que mostraram problemas urgentes e que afetam todas nós. Meu papel daqui para frente é te acompanhar em cada reflexão. Vamos juntas? Bom, meu relacionamento começou no meu ambiente de trabalho. Eu, uma professora dedicada, havia enfrentado um período difícil no ano anterior. Um quadro de estresse por sobrecarga de trabalho que evoluiu para depressão e síndrome do pânico. Mas naquele momento estava bem, tratada, medicada e pronta para recomeçar. Vínhamos de um período de férias e eu estava recuperada. Foi nesse cenário que ele entrou na minha vida. Já no início do contato, precisei relatar a ele o ocorrido para explicar algumas mudanças nas aulas para aquele ano. O ano era 2019. Ele se mostrou um homem gentil, extremamente educado, culto e muito disposto a ajudar. Não falava muito de sua vida particular, bastante discreto. Como trabalhávamos diretamente um com o outro, fomos conversando muito. O meu gesto de vulnerabilidade foi recebido com cuidado e empatia. E assim nos aproximamos.
[3:43]Era uma vez, um príncipe encantado que chegou exatamente no momento em que a princesa mais precisava ser salva. Não haveria monstros, tempestades, bruxas malvadas ou maldições que atingiriam essa princesa. Agora, depois de tantas dificuldades, ela estaria segura. Finalmente, ele estaria aqui e iria cuidar dela. Bom, amigas, primeiramente, quem nunca, né? Quem nunca acreditou em alguém que era tudo aquilo que você precisava, no momento que você precisava? Para nossa sobrevivente em questão, ela estava vivendo um novo capítulo da sua vida, se erguendo de uma questão difícil de saúde mental e aí, finalmente, aparece alguém que é exatamente o que ela precisava. Quando eu me deparo com essa história, me pego pensando, por que parece que nós, mulheres, estamos sempre esperando o momento de sermos salvas por alguém? Por outra pessoa que nem nos conhece ou sabe das nossas necessidades reais.
[4:57]Pois bem, para apoiar um pouco o nosso papo, acho legal falarmos da Valesca Zanello, a nossa diva suprema que já apareceu por aqui em outro episódio e é pesquisadora na área de saúde mental e gênero. E que traz um ponto para nos fazer pensar sobre esse tema. Para Valesca, nós mulheres vivemos sobre o que ela chama de dispositivo de gênero, sendo um deles o do amor romântico. Calma, parece ser algo difícil, mas vamos explicar e eu tenho certeza que você vai se identificar. Viver nesse dispositivo define que damos nossa autoestima ao outro, que na nossa sociedade, muitas vezes é o homem. Ou seja, precisamos ter a aprovação deles para sentirmos que temos valor. Por isso, estaríamos vivendo numa espécie de prateleira, a prateleira do amor. Nela, competimos umas com as outras para sermos as mais desejadas, porque assim, seremos finalmente escolhidas. Vocês perceberam onde eu estou chegando aqui? Quando damos nosso valor ao outro, estamos no nosso nível máximo de vulnerabilidade, aceitando praticamente qualquer coisa que apareça para nos sentirmos amadas. E vamos trabalhar muito para que essa relação continue, mesmo que ela seja um monte de migalhas. Eram 8 horas diárias juntos, muito próximos. Ele era e é casado. Sempre fez questão de dizer a todos, todos mesmo, que seu casamento não ia bem, que eram apenas amigos que moravam na mesma casa e juntos educavam seus dois filhos. Em pouco tempo, já havia me envolvido em gentileza, cuidado e vê-lo e não demorou muito para demonstrar seu interesse por mim. Dizendo que não importava o quanto demorasse, mas ele iria cuidar de mim. Fui me vendo envolvida e já não conseguia mais fugir disso. Eu estava sozinha há três anos, carente de certo modo. Ele era muito sedutor, culto, inteligente, toca bateria e canta num duo de guitarra e voz. Eu cedi. Foi um amor daqueles de muita intensidade, mil juras, muitos elogios, muito amor. Gente, tem um detalhe trazido no relato que eu não queria deixar passar. Este homem é casado. Ele não está exatamente disponível para iniciar um relacionamento, não é mesmo? E aqui, eu não estou julgando de maneira nenhuma a nossa sobrevivente. Aqui é sobre ele, que mesmo estando nessa posição de ter um compromisso firmado com outra mulher, sua companheira, ele se dá o direito de trair a confiança dela. E eu sei que, olhando essa história por essa lente, a gente consegue entender o que está se desenrolando. Às vezes, na tentativa de estar amparada, não percebemos que estamos dando todo o nosso poder para o outro. E esse outro, não importa se é um cara culto e educado, ele nunca deve ter poder sobre quem somos e sobre o que queremos, sabe? Porque ao se entregar para uma relação que já começa meio torta, perdemos a oportunidade de viver as nossas histórias da forma mais completa possível, com de fato todos os sentimentos bons que merecemos. Ele se desdobrava em mil para poder me ver. Trazia sopa feita por ele às 11 horas da noite numa noite fria. Aparecia num sábado pela manhã com o café da manhã nas mãos, sempre me agradando e jurando amor. Junto começou um ciúme doentio. Mexeu várias vezes no meu celular, questionando quem eram as pessoas que curtiam minhas fotos nas redes sociais. Às vezes, insinuava que eram casos que tive, mas só eram amigos. Ele dizia que tinha ciúme do meu passado, do meu ex-marido, do pai dos meus filhos, ciúme do passado. Não suportava imaginar que vivi com outro homem, que já fui casada. Algumas vezes, quando fui jantar com uma amiga, ele apareceu no lugar. Uma vez chegou a sentar na mesa junto e fazer de conta que eu não estava na mesa. Só falava com a minha amiga, como se eu não existisse. Nesse mesmo dia, postou no status do WhatsApp várias músicas ofensivas para me atingir. Apenas porque não aceitou que eu tivesse saído para jantar com uma amiga.
[10:24]O príncipe era muito perfeito. Ele estava sempre à disposição da princesa, prometia toda a riqueza do reino e a presenteava com tudo o que ela mais gostava. Mas ele também não deixava a princesa fazer nada sozinha. Não havia um só lugar no reino que ela pudesse estar, que ele não estivesse. A princesa começou a desconfiar que aquilo não estava certo. Ela queria poder conhecer as pessoas da vizinhança, talvez até ter amigas. Mas o príncipe disse que sabia o que era melhor para ela e assim a isolou de todos. Estava pensativa aqui sobre essa parte do relato, porque lembrei de uma teoria que as princesas da Disney não tem amigas. Nos desenhos, existem sempre animais ou objetos falantes que acabam sendo as companhias dessas mulheres que estão absolutamente indefesas. Mas mais que uma teoria de redes sociais, um artigo chamado A figura feminina nos filmes da Disney, prática de representação identitária, observa que tem um detalhe nas histórias das princesas dos anos 90, que sempre apresenta uma personagem masculina que assume a parte final da jornada, fazendo com que a princesa que poderia ser heroína da história, vire um objeto de valor. Ou seja, tem todo o seu protagonismo retirado e colocado em quem? Isso mesmo, no homem da história. A gente sabe que a Disney melhorou muito de uns anos para cá, principalmente quando trouxe personagens como Elsa e Anna em Frozen. Personagens fortes e determinadas que vivem o amor fraterno ou materno como fonte da resolução dos conflitos. O que mostra princesas mais próximas do que a gente vive e até são chamadas de princesas contemporâneas. Mas antes da valente chegar, a gente lembra bem da Branca de Neve, né? Fiel escudeira de uma geração de garotas que cresceram achando que precisavam ser salvas pelo príncipe encantado. Princesas que não tinham uma amiga para dizer: acho que esse cara é uma cilada, mas estou aqui com você porque deve ir. Afinal, ter amigas de verdade é ter alguém que manda real, mas também tá lá para te acolher, porque ela sabe que você vai precisar. Num relacionamento como esse que estamos acompanhando, ter amigas é essencial, porque imagina a montanha russa de emoções. Primeiro o cara é perfeito, faz de tudo para te agradar, sempre ali do seu lado. Aí, de repente, ele começa a te controlar, mas justifica: eu gosto muito de você e não quero te perder. Você entende. Mas depois de um tempo, é impossível não se questionar se todo esse amor é amor mesmo, porque vocês brigam o tempo todo e você é taxada de culpada por tudo de errado que acontece. Quando eu questionei por que ele podia sair com a família e eu não podia sair para jantar com uma amiga, ele respondeu que ele podia, que estava com os filhos e a esposa apenas estava junto. Mas que eu era solteira e sair com uma amiga daria oportunidade de alguém se aproximar de mim. E em tom de ameaça, sugeriu que se eu fizesse isso, poderia dar brecha para ele fazer também, insinuando que eu poderia perdê-lo. Sempre dava um jeito de manipular, até eu achar que eu estava errada em perguntar, em questionar. Sempre virava o jogo a seu favor. Quando comecei a desconfiar dele, de ter outros casos além de mim, ele sempre dizia que isso era coisa da minha cabeça. Mas sempre estava fazendo joguinhos de ciúme, porque eu percebia ele sendo legal demais com outras mulheres. Bom, aí a situação escala, porque essa manipulação coloca as mulheres nesse lugar de culpa, para que depois ela faça o que for preciso para manter essa relação. Pode não parecer no primeiro momento, mas a violência aqui é exemplificada na forma de controle, ciúmes e falsidade. Afinal, um homem casado que exige fidelidade não é no mínimo uma afronta?
[14:57]Até parei para respirar, porque eu consigo sentir daqui o esforço dessa mulher, que estava tentando fazer tudo certo para segurar uma relação que ela tinha certeza que precisava. Pode até ser que a nossa sobrevivente no fundo achasse que se envolver com esse homem, que ela tinha acabado de conhecer, não seria a melhor das opções naquele momento. Mas ainda assim, ela se arriscou para viver essa paixão. E aqui para mim é o momento em que percebemos o quão complexos são as relações e quão humano é fazer escolhas que podem trazer consequências sérias para nossa vida, mas que a gente não percebe de primeira. Foram 8 meses até entrar na fase de descarte. Primeiro ele chegou a sair de casa um dia e passou a noite na minha, fez mil planos. Poucas semanas após esse episódio, começou a aparecer frio, mas sem me descartar de fato. Apenas já não tinha mais tanto tempo para mim. Dizia que a esposa estava em cima e que não podia se separar agora por causa dos filhos pequenos e questões financeiras. Terminamos em dezembro. Ele nunca deixou de rondar e foi só perceber que eu estava de férias como ele, aproveitando, vivendo, para ele voltar a falar em amor e me mandar mil mensagens. Voltou a ir nos lugares em que eu estava para me ver. Descobri outro caso. O bloqueei. Ele ficou doido, me ligou inúmeras vezes, me seguiu e numa dessas eu disse a ele que se ele não parasse, eu iria denunciá-lo. Porque tenho alguns vídeos dele na frente da minha casa. Vídeos que ele mesmo fez uma vez que desconfiou que eu tivesse saído, mas eu não tinha, eu estava em casa. E tenho também outras conversas, porque sempre tive a mania de printar e salvar tudo. Quando voltamos das férias, estávamos sem nos falar. Foram três dias em silêncio, até que ele me procurou. Disse que me amava demais e que tudo tinha voltado e que não conseguia viver sem mim. Sempre o amei muito todo esse tempo. Quando terminamos e descobri outra, emagreci quase 10 kg em 45 dias.
[17:43]Comecei a terapia antes dessas investidas mais diretas dele. Já acordei. Sei que ele não é o ideal para mim. Sei que ele tem essa mania de conquista, de ter fãs apaixonadas por ele. Bom, aqui eu entendo que não tem conto de fadas que vai dar conta do que aconteceu com a nossa sobrevivente. Aqui fica claro como ele tenta manipular essa mulher para que ela fique nessa relação, mesmo que claramente infeliz. É possível identificar o Love Bombing, bombardeio de amor, e o Gaslight, termo em inglês que se refere a um abuso psicológico, onde um manipulador distorce a realidade da vítima. Voltando ao relato, o bombardeio de amor está conectado à tentativa deste homem fazer com que ela permaneça com ele, dando excesso de amor e atenção. Já o Gaslight se manifesta quando ele a deixa confusa, questionando sua própria percepção da realidade. Para piorar tudo, após todas essas declarações de afeto, ainda há a descoberta de mais casos dele com outras mulheres, trazendo mais essa bomba. Ou seja, este homem não cansa de ser abusivo e o relacionamento passa a ser, infelizmente, um grande ciclo de violência. Esse termo não é meramente ilustrativo. Ciclo da violência é um conceito que foi definido pela psicóloga Lenor Walker e que apresenta três fases. Na fase um, o agressor se demonstra tenso e irritado por coisas insignificantes, com acessos de raiva. Essa fase pode conter humilhação, ameaças e arremesso de objetos. Ciúme de curtidas em redes sociais. Já na fase dois, o agressor explode, ou seja, a falta de controle chega ao limite e leva ao ato violento. Aqui toda a tensão acumulada na fase um se materializa em violência verbal, física, psicológica, moral ou patrimonial. Apareceu no jantar que eu estava com uma amiga, confirmando o fato de que estava me perseguindo. E aí temos a fase três, conhecida como arrependimento e comportamento carinhoso, ou ainda a famosa lua de mel. Esta fase se caracteriza pelo arrependimento do agressor, que se torna amável para conseguir a reconciliação. A mulher se sente confusa e pressionada a manter o seu relacionamento diante da sociedade, sobretudo quando o casal tem filhos. Em outras palavras, ela abre mão de seus direitos e recursos, enquanto ele diz que vai mudar. Ele volta a falar de amor e me enviar mil mensagens. Sair desse looping exige muita força de vontade e que custou muito da saúde dessa mulher. No caso da história, uma perda de peso severa de 10 kg bem rapidamente. Aqui estamos falando da saúde de uma forma geral mesmo. Para se ter uma ideia, a Sociedade Brasileira de Psicologia aponta que pessoas que sofrem violência não somente passam a ter consequências psicológicas, como depressão e ansiedade, mas também podem passar a apresentar consequências físicas. Desde a baixa qualidade do sono, até problemas gástricos ou ainda problemas ortopédicos. A nossa sobrevivente relata a perda de peso atrelada a tudo que ela estava passando. A luta para sair dessa situação, muitas vezes é só o começo de uma batalha mais longa, de tentar alcançar uma vida saudável novamente. Já acordei mesmo. Já não vivo em função dele como antes. Já consigo sair, me divertir e olhar para outras pessoas. Sei também que provavelmente é uma fase até ele voltar e dar o gelo novamente, mas é bastante difícil se livrar disso. Olha como isso é doentio. Eu sei como ele é. Mas não consigo me libertar totalmente dele, porque ele me envolveu de tal forma nesse jogo de sedução, que fica extremamente difícil sair. Hoje eu olho para trás com outra perspectiva. A terapia tem sido um apoio essencial. Eu sei que ele não é o ideal para mim. Se por um lado, ficamos felizes da nossa sobrevivente ter conseguido dar um basta na sua história de abuso, sentimos muito que para ela tenha sido tão doloroso chegar até lá. Mostrando que ainda é mais complicado se deparar com o fato de que esse homem ainda ocupe tanto espaço na sua vida, vivendo nos seus pensamentos. É impossível não pensar que ela voltou para a prateleira que estava no início do relato. Porque essa é a posição que a sociedade quer reservar para nós. Esperar sermos escolhidas, depois sermos descartadas e quando não fizer mais sentido, voltamos à prateleira para quem sabe ser escolhida novamente, dispostas a receber o que o próximo homem quiser oferecer. Mesmo que seja muito pouco. Mas depois de pensar que ela estaria de volta para a prateleira, eu me permito ter um pensamento novo e eu vou me apegar a ele com todas as forças. Ela deu um basta. Ao sair da relação, ao bloqueá-lo, ao ir para a terapia, é como se ela descesse da prateleira e falasse, eu me escolhi, vou ser feliz por mim mesma. Você pode me dizer, ah, mas ela ainda pensa e gosta dele, ela não superou. Eu sei, eu sei, mas eu acredito que ela deu o pontapé inicial, entendendo que aquele homem não era ideal para sua vida, que poderia muito mais sem ele. Você pode me dizer novamente que aqui, quando eu falo que ela se basta, não estou incentivando o amor e o direito dela ter um final feliz, mas eu vou ousar discordar. Afinal, o ditado não era antes mal acompanhada do que só, não é mesmo? E apelando para crenças populares ou não, mulheres que conseguem romper com o ciclo de violência que vivem, não estão optando necessariamente por uma vida sem um relacionamento, mas estão optando por estarem vivas. E nisso eu acredito. Temos reiterado episódio após episódio sobre a força de superar, de denunciar, de ir embora, de se escolher e nossa sobrevivente também é essa mulher de muita resistência. Ela mostra que viver é difícil mesmo, que a gente erra e faz escolhas equivocadas, mas a gente escolhe continuar. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão. Mulheres verão para crer para valer por Neide Almeida. Queridos ouvintes, chegamos ao fim do episódio nos colocando em profunda vontade de acolher a todos e todas que já passaram por algum tipo de abuso ou violência. Sabemos da urgência em termos mais trabalhos, incentivos, metodologias e pesquisas que nos direcionem para o entendimento profundo sobre as razões dos índices de violência contra a mulher serem tão altos e exponenciais. Esse podcast é uma tentativa de resposta a tal urgência. Bom, foi ótimo ter você aqui para ouvir esse relato tão importante e a partir dele, repensar a nossa estrutura de sociedade. Espero que a gente se veja de novo no próximo episódio. Até lá. Esse podcast é realizado pela iniciativa eu quero contar. Nos acompanhe pelo Instagram e LinkedIn @euquerocontar. A lei Maria da Penha prevê cinco tipos de violência contra a mulher: física, sexual, moral, psicológica e patrimonial. As violências moral e psicológica são muito sutis, às vezes até silenciosas. Caso você saiba de alguém que esteja sofrendo violência no relacionamento, denuncia anonimamente ligando no 180. Equipe voluntária, roteiro, Marina Melo e Talita Raíssa, análise de conteúdo Manuela Lessa, vozes de Carla Martins e Marina Melo, edição, Camila Anselmo, direção criativa, Gabriela Tutschevic e Bárbara Rodrigues. Eu quero contar.



