[0:00]Os Três Mosqueteiros. Viagem na eletricidade. Os três mosqueteiros.
[0:22]Agora sabemos o que é a eletricidade. Entre dois fios, liga-se um gerador. Dentro de um dos fios temos elétrons demais, dentro do outro, falta. No outro lado dos fios, os elétrons passam através de um receptor desprendendo energia. Isso faz uma corrente de elétrons. É muito simples. Infelizmente, na prática não vemos os elétrons. E se vocês quiserem se situar nos circuitos elétricos, precisam de um pouco mais de informação, é claro. Esses senhores vão nos ajudar. O gerador cria entre os dois fios uma diferença de potencial ou tensão. Isso é medido em volts. Obrigado, senhor Volta. O gerador pode ser uma pilha, uma bateria de carro, ou simplesmente uma tomada. O receptor pode ser uma lâmpada, um ferro de passar, um radiador elétrico, enfim, uma quantidade de aparelhos mais ou menos potentes. A potência se mede em watts, em kilowatts. Obrigado, senhor Watts. Assim que o receptor é ligado ao gerador, uma corrente passa, e não se precisa ser diplomado em eletricidade para compreender que se ligarmos uma lâmpada duas vezes mais potente, vai passar uma corrente duas vezes mais intensa. Isso supondo que a quantidade de volts não tenha mudado. A intensidade da corrente se mede em ampères. Poderíamos medi-la, é claro, mas não é necessário. Conhecemos a voltagem. Está escrito nas pilhas ou nos contadores. Conhecemos a potência, está escrita nos aparelhos. Basta fazer uma pequena divisão. Intensidade em ampères igual a potência em watts, dividido pela tensão em volts. Por exemplo, quanto passa de ampères dentro de um radiador de 1.500 watts ligado em uma voltagem de 220 volts? Pois é, passará 1.500 dividido por 220, que é igual a 6,8 ampères, se não tivermos errado, é claro.
[2:41]Mas acho que os senhores nos prepararam um pequeno exercício. Em uma mesma tomada, eles vão ligar três lâmpadas de 100 W, um radiador de 1.500 W, uma torradeira de 760 W e um forno elétrico de 3.000 W. Problema: calculem a intensidade da corrente que vai passar na tomada. Bem, é muito simples. 100 mais 100 mais 100 mais 760 mais 1.500 mais 3.000. Potência total, 5.560 W, dividido pela tensão 220, igual Igual, senhores. Igual a 25 ampères.
[3:22]Pois é, não passou absolutamente nada. Ou antes, passou tantos ampères que os fios esquentaram e o isolante queimou. A corrente, contentíssima, claro, passou diretamente e houve um curto-circuito. Os nossos senhores não conhecem o disjuntor. O nosso radiador esquenta, por quê? Porque, no interior, a corrente passa em um fio que tem uma certa resistência. Para a resistência dos receptores, precisamos de um quarto mosqueteiro. O Ohm, que se escreve ômega. Obrigado, senhor Ohm. Poderíamos medir esta resistência, mas também não precisamos. Pois é calculada facilmente. Resistência em ohms, igual à tensão em volts, dividido pela intensidade em ampères. O seu radiador, que deixa passar uma corrente de 6,8 ampères, terá uma resistência de 32 ohms. Mas é realmente interessante saber disso? Sim, pois os fios que vão para o radiador também têm uma certa resistência. Se eles são finos demais, longos demais e estão em péssimo estado, terão a mesma resistência que o radiador, e vão desprender o mesmo calor que este, o que será suficiente para fundir o isolante. Moral da história: fiquem atentos para não deixar passar ampères demais em seus fios. Então, retenham os nomes dos seus quatro mosqueteiros: Watt, Ampère, Ohm, Volt. E se, além do mais, vocês retiverem sua fórmula, estarão quase diplomados em eletricidade.



